Arquivo da categoria: Falta de Peças

Falhas elétrica no Cruze automático

Donos relatam riscos ao deixar o carro estacionado

foto-imagem-falha

 

O padrão do mercado hoje para um carro automático é permitir que o motorista só retire a chave do contato quanto a alavanca estiver na posição P (parking). Esse procedimento garante que o veículo estará sempre engrenado e, portanto, imobilizado mesmo quando estiver estacionado em ladeiras. Um modelo que não tem seguido esse padrão é o Chevrolet Cruze LT, hatch ou sedã, que tem recebido críticas de seus proprietários, tanto pelo risco de poder deixar o sedã estacionado sem o câmbio na posição P como por possíveis falhas no freio de estacionamento.

Um desses proprietários é o arquiteto Edmilson Baréia, de Barretos (SP). “Um dia estacionei meu Cruze com o câmbio na posição D. Após 7 minutos, o veículo começou a descer a garagem, que é quase plana, arrebentou o portão, atravessou a rua e quebrou o portão da casa em frente à minha”, diz. “Já que o câmbio está na posição D [Drive], o Cruze deveria estar engatado. O carro deixou que eu tirasse a chave do contato”, diz Edmilson.

Problema semelhante teve a advogada Nádia Furlan Masculli, de Valinhos (SP). “Parei em uma ladeira perto do meu escritório. Uma hora depois me chamaram dizendo que ele havia descido a rua e batido na árvore. Quando cheguei ao local, o freio de mão estava acionado e o câmbio em D. Como o carro andou de ré com o câmbio engatado em D?”

Relatos como os de Edmilson e Nádia já começam a virar motivo de preocupação para alguns proprietários de Cruze. “Depois de ter lido sobre casos de acidentes, passei a ficar com medo de o freio de mão não segurar o carro”, diz Thiago Gomes, de São Paulo.

O mais curioso, no entanto, é que o problema não afetaria a versão LTZ, topo de linha, mas atingiria também os modelos Onix, Sonic e Cobalt. Solicitamos a análise de um Cruze LT 2012 automático para a empresa Brasilautomático, centro técnico em São Paulo especializado em transmissões automáticas, que detectou dois problemas com o sistema. “O primeiro é que a chave pode ser retirada do contato ao se desligar o veículo, com a alavanca de seleção de marchas em qualquer posição. Normalmente, os veículos com transmissão automática só liberam a retirada da chave da ignição com a alavanca na posição P”, diz o laudo técnico da empresa.

Outro problema verificado foi que o sedã não permanece imobilizado pelo câmbio quando a alavanca está em outra posição que não seja a P. “Acreditamos que seja resultado de um sistema que equipa esse veículo que põe a transmissão em Neutro, mesmo com a alavanca em outra posição, caso o carro esteja parado.”

Donos de carros importados sofrem com a falta de peças de reposição

Tempo de espera nas oficinas pode ultrapassar um mês.
Consumidor pode solicitar um carro extra até a chegada da peça.

Donos de carros importados sofrem com a falta de peças no mercado de reposição. O tempo de espera para importação das peças ultrapassa um mês. A indústria brasileira não produz peças para carros fabricados no exterior. A oficina faz o pedido e o consumidor tem que esperar. Mas se demorar demais, pode reclamar para não ficar a pé.

As vendas de carros importados aumentaram muito. De janeiro a julho desse ano, houve uma alta de 33%, comparando com o mesmo período do ano passado. Os importados são mais de três milhões de carros hoje, 11% da frota atual.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, nesses casos de espera muito além do prometido, o cliente pode pedir que a concessionária ou o fabricante providencie um carro até que chegue a peça. Não paga nada.

“O fabricante, mesmo que o carro já tenha saído de fabricação deve manter estoque regular das peças. Se não tem a peça, a culpa não é do consumidor, a culpa é do fabricante e da concessionária”, explica o presidente do Ibedec Geraldo Tardin.

Ainda segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumo, há um prazo de 30 dias para a concessionária devolver o carro consertado para o cliente. Se não cumprir, a loja é obrigada a providenciar um carro para o consumidor até, é claro, que o problema seja resolvido.

O estudante Ângelo Mascarenhas, dono de um veículo importado, ficou 45 dias sem carro. “Eles sempre me davam uma previsão mas no dia que estava previsto, eles adiavam”, lembra o estudante.

A advogada Alessandra Camarano esperou 90 dias para receber o carro de volta depois de um acidente. “Precisei alugar vários carros porque eu tinha que renovar a cada semana o contrato de locação justamente porque a concessionária e a fábrica não me davam uma previsão real de quando que iam me entregar”, diz.

Fonte: G1