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Fiat enxuga a gama do Uno e volta a oferecer a versão de entrada Attractive com motor 1.0 menos moderno e preço de R$ 39.990

A Fiat decidiu enxugar de vez a linha do Uno e trazer de volta a versão de entrada Attractive na linha 2019. Agora, o modelo será vendido apenas em duas versões: Attractive de
R$ 39.990 e Drive de R$ 42.990. Com esse novo posicionamento de preço, saem de cena não apenas as opções mais caras Way e Sporting, como também o motor 1.3 Firefly e o câmbio automatizado de cinco marchas.

O que não parece fazer muito sentido nessa decisão da marca foi equipar a o Uno Attractive com o veterano motor 1.0 8V flex de quatro cilindros de 75 cv, motor que já havia sido abandonado pelo hatch há alguns anos e permanecia apenas na linha do Mobi. Embora a justificativa seja “oferecer melhor custo-benefício”, esse motor quatro cilindros não é tão eficiente quanto o 1.0 três cilindros Firefly de 77 cv, restrito agora apenas à versão Drive.

De acordo com a Fiat, o Uno Attractive é equipado de série com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros elétricos, retrovisores com setas indicadoras de troca de faixa, faróis com mascara negra e volante com regulagem de altura. É possível adicionar dois pacotes opcionais: o primeiro chamado de Kit Visibilidade, de R$ 499, que traz limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro temporizado; e o Pack Connect, de R$ 1.890, que adiciona rádio Connect integrado com Bluetooth, função Audio Streaming e entradas USB e auxiliar.

A versão Drive continua a ser equipada com direção elétrica, palhetas flat blade, ar-condicionado, além de travas e vidros dianteiros elétricos. O carro pode ficar mais equipado com a inclusão de alguns pacotes de equipamentos. Ele pode vir com o sistema Live On, por R$ 2.500 ou com outros dois kits. O Kit Connect Plus, de R$ 2.500,  oferece alarme, chave canivete e rádio integrado Connect. Já o Comfort Plus, de R$ 2.950, adiciona faróis de neblina, retrovisores externos elétricos com tilt down, assistente de partida em rampa, controles eletrônicos de tração e estabilidade, 3º apoio de cabeça do banco traseiro, banco traseiro bipartido e sensor de monitoramento dos pneus.

Confira todos os preços do Uno 2019

Uno Attractive 1. 0 – R$ 39.990
Uno Drive 1.0 – R$ 42.990

Novo Uno 2015 tem atualizações de novo sistema Start&Stop

Fiat promete redução de até 20% no consumo de combustível

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A linha 2015 do Novo Uno chega ao mercado com a nova versão Evolution tendo, como grande destaque, a adoção do sistema Start&Stop, que desliga o motor do carro de forma automática assim que o motorista para o veículo e deixa o câmbio em ponto morto, religando-o assim que o pedal da embreagem for acionado para a saída.

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Com este sistema de série da versão Evolution, a Fiat promete uma economia de até 20% no consumo de combustível em situações de trânsito pesado, assim como contribuir para a diminuição da emissão de gases. Além do novo dispositivo, o Novo Uno ganhou alguns ajustes estéticos no exterior e interior repaginado para elevar a sensação de conforto e requinte do modelo.

Com a chegada da nova versão Evolution 1.4 Start&Stop, a linha do Novo Uno tem também as edições Attractive 1.0, Way 1.0 e 1.4 e Sporting 1.4, além da Vivace 1.0 de duas ou quatro portas.

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Fiat lança o novo uno sporting com start-stop e câmbio automatico e central de multimídia

O Fiat Uno retocado será a principal novidade da Fiat para o segundo semestre, já que depois dele as atenções de grupo Fiat-Chrysler se voltarão ao Jeep Renegade. O Uno será lançado em setembro com as mesmas motorizações atuais e opção de câmbio Dualogic. Não é agora que o modelo ganhará o motor 1.0 três cilindros e o ESP integrado ao Hill-Holder, guardados para 2015. Mas a Fiat quer novamente inaugurar uma tecnologia entre os carros brasileiros: o sistema start-stop nos motores 1.4, que ficaria para o ano que vem mas teve o seu lançamento antecipado e equipará, além do novo Uno Economy e Sporting, toda a linha Fiat com motores 1.4 EVO para cima, incluindo os 1.6 e 1.8 E.torQ.

Além do estilo com mais arestas, o Uno terá interior redesenhado. O painel ficará mais parecido com o do Punto e do Panda europeu. Para dar aquele toque tecnológico terá volante multifuncional, central multimídia sensível ao toque, botões dos vidros nas portas e quadro de instrumentos com com tela LCD maior. Sem falar no câmbio Dualogic Plus. Ao contrário de outros modelos automatizados da Fiat, o Uno dispensará a alavanca de marchas e adotará um console com botões, deixando as trocas sequenciais para as borboletas no volante.

Por fora, a inspiração no quadrado “arredondado” fica mais clara na padronagem tridimensionais das lanternas, enquanto o escape central vem do conceito Uno Cabrio de 2010, que também inspirou o para-choque dianteiro mais pronunciado.

Carro básico pode ter um grande aumento de R$ 6.000

Nos últimos anos, muitos carros de entrada não podem mais ser considerados “pé-de-boi”, sem qualquer item de conforto. Se, antigamente, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas eram considerados luxo, hoje, os mesmos itens são essenciais e alguns deles saem de fábrica, mesmo em versões básicas.

O Chevrolet Onix, lançado em meados de 2012, por exemplo, traz de série, direção hidráulica, assim como o Volkswagen Gol, em sua versão mais simples. Já o Hyundai HB20, que chegou também em 2012, tem, desde as versões mais baratas, ar-condicionado e direção hidráulica.

Para o consultor automotivo Paulo Garbossa, da ADK Automotive, os consumidores passaram a exigir mais dos modelos de entrada. “Até as opções básicas estão mais sofisticadas. Isso porque, se o cliente não encontra os itens que deseja no veículo de uma marca, ele vai pesquisar em outra, o que acaba estimulando as fábricas a equiparem melhor os carros, desde as versões mais em conta”, afirma.

Outra explicação, segundo Garbossa, é que equipar um carro com ar-condicionado ou direção hidráulica, ficou mais barato. “A produção em escala facilitou na popularização dos itens. O mesmo deve acontecer com outros equipamentos, como sensor de ré e multimídia, daqui em diante”, diz.

G1 listou o modelo mais vendido das seis marcas que mais emplacaram carros no Brasil em 2013, Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Ford, Renault e Hyundai. A partir daí, configurou o veículo com os itens ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricas. O preço dos pacotes variou entre R$ 2.105 e R$ 6.150.

Volkswagen Gol
Versão básica: Trendline 1.0 2 portas – R$ 31.710
Preço com equipamentos: R$ 34.940

O veículo mais vendido do Brasil em 2013, vem, desde a versão básica, com direção hidráulica de série. Os demais opcionais são oferecidos separadamente, prática usual em modelos da Volkswagen. Assim, é possível adicionar apenas os itens de conforto, travas e vidros elétricos e ar-condicionado, por um valor total de R$ 3.230, sendo R$ 2.650 cobrados pelo ar e R$ 580 pelo pacote chamado acesso completo para versões 2 portas.

Fiat Uno
foto-imagem-fiat-vivaceVersão básica: Vivace Evo 2 portas – R$ 25.620
Preço com equipamentos: R$ 30.673

O Uno é um dos veículos mais baratos do país. Em sua versão básica, não conta com nenhum dos itens pesquisados. Para tê-los, é necessário adquirir o pacote Kit Celebration 5, de R$ 5.053. Além de vidros e travas elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado, ele inclui, entre outros itens, faróis de neblina e preparação para som. Com isso, o valor do carro chega a R$ 30.673.

Chevrolet Onix
foto-imagem-onixVersão básica: LS – R$ 33.190
Preço com equipamentos: R$ 38.290 (versão LT + pacote R7H)

A versão básica do Onix, LS, já conta com direção hidráulica de série. Porém, para adicionar os demais itens de conforto, o interessado deve mudar para a versão LT, a mais completa com motor 1.0. Ela custa a partir de R$ 35.090, e conta, de série, com banco do motorista e coluna de direção com regulagem de altura, maçanetas e espelho retrovisor na cor do veículo, alarme e chave canivete, mas ainda sem ar-condicionado, vidros e travas elétricos. Para ter os itens, é preciso aderir ao pacote R7H. Ele custa R$ 3.200, elevando o valor final do Onix para R$ 38.290, ou R$ 5.100 a mais do que a versão básica.

Ford Fiesta RoCam
foto-imagem-ford-fiestaVersão básica: 1.0 SE Plus – R$ 31.740
Preço com equipamentos: R$ 31.740

Prestes a dar lugar ao novo Ka, o Fiesta RoCam vive seus últimos meses na linha da Ford. Assim, a marca só comercializa o modelo nas versões mais completas. A 1.0, é equipada com ar, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos elétricos, faróis de neblina, alarme, abertura elétrica do porta-malas e rodas de liga neve, e custa R$ 31.740.

 

Renault Sandero
foto-imagem-sanderoVersão básica: Authentique – R$ 30.500
Preço com equipamentos: R$ 36.660 (versão Expression)

A versão mais em conta do Sandero é a Authentique, de R$ 30.500. Entre os opcionais, apenas ar-condicionado e direção hidráulica, oferecidos por R$ 3.960. Para ter também vidros e travas elétricas, é preciso subir para a versão Expression, de R$ 36.660. O valor R$ 6.160 acima da Authentique, também inclui outros equipamentos, além do conjunto elétrico, como travamento automático das portas com o veículo em movimento, alarme, computador de bordo, volante com regulagem de altura e maçanetas da cor do veículo. O valor solicitado para os opcionais pela Renault para o Sandero “completo” é o mais alto entre os modelos comparados.

Hyundai HB20
foto-imagem-hb20Versão básica: Comfort – R$ 35.395
Versão com equipamentos: R$ 37.500 (vesão Comfort Plus)

A versão básica é a Comfort, de R$ 35.395. Ela já conta com ar-condicionado e direção hidráulica. Para ter também vidros e travas elétricos, é preciso subir para a versão Comfort Plus, de R$ 37.500. Além dos equipamentos de conforto, os R$ 2.105 pacote também adicionam à lista de equipamentos, alarme perimétrico, travamento automático central das portas a 15 km/h, maçanetas na cor do veículo, chave canivete e detalhes cromados no interior. Considerando apenas modelos em que foi necessário acrescentar equipamentos ao conteúdo básico, o pacote do HB20 é o mais barato, além de um dos mais completos.

Versão apimentada do Uno Turbo completa 20 anos

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O ano de 1994 foi singular para os brasileiros. Há duas décadas, perdíamos o cantor e compositor Antonio Carlos Jobim, o comediante Antonio Carlos Bernardes Gomes – o Mussum – além, é claro, do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Mas há também boas lembranças daquele período, como as conquistas da estabilidade da nossa moeda com o Plano Real e da quarta taça Jules Rimet pela seleção canarinho. E, enquanto despachávamos a Squadra Azzurra de volta para o Velho Continente, a Fiat trazia de Turim um diminuto motor, bem ao estilo downsizing (motores pequenos de alto rendimento) para equipar o pequeno Uno.

Lançado em fevereiro de 1994, o Uno Turbo se tornou o primeiro carro nacional a sair de fábrica com turbo compressor. Assessor técnico da marca, Ricardo Dilser conta que a chegada do propulsor foi um grande estímulo para a montadora.

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“Um motor 1.4 que, em 1994, desenvolvia expressivos 118 cv é até hoje motivo de orgulho para todos os envolvidos no projeto. Abriam-se as portas do downsizing no Brasil”, conta Dilser, que destacou também todo o cuidado que a Fiat teve em relação ao desempenho, mas que o principal desafio foi adequar o motor à gasolina brasileira sem prejudicar sua durabilidade e qualidade.

À época, a montadora optou por apresentar o Uninho com motor de 1.4 litro apimentado com turbo compressor Garrett modelo T2, munido de 0.8 bar. Essa composição fazia o hatch acelerar de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e atingir os 195 km/h de velocidade final, conforme a fabricante.

Aspirados como os Chevrolet Corsa GSI 1.6 (108 cv), Kadett GSI 2.0 (121 cv) e Vectra GSI 2.0 (150 cv), além do o VW Gol GTI 2.0 (120cv) foram obrigados a reverenciar o Uno, pois o atrevido tinha dito a que vinha.

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Os compradores do Uno Turbo, que ganhavam curso de pilotagem no autódromo de Interlagos ao adquirirem o veículo, começavam a sentir o turbo trabalhar aos 3.000 giros, mas o ápice do prazer vinha às 3.500 rpm quando a turbina despejava 17,5 kgfm. O câmbio era manual de cinco marchas.

A vida do Uno Turbo durou pouco, com sua produção sendo encerrada em 1996. Passados 20 anos, porém, os motores turboalimentados ganharam maior representatividade no mercado, mas com uma função diferenciada. A proposta deixou de ser puramente o desempenho e sim economia de combustível e menor emissão de poluentes.

Coincidentemente, é da Fiat o modelo turbo mais acessível da atualidade. Por R$ 60.650, o Punto T-Jet vem equipado com propulsor 1.4 16V de 152 cv e 21,1 kgfm. A exemplo do primogênito turbinado da família Fiat, o hatch traz apelos esportivos como pedaleiras cromadas, para-choques exclusivos, saias laterais, rodas de liga leve de 17″, entre outros.

“A turbina usada no Punto T-Jet é de baixa inércia, arrefecida a água. Ela trabalha com pressões que variam entre 1.2 e 0.8 bar. Esse controle da pressão é feito eletronicamente através da central da injeção que comanda a válvula waste-gate”, explica Dilser.

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Turbos no Mercado

Se você gosta do antigo Uno Turbo e deseja adquirir um exemplar, ainda pode encontrá-lo em anúncios pela internet. Segundo a tabela Fipe, os preços variam de R$ 11 mil a R$ 12.920. Entre os novos, há dez opções de diferentes portes até a faixa dos R$ 100 mil. Confira:

Fiat Punto 1.4 T-Jet (152 cv) – R$60.650
VW Golf 1.4 (140 cv) – R$70.360
Fiat Bravo 1.4 T-Jet (152 cv) – R$70.970
Peugeot 408 1.6 THP (165 cv) – R$75.990
Peugeot 308 1.6 THP (165 cv) – R$75.990
Audi A1 1.4 TFSI (122 cv) – R$ 79.900
Citroën C4 Lounge 1.6 THP (165 cv) – R$80.490
Citroën DS3 1.6 THP (165 cv) – R$ 83.690
VW Fusca 2.0 TSI (200 cv) – R$ 85.650
Renault Fluence GT (180 cv) – R$ 87.299

 

Top 10 – O ranking dos carros mais vendidos em 2013

1º VOLKSWAGEN GOL: 253.915 UNIDADES

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2º FIAT UNO: 183.877 UNIDADES

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3º FIAT PALIO: 176.392 UNIDADES

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4º FORD FIESTA E NEW FIESTA: 136.131 UNIDADES

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5º VOLKSWAGEN FOX E CROSSFOX: 129.120 UNIDADES

 

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6º FIAT GRAND SIENA E SIENA: 129.120 UNIDADES

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7º FIAT STRADA: 122.496 UNIDADES

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8º CHEVROLET ONIX: 121.929 UNIDADES

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9º HYUNDAI HB20: 121.868 UNIDADES

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10º RENAULT SANDERO:102.046 UNIDADES

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FIAT MILLE GANHARÁ SÉRIE ESPECIAL DE DESPEDIDA , E VEM COM GRANDES MUDANÇAS

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A jornada do Mille está chegando ao fim. Para marcar a aposentadoria do hatch, a Fiat preparou uma série especial de despedida. Batizada de “Grazie” – “obrigado”, em italiano -, a série terá produção limitada a 2 mil unidades e começa a ser vendida ainda este mês. De acordo com fontes ligadas à marca, o preço ainda não foi definido.

A Fiat quer manter a surpresa e não entrega muito sobre a versão, mas já adianta que o modelo contará com algumas mudanças estéticas e trará itens inéditos, como rodas de liga leve, pedaleira esportiva e o rádio Connect com subwoofer, presente em outros nomes do portfólio como Palio e Grand Siena. O veículo será vendido nas cores verde e prata.

Lançado no início da década de 1990, o Mille ocupa o posto de carro de entrada da marca e é um dos mais baratos à venda no Brasil (parte de R$ 22.540). Ele sai de linha impulsionado pela lei que exige que todos os carros fabricados no país a partir de 2014 saiam de fábrica equipados freios ABS e airbag duplo frontal.

Vendas de carros em junho – Veja os 10 carros mais vendidos no mês de junho de 2013

Como apontaram números prévios, pela primeira vez desde novembro, o hatch Hyundai HB20 ficou fora da lista dos carros (automóveis e comerciais leves) mais vendidos em junho. No mês, o modelo ocupou a 11ª posição. Considerando apenas automóveis, ele foi o 10º mais vendido.

O HB20 chegou às lojas em outubro passado e, a partir do mês seguinte, apareceu constantemente no ranking dos mais vendidos, tendo chegado à quarta posição em fevereiro, março e abril, com vendas entre 10 mil e 12,5 mil unidades. Em maio, caiu para a nona colocação, com 9,6 mil emplacamentos.

Outro que constava no ranking anterior e caiu em junho foi o Volkswagen Voyage. Em maio, o sedã ficou em décimo, com 8.349 unidades vendidas. Quem subiu foi Chevrolet Classic e Renault Sandero.

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Carros mais vendidos do mês de janeiro 2013

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O HB20 da Hyundai é um dos destaques da lista dos 10 carros mais vendidos em janeiro

A Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) encerrou o mês de janeiro com 296.853 automóveis e utilitários leves vendidos, o melhor desempenho histórico do mês. Somando caminhões, ônibus, motocicletas e demais equipamentos automotores, o número sobe para 450.770 unidades.

A lista dos mais vendidos em janeiro foi marcada pela presença de modelos novatos entre os dez principais e pela ausência de modelos da Ford. Os líderes de vendas continuam os mesmos. A expectativa da Fenabrave para 2013 é de que o número de vendas chegue a 3.743.285 autos e utilitários. Em 2012, o total chegou a 3.634.421.

Confira os carros e que fizeram a alegria dos consumidores – e dos vendedores – no começo do ano, segundo o registro de emplacamentos da Fenabrave:

1º Gol – Volkswagen –22.338
2º Uno – Fiat – 18.025
3º Palio – Fiat – 17.358
4º Fox/Crossfox – Volkswagen – 12.436
5º Onix – Chevrolet – 10.724
6º Siena – Fiat –9.852
7º Celta – Chevrolet – 9.241
8º HB20 – Hyundai – 9.030
9º Corsa Sedan – Chevrolet – 8.479
10º Voyage – Chevrolet – 8.024
11º Sandero – Renault – 7.357
12º Fiesta – Ford – 7.215
13º Chevrolet – Cobalt – 4.959
14º Punto – Fiat – 4.886
15º Ka – Ford – 4.640
16º Corolla – Toyota – 3.866
17º Chevrolet – Agile – 3.639
18º C3 – Citroen – 3.212
19º City – Honda – 3.208
20º Spin – Chevrolet – 3.024

Vendas de vidros elétrico sem antiesmagamento continua nos carros da Hyundai, Fiat e Honda

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

Obrigatório nos veículos novos com vidros elétricos desde 1992, o sistema antiesmagamento ainda não está disponível em todos os carros vendidos no Brasil. A falta do equipamento coloca em risco os ocupantes e pode resultar em acidentes graves. Autoesporte apurou que vários modelos estão sendo vendidos no país sem o sistema, embora a lei preveja punições penais para a prática.

O sistema antiesmagamento garante que o vidro do carro pare de subir ao detectar a presença de algo que impeça o fechamento completo, e volta a abrir a janela automaticamente. Segundo o engenheiro mecânico membro da SAE Brasil, Ricardo Takeo, a função é importante para evitar os riscos oferecidos pelo módulo de fechamento automático dos vidros. “O motor do dispositivo tem torque muito alto e atua com velocidade e força relativamente altas. No caso de uma criança, poderia machucar um dedo, o pescoço ou a cabeça”, alerta. O especialista ainda ressalta que o dispositivo deveria ser oferecido pelas montadoras por questões éticas. “O antiesmagamento deve funcionar em conjunto com módulo de fechamento automático”.

Risco

Quando o eletricista Ricardo Vaz, de 33 anos, comprou sua perua Hyundai i30 CW em uma concessionária de São Bernardo do Campo (SP), o vendedor ofereceu “como cortesia” a instalação de um módulo de fechamento dos vidros pela chave, mas não o alertou que isso faria com que o sistema que evita esmagamentos fosse desativado. “Já tirei o carro da concessionária com o módulo instalado e ninguém me informou sobre a ausência do sistema antiesmagamento”, afirma Vaz.

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

O carro é utilizado para levar as filhas à escola, e Vaz só percebeu que algo estava errado quando a família levou um grande susto. Sua esposa, Shyla, acionou acidentalmente o botão que fechava os vidros remotamente enquanto uma de suas filhas gêmeas de oito anos estava com parte do corpo para fora do carro. O vidro não parou ao encostar na criança e ela ficou com o pescoço preso. Felizmente, nada de grave aconteceu. “Foi a partir daí que comecei a levar o assunto em frente”, conta.

Quando solicitou que a loja ativasse novamente o mecanismo antiesmagamento, teve uma surpresa ainda maior. “O concessionário se propôs a tentar resolver o problema mediante assinatura de um termo de cancelamento dos quatro anos restantes da garantia”, diz Vaz. A revenda alegava que o procedimento era necessário, já que as características originais do veículo seriam modificadas.

Legislação

O caso fica mais complexo se levarmos em conta que, desde 1992, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê sistema antiesmagamento instalado em todos os vidros elétricos, visando “tornar os veículos automotores compatíveis com a evolução tecnológica de nível internacional”. Segundo o Ministério das Cidades, uma concessionária que desabilite o sistema antiesmagamento estaria atuando contra a lei, assim como um motorista que realize o mesmo procedimento. Além disso, no caso da i30 CW de Ricardo, consta no manual do proprietário uma explicação de como esse sensor funciona, dando a entender que há realmente essa função instalada.

O que diz a Resolução 762/92

4.1 Os acionadores energizados ativados por dispositivos constantes (…) devem estar dotados de mecanismos que causem o
retrocesso do vidro de no mínimo 25 mm, quando este for submetido a uma força de compressão de 100 N no máximo, na região cujo vão de abertura estiver compreendido entre 200 mm e 4 mm da posição do vidro totalmente fechado. A medida da força de compressão deve ser realizada com uma relação força-deslocamento não superior a 10 N/mm.

4.2 Os controles para acionamento de vidros que estejam fora do alcance manual do condutor devem ser concebidos de forma que o condutor possa dispor de meios para que os tornem inoperantes para efeito de fechamento do vidro assim como de meios que lhe permitam abrir estes vidros quando desejar. Esta última condição pressupõe que o controle que esteja fora do alcance manual do condutor não esteja sendo acionando simultaneamente.

Já se passaram mais de dois meses desde que Ricardo fez as primeiras reclamações solicitando a instalação do sistema antiesmagamento novamente, mas a Hyundai ainda não ofereceu alternativa: para instalá-lo, o cliente teria de abrir mão do restante da garantia. Procurada pela reportagem de Autoesporte, a assessoria de imprensa da montadora não enviou uma resposta oficial sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Em nota, a assessoria de imprensa da Hyundai CAOA afirma que os modelos vendidos pelo grupo possuem o sistema instalado. “O sistema de inversão automática (antiesmagamento) está presente nas versões dos veículos Hyundai i30, i30 CW, Veloster, Elantra, Sonata, Novo Azera, Genesis, Equus, ix35, Santa Fé e Veracruz. Ressaltamos que o funcionamento deste sistema só se dará quando o acionamento do vidro elétrico for feito com a utilização do recurso de fechamento automático, conforme descrito nas instruções do manual do proprietário”, afirma o comunicado. Segundo a assessoria de imprensa da Hyundai Brasil, os modelos HB20 e HB20X contam com o dispositivo apenas na versão Premium.

A equipe de Autoesporte testou os modelos HB20 Comfort Plus (de produção nacional) e i30 (importado pela CAOA) e nenhum deles possui o sensor antiesmagamento. Além disso, vendedores de acessórios de concessionárias do grupo garantem que nenhum modelo vendido atualmente é equipado com o sistema, apesar da resolução do Contran. O módulo de subida dos vidros é oferecido para a i30 CW na loja consultada por R$ 450, porém a revenda não possui nenhum sensor antiesmagamento para ser instalado.

Fiat também não oferece sistema

Também testamos o Fiat Uno e constatamos o que a assessoria da marca havia adiantado: alguns modelos do catálogo, especialmente os mais simples, têm vidros elétricos sem o sistema de proteção automática, contrariando a lei.

Avaliamos os vidros elétricos de um Honda Fit ano 2007 e constatamos a ausência do sistema de proteção. O site da montadora afirma que o modelo atual possui o sensor apenas no vidro do motorista, porém a assessoria de imprensa não retornou nosso contato para explicar a ausência no modelo anterior.

A Volkswagen afirma que todos os modelos produzidos com sistema de subida automática possuem a proteção antiesmagamento. Em testes, constatamos que os vidros do modelo Fox recuaram ao encostar em um objeto.

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

Em nota, o supervisor de serviços da Ford, Reinaldo Nascimbeni, garante que todos os modelos da montadora equipados com vidros elétricos já contam com sistema antiesmagamento original. Os modelos Ka e Fiesta testados pela reportagem tinham o sistema funcionando normalmente.

Apesar de os representantes da Chevrolet não terem informado sobre a presença do sistema nos modelos da montadora, constatamos que o recém-lançado Onix funcionu dentro das regras estabelecidas pelo Contran

Denúncia

O Ministério das Cidades alerta que a obrigatoriedade da presença do sensor antiesmagamento deve ser cumprida por todas as montadores e revendas. “Caso alguma fabricante descumpra a regulamentação, deverá ser protocolada denúncia formal ao diretor do Denatran, que abrirá um processo de investigação para eventuais punições administrativas e penais, se for o caso”. (colaborou Renata Viana de Carvalho)