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Carro J3 será desenterrado em 2032 – Cápsula do tempo

A Jac Motors do Brasil inaugurou nesta segunda-feira (26) em Camaçari, na Bahia, a pedra fundamental da fábrica prevista para o fim de 2014. O investimento foi de R$ 600 milhões e, na primeira etapa do projeto, a meta é produzir 100 mil unidades por ano.

O modelo que será produzido no país ainda está em desenvolvimento e substituirá o J3 e o J2, que começa a ser vendido em dezembro.

A escolha de Camaçari é totalmente mercadológica: abocanhar o mercado do Nordeste, com forte crescimento previsto para os próximos dez anos. “O mercado nordestino tem o tamanho da Holanda mais Bélgica. Só Salvador, que é a terceira maior cidade do Brasil vende 7 mil carros por mês, mas deveria ser de 14 mil por mês. Esse ‘atraso’ será superado em 10 anos”, afirma o presidente da Jac Motors do Brasil, Sergio Habib.

A Bahia, inclusive, é o estado brasileiro que mais atrai investimento chinês, segundo o governo. A Jac é a segunda a montadora a se instalar no estado, a primeira foi a Ford. Segundo o governador da Bahia, Jaques Wagner, existe mais uma montadora com projeto “engatilhado”, a divisão de caminhões e ônibus leves da chinesa Foton.

A fábrica da Jac estava nos planos do empresário desde dezembro de 2010, antes mesmo de a marca ser lançada oficialmente no Brasil. Os planos foram adiados por diversos motivos, entre eles, o desconto do IPI para os carros nacionais, que fez com que os importados perdesse a competitividade. Agora, com as regras do governo brasileiro estabelecidas no Inovar Auto, o investimento foi possível.

“Esse projeto Inovar Auto foi negociado com diversos grupos e todo mundo teve um pouco do que precisava. Ele viabiliza completamente a nossa fábrica, porque privilegia quem investe no Brasil”, destaca Habib. O terreno da fábrica terá 650 mil metros quadrados de área construída.

A fábrica é resultado da joint venture da Jac Motors com o grupo SHC, de Sergio Habib. “Traremos novas tecnologias, com processos de produção avançados e produtos da maior alta qualidade”, afirma o presidente mundial da Jac Motors, An Jin.

Cápsula do tempo

Maior do que a cerimônia da pedra fundamental foi a da cápsula do tempo inventada por Sergio Habib. Ela é um J3 que foi enterrado no “quintal da fábrica” com 2 mil mensagens recebidas pela internet, mais objetos como iPhone, vidro de geleia, lata de Coca-Cola etc. Ele só será desenterrado em 26 de novembro de 2032. “Esse foi o primeiro carro da Jac que chegou ao Brasil e foi usado nos testes de durabilidade. Ele tem 243 mil quilômetros rodados”, explica Habib.

Apesar de ter uma cápsula do tempo prevista para ser aberta nos próximos 20 anos, a Jac não sobre números de suas perspectivas de mercados. De acordo com a Jac, foram vendidas em 2011 cerca de 24 mil unidades da marca no país. Entre janeiro e outubro deste ano foram 16 mil.

J2 chega por R$ 30.990

A Jac também aproveita o momento para lançar o J2, modelo compacto com preço sugerido de R$ 30.990. O carro e o valor tinham sido confirmados durante o Salão de São Paulo, em outubro. Como “carro de imagem”, disputaria espaço com o Kia Picanto, mas concorrerá, de fato, com os modelos na mesma faixa de preço, como Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, por exemplo. Pelo que foi visto aqui em Camaçari, a Jac gosta de brincar de futuro.

Depreciação – Carro chinês perde mais valor na revenda

Chery QQ: Depreciação fica 8,7 p.p acima do Celta, mas carro é mais completo e barato

Os carros chineses ainda são motivo de receio para muitos compradores. Por causa desta dose de desconfiança, o valor de revenda desses automóveis são mais baixos do que o de similares. Segundo o índice de depreciação dos veículos, divulgado pela agência Auto Informe, com base na tabela Molicar de preços, os chineses são os que mais se desvalorizam em suas categorias.

Na tabela abaixo é possível observar a desvalorização média entre julho de 2011 e julho de 2012 dos modelos nacionais e de modelos chineses da mesma categoria. Para efeito de comparação, foram selecionados alguns dos carros mais vendidos das montadoras Chery, JAC e Lifan. Veja a seguir:

(*) Categoria representa as grandes peruas, que inclui desde carros na faixa dos 50.000 reais, como Chevrolet Zafira e JAC J6, até modelos que superam os 100.000 reais, como o Kia Carnival.

As diferenças são maiores em alguns casos, como o do Chery QQ, que teve uma depreciação de 8,7 pontos percentuais acima do Celta. E em outros casos são mais sutis, como entre o JAC J6 e o Zafira. Como os populares costumam ter demanda alta e constante, sua depreciação é a menor do mercado, o que acentua a diferença em relação aos chineses. E no caso dos carros mais caros, como há menor procura na revenda, a desvalorização é mais alta mesmo entre os nacionais, e por isso não se distancia tanto da depreciação dos chineses.

O fato de os chineses serem os mais depreciados de suas categorias, contudo, tem uma explicação comum: o preconceito com os produtos chineses e o fato de o carro ser importado. “Os produtos chineses têm uma imagem de algo descartável no Brasil. Eles são associados, por exemplo, aos produtos da 25 de Março [rua de comércio popular de São Paulo]. Por isso, perdem até mesmo de outros importados”, explica o diretor da Auto Informe, Joel Leite.

E pelo fato de serem carros importados, quando eles precisam passar por um reparo ou uma reposição, as peças são trazidas de fora e podem demorar a chegar no Brasil. É justamente por isso que algumas montadoras preferem já vender o carro completo.

Além disso, como as chinesas ainda são relativamente novas no país – marcas como Chery e JAC, chegaram há menos de quatro anos – é mais difícil encontrar oficinas especializadas nas marcas e concessionárias do que em relação aos nacionais. Na hora de comprar um usado, as concessionárias costumam buscar em outras lojas os mesmos modelos para avaliar se estão fazendo um bom negócio. Sem uma boa base de comparação, algumas acabam desmotivadas a concretizar a compra.

O fato de os chineses serem os mais depreciados de suas categorias, contudo, tem uma explicação comum: o preconceito com os produtos chineses e o fato de o carro ser importado. “Os produtos chineses têm uma imagem de algo descartável no Brasil. Eles são associados, por exemplo, aos produtos da 25 de Março [rua de comércio popular de São Paulo]. Por isso, perdem até mesmo de outros importados”, explica o diretor da Auto Informe, Joel Leite.

E pelo fato de serem carros importados, quando eles precisam passar por um reparo ou uma reposição, as peças são trazidas de fora e podem demorar a chegar no Brasil. É justamente por isso que algumas montadoras preferem já vender o carro completo.

Além disso, como as chinesas ainda são relativamente novas no país – marcas como Chery e JAC, chegaram há menos de quatro anos – é mais difícil encontrar oficinas especializadas nas marcas e concessionárias do que em relação aos nacionais. Na hora de comprar um usado, as concessionárias costumam buscar em outras lojas os mesmos modelos para avaliar se estão fazendo um bom negócio. Sem uma boa base de comparação, algumas acabam desmotivadas a concretizar a compra.

Outros importados também costumam sofrer maior desvalorização por estes motivos, mas o “preconceito” deprecia mais os chineses do que os coreanos e japoneses. Leite acredita, porém, que assim como os outros asiáticos, os chineses também devem cair no gosto dos brasileiros com o tempo. “No começo dos anos 1990, os japoneses eram vistos como os piores carros. Depois chegaram os coreanos e tiveram muito preconceito. Quem tinha carro da KIA precisava explicar por que comprou o carro e hoje o coreano é um carro de grife”, compara.

Prós: Baixo valor de compra, fartura em itens de série, garantia estendida

Se a intenção é trocar o carro em pouco tempo, os chineses não são uma boa opção para o comprador, que pode se desapontar com o baixo valor de revenda. No entanto, se a intenção é ficar com o carro por alguns anos, a compra pode valer a pena do ponto de vista financeiro.

Em primeiro lugar, eles são muito mais fartos em itens de série do que os nacionais. “O chinês é um carro que vem completo de fábrica ao preço de um carro popular pelado. O consumidor se sente valorizado: tudo que as grandes montadoras não deram estes anos, eles estão ganhando com o chinês”, avalia Leite.

O Chery QQ, motor 1.0, cinco portas, tem como itens de série ar-condicionado, direção hidráulica, travas elétricas, vidros e retrovisores elétricos, CD player, airbag e ABS. Atualmente, é um dos carros novos mais baratos do mercado, vendido nas concessionárias por um valor médio de 23.822 reais, segundo a tabela Fipe (valor médio dos carros vendidos com opcionais ou sem). O Celta, motor 1.0, cinco portas, por exemplo, tem valor inicial sugerido pela montadora de 24.468 reais (sem opcionais) e não possui os itens de série acima citados.

Apesar dos problemas na reposição das peças, os carros chineses podem ter custo de peças menores, já que os preços são proporcionais aos valores do carro completo. Até o momento, o melhor indicativo sobre isso é uma pesquisa do Cesvi, órgão dedicado à segurança viária e veicular, que avaliou o custo de reparabilidade de dois veículos chineses, o J3 e o J3 Turin. Os dois carros ficaram com 13 pontos em uma escala que vai de 10 a 60, sendo 10 a melhor nota. Com este resultado, os carros da JAC ficaram entre os cinco melhores no ranking de reparabilidade do mercado nacional, que avalia custos e o tempo que o carro fica na oficina.

Outra vantagem dos chineses é o prazo de garantia, mais extenso do que no caso dos nacionais. Os veículos da JAC, por exemplo, vêm com seis anos, enquanto boa parte dos veículos comercializados no mercado brasileiro tem garantia de três anos.

Contras: Segurança e motor movido a gasolina

Saindo do aspecto financeiro, outros pontos podem não compensar a compra do chinês. Um dos principais motivos de preocupação em relação a estes carros é a segurança.

Ainda não foram realizados muitos testes, mas o Chery QQ, por exemplo, foi submetido a um crashtest no padrão EuroNCap em 2006 e obteve resultados ruins. A Chery, porém, defende que reformas estruturais foram feitas desde então. Por outro lado, a pesquisa da Cesvi realizada com o J3 e do J3 Turin, conclui que o índice de segurança de ambos os carros foi considerado satisfatório.

Outro fator contrário aos chineses é que a maioria deles não tem motor flex. E apesar de os preços do álcool ficarem elevados na entressafra da cana-de-açúcar, fora deste período, os preços costumam ser mais vantajosos que os da gasolina na maior parte dos estados brasileiros.

Carros importados mais vendido em novembro – Kia Soul lidera a primeira colocação

Lista reúne marcas que não possuem fábrica no Brasil.
Kia Soul lidera seguido pelo Chery QQ, aponta associação.

As vendas de carros importados por empresas oficiais subiram 13,8% em novembro, de acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Segundo a entidade, a alta é justificada pelo fraco mês de outubro, afetado pelo reajuste do Imposto para Produtos Industrializados (IPI) — apesar de adiado para dezembro, o novo IPI chegou a vigorar por um mês, entre setembro e outubro.

Além disso, a entidade aponta para a queda de participação de mercado de de 5,03% em outubro, para 4,95% em novembro. Fazem parte da Abeiva as marcas Aston Martin, Audi, Bentley, BMW, Changan, Chery, Chrysler, Dodge, Effa Changhe, Effa Hafei, Ferrari, Hafei Motor, Haima, JAC Motors, Jaguar, Jeep, Jinbei Automobile, Kia, Lamborghini, Land Rover, Lifan, Maserati, Mini, Porsche, Ssangyong, Suzuki e Volvo.

Em novembro, o Kia Soul manteve a liderança já obtida em outros meses do ano. A novidade para o mês foi o Kia Sorento em segundo lugar. O Chery QQ, que aparecia em segundo lugar em outubro, agora ficou na quarta colocação. O JAC J3 permanece na 3ª posição. Veja abaixo o top 10 do mês entre as marcas integrantes da Abeiva, que são as que não possuem fábrica no Brasil.

 

 

Sedã Jac J3 roda antes de lançamento

Chinês estará no Salão do Automóvel, em outubro

Os modelos chineses da JAC continuam rodando livremente por São Paulo. Nosso leitor Luís Eduardo flagrou uma unidade do sedã J3 em testes por uma das principais avenidas paulistas. O modelo é o topo de linha dos primeiros a chegarem ao país, com promessa de ótimo acabamento e extensa lista de equipamentos.

A marca espera vender 36 mil unidades no Brasil no ano que vem, com uma rede de 60 concessionárias oferecendo os modelos com preços entre R$ 38 mil e R$ 65 mil. A chegada oficial será no Salão do Automóvel, que abre as portas no fim de outubro.

Fonte: AutoEsporte