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Sedã da Ford ganha facelift, mais equipamentos e motor mais potente. Mas o preço também subiu

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Líder de vendas entre os sedãs acima dos médios tradicionais, com 2.391 emplacamentos acumulados em 2016, o Ford Fusion ganhou nos últimos meses concorrentes com declaradas pretensões premium, como os novos Honda Civic e Chevrolet Cruze.

Por causa disso, era grande a expectativa a respeito de como a Ford iria posicionar a atualização do modelo, hoje em sua segunda geração. Ele continuará importado do México, e deve começar a ser vendido em outubro.

Além de um facelift que se resume a detalhes visuais (como a grade frontal um pouco alargada, assim como a parte inferior do para-choque, além de um filete cromado na traseira), o carro ganha novidades nos equipamentos e nos motores e uma nova versão intermediária.

Atrás, um filete cromado agora integra as lanternas

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A versão de entrada SE agora custa R$ 121.500, um aumento de R$ 7.100 sobre a tabela anterior. Ela mantém o motor 2.5 de 173 cv e 24,1 mkgf de torque (com etanol), que segundo a Ford ficou até 7% mais econômico.

A SE já traz de série rodas aro 18, faróis com DRL de leds, central multimídia Sync 3 com Apple CarPlay e Android Auto, oito airbags, cintos de segurança traseiros infláveis, controles de tração e estabilidade, monitoramento da pressão dos pneus, grade frontal com sistema de abertura e fechamento ativo (para melhorar a refrigeração ou a aerodinâmica, conforme a demanda) e o seletor E-shifter, um botão rotativo que substitui a alavanca de câmbio (sempre automático de seis marchas).

Interior ganho nova central Sync 3 e botão rotativo substituindo a alavanca de câmbio

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Apesar de recheada, a versão de entrada deve se restringir ao nicho das vendas diretas, pois a nova configuração SEL com o motor 2.0 EcoBoost de 248 cavalos (14 a mais que os 234 cv anteriores) e 38 mkgf custará R$ 125.500 (apenas 4 mil reais a mais que a SE), batendo de frente com o Honda Civic Touring 1.5 Turbo (R$ 124.900). O 2.0 EcoBoost tem turbo e injeção direta, e funciona apenas com gasolina.

Mais adiante ficará o Titanium 2.0 EcoBoost (R$ 138.000, aumento de R$ 10.600 sobre o anterior), que acrescenta faróis full led, sistema de som Sony aprimorado com 12 alto-falantes, sistema de monitoramento de ponto cego com alerta de tráfego cruzado, assistente de mudança de faixa, sensores crepusculares e de chuva e bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e refrigeração.

Por fim, o Titanium 2.0 EcoBoost AWD (R$ 154.500, ou R$ 9.100 a mais que o anterior) oferece tração integral, piloto automático adaptativo, alerta de colisão e detector de pedestres com frenagem automática de emergência, assistente de estacionamento autônomo, capaz de estacionar o carro sozinho em vagas paralelas e perpendiculares e teto solar (que nas outras versões é oferecido como opcional por R$ 4.000).

Teoricamente, seus rivais diretos seriam o VW Passat, Hyundai Azera, Honda Accord e Toyota Camry. Nenhum deles, porém, possui números de vendas expressivos no país.

Na prática, o Fusion renovado deve mesmo disputar mercado com os sedãs de entrada de Mercedes, Audi e BMW, e com as versões top de linha de Civic (Touring 1.5 Turbo, por R$ 124.900) e Jetta (2.0 Highline com o pacote de equipamentos Premium, por R$ 126.433), com o Cruze LTZ 1.4 LTZ Plus (R$ 107.450) num patamar de preço mais baixo.

Além de espaço e potência maiores que o dos sedãs médios, e com equipamentos e tecnologias que a maioria dos concorrentes da categoria premium só disponibilizam em versões mais caras, o Fusion também promete menores custos de revisões e seguro.

O plano de manutenção com preços fixos deve somar R$ 1.636 nos primeiros 30 mil quilômetros ou 36 meses de uso, com garantia de três anos e planos adicionais que prolongam o período para quatro e cinco anos.

A Ford ainda não divulgou novidades a respeito da outra versão em linha no Brasil, o Titanium Hybrid, hoje tabelado em R$ 149.400.

Versão Ford Fusion 2017 apimentada quer brigar com sedãs alemães

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Para brigar com sedãs alemães, o Ford Fusion 2017 ganhou uma versão bem apimentada para o mercado americano. O Fusion Sport traz debaixo do capô nada menos do que 329 cv de potência e 52,5 kgfm, força extraída de um V6 2.7 turbinado e entregue às quatro rodas do sedã com ajuda de um câmbio automático de seis marchas.

Segundo a Ford, essa versão mais esportiva do sedã mira em rivais como BMW 535i, Audi A6 eMercedes-Benz Classe E, enquanto as configurações mais mansas continuam a concorrer Toyota Camry e Honda Accord, as duas referências no segmento de sedãs grandes nos Estados Unidos.

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Referência em segurança

Além de anunciar a nova versão esportiva, a Ford também divulgou os primeiros resultados dos crash-test realizados pelo Insurance Institute for Highway Safety (IIHS), órgão que avalia a segurança do trânsito norte-americano. O modelo ganhou o título de Safety Pick+ Award.

Para alcançar uma pontuação elevada nos testes de colisão foram considerados não só algumasmelhorias na estrutura do modelo como também a adoção de novos sistemas de segurança ativa como detector de pedestre, assistente de mudança de faixa e sistema de frenagem ativa, capaz de detectar uma colisão e frear sozinho.

Modelos com alta liquidez e boas qualidades para você não errar na escolha de um usado

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Para quem valoriza espaço no porta-malas e versões com bom recheio de equipamentos, os sedãs continuam oferecendo ótimas opções no mercado de seminovos. Confira a seguir nossas sugestões divididas por segmentos – tem até modelos de luxo com preço de tamanho médio.

SEDÃ COMPACTO

Toyota Etios sedã XS 1.5 2013

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Derivada do hatch, a versão sedã é praticamente igual ao irmão menor. Ambos podem receber o motor 1.5, mas essa motorização é exclusiva no três-volumes. Porém, o grande diferencial do Etios Sedan é mais óbvio: maior espaço no banco de trás e no bagageiro. O volume do porta-malas se destaca entre os compactos: 562 litros.

Assim como o pequeno propulsor 1.3 dá conta de carregar o hatch, o 1,5 litro de 96 cv também é suficiente ao sedã, mesmo quando o veículo está totalmente carregado. Na prova de 0 a 100 km/h, registramos  11,7 s. Mas os melhores resultados vieram das provas de consumo. Marcamos 9 e 11,8 km/l, na cidade e estrada, utilizando etanol. São números melhores que o do hatch equipado com motor 1.5 (7,2/10,3).

Hoje, a Toyota oferece quatro versões (X, XS, XLS e Platinum), que variam cerca de R$ 10?000 – entre R$ 46?390 e R$ 56?490. Porém, no mundo dos seminovos esses valores acabam se diluindo bastante, já que a Toyota as diferenciou com poucos acessórios. Entre o Etios X e XS, por exemplo, o degrau inclui apenas o rádio com toca-discos e Bluetooth, volante com controles de áudio, chave com controle remoto e alarme. Então, não se espante se encontrar preços iguais ou muito semelhantes pela versão intermediária. Segundo a tabela Fipe (novembro de 2015), o Etios XS 2013 é vendido por preço médio de R$ 32?562, apenas R$ 600 a mais que o Etios X. Por isso, se seu garimpo só trouxer à tona a versão básica (X), é mais recomendável transformar esse revés em argumento para negociar um desconto em vez de descartá-la.

ETIOS SEDÃ XS 1.5 2013
PREÇO: FIPE: R$ 32.562
FICHA TÉCNICA
Motor: 1.5 16V, 96/92 cv; câmbio: manual, 5 marchas,
Consumo (km/l): urb, 9; rod, 11,8 (etanol)
Dimensões (cm): comp., 427 cm; larg. 170 cm; altura, 151 cm; peso 955 kg
REVISÕES
30.000 km R$ 393
40.000 km R$ 549
50.000 km R$ 311
60.000 km R$ 484
PEÇAS
Pastilhas dianteiras: R$ 177
Discos dianteiros: R$ 138
Amortecedores dianteiros: R$ 444
Pneu: R$ 286
DESVALORIZAÇÃO: – 1,4% (2014-2015)
SEGURO: R$ 2.168

 

SEDÃ MÉDIO

Toyota Corolla XEi 2014

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Só papel-moeda tem mais liquidez que um Corolla usado em bom estado de conservação. O japonês não para nas lojas. Por isso, seja ágil ao realizar a compra quando se deparar com uma boa oferta – não é raro que modelos anunciados sejam vendidos em poucos dias após a publicação do anúncio.

Nem a mudança de geração comprometeu a vida do Corolla antigo. Mas vale ter cuidado para não confundir o ano/modelo. O Corolla de 11ª geração (a atual) foi lançado em 2014, como modelo 2015. Assim, se você está de olho no anterior, olhe a partir da linha 2014. A diferença de preços foi grande quando ocorreu a mudança. O Corolla XEi usado, mas de “cara nova”, parte de R$ 76?153, enquanto um XEi 2014, o nosso indicado, tem preço de R$ 63?024, segundo a Fipe.

Desconsiderando esse degrau alto por conta da troca de gerações, a desvalorização do sedã usado no último ano é baixíssima (1,9%) e sua reputação entre os seminovos é imbatível. Não é difícil encontrar carros em bom estado e com revisão feita em concessionárias. Em contrapartida, não espere por descontos polpudos.

A versão XEi, intermediária, é a mais comum de encontrar. A top de linha, SE-G, foi rebatizada como Altis. E não chega a ser rara. Porém, pode ser um desafio encontrar unidades que não tenham sido blindadas pelo primeiro dono.

O Corolla conta com direção leve, rodar suave e porta-malas bem maior que o do Civic – comporta 470 litros. As apólices de seguro costumam ser mais baratas que as do Honda. Ao comprar um Corolla, procure evitar as versões manuais, caso você se preocupe com a revenda.

TOYOTA COROLLA XEI 2014
PREÇO: FIPE: R$ 63.024
FICHA TÉCNICA
Motor: 2.0 16V, 153/142 cv; câmbio: aut., 4 marchas,
Consumo (km/l): urb, 6,7; rod, 9,4 (etanol)
Dimensões (cm): Comp. 454; larg. 176; altura 148; peso 1 285 kg
REVISÕES
30.000 km: R$ 372
40.000 km: R$ 738
50.000 km: R$ 361
60.000 km: R$ 505
PEÇAS
Pastilhas dianteiras: R$ 252
Discos dianteiros: R$ 228
Amortecedores dianteiros: R$ 656
Pneu: R$ 428
DESVALORIZAÇÃO: – 1,9% (2014-2015)
SEGURO: R$ 2.939

 

SEDÃ GRANDE

Ford Fusion 2.0 Titanium 2013

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Ele já foi líder da categoria, com mais de 1?000 unidades vendidas por mês. Não há como negar que esse Ford é um objeto de desejo. E o melhor: não houve alterações visuais desde o final de 2012, quando estreou no Brasil. Ou seja, seu vizinho não saberá se você comprou um usado ou zero-quilômetro – nos EUA, ele acaba de receber um leve facelift que só deve chegar por aqui em 2017. Mas as qualidades vão além do visual. A mecânica evoluiu muito: o modelo estreou um 2.0 turbinado de 234 cv.

A versão Titanium é oferecida com tração dianteira ou integral. Se você encontrar o AWD, melhor. Mas o Titanium com tração no eixo da frente é adequado. E tem preço médio de R$ 85?279. O 4×4 custa cerca de R$ 4?000 a mais.

Ao procurar por um, certifique-se de que a manutenção está toda em dia. Apesar de as peças não serem tão caras em comparação com a concorrência, a Ford cobra muito pelas revisões.

FORD FUSION 2.0 TITANIUM 2013
PREÇO: FIPE: 85.279
FICHA TÉCNICA
Motor: 2.0 16V, 240 cv; câmbio: aut. seq, 6 marchas
Consumo (km/l): urb, 7,9; rod, 11,1 (G)
Dimensões (cm): comp. 487; larg. 191
REVISÕES
30.000 km: R$ 612
40.000 km: R$ 1.424
50.000 km: R$ 536
60.000 km: R$ 760
PEÇAS
Pastilhas dianteiras: R$ 392
Discos dianteiros: R$ 385
Amortecedores dianteiros: R$ 666
Pneu: R$ 768
DESVALORIZAÇÃO: – 1,2% (2104-2015)
SEGURO: R$ 3.936

 

Hyundai Azera 2013

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Esse sedã coreano é um convite para um novo mundo de requinte e curtição: além de oferecer nível de conforto digno de carros de categorias superiores, tem um potente V6  3.0 sob o capô – esse motor gera 250 cv.

A atual geração chegou ao mercado em março de 2012 e passou por leve reestilização no começo deste ano. Isso faz das linhas 2013 e 2014 as opções mais convidativas entre os usados.

Antes de fechar negócio, verifique a saúde do carro e o histórico de manutenção. As peças desse Hyundai são caras, em especial os componentes da suspensão – justamente os elementos mais maltratados pelas ruas brasileiras.

Por R$ 90.465, segundo a Fipe, um Azera 2013 custa apenas R$ 35 a mais que um Corolla XEi 2.0 2016 zero-quilômetro. E não é difícil encontrar carros com menos de 30.000 km rodados.

HYUNDAI AZERA 2013
PREÇO:
FICHA TÉCNICA
Motor: 3.0 V6, 250 cv; câmbio: aut. seq., 6 marchas
Consumo (km/l): urb, 7,9; rod, 12,8 (gasolina)
Dimensões (cm): comp. 492; larg. 186
REVISÕES
30.000 km: R$ 462
40.000 km: R$ 513
50.000 km: R$ 417
60.000 km: R$ 614
PEÇAS
Pastilhas dianteiras: R$ 727
Discos dianteiros: R$ 555
Amortecedores dianteiros: R$ 2.255
Pneu: R$ 623
DESVALORIZAÇÃO: – 4,7% (2014-2015)
SEGURO: R$ 4.472

Ford cria músicas com barulhos do novo carro Fusion

A Ford contratou os artistas de música eletrônica Joshua Harrison, Keith Kemp e Tom Newman para criar um som a partir dos “barulhos” do carro. O modelo utilizado para a criação da música foi o novo Ford Fusion americano, apresentado durante o Salão de Detroit no começo do ano.

“Mesmo que inconscientemente, o som de cada componente do carro influencia muito na percepção de qualidade dos consumidores”, afirma Ramita Chawla, engenheira de qualidade de som da Ford. Desde o som que a batida da tampa do porta-malas faz, passando pelo ronco do motor ao aviso do cinto de segurança foram gravados pelos músicos. Segundo Joshua Harrison, um dos coordenadores do projeto, a produção de música eletrônica é muito similar à fabricação de um carro, “há muitas partes pequenas que precisam ser encaixadas. O segredo é juntar todos esses elementos e fazê-los funcionar como uma peça única”. Confira abaixo o resultado final e o processo de produção do vídeo.

Recalls no Brasil – Mais de 1 milhão de veículos: carros, motocicletas, caminhões – Dados são do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor(DPDC)

Montadoras fizeram 38 convocações de janeiro a agosto.
Departamento do MP Federal levantou dados a pedido do G1.

Nos oito primeiros meses do ano, já foram convocados no Brasil 1,052 milhão de carros, motocicletas, caminhões e comerciais leves em recalls, de acordo com o levantamento feito pelo Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério Público Federal, a pedido do G1.

A marca foi atingida após o anúncio de recall de 59.714 Chevrolet Agile, na última sexta-feira (27). Apenas para efeito de comparação, o número de veículos envolvidos em convocações neste ano equivale a um terço das 3,18 milhões de unidades produzidas no país em todo o ano passado.

O volume de convocados até agosto é o maior desde 2008, quando foram chamados de volta às concessionárias 1,26 milhão de veículos, e é 44% superior a 2009, que teve 728.525 unidades em recall. Em número de chamados, este ano contabiliza 38 até agosto, sendo que alguns recalls envolvem mais de um modelo. Em todo o ano passado, foram 43 convocações, pelos dados do DPDC, número considerado recorde.

Confira a lista dos veículos que foram convocados para recall até agosto de 2010


Fonte G1