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Pelas imagens, dá para notar que carroceria terá estilo fastback e montadora divulga que porta-malas ganhou 25 litros

Após ser flagrado no último final de semana circulando sem disfarces em São Paulo, durante gravação do comercial, a Hyundai revelou oficialmente a lanterna traseira do novo HB20S.

Além da lanterna, dá para notar que o novo sedã terá estilo fastback. Isso quer dizer que o caimento do vidro está mais acentuado, este tipo de carroceria também foi usado na décima geração do Honda Civic.

Outra informação divulgada pela montadora é que o porta-malas está maior, passou de 450 litros para 475 litros.

As fotos do flagra foram enviadas pelo nosso leitor Fernandi Durigan, e deu para perceber que a dianteira do três volumes é igual ao hatch revelado recentemente. A robusta grade, maçanetas cromadas e o novo desenho das rodas de liga leve de 15 polegadas são outros destaques.

 

HYUNDAI LANÇA VERSÃO DE TOPO

A Hyundai revelou no Salão do Automóvel várias novidades em seu estande, mas o que chamou a atenção foi a fartura de lançamentos. De uma só vez, a montadora sul-coreana anunciou as chegada das novas gerações do sedã executivo Azera e do SUV médio-grande Santa Fe, além do renovado Elantra, que ganhou recentemente um facelift mais profundo. A marca ainda exibe o Sonata em versão híbrida e um conceito chique do SUV Creta.

A renovação imediata da linha de importados se destaca de alguma forma pelo momento conturbado entre Hyundai e o grupo Caoa. Faz alguns meses publicamos que as empresas podem se divorciar. Há inclusive um processo correndo em júri internacional. Mas enquanto nada é definido, o fato é que as concessionárias da Caoa receberão três reforços de peso. O mais representativo é o Santa Fe, utilitário mais caro da marca, com sete lugares.

Na apresentação, foi anunciado que o Santa Fe será vendido com motor 3.5 V6 a gasolina capaz de render 280 cv de potência e um torque de 34,3 kgfm. O SUV terá sempre tração integral permanente (AWD) e câmbio automático de oito marchas. A marca também confirmou que a lista de série será robusta (como de praxe), entregando itens como teto solar panorâmico, chave presencial com partida por botão, multimídia, entre outros.

Sucesso no início da década, o Azera está há um bom tempo esquecido, sem receber novidades e com preços um tanto salgados. É um segmento que perdeu espaço nos últimos anos, mas o produto em si estava velho. Pois o modelo chega agora na sexta geração totalmente remodelado, com faróis e lanternas full led, sistema de som premium, rodas de liga leve aro 19, teto solar e controle de cruzeiro adaptativo. O motor 3.0 GDI rende 261 cv acoplado à mesma transmissão de oito velocidades do Santa Fe.

No andar de baixo dos sedãs a marca recoloca o Elantra com o novo visual, lançado há poucos meses nos Estados Unidos. O modelo também tem sofrido com o sucesso dos SUVs, mas o design moderno e afiado pode lhe trazer um pouco de calor. O modelo chega “mundo em breve no Brasil” com o mesmo 2.0 flex aspirado de 160 cv e a caixa automática de seis marchas. A lista tem sete airbags, teto solar e instrumentos em tela digital.

Para testar o público e também exaltar seu lado ecológico, a montadora sul-coreana também exibe na feira paulistana o Sonata híbrido de nova geração, mas sem um plano de lançamento para o sedã. Outro modelo que está no estande da marca é o híbrido Ioniq, um dos campeões de vendas da marca na Ásia e na Europa. Não há ainda um anúncio oficial, mas o hatch tem chances de chegar – nós inclusive aceleramos o Ioniq na Coreia!

Por fim, uma novidade nacional. A Hyundai criou especialmente para o Salão do Automóvel o Creta Prestige, que vislumbra uma futura versão mais chique do modelo, que passaria a ser a mais cara da linha. Os bancos são revestidos em couro perfurado, o acabamento na cabine ganha maior riqueza de detalhes (e perde um pouco o jeitão de HB20), há teto solar panorâmico e outros equipamentos e recursos que ainda não existem no SUV. Segundo os executivos da montadora, é um conceito com grandes chances de chegar às ruas.

Genesis G70 tem visual mais ousado do que o que já foi vendido no nosso mercado

A Hyundai registrou o desenho da nova geração do Genesis G70 no Brasil. Para aqueles que não se lembram, a Genesis é a marca de luxo da sul-coreana e virou divisão em 2015. Lançado no ano passado na Coréia do Sul, o sedã apareceu no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), mas ainda não há posicionamento oficial do grupo Hyundai CAOA sobre a possível importação. Vale lembrar que o Genesis chegou a ser lançado no Brasil em 2012.

Ao contrário do original, o novo Genesis G70 é um sedã menor. A sua concorrência é formada por medalhões como o Audi A4, BMW Série 3 e Mercedes-Benz Classe C, entre outros. Uma missão nada fácil.

Para conseguir estabelecer seu próprio espaço, o G70 aposta na esportividade. O modelo tem duas opções de motorização a gasolina: um 2.0 turbo de 252 cv e um V6 3.3 biturbo de 365 cv, as mesmas opções do primo Kia Stinger. O seis cilindros leva o Hyundai de zero a 100 km/h em 4,7 segundos. A tração pode ser traseira ou integral.

Somado ao desempenho, o G70 também tem o desenho agressivo como uma das suas armas. O estilo remete aos maiores Genesis G80 e G90, com direito a um capô largo e traseira curta. O desenho foi assinado pelo próprio Peter Schreyer, chefe de estilo do grupo Hyundai e também responsável pelas linhas finais do Stinger.

Por dentro, muito luxo. Há couro de verdade sobre o painel e portas, com opções de cores claras. Além dos revestimentos premium, o Hyundai conta com tela multimídia de oito polegadas, sistema de som com 15 alto-falantes e controle de cruzeiro adaptativo.

 

Sedã reestilizado estreia nos EUA no último semestre com tecnologias semiautônomas e versão esportiva com mais de 200 cv

A próxima atualização do Hyundai HB20 só deve chegar ao Brasil no ano que vem, mas o novo Elantra, recém-revelado pela marca nos Estados Unidos, dá uma ideia do que esperar para o hatch compacto.

A principal novidade do sedã está na dianteira consideravelmente mais conservadora, com grandes faróis triangulares que invadem a grade do radiador. Nas versões mais caras eles serão de leds, como já ocorre com os rivais Toyota Corolla e Honda Civic.

Por se tratar de uma reestilização sobre o modelo atual, a lateral não teve grandes alterações além das novas rodas, que vão de 15 a 17 polegadas.

A traseira manteve as lanternas bipartidas, que receberam um novo formato, assim como o para-choque e a tampa do porta-malas. Um detalhe curioso ficou por conta do reposicionamento da câmera de ré, localizada no ressalto superior da tampa.

Já o interior teve mudanças bem mais discretas, como alterações nos elementos internos dos difusores do ar-condicionado, volante e controles do ar-condicionado.

Assim como aconteceu com o novo Honda Civic, o Elantra também passou a adotar uma série de itens para condução semi-autônoma, com possibilidade até para frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestre.

O catálogo de motores nos Estados Unidos não foi alterado e continua com três opções. O 2.0 16V aspirado é o mesmo do Creta, mas com menos potência: 149 cv. Além dele há duas opções turbo: um 1.4 de 130 cv e um 1.6 16V.

Este último é o mesmo motor do Tucson e novo Veloster, mas recalibrado para gerar 204 cv e exclusivo da versão Sport.

O câmbio é automático convencional para as versões de entrada e automatizado de dupla embreagem e sete marchas na variante esportiva.

O novo Elantra será lançado nos Estados Unidos no último trimestre deste ano. Não há previsão de quando o sedã chegará ao Brasil, mas considerando que a marca registrou até o Veloster no país, é possível que o Elantra seja lançado por aqui no primeiro semestre de 2019.

CHERY TIGGO 5X SERÁ FEITO EM ANÁPOLIS (GO), ONDE A CAOA PRODUZ OS HYUNDAI

Depois do Tiggo 2, os planos da Caoa Chery para o Brasil já estão bem definidos: os modelos Arrizo 5, Tiggo 4 (batizado 5x em alguns países) e o Tiggo 7 chegam às lojas ainda neste ano. Enquanto a fábrica de Jacareí (SP) ficará responsável pelo sedã Arrizo 5, os dois novos Tiggos sairão das linhas de montagem de Anápolis (GO), onde a Caoa já faz os Hyundai ix35, Tucson e New Tucson.

Se o fabricante ainda faz mistério para as motorizações das novidades, ao menos já adiantou quais são as opções para o Arrizo 5: motor turbo com câmbio CVT e motor aspirado com câmbio CVT ou manual. A confirmação só virá no Salão de São Paulo, em novembro, onde também será mostrado um carro elétrico do grupo.

Fim da linha para o Celer 

Segundo Alfonso, tanto Celer como Celer Sedan já deixaram de ser feitos para darem espaço ao Tiggo 2, que começou a receber novos componentes produzidos aqui para adiantar o processo de nacionalização. Como efeito das novas investidas, a Caoa Chery espera elevar a produção da fábrica paulista das atuais 35 unidades diárias para 120 unidades diárias até o fim deste ano.

 

Nova geração já está em testes no Brasil e chega ainda em 2018; modelo anterior permanecerá à venda

A Hyundai apresentou a terceira geração do Santa Fe na Coreia do Sul, onde o SUV começa a ser vendido nas próximas semanas. Mas não precisa ficar ansioso, pois o modelo está em testes no Brasil desde antes de sua apresentação oficial.

Tem até um toque de Brasil na estratégia de lançamento na Coreia. Por aqui, onde você pode encontrar as três gerações do Tucson (Tucson, Ix35, New Tucson) nas lojas, os sul-coreanos poderão optar entre a segunda e a terceira geração do Santa Fe.

Para não confundir as coisas, a nova geração será chamada apenas de Santa Fe. A geração passada, por sua vez, será vendida como Santa Fe XL – tanto na versão de cinco como na de sete lugares. E olha que a Hyundai já confirmou a versão de sete lugares da nova geração.

Em compensação, não é difícil reconhecer a terceira geração do SUV médio. O Santa Fe é o mais novo carro com faróis divididos em duas partes – como a Fiat Toro e o Citroën C4 Picasso. Segue à risca a tendência iniciada na marca pelo compacto Kona.

O resultado no Santa Fe é mais feliz. A parte superior dos faróis está integrada à barra cromada da grade, enquanto a parte inferior é grande o suficiente para chamar atenção, mas não está perdida na frente do carro.

De perfil, o SUV exibe formas mais marcantes, com direito a vinco que começa nos faróis e termina nas lanternas. O caimento do teto está menos acentuado, deixando a traseira mais elevada, o que será bastante útil na futura versão de sete lugares.

Vale destacar que o Santa Fe está 8 cm mais longo, com total de 4,77 m de comprimento, e tem entre-eixos 6 cm mais longo, com 2,76 m no total. Na largura, cresceu 1 cm, para 1,89 m.

A evolução na traseira é nítida, mas remete aos Infiniti com suas lanternas estreitas que avançam na direção dos para-lamas. O para-choque está mais volumoso e recebeu as luzes de seta traseiras.

Além de painel completamente novo, com tela destacada na parte superior (como manda a moda), o Santa Fe ganhou quadro de instrumentos com parte central digital e capaz de projetar suas informações no para-brisas por meio do head-up display.

Há ainda frenagem autônoma de emergência, assistente de permanência em faixa e piloto automático adaptativo.

Serão três as opções de motores disponíveis na Coreia do Sul: o 2.0 turbo com injeção direta de 235 cv e 36 mkgf de torque, o 2.0 turbodiesel de 186 cv e 41 mkgf de torque e o 2.2 turbodiesel de 202 cv e 45 mkgf.

O câmbio é sempre automático de oito marchas, mas a tração integral será opcional por lá.

Recém-apresentada na Europa, a novidade recebeu nova suspensão mais rígida e para-choque frontal mais agressivo que na versão hatch

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O Hyundai i30 já disse adeus ao Brasil e a nova geração ainda está longe de desembarcar por aqui, mas o modelo até ganhou uma versão “Fastback” lá fora. Com estilo de cupê com quatro portas, o modelo lembra a proposta dos BMW Série 3 GT e Série 5 GT, com teto de caimento suave e tampa do porta-malas que abre junto com o vidro traseiro.

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Além da nova carroceria alongada, o novato sul-coreano está 3 cm mais baixo quando comparado à versão hatch e ainda ganhou novo para-choque com entradas de ar (falsas) maiores. De acordo com o fabricante, a suspensão também foi reajustada para ficar um pouco mais rígida e aumentar a estabilidade em velocidades mais elevadas.

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Quanto à motorização, serão ofercidas opções a gasolina 1.0 de três cilindros com 120 cv de potência e outro 1.4 turbo com 140 cv para a Europa – como é comum, também haverá um 1.6 turbodiesel em configurações de 110 cv e 136 cv. As transmissões podem ser manual de seis marchas ou automática com dupla embreagem e sete velocidades.

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Os preços ainda não foram divulgados pela marca, mas a lista de equipamentos de segurança para o Velho Continente será recheada com sistema de frenagem de emergência, detector de fadiga do motorista, farol alto automático, reconhecimento de placas, alertas de ponto cego e tráfego cruzado, bem como assistente de permanência em faixa.

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Fomos à pista conhecer de perto a versão topo de linha do novo hatch que concorre com Onix e HB20

O Fiat Argo, que está sendo apresentado oficialmente hoje à imprensa e chegará às lojas nos próximos dias. Hatch pouco menor do que o rival Renault Sandero, o novo modelo nasce com a missão de — sozinho — substituir o Punto, o Bravo e as versões mais completas do Palio (este continuará apenas com motor 1.0). Seus alvos principais são o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, que vêm a ser os dois carros mais vendidos atualmente no país. Os preços começam em R$ 46.800 na versão 1.0 Drive e vão até R$ 70.600 na 1.8 HGT automática.

Ou seja: mesmo com uma linha de produção mais enxuta, a Fiat espera reconquistar o primeiro lugar nas vendas. E, pelo que pudemos perceber neste primeiro contato, o carro tem boas chances de fazer sucesso.

Impressões gerais

De perto, o que primeiro chama a atenção é o rebuscado desenho da grade do radiador. Já a abertura inferior é no estilo colmeia de abelha e vale para todas as versões. A dianteira remete ao atual Fiat Tipo italiano, ou quem sabe, a um Mobi muito melhorado (mas muito mesmo). A traseira tem um quê das novas Alfa Romeo Giulietta, especialmente pela forma das lanternas.

O tamanho é um meio termo do que há na concorrência: são 4 m de comprimento, com 2,52 m de entre-eixos e 1,5 m de altura, números que praticamente empatam com os do antecessor Punto e são bem superiores aos do Palio.

A plataforma, diga-se, também é basicamente a mesma MP1 usada nos Punto, Linea e Doblò. Tem origem nos tempos em que a Fiat fazia projetos juntamente com a Opel mas, para a criação do Argo, foi extensamente modificada em suspensão, direção e aços utilizados, a ponto de a marca dizer que mantém apenas 20% da anterior. A parte elétrica/eletrônica vem do Jeep Compass, com direito a controle de estabilidade ESP.

Com aços de ultra resistência nas colunas, caixas de ar e assoalho, e técnicas de estamparia mais recentes, o monobloco pesa 42 kg a menos que o do Punto.

Para substituir três modelos de uma vez, o Argo sai com três opções de motor: o tricilíndrico 1.0 Firefly (de 77 cv), o 1.3 Firefly de quatro cilindros (109 cv) e o 1.8 E.TorQ (139 cv, ou seja: já com o aumento de potência que o Renegade ganhou em novembro passado).

Na pista, a versão esportiva HGT mostra boa disposição. O Argo, contudo, merecia um câmbio manual melhor. O carro sairá com o velho câmbio manual de cinco marchas em todas as versões. A Drive 1.3 pode vir com a caixa automatizada GSR (ex-Dualogic), enquanto as 1.8 Precision e 1.8 HGT (mesmo nome da versão esportiva do Fiat Brava, lembram?) têm como opção um câmbio automático de verdade: o Aisin AT6, de seis marchas.

Equipado

O bom recheio de opcionais será um dos apelos de venda. Desde o básico Argo 1.0 Drive, há de série sistema start/stop, monitor de pressão dos pneus, ar-condicionado, trava e vidros elétricos e Isofix para prender cadeirinha no assento traseiro. O 1.3 com câmbio automatizado traz ainda “piloto automático” e aletas atrás do volante para trocas de marcha. Já os topo de linha HGT 1.8 vêm com aros de 16 polegadas, couro no volante e uma grande tela multimídia no alto do painel. Não há, porém, GPS (use o do smartphone).

Sensores de estacionamento, câmera de ré, airbags laterais, abertura de portas por aproximação e aros de 17″ são opcionais. E não espere sensores dianteiros ou teto-solar.

Na versão avaliana na Fazenda Capuava, em Campinas (SP), a versão 1.8 HGTagrada pelos detalhes vermelhos que enfeitam os para-choques. A ponteira do escape é cromada e os aros de 17″ enchem os olhos. Por dentro, a boa impressão é dada pelo volante forrado com couro (com uma costura na parte mais alta, como nos carros de rali).

O painel tem um quê de Alfa Romeo moderno, mas os instrumentos vieram da Toro. Sobre o tablier, à moda dos Mercedes C e CLA atuais, os Argo 1.8 trazem a telona multimídia sensível ao toque, de operação bem simples.

O espaço interno é ótimo para um hatch compacto, com destaque para a altura do teto e a área do porta-malas.

Acelerando na pista

Há regulagem de altura e distância — boa! Hora de apertar o botão de partida e ir à luta. No mundo real, motor de 139 cv em um carro de 1.243 kg é pra lá de interessante. Na pista de autódromo, porém, não chega a deixar o “piloto” trêmulo e de olhos esbugalhados.

O que tira muito da emoção é o câmbio manual de cinco marchas que lembra o Palio a cada troca, com aquele trambulador de curso longo e meio esponjoso. A Fiat deveria pegar uma caixa de Gol/Up! e copiar igualzinho. Experimentamos também o automático AT6, que se mostrou bem suave e rápido, seja em drive ou fazendo as trocas manualmente.

É no sinuoso traçado da Capuava que o Argo mostra que o acerto de chão é sua maior qualidade — e o ponto em que realmente se destaca da concorrência. Curva a curva, volta a volta, vamos ganhando confiança e aumentando a velocidade de entrada e saída. Mesmo com um trivial eixo de torção na traseira (nada de multibraço aqui), o carro rola pouquíssimo e apoia bem.

O belo trabalho de suspensão deixou o Argo muito previsível e dócil aos comandos do motorista. Seu limite está nos pneus. E, se tudo der errado, o controle eletrônico de estabilidade está ali para salvar).

Com motor 1.6 16V turbo de 177 cv e câmbio automatizado de dupla embreagem e sete marchas, o SUV chega ao Brasil por R$ 138.900

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A Hyundai apresentou nesta semana, durante o Salão do Automóvel, o New Tucson, que já é feito em Anápolis (GO) ao lado dos “irmãos” Tucson e ix35 – por ora, os dois continuam à venda. A fabricação nacional foi antecipada com exclusividade por Autoesporte em setembro de 2014. O SUV será oferecido em duas versões (GL e GLS), com preços a partir de R$ 138.900, mas haverá uma edição especial de lançamento, batizada Top, limitada a 30 unidades. A marca divulgou apenas o preço da configuração de entrada, mas é esperado que a opção intermediária avaliada chegue às lojas por aproximadamente R$ 150 mil.

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Impressões ao volante

Por fora, o desenho da carroceria entrega a inspiração alemã do New Tucson, mas nos primeiros quilômetros rodados já dá para notar que o espírito europeu vai além do visual. A suspensão tem acerto firme e mantém o SUV sob controle nas curvas, assim como em velocidades mais altas, mas o conforto não ficou comprometido em favor da estabilidade.

Como já acontece com outros modelos da marca, a direção assistida eletricamente tem ajuste leve, o que facilita as manobras na cidade. Por outro lado, as percepções do asfalto são “absorvidas” quase que por completo, frustrando quem espera uma condução menos anestesiada.  O bom isolamento acústico da cabine também ajuda a criar um “mundo à parte”.

No que diz repeito à dinâmica, há uma boa evolução em relação ao antecessor ix35, mas é sob o capô que se esconde o principal trunfo do novo SUV: o motor 1.6 16V turbo com injeção direta de gasolina capaz de entregar 177 cv e 27 kgfm de torque entre 1.500 e 4.500 rpm associado a um câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

O conjunto mecânico garante agilidade ao New Tucson no ambiente urbano, além de fôlego para retomadas e ultrapassagens em rodovias. As trocas de marchas são rápidas, mas borboletas atrás do volante seriam bem-vindas – as trocas manuais são feitas apenas por meio da alavanca. De acordo com a marca, a aceleração até os 100 km/h se dá em 9,1 segundos.

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Custo-benefício

Bem equipado desde a versão de entrada, o modelo recebe alguns “mimos” a partir da configuração GLS, como teto solar panorâmico, maçanetas externas cromadas, luzes diurnas e lanternas de leds. Quer retrovisor eletrocrômico, bancos dianteiros com resfriamento e aquecimento, detector de ponto cego e assistência de estacionamento? O jeito é levar a Top.

Como já era de se esperar, o acabamento tem superfícies macias no painel e plásticos suaves ao toque por toda a cabine, mas os porta-objetos sem fundo emborrachado destoam. A nova central multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas não tem GPS, ao contrário do ix35, mas é intuitiva e aposta por sistemas de espelhamento CarPlay e Android Auto.

O que decepciona é a falta de alguns itens de segurança que têm se tornado comuns entre os modelos importados da mesma faixa de preço, como frenagem de emergência, controle de velocidade adaptativo e assistente de permanência em faixa. Controles de estabilidade e de tração, assim como airbags laterais e de cortina vêm de série em todas as configurações.

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Vale a pena?

Sim. Não há condução semi-autônoma, mas o conjunto mecânico garante ao New Tucson o comportamento de hatch médio e a lista de equipamentos tem bom recheio desde a versão de entrada. Comparado ao ix35 e até mesmo ao Santa Fé, a novidade é a melhor opção entre os SUVs de cinco lugares da marca à venda por aqui, mas o fabricante também quer brigar com as opções mais baratas do Audi Q3 e do Mercedes-Benz GLA – ainda que não tenha o mesmo prestígio das alemãs. Aí vai do comprador escolher conteúdo ou “status”.

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Mais equipado do que o modelo atual, o sedã ganhou visual inspirado nos modelos da Genesis, mas a motorização ainda é um mistério

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Hoje (27), a Hyundai revelou a nova geração do Azera, que ganhou desenho inspirado nos modelos da Genesis, divisão de luxo da marca – o destaque fica por conta da grade dianteira em formato “cascata”. A partir do próximo mês, terá início a comercialização na Coreia do Sul (onde é chamado de Grandeur), mas a motorização do sedã ainda é um mistério.

  • AVALIAÇÃO: HYUNDAI AZERA 3.0 V6

Fora, é possível ver alguns detalhes que acompanham o modelo desde a primeira encarnação vendida por aqui, como as lanternas traseiras unificadas por uma régua e os para-lamas traseiros ressaltados – as dimensões da carroceria não foram divulgadas pelo fabricante. O caimento suave do teto na parte traseira também se manteve, a exemplo do modelo atual.

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A cabine seguiu a tendência “europeizada” dos últimos lançamentos da Hyundai, como o i30. A lista de itens não foi revelada, mas as fotos indicam que a novidade trará controle de velocidade adaptativo com assistente de permanência na faixa, central multimídia com Apple CarPlay, sistema de som da JBL e bancos dianteiros elétricos com aquecimento e ventilação.

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