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Vendas de carros em época de COVID19 – Carro seminovo fica até 27% mais caro

 

A pandemia do novo coronavírus afetou toda a cadeia automotiva durante os últimos meses. A venda de carros, por exemplo, caiu 67,03% em abril, comparado a março.

No entanto, esta não foi a única mudança que atingiu o mercado de veículos. Veja o que aconteceu através dos estudo feito pela parceira KBB Brasil, consultoria especializada em precificação de carros, durante a crise da Covid-19.

De acordo com o levantamento, os veículos seminovos (com até dois anos de uso) estão se valorizando durante a quarentena.

Além disso, os zero-quilômetro, que embora tenham valores maiores no papel devido ao dólar estar quase R$ 6, na prática, com adição de todos os bônus e descontos, apresentam leve desvalorização.

A análise feita abrangeu a variação diária de preços no período de 14 de março a 30 de abril – ou seja, da última quinzena antes das medidas restritivas até o fim do primeiro mês de isolamento.

Foram coletadas informações de 22.440 versões de veículos zero-quilômetro e com até dois anos de uso, separados em dez categorias: Coupe, Furgão, Minibus, Hatchback, Minivan, Roadster, Sedan, SUV e Station Wagon.

Analisando o saldo total dos quatro segmentos mais emplacados do Brasil, pode-se observar uma tendência média de alta entre os modelos seminovos.

A categoria picapes registrou a maior variação frente as outras três, com 1,43% de alta no saldo total do período. O crescimento dos hatches, segmento que lidera o ranking de vendas nacional, foi o segundo maior com elevação de 0,76%.

Os SUVs registraram um crescimento mais tímido com 0,03% no final do período, enquanto o segmento de sedãs teve queda de 1,13% em seus valores. Ainda assim, na média, a precificação das categorias destes veículos indicou alta de 1,09%.

De acordo com a KBB Brasil, a “tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos”

Um dos exemplos de alta durante o período é o Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que registrou um aumento de 10% em seu valor durante o último mês.

Além do modelo da Ford, o Chevrolet Onix Plus seminovo também registrou crescimento em seu valor durante o período, ficando impressionantes 27% mais caro na versão intermediária LTZ 1.0 Turbo com câmbio automático.

A KBB Brasil ainda afirma que os veículos com quatro anos ou mais de uso sofreram forte depreciação no período. Segundo eles, esses veículos “acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa.”

O destaque foi do segmento hatchback, que registrou crescimento de 5,39% no saldo total do período. A categoria picape veio logo em seguida, com valorização de 0,9%. Os SUVs registraram elevação mais contida, 0,09%, enquanto os sedãs, novamente, apresentaram queda de 1,13%.

O principal motivo para o aumento é o repasse da elevação de custos de produção durante a pandemia, segundo a KBB Brasil.

“Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6. Observações preliminares já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final”, analisou a KBB.

No entanto, pode-se observar também que três das quatro principais categorias vendidas no Brasil registraram desvalorização em seu valores especificamente no mês de abril.

De acordo com a KBB, tal desvalorização se deu nesse período porque “algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoques adquiridos pré-crise, numa tentativa de manter as vendas aquecidas”.

Versão aventureira tem preço próximo de concorrentes mais potentes como o Fiat Argo Trekking

Faltava pouco para o Ka cobrir 100% da sua faixa de mercado, apenas um câmbio automático e a versão Freestyle. Os aventureiros representam uma boa parcela das vendas e nenhum fabricante quer abrir mão dessa forcinha. Se o Freestyle 1.5 (confira o teste) responde por 10% do total, o novo motor 1.0 vai encorpar esse número para tentar tirar a vice-liderança do HB20 entre os hatches compactos. As entregas começam em junho.

O Ka aventureiro parte de R$ 56.690 (o 1.5 manual parte de R$ 64.090), próximo dos R$ 58.990 pedidos pelo Fiat Argo Trekking 1.3. A despeito de o Ford ter motor menor, a diferença talvez seja justificada pelo fato de o Freestyle 1.0 oferecer controle de estabilidade e de tração com hill holder (segura o freio automaticamente em subidas e descidas), itens de segurança não presentes no rival.

O Ka Freestyle 1.0 segue as alterações feitas no modelo 1.5: suspensão elevada e controle de estabilidade com função anticapotagem em razão do centro de gravidade alto — acentuado pela possibilidade de levar até 50 kg no rack do teto.

Os pneus Pirelli Cinturato P1 185/60 R15 foram mantidos e prejudicam um pouco a agilidade — são necessários 14,7 segundos no zero a 100 km/h —, mas compensam na boa estabilidade.

O grande senão é que o Argo Trekking tem motor bem mais forte. O Fiat conta com o conhecido 1.3 Firefly, um quatro cilindros de 109/101 cv e 14,2/13,7 kgfm de torque a 3.500 rpm. Bem mais que os 85/80 cv e 10,7/10,2 kgfm de torque do Ka.

Na pista, o rival da marca italiana foi de zero a 100 km/h en 12,2 segundos. Além de cumprir a mesma meta em 2,5 s a menos, o concorrente ainda agrada nas retomadas. Foram 10,8 s para recuperar de 60 a 100 km/h, prova que exige 14,3 s do Ka Freestyle.

Do Ka Freestyle 1.5 também vem o conjunto de freios mais forte, com discos maiores na dianteira. O resultado de frenagem na pista agradou: foram apenas 25 metros para estancar vindo a 80 km/h, contra 25,6 m do modelo mais potente – a diferença de peso entre eles é mínima (cinco quilos).

O consumo médio de 9,9 km/l (etanol) poderia ser um pouco melhor. São 8,5 km/l na cidade e 11,3 km/l na estrada, números que não chegam a encantar entre os 1.0 aspirados.

Nem sempre as versões aventureiras conseguem manter o bom equilíbrio dinâmico das convencionais. Porém, a Ford fez um bom trabalho. A despeito de ter 18,8 centímetros de altura (só 1,2 cm a menos que o EcoSport), o pessoal da engenharia aplicou algumas mudanças para compensar isso. À frente, a barra estabilizadora é 2,3 cm mais espessa e o eixo de torção traseiro é 30% mais rígido. Até as bitolas (distância entre as rodas) ficaram três centímetros mais largas.

Resultado: o Ka continua a ser bom de dirigir. O objetivo de superar as trilhas urbanas foi atingido: os amortecedores dianteiros com stop hidráulico (que impede batidas secas da suspensão) ajudam a encarar lombadas, buracos e valetas com destreza. O para-choque escapa ileso ao passar pelas mesmas provações. O único senão é o ruído advindo do tampão do porta-malas, que fica apenas encaixado — sem pinos de fixação.

O desempenho no dia a dia é decente. O bom torque do 1.0 permite engatar uma terceira em situações que alguns 1.0 pediriam uma redução para a segunda marcha. Falando nela, a caixa MX65 da Getrag substituí com louvor a antiga transmissão. Os engates são curtinhos e contam com sincronização dupla na primeira, segunda e terceira, uma suavidade que facilita as trocas e, de quebra, evita aquelas vergonhosas arranhadas.

Na hora de se atirar nas curvas da vida, o Ford também segura a inclinação da carroceria. A direção é bem calibrada: as manobras são levinhas e a tocada em alta é precisa. O volante deve ajuste de profundidade (há apenas de altura), mas tem pega bem definida para as mãos e comando para som.

Por sua vez, o espaço é bom para até quatro adultos. O teto em arco ajuda a acomodar as cabeças com alguma folga e permite uma posição elevada para os ocupantes, uma maneira de compensar um pouco o entre-eixos de apenas 2,49 metros.

Ademais, o Ka Freestyle 1.0 repete os pontos positivos do mais forte como a central Sync 3 de 6,5 polegadas. Embora não seja tão grande quanto a utilizada pelo EcoSport, a telinha é um diferencial em termos de design e intuitividade, além de ser compatível com Apple CarPlay e Android Auto.

O acabamento também tem a mesma tonalidade marrom, sem superfícies macias ao toque. Mas o que dá o arremate “premium” é o conjunto de bancos com revestimento misto de tecido e uma imitação de couro. Falando em itens de série, há também ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, volante e banco do motorista ajustáveis em altura e sensor de estacionamento traseiro (com indicação gráfica).

Mas a nova versão também replica o que há de negativo, caso do porta-malas pequeno (216 litros) e sem botão de abertura externo ou interno, o que pode ser feito apenas pela chave — ainda bem que há banco bipartido. Afora isso, pena que o modelo não tem os airbags laterais e do tipo cortina presentes no Ka Freestyle 1.5, isso ajudaria o Freestyle 1.0 a se afastar mais do Argo Trekking 1.3, que não conta também com os airbags, contudo tem espaço maior e pneus mistos.

Teste

Aceleração
0 – 100 km/h: 14,7 s
0 – 400 m: 19,6 s
0 – 1.000 m: 36,0 s
Vel. a 1.000 m: 145,2 km/h
Vel. real a 100 km/h: 98 km/h

Retomada
40 – 80 km/h (3ª): 9 s
60 – 100 km/h (4ª): 14,3 s
80 – 120 km/h (5ª): 23,6 s

Frenagem
100 – 0 km/h: 39,7 m
80 – 0 km/h: 25 m
60 – 0 km/h: 23,6 m

Consumo
Urbano: 8,5 km/l
Rodoviário: 11,3 km/l
Média: 9,9 km/l
Aut. em estrada: 583,1 km

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 3 cil. em linha, 1.0, 12V, comando duplo, injeção multiponto, flex

Potência
85/80 cv a 6.500 rpm

Torque
10,7/10,2 kgfm a 4.500/3.500 rpm

Câmbio
Manual de 5 marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)

Pneus
185/60 R15

Dimensões
Compr.: 3,95 m
Largura: 1,91 m (1,69 m sem espelhos)
Altura: 1,56 m
Entre-eixos: 2,49 m

Tanque
51,6 litros

Porta-malas
216 litros (Autoesporte)

Peso
1.081 kg

Central multimídia
6,5 pol., sensível ao toque; Android Auto e CarPlay

Garantia
3 anos

Ford Fiesta: Segundo ouvimos de fonte ligada ao fabricante, a geração renovada na Europa não será feita aqui tão cedo

Ford Fiesta (Foto: Divulgação)

O Ford Fiesta de nova geração foi lançado recentemente na Europa, mas não chegará tão cedo ao Brasil. Foram as exatas palavras proferidas pela fonte ligada ao fabricante ouvida recentemente por Autoesporte. O projeto B479 estava em gestação, tal como o novo Focus. Contudo, a gestação será bem mais longa do que a planejada. O Fiesta sedã emergente (B500) foi descartado recentemente pelos mercados emergentes do Oriente. Por lá, há o Ford Escort para fazer esse papel.

A geração atual do Fiesta terá algumas atualizações para se manter atual no Brasil. Segundo apuramos, ele ganhará o novo motor 1.5 Dragon de injeção multiponto e duplo comando variável, um tricilíndrico que estreará no EcoSport ainda no primeiro trimestre de 2017. Será o substituto do Sigma 1.6, enquanto o 1.0 EcoBoost será o padrão nas versões mais caras. O novo Sync também é esperado para 2017.

E quanto ao Ka?

O subcompacto Ka também receberá o 1.5 Dragon no futuro, quando passará a ter a opção sem pedal de embreagem – o Powershift será descartado apenas na geração futura dos Ford. O projeto está marcado com a sigla MCA, que indica uma mudança de metade de ciclo de vida. O lançamento no Brasil será apenas em 2018. Uma versão mais aventureira que o Ka Trail exibido no Salão do Automóvel também está sendo projetada para outros mercados.

Ford divulga preços dos novos Ka e Ka+

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O modelo será vendido nas carrocerias hatch (Ka) e sedã (Ka+). Inicialmente, em setembro, o Ka chega apenas com motor 1.0 de três cilindros (chegando a 85 cv com etanol) e o Ka+ com o motor Sigma 1.5 (até 110 cv com etanol). Posteriormente, em outubro, o Ka ganha motor 1.5 e o Ka+ vem com motor 1.0.

tabela de preços dos novos Ka e Ka+:

Ka SE 1.0: R$ 35.390
Ka SE Plus 1.0: R$ 37.390
Ka SEL 1.0: R$ 39.990

Ka SE 1.5: R$ 40.390
Ka SE Plus 1.5: R$ 42.390
Ka SEL 1.5: R$ 44.990


Ka+ SE 1.0: R$ 37.890
Ka+ SE Plus 1.0: R$ 39.890
Ka+ SEL 1.0: R$ 42.490

Ka+ SE 1.5: R$ 42.890
Ka+ SE Plus 1.5: R$ 44.890
Ka+ SEL 1.5: R$ 47.490

A lista de equipamentos para o Ka+ é a mesma das versões do novo Ka hatch, com ar-condicionado e direção elétrica oferecidos de fábrica em todas as versões, acompanhando os obrigatórios airbag duplo frontal e freios ABS. O modelo SE traz os itens supracitados mais sistema de som com rádio AM/FM, entrada USB e Bluetooth, rodas aro 14 com calotas, 21 porta-objetos, indicador de troca de marcha, abertura elétrica do porta-malas, coluna de direção com ajuste de altura, vidros elétricos dianteiros e travas elétricas.

A SE Plus se destaca por oferecer o sistema de chamada de emergência, um recurso inédito entre os veículos fabricados no Brasil. Em caso de acidente, ele aproveita o sistema multimídia SYNC para fazer uma ligação ao 192, o número de atendimento médico de emergência. Ele, então, aproveita as informações do GPS para informar as coordenadas de latitude e longitude do veículo e fornecer a localização exata do veículo acidentado. Por fim, o recurso mantém aberta a chamada no modo viva-voz para que a telefonista consiga conversar com o motorista ou, na ausência de resposta, deduzir a gravidade dos ferimentos e enviar uma ambulância. Além deste recurso, o Ka SE Plus acrescenta vidros traseiros elétricos e volante multifuncional.

Já a SEL investe nos itens de segurança, trazendo os controles de estabilidade e de tração, uma primazia em seu segmento. Assim como no New Fiesta e no EcoSport, há também o assistente de partida em rampas, que “segura” o veículo nos aclives por três segundos até que o condutor tire o pé da embreagem e pise no acelerador.

 

 

Descontos em carros – Modelos Gol, Golf e Ka têm descontos de até R$ 4 mil

Modelos como Fiat Mille, Ford Ka, Volkswagen Gol G4 (geração antiga), Golf (geração antiga) e Kombi tiveram a produção encerrada em dezembro passado, mas ainda podem ser encontrados nas concessionárias. O G1 consultou, entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, 76 concessionárias que respondem pelo estoque de 125 distribuidores, em sete capitais (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Manaus) e encontrou descontos que podem chegar a R$ 4 mil. Veja abaixo.

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Fiat Mille
Preços iniciais sugeridos:
Economy 2 portas: R$ 22.540
Economy 4 portas: R$ 24.320

As últimas unidades do Mille saíram da fábrica da Fiat em Betim (MG) em dezembro. Como não atendia à obrigatoriedade de airbags e freios ABS, válida a partir deste ano, o Mille deixou o mercado após quase 30 anos.

Mesmo com o encerramento da produção, ainda há estoque em 22 das 28 concessionárias da marcas pesquisadas. Em todas elas, é possível encontrar a série especial de despedida Grazie Mille, mais cara. A maioria das lojas informou cobrar o preço de tabela, R$ 31.200. Mas havia descontos em concessionárias de São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Curitiba e Manaus, chegando a R$ 29.800. Uma loja paulista, no entanto, vendia a série por R$ 32 mil, com sobrepreço de R$ 800.

A versão básica, Economy 2 portas, que no site da marca aparece com preço de R$ 22.540, foi encontrada apenas em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O menor valor pedido foi de R$ 20 mil, na capital paulista. A mesma versão, mas com 4 portas, só estava disponível em Manaus, Belo Horizonte e Curitiba. E, na maioria das vezes, com sobrepreço.

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Ford Ka
Preços sugeridos:
Básica: R$ 24.200
Intermediária: R$ 26.700
Completa: R$ 28.600

Com a proximidade do lançamento do Novo Ka, que deve chegar ainda no primeiro semestre deste ano, e a ausência de airbag e freios ABS, a atual geração do compacto deixou de ser produzida em dezembro passado. Nas 24 revendas da Ford pesquisadas, o Ka foi encontrado apenas em metade delas.

Cinco concessionárias tinham a versão mais simples, sendo que três delas ofereciam descontos de, no máximo, R$ 1.300. Por outro lado, uma distribuidora do Rio de Janeiro informou um sobrepreço de R$ 1.800.

Os maiores descontos estão nas unidades mais completas. Em São Paulo, o Ka com todos os opcionais pode ser encontrado por R$ 27.400, já com pintura metálica. O valor está R$ 1.900 abaixo da tabela.

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Volkswagen Gol G4
Preços sugeridos:
2 portas: R$ 26.050
4 portas: R$ 28.130

O Gol G4, além de não atender às novas normas de segurança, também dá adeus ao mercado porque foi substituto pelo Up!, que chega no final do mês.

De acordo com as lojas consultadas, há poucas unidades ainda à venda, sendo que os estoques já se esgotaram em concessionárias de Fortaleza e Belo Horizonte.

O hatch foi encontrado em apenas oito das 24 autorizadas Volkswagen pesquisadas, sempre com desconto. Na maioria dos casos, a única opção disponível para o cliente era a de duas portas. O menor desconto informado foi de R$ 2.550, e o maior, de R$ 3.060. Na tabela da Volks, o Gol G4 custa a partir de R$ 26.050, com duas portas, e R$ 28.130, com quatro portas.

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Volkswagen Golf
Preços sugeridos:
Sportline 1.6: R$ 58.900
Sportline 1.6 Limited Edition 1: R$ 61.715
Sportline 1.6 Limited Edition 2: R$ 62.661
Sportline 2.0 Tiptronic: R$ 64.370
Sportline 2.0 Tiptronic Limited Edition 2: R$ 68.131

O Golf vendido no Brasil antes da chegada da sétima geração estava em linha desde 2007, praticamente sem mudanças desde então. Agora, com um hatch mais moderno, a marca confirmou que encerrou a produção do antigo Golf em dezembro. Mas ele ainda consta no site da marca, em quatro versões.

Na prática, há descontos, quase sempre generosos. A versão mais fácil de ser encontrada é equipada com algum dos pacotes Limited Edition, que inclui teto solar, bancos esportivos de couro e, no caso da mais completa, rodas de liga leve aro 17.

O preço mais baixo verificado foi de uma concessionária em Curitiba, onde uma unidade com o pacote Limited Edition 1 era oferecida com R$ 3.661 de desconto, por R$ 59 mil, valor praticamente idêntico ao da versão Sportline básica.

O Golf equipado com câmbio automático só foi encontrado em duas concessionárias, sempre na versão Sportline. Em Curitiba, o desconto foi de R$ 3.170, enquanto, em São Paulo, o abatimento era de apenas R$ 131.

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Volkswagen Kombi
Preços sugeridos:
Furgão: R$ 48.120
Standard: R$ 52.070
Last Edition: R$ 85.000

A Kombi deixou o mercado como o veículo que mais tempo ficou em produção no país. A veterana era fabricada desde 1953.

Para celebrar o fim da Kombi, a Volkswagen criou a série especial Last Edition, limitada a 1.200 unidades. Ela vem com pintura em dois tons, bancos em vinil, cortinas em tear azul, pneus com faixa branca e placas de identificação numeradas. O preço? Salgados R$ 85 mil.

Das 24 lojas pesquisadas, a Last Edition era vendida pelo preço de tabela em oito, com desconto em três e sobrepreço em outras três. O maior desconto foi de R$ 4 mil, e o maior acréscimo, de R$ 4.900, chegando a R$ 89.900.

Versões “comuns” da veterana também foram encontradas. Na Furgão, todas as revendas informaram que dão descontos, que chegaram a R$ 3.120. Uma loja de Brasília se aproveitou do fato de ser a única do Distrito Federal onde havia o modelo Standard, para passageiros, e o vendia com sobretaxa de R$ 3.430.

FORD APRESENTA KA CONCEPT

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A Ford apresentou nesta quarta-feira (13) o Ka Concept, protótipo que dará origem à nova geração do compacto Ka. O evento ocorreu na fábrica da marca em Camaçari, na Bahia. O local abrigará a produção da nova versão do hatch, que até então era feito na planta de São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. O modelo aposentará o Fiesta Rocam e chegará às lojas em meados do primeiro semestre de 2014.

A apresentação contou com a presença de William Clay Ford Jr., CEO mundial da marca e bisneto do fundador Henry Ford. A vinda do executivo sinaliza a altíssima importância do modelo para a marca. Trata-se de um projeto global, desenvolvido com a ajuda de inteligência brasileira em Camaçari, que mostra uma nova empreitada da montadora no mercado de compactos pelo mundo. A proposta da Ford é que toda a linha vendida no país seja global, como já são EcoSport, New Fiesta e Focus, para ficar em apenas três exemplos.

Para atender às expectativas da marca, a capacidade de produção da unidade de Camaçari será ampliada para 300 mil veículos por ano – parte de um pacote de investimentos de R$ 2,8 bilhões feito entre 2011 e 2015. O investimento aponta a importância do mercado sul americano para a Ford, que já desenvolveu a o novo EcoSport como projeto global também na Bahia.

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Olhando apenas para o cenário nacional, a nova geração do Ka se impõe de maneira ainda mais importante. Ele trará força ao segmento de entrada, onde a Ford tem perdido espaço há alguns anos, já que dispõe apenas da cansada atual versão do Ka e do também ultrapassado Fiesta Rocam.

Posicionado abaixo do New Fiesta, o hatch será o carro mais barato da marca e mira roubar os compradores do Volkswagen Gol, Fiat Palio e Uno, embora prometa um acabamento mais superior que a atual geração, o que fatalmente o deixa na mira dos hits Chevrolet Onix e Hyundai HB20. A Ford ainda não fala em preços, mas esta estratégia de mercado leva a crer que a versão de entrada deverá partir da casa dos R$ 30 mil. E a julgar pelos últimos lançamentos, podemos esperar por um carro bem competitivo para a categoria.

Visual e conteúdo

O modelo exibido hoje é ainda um conceito, mas que pouco se modificará em relação à versão de produção. O carro traz detalhes visuais que o aproximam mais dos projetos globais Ford, como a nova grade trapezoidal e as lanternas mais afinaladas.

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A traseira limpa e com conjunto de luzes mais desenhado, que invade as laterais, também segue o design de projetos mais recentes da empresa, como o New Fiesta e o novo EcoSport. Ainda assim, a marca fez questão de manter algumas características visuais da linha, como o desenho do porta-malas e as curvas arredondadas, já características na história do modelo.

Ainda é cedo para falar em versões e conteúdo. Por força da lei, o veículo sairá de fábrica equipado com airbag e freios ABS. A marca ainda deverá disponibilizar o sistema multimídia SYNC, presente em demais modelos da gama. Informações sobre os motores seguem em sigilo, mas espera-se que o novo Ka adote um bloco 1.0, obviamente, e um 1.5 nas versões mais caras.

Confira um vídeo do Ka Concept:

Sedã

A Ford ainda não entrega detalhes da versão sedã do Ka, esperada para o segundo semestre do ano que vem. Sabe-se, na verdade, que a montadora está trabalhando em cima de um novo sedã de entrada para substituir a versão três volumes do Fiesta Rocam. Existem rumores que dão conta de que este novo sedã ressuscitará o nome Escort, mas a marca nega.

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Histórico

O Ford Ka foi lançado no Brasil em 1997. Foi o primeiro carro de um estilo de design batizado pela marca de “New Edge”. Posteriormente, aquela versão de estreia foi apelidada de “Ka joaninha”, em função da semelhança visual com o inseto. Naquele ano, o modelo foi eleito Carro do Ano pela revista Autoesporte.

foto-imagem-ford-kaO modelo foi pesadamente reestilizado em 2008 – perdendo um pouco do caráter arredondado e apostando na linha “kinect” criada pela Ford no ano anterior. A mudança trouxe mais competitividade ao hatch, que figurou por muito tempo entre os 20 carros mais vendidos do país.

Em 2012, após uma leve reestilização no modelo, a Ford comemorou a marca de 850 mil unidades produzidas. Neste período, o compacto carregou o título de “mais barato do Brasil”, com preço inicial de R$ 21.240.

foto-imagem-ford-kaAtualmente, o modelo sofre com o visual cansado e a forte concorrência no disputado segmento de entrada. Em 2012, o hatch emplacou 53.962 unidades, 10.802 unidades a menos que em 2011, de acordo com números da associação de revendedores Fenabrave. Neste ano, o modelo também deve fechar com forte queda. No acumulado até outubro, o Ka vendeu 22.907 unidades. No passado, esse número foi de 46.222 unidades.

 

 

 

 

 

 

Carros mais vendidos do mês de janeiro 2013

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O HB20 da Hyundai é um dos destaques da lista dos 10 carros mais vendidos em janeiro

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) encerrou o mês de janeiro com 296.853 automóveis e utilitários leves vendidos, o melhor desempenho histórico do mês. Somando caminhões, ônibus, motocicletas e demais equipamentos automotores, o número sobe para 450.770 unidades.

A lista dos mais vendidos em janeiro foi marcada pela presença de modelos novatos entre os dez principais e pela ausência de modelos da Ford. Os líderes de vendas continuam os mesmos. A expectativa da Fenabrave para 2013 é de que o número de vendas chegue a 3.743.285 autos e utilitários. Em 2012, o total chegou a 3.634.421.

Confira os carros e que fizeram a alegria dos consumidores – e dos vendedores – no começo do ano, segundo o registro de emplacamentos da Fenabrave:

1º Gol – Volkswagen –22.338
2º Uno – Fiat – 18.025
3º Palio – Fiat – 17.358
4º Fox/Crossfox – Volkswagen – 12.436
5º Onix – Chevrolet – 10.724
6º Siena – Fiat –9.852
7º Celta – Chevrolet – 9.241
8º HB20 – Hyundai – 9.030
9º Corsa Sedan – Chevrolet – 8.479
10º Voyage – Chevrolet – 8.024
11º Sandero – Renault – 7.357
12º Fiesta – Ford – 7.215
13º Chevrolet – Cobalt – 4.959
14º Punto – Fiat – 4.886
15º Ka – Ford – 4.640
16º Corolla – Toyota – 3.866
17º Chevrolet – Agile – 3.639
18º C3 – Citroen – 3.212
19º City – Honda – 3.208
20º Spin – Chevrolet – 3.024

Ford Ka mudará antes de ser substituído em 2014

Essa carinha nova marcará o fim da atual encarnação do compacto da Ford

Na edição de dezembro, antecipamos que o Ka teria uma derradeira reestilização, para fazer a ponte até a chegada do novo compacto global da Ford, previsto para 2014 e baseado no conceito Start (aquele vermelhinho que chamou muita atenção no último Salão do Automóvel).

Agora conseguimos desenhos de peças que permitem projetar com alto grau de precisão como será o “tapa” visual do Kazinho. A inspiração foi o Fiesta nacional – por isso o bocão que vai da grade até a parte inferior do para-choque. A surpresa é a ausência de grade superior: a peça que recebe o logo não é vazada e ganha pintura na cor da carroceria. Ela se junta ao capô, num efeito que deixa o compacto parecido com o Ka europeu (lá ele é feito na Polônia e divide a plataforma com o Fiat 500).

Os faróis também ficam semelhantes aos do Fiesta, com aquela pontinha estranha na extremidade superior – solução que não obriga ao redesenho do capô.As mudanças na traseira serão bem mais sutis, resumindo-se ao novo para-choque com dois refletores vermelhos, além de leves detalhes nas lanternas. Interior e conjunto mecânico continuam idênticos. Afinal, o plano é mudar sem gastar muito, mantendo as vendas em fogo brando até a chegada do novo mini Ford em 2014. Que dificilmente manterá o nome Ka.

Fonte: G1