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Carros por assinatura – Locadoras ‘turbinam’ vendas de veículos, viram rivais de concessionárias e mudam jeito de ter carro

Além de revender usados, empresas conquistam espaço com aluguéis de longo prazo de veículos zero. Veja o que pensa quem aderiu ao carro por assinatura e como saber se vale a pena.

Começar todo ano com carro novo é um desejo que “cabe” em poucos bolsos. Mas novos jeitos de se ter carro, que não a tradicional compra na concessionária, estão tornando isso mais possível.

São aluguéis por prazos mais longos de veículos zero quilômetro comprados direto — e com desconto — das montadoras pelas locadoras. É o chamado carro por assinatura.

Com mais esse serviço, além de terem se tornado rivais das revendedoras de usados, abrindo lojas para negociar carros que saem da frota, as locadoras agora disputam clientes com as concessionárias.

A força é tão grande que as vendas feitas pelas montadoras direto para empresas, entre elas as locadoras, representam quase metade do total de emplacamentos de carros no ano passado no Brasil, o maior percentual histórico.

Como saber se vale a pena

Se você está pensando em aderir ao carro por assinatura, é importante deixar claro que cada caso exige um cálculo: o quanto você tem para investir em um veículo e a sua necessidade de uso, por exemplo, são itens que devem ser levados em conta.

O primeiro passo é calcular o custo de propriedade, isto é, tudo o que envolve ter um carro em seu nome, para depois comparar com os planos oferecidos pelas locadoras.

Tenha em mãos:

  1. valor do veículo (à vista ou financiado), considerando a versão desejada — para saber, consulte as seções “monte seu carro” nos sites das marcas;
  2. custos com documentação (primeiro licenciamento) e emplacamento, que podem ser obtido nos sites dos Detrans;
  3. valor do IPVA, que pode ser consultado no site das secretarias estaduais da Fazenda;
  4. valor do seguro (peça uma cotação de acordo com seu perfil);
  5. valor das manutenções do veículo, que pode ser conferido no site das fabricantes;
  6. depreciação média do veículo usado.

O G1 calculou o custo de compra, propriedade e depreciação de 3 veículos de categorias diferentes disponíveis nas principais locadoras do país.

Foram considerados valores de tributos do Estado de São Paulo, seguros para um morador da capital paulista, cotados pela Minuto Seguros, manutenções de acordo com os valores divulgados pela fabricantes, depreciação segundo os dados da Agência AutoInforme e financiamento pelo banco Bradesco, com simulações com 30% de entrada, ou sem entrada, e pagamento em 24 meses.

Nos casos em que o valor da entrada pode ser aplicado, foi considerado o rendimento igual à taxa Selic, 4,25% ao ano.

Como a Localiza não possui planos de 2 anos, ela ficou de fora da simulação.

Segundo a professora dos MBA’s da Fundação Getúlio Vargas, Myrian Lund, nos casos em que o pagamento é feito à vista, ou com entrada, é preciso também considerar o retorno que o comprador teria, caso investisse o dinheiro.

Ela também ressalta que, quanto mais longo o financiamento, mais caro fica o veículo ao final do contrato. “Um carro locado pode ser mais próximo de ser vantajoso, principalmente para quem utiliza financiamento”, disse.

Outra questão alertada por Lund é o valor de revenda dos seminovos. “Pode haver variação. Quando se vende na concessionária, o valor é menor do que para particulares”, completou.

Também é preciso considerar questões que não podem ser monetizadas, caso do tempo gasto com as burocracias de emplacamento de um veículo, ou todos os trâmites na hora anunciar e vender o carro.

Como funciona

As principais locadoras do Brasil oferecem carros por assinatura; uma seguradora também tem o serviço (veja mais detalhes ao final da reportagem).

Funciona assim: ao fechar um contrato de pelo menos 30 dias, o cliente paga uma mensalidade e tem direito a um veículo zero quilômetro com seguro, manutenção e documentação inclusos. Há contratos de até 3 anos e meio.

Além de se livrar dos gastos com seguro, manutenção, documentação, emplacamento e tributos, não é preciso se preocupar com depreciação e ter trabalho para vender o veículo depois: basta devolver para a empresa.

O gerente financeiro Thiago Ferreira começou a usar o serviço quando se tornou motorista de aplicativo, outro nicho importante de clientes das locadoras. Mesmo quando parou, continuou alugando.

“Financeiramente, parece ser mais caro, mas, a longo prazo, é mais barato”, afirma Ferreira.

Ele escolheu um Jetta e está com o veículo há cerca de 10 meses, também pagando uma mensalidade de R$ 2,2 mil. Pretende trocar por um outro em breve. “O contrato permite que eu troque por um outro, novo”.

Por outro lado, é preciso levar em consideração que alguns serviços são pagos à parte. É o caso de incluir condutores adicionais.

O que diz quem aderiu

Esqueça a imagem de carro branco e popular: nos aluguéis a longo prazo, as locadoras contam até com modelos luxuosos, variedade de versões e de cores, assim como as concessionárias.

Quem abriu mão de ter um carro em seu nome diz que a vantagem está em deixar de arcar com gastos extras, como IPVA e seguro, além da possibilidade de trocar por um novo em um prazo determinado. Ou seja, ter sempre um carro zero nas mãos.

A principal desvantagem, citada por alguns dos entrevistados pelo G1, está no fato de que, desse modo, o automóvel deixa de ser um patrimônio que pode ser vendido em caso de necessidade.

O empresário Thales Cruz, de 26 anos, também optou alugar um Volkswagen Jetta por R$ 2,2 mil mensais depois de ficar descontente com o valor de revenda de seu último carro próprio, um Kia Cerato.

Para saber o que valia mais a pena, ele comparou o valor mensal do aluguel contra o das parcelas, caso comprasse um modelo idêntico financiado, sem dar entrada.

“Acho que estou economizando cerca de 20% com o carro por assinatura. Além disso, não teria como pagar um carro como esse”, diz Cruz.

Ele também considerou a desvalorização sofrida pelo veículo no período de 1 ano e o seguro, que, se fosse feito em um carro particular, ficaria caro para sua faixa de idade.

Para a economista Tijana Jankovi?, o que fez diferença foi a flexibilidade. Ela só usava o transporte por aplicativos, mas quis ter um carro depois de se tornar mãe, em julho. Entre financiar e alugar, ficou com a segunda opção e paga R$ 2,3 mil mensais por um Jeep Renegade.

“Praticamente temos um carro próprio, mas sem a dor de cabeça dos gastos relacionados. Também é conveniente, já que dois meses por ano passamos fora do Brasil. Aí devolvemos o carro, e, quando voltamos, alugamos outra vez”, diz Tijana.

Veja como operam as empresas de aluguel de longo prazo:

Localiza Mensal Flex

  • Onde? 598 lojas em mais de 390 cidades de 6 países.
  • Quanto custa? Os valores variam de região para região, já que o sistema de precificação da Localiza conta com um grande número de variáveis em sua composição. Preços mais baixos têm média de R$ 1.538 por mês, no contrato de 12 meses para um veículo econômico com ar-condicionado.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além de carro reserva, se a manutenção levar mais do que 4 horas.
  • Quais carros? Segundo a Localiza, são mais de 300 mil carros de 50 modelos diferentes.
    Quanto pode rodar por mês? 3.000, 4.000 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 365 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 21 anos de idade, 2 anos de habilitação e cartão de crédito com limite suficiente para pagamento antecipado.

Porto Seguro Carro Fácil

  • Onde? Estado de São Paulo e Grande Rio.
  • Quanto custa? A partir de R$ 999, no Plano Controle (válido por 12 meses com franquia de 500 km por mês). E a partir de R$ 1.189 no plano Convencional (de 12 a 24 meses).
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além do serviço de leva e traz para revisões do veículo.
  • Quais carros? Mais de 30 modelos, entre eles: HB20, Ka, Kwid, Polo, Virtus, Yaris, Kicks, T-Cross, Hilux, S10, C180 e XC40.
  • Quanto pode rodar por mês? 500 km por mês no controle e 1.000, 1.500, 2.000 ou 2.500 km por mês no convencional.
  • Por quanto tempo? 12, 18 ou 24 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 25 anos de idade, 2 anos de habilitação e uma garagem para guardar o veículo.

Unidas Livre

  • Onde? Todas as capitais do Brasil, São Paulo e outras cidades.
  • Quanto custa? A partir de R$ 889.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA. Opcionalmente, tem serviço de leva e traz para revisões do veículo e carros blindados.
  • Quais carros? Mais de 70 modelos diferentes.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? 12, 18, 24, 30, 36 ou 42 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, CPF válido, carteira de motorista, enviar comprovante de residência e ter o crédito aprovado.

Movida Mensal Flex

  • Onde? Em 188 lojas em todos os estados do país.
  • Quanto custa? A partir de R$ 1.300, sem variação de local.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA.
  • Quais carros? Mais de 120 modelos, considerando versões com motorizações e câmbios. Entre eles: Mobi, Onix, HB20, Argo, Prisma, Renegade, Compass, Strada, Corolla, Passat e Mercedes C 180.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 720 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, habilitação e cartão de crédito com limite de R$ 700.

Fonte: G1

 

FIAT MILLE GANHARÁ SÉRIE ESPECIAL DE DESPEDIDA , E VEM COM GRANDES MUDANÇAS

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A jornada do Mille está chegando ao fim. Para marcar a aposentadoria do hatch, a Fiat preparou uma série especial de despedida. Batizada de “Grazie” – “obrigado”, em italiano -, a série terá produção limitada a 2 mil unidades e começa a ser vendida ainda este mês. De acordo com fontes ligadas à marca, o preço ainda não foi definido.

A Fiat quer manter a surpresa e não entrega muito sobre a versão, mas já adianta que o modelo contará com algumas mudanças estéticas e trará itens inéditos, como rodas de liga leve, pedaleira esportiva e o rádio Connect com subwoofer, presente em outros nomes do portfólio como Palio e Grand Siena. O veículo será vendido nas cores verde e prata.

Lançado no início da década de 1990, o Mille ocupa o posto de carro de entrada da marca e é um dos mais baratos à venda no Brasil (parte de R$ 22.540). Ele sai de linha impulsionado pela lei que exige que todos os carros fabricados no país a partir de 2014 saiam de fábrica equipados freios ABS e airbag duplo frontal.

A EXPERIÊNCIA DO ELÉTRICO BMW I3

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“O futuro já começou!”. O refrão daquele antigo jingle de fim de ano da TV Globo não saía da minha cabeça enquanto eu dirigia o silencioso BMW i3 pelos arredores da capital holandesa. Barulho, só o zunido abafado nas aceleradas mais fortes, semelhante ao dos carrinhos de autorama da minha infância. Em 23 anos escrevendo sobre carros (com o perdão pelo excesso de nostalgia), via a promessa do futuro elétrico como uma mera e distante promessa. Mas quando uma marca do segmento premium (associada à esportividade) mergulha de corpo e alma num projeto de carros elétricos, é porque a coisa está ficando mesmo séria.

O logo no capô do carro é da BMW, mas o i3 é fruto da divisão “i.”, criada pela marca alemã para abrigar essa nova família de veículos 100% elétricos. Ao contrário da maioria dos fabricantes, que vêm usando carros conhecidos para adaptar propulsão elétrica ou híbrida, a BMW partiu do zero, na expectativa de quebrar paradigmas, pensar “fora da caixa”. Se o hatch i3 e o sedã i8 (a ser lançado ano que vem na Europa) serão sucessos de venda, é cedo pra dizer, mas pelo que senti do carrinho, a lição de casa foi muito bem feita na Bavária.

Colocar a bateria de íon de lítio no assoalho, isolada numa estrutura de alumínio, foi a primeira grande sacada. Economizou espaço e jogou muito peso próximo ao solo. Isso permitiu criar um carro bem alto sem comprometer o centro de gravidade. Prova disso foi o ótimo desempenho do carro numa prova de slalon que fizemos no fim do primeiro dos dois dias de test-drive. A estabilidade impressiona, e para isso contribui a distribuição de peso 50-50 entre os eixos (marca registrada dos carros da BMW, diga-se).

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Apesar do porte compacto, o i3 tem ótimo espaço para quatro adultos, sobretudo na altura do teto. A carcaça é toda de fibra de carbono, leve e resistente. E toda a parte visível externa do carro é de termoplástico. Com isso, obteve-sem o baixo peso de 1.195 kg. Outro dogma da BMW que foi respeitado é a tração traseira. O motor elétrico fica na parte de trás, abaixo do assoalho do porta-malas (pequeno, um dos pontos fracos do carro), agindo diretamente sobre o eixo traseiro. Na frente, sob o capô, ficam outros componentes mecânicos e eletrônicos, todos ocultos por capas plásticas. O único reservatório visível é o de água para o borrifador do vidro dianteiro. Também sob o capô fica um grande guarda-volumes, onde é alocado o cabo para recarga de energia.

O interior do i3 é simples, se comparado aos outros modelos da marca. Não há tantos mimos de conforto, para economizar peso e energia. Há muitos itens de plástico, fibras naturais e até revestimentos com garrafas pet recicladas. Tudo em nome da sustentabilidade. Por mais simples que seja, o interior é aconchegante e descolado. E não abre mão da central iDrive no console, que comanda quase todas as funções (clima, som, GPS, telefone e aplicativos do sistema elétrico). A diminuta alavanca de câmbio fica na coluna de direção, e só tem as posições D (drive), R (ré) e P (estacionamento). O volante é ajustável em altura e profundidade, mas o banco só tem alavancas mecânicas.

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Por fora, ele parece um carro-conceito. A dianteira traz os tradicionais “pulmões” ao lado do logo, mas aqui ele não serve para refrigerar nada. É um plástico não vazado, só para manter a linguagem visual da BMW. As belas e grandes rodas de liga aro 20 com pneus 155/60 de baixa resistência à rolagem se destacam nas laterais, assim como as portas traseiras “suicidas”, que se abrem no sentido contrário. Elas só podem ser abertas quando as dianteiras estiverem abertas (como na nova Fiat Strada). As janelas de trás não abrem, nem basculam. Descolado, o exótico hatch chamou a atenção nas ruas da descolada capital holandesa.

Se para projetar o carro a BMW se despiu de vários preconceitos, para dirigir também é preciso se reeducar. Principalmente para lidar com o acelerador. Lembra quando falei do autorama no começo deste texto? Pois pense no acelerador do seu velho autorama. Aperte para acelerar, alivie para frear. Quer dizer que o i3 não tem pedal de freio? Tem, mas só para freadas mais bruscas. A direção elétrica é bem leve e precisa. Sem marchas, o rodar é bem suave, e a suspensão é ao mesmo tempo macia e esperta em curvas.

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Tire totalmente o pé do acelerador, e o i3 começa a reduzir fortemente a velocidade. Nos primeiros minutos, minha carona estava ficando enjoada com tantas freadas involuntárias. Em poucos minutos aprendi que não é para tirar o pé do acelerador, apenas modulá-lo como num autorama. Isso vale até para aclives e declives. Tirar o pé significa desacelerar pra valer (atá a luz traseira de freio se acende sem que você pise no pedal de freio, por medida de segurança). Tirar o pé também significa gerar energia para alimentar a bateria, como o sistema KERS dos carros de F1.

Aliás, todo o expertise para a propulsão elétrica do i3 surgiu da experiência da BMW com a F1. “Usamos o que aprendemos com o KERS e com as estruturas de fibra de carbono como ponto de partida para om projeto do i3 e do i8”, conta Florian Preuss, responsável pela integração eletrônica do Grupo BMW. Chega a ser irônico a F1, com seu foco no altíssimo desempenho, servir como laboratório para carros de emissão zero.

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E esse carro de autorama em escala real acelera bem? Muito! O motor elétrico de 170 cv rende 25,5 kgfm de torque e faz o i3 ir a 100 km/h em 7,2 segundos. Sim, o dogma da esportividade da BMW foi mantido até em seu elétrico. O problema é se empolgar com isso e gastar a carga da bateria de forma muito acelerada. A autonomia declarada vai de 130 a 160 km, mas pode ir a 180 km no modo Eco Pro, acionado por um seletor no console. Esse modo deixa o acelerador menos sensível aos seus impulsos de piloto de autorama, e economiza energia no ar-condicionado e outros itens.

Mas como já falei aqui, é preciso dirigir um carro como esse com outra consciência. Com a mesma cabeça que você tem com a carga de seu celular ou de seu tablet. A central multimídia do i3 mostra sua autonomia, alerta quando ela está baixa, sugere postos mais próximos para recarga pelo GPS, ou seja, faz de tudo para você não ficar na mão.

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Além de desenvolver um carro diferente, a BMW pesquisou muito e pensou em soluções futuristas para o problema da autonomia, o único item que ainda atormenta os donos de carros elétricos. A ideia mais bacana é o aplicativo de celular que permite monitorar à distância o seu carro, quando ele estiver sendo carregado. Se você deixa o carro carregando e vai fazer alguma coisa, pode checar no celular quanto a bateria já carregou, quanto tem de autonomia, quanto falta para carregar totalmente, etc. O aplicativo também permite que você climatize o carro antes de chegar até ele, mostra o balanço de eficiência da última viagem, e ainda o coloca no ranking de eficiência (anônimo) em relação a todos os outros donos de i3. Como um joguinho de economia (tá aí o lado lúdico desse autorama moderno).

Além de carregar em tomadas comuns (mais lentas, em cerca de 8 horas), a bateria do i3 pode usar postos de carregamento, ou ainda no iWallbox, tomada especial que o dono do carro pode alugar ou comprar para sua casa Pode ainda comprar um painel solar para sua garagem, que acumula energia para carregar a bateria sem custo. Se mesmo assim ficar com medo de ficar na mão, pode opcionalmente colocar um motorzinho bicilíndricoo a gasolina ao lado do elétrico, na parte traseira.

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O preço do i3 na Europa depende do incentivo de cada país. No Reino Unido, por exemplo, custa 25 mil libras, o dobro de um compacto comum, como o Renault Clio, e o mesmo de um BMW Série 1 quase completo. Caro, é verdade, mas a montadora alega que esse custo pode ser amortizado rapidamente. Usando preços de gasolina e energia elétrica no Brasil, a BMW calcula que seu custo por quilômetro rodado é quase 50% inferior. E ainda é 20% mais barato de manter e 15% mais barato de consertar, sempre segundo a marca alemã. Também há leasing facilitado para os interessados, além de carro reserva da BMW para viagens longas, com locações a custos reduzidos.

No Brasil, o i3 chega no segundo semestre de 2014 por preços um pouco abaixo de R$ 150 mil – isso se não houver alguma mudança no Inovar-Auto que finalmente incentive as vendas de elétricos. Em 2015 será a vez do sedã esportivo i8 chegar ao Brasil. As primeiras autorizadas a vender o carro serão de São Paulo e Rio de Janeiro. O futuro já começou, mas ainda está caro…

Troca injusta

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Na última década, o maior rigor das leis antipoluição e a busca por carros mais eficientes encontrou na elevação da calibragem dos pneus um forte aliado. Cada vez mais, os automóveis saem com uma única indicação de calibragem, tanto para vazio como para carregado. Sobre esse estabelecimento de uma calibragem fixa, as fábricas têm um discurso comum: “O carro é projetado contemplando os pneus de calibragem única e por isso não há comprometimento de conforto e segurança em nenhuma das condições”. Na prática, não é bem isso o que acontece.

Nosso 208 se opõe a essa “moda”: a etiqueta que ele traz na coluna central exibe calibragens distintas para três condições: vazio, carregado e para redução de consumo. No caso do hatch, havíamos decidido encarar os 60 000 km com a calibragem “econômica” (36 libras nas quatro rodas). Até que promovemos uma rodada de testes específicos de consumo.

Realizamos os ensaios primeiramente com 29 libras, a calibragem indicada pela Peugeot para o carro vazio. Resultado: 7,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. Após utilizar o mesmo calibrador, mas regulado para inflar os pneus com 36 libras de pressão – a recomendação para redução de consumo –, repetimos os testes. Registramos os mesmos 7,5 km/l na simulação de uso urbano e 11 km/l na de rodoviário. Com base no ganho insignificante em termos de consumo e nos relatos dos editores Paulo Campo Grande e Péricles Malheiros, que destacaram o severo comprometimento do nível de conforto ao rodar com a calibragem de economia com o carro vazio na cidade, decidimos que os pneus do nosso 208 serão tratados à moda antiga, respeitando as recomendações de vazio e carregado.

Consultado, um engenheiro da Pirelli que pediu para não ser identificado disse: “É mesmo esperado que os ganhos se mostrem mais evidentes no consumo rodoviário. A calibragem única facilita a vida no dia a dia, mas ela nunca será tão eficiente quanto a adoção de pressões distintas para condições distintas”.

Consumo

No mês (47% na cidade) – Etanol 9 km/l
Desde ago/13 (52,6% na cidade) – Etanol 8,4 km/l

Diário

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Novo Volkswagen Gol 2013

COM ROUPA NOVA, A DUPLA DE MAIOR SUCESSO DA VW SE ALINHA AO DNA MUNDIAL DA MARCA

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Em 2008, Gol e Voyage revolucionaram o estilo da linha Volkswagen no Brasil. Com estilo nitidamente inspirado no Tiguan, a dupla rapidamente foi alçada ao topo do ranking de vendas. Entretanto, o lançamento do novo DNA mundial de design, incorporado posteriormente por Fox, Jetta e Passat, fez os best sellers ficarem defasados.

A resposta da VW levou quase três anos, mas chegou. Projetados por designers brasileiros em Wolfsburg, os modelos ganharam faróis com traços mais retangulares, nova grade frontal e para-choque redesenhado. É inevitável a associação com o Fox. Na traseira, as semelhanças são com o Polo europeu: as lanternas e a tampa do porta-malas apresentam novo formato e o para-choque também é novo. No Voyage, as mudanças foram mais expressivas: agora o sedã tem lanternas que invadem a tampa do porta-malas, deixando-o parecido com o Jetta.

Foram realizadas mudanças também no interior. As saídas de ar redondas ganharam uma nova cobertura, decorada com um aro cromado central perceptível apenas quando estão fechadas. O novo rádio e a iluminação de LEDs brancos no painel deram um aspecto mais elegante à cabine, forrada com tecido composto por garrafas PET recicladas.

Debaixo do capô, ambos trazem o novo motor 1.0 TEC. Equipado com uma nova ECU (Unidade Eletrônica de Controle), novo coletor de admissão e novos bicos injetores, o conjunto 76 cv com etanol e 72 cv se abastecido com gasolina. Segundo a montadora, as mudanças resultaram em uma economia de combustível de até 4% em relação ao motor 1.0 VHT. Há também a oferta do pacote BlueMotion Technology, composto por pneus com baixa resistência ao rolamento, informe de consumo instantâneo de combustível e indicador de marcha ideal a ser utilizada, tecnologia esta que orienta o motorista a conduzir de maneira mais econômica. Com a inclusão deste pacote, a economia de combustível pode chegar a 8%. Além do motor de 999 cm3, Gol e Voyage continuam sendo vendidos com o motor 1.6 VHT, que pode ser combinada à transmissão ASG, chamada pela VW de I-Motion.

Entre os itens de série, o Gol nas versões 1.0 e 1.6 oferecem vidros dianteiros elétricos, travamento central das portas, abertura interna da tampa do porta-malas, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, conta-giros, banco do motorista com regulagem de altura e tomada de 12 volts. Na configuração Power, adiciona airbag duplo frontal, coluna de direção ajustável em altura e em distância, direção hidráulica, freios ABS, faróis de neblina e luzes de seta nos retrovisores. A lista de opcionais inclui ar-condicionado, volante multifuncional, rádio CD Player com reprodução de arquivos em MP3 e entrada USB, rodas de liga leve de 15 ou 16 polegadas, chave do tipo canivete e vidros elétricos nas portas traseiras.

Os preços do Gol 2013 começam em R$ 27.990, enquanto a tabela de preços do Voyage renovado parte de R$ 29.990.

Veja a tabela de preços dos novos Gol e Voyage:

Gol 1.0 – R$ 27.990
Gol 1.6 – R$ 31.890
Gol 1.6 I-Motion – R$ 34.490
Gol1.6 Power – R$ 38.290
Gol 1.6 Power I-Motion – R$ 40.890

Voyage 1.6 – R$ 34.590
Voyage 1.6 I-Motion – R$ 37.190
Voyage 1.6 Comfortline – R$ 40.890
Voyage 1.6 Power I-Motion – R$ 43.490

Renault Twizy

Modelo traz nova proposta de mobilidade com lugar para duas pessoas.
Carro tem 2,33 metros de comprimento e 1,91 m de largura.

A Renault revelou os preços da gama Twizy e já abriu as reservas do modelo pelo seu site na internet. Na Europa, o elétrico custará a partir de 6.990 euros (R$ 16.067), com a versão Twizy 45. Ela é equipada com motor de 5 cavalos de potência, o que permite em alguns países conduzi-lo sem habilitação. Já a versão mais potente, de 17 cavalos, está disponível em dois acabamentos, “Urban” e “Technic” e custará, respectivamente, 7.690 euros (17.676) e 8.490 euros (19.515).

 

 

A nova linha, que é na verdade uma nova proposta de mobilidade urbana, chega às lojas na Europa no fim deste ano. O Twizy é fabricado na planta de Valladolid, na Espanha, e será apresentado no Salão de Barcelona, nesta semana.

Como vantagem em relação a uma scooter ou moto de baixa cilindrada, a fabricante atribui a segurança, já que o modelo é equipado com diversos dispositivos ativos e passivos, como carroceria deformável, barras laterias de reforço e airbags. O mini carro vem ainda com sensores de estacionamento, conexão Bluetooth, entrada USB e para os aparelhos da Apple. Além disso, o Twizy pode ter o acabamento personalizado.

De protótipo a alternativa urbana
A Renault apresentou no Salão de Frankfurt de 2009 o Twizy Zero Emision, ainda como protótipo. O carro tem 2,33 metros de comprimento, 1,91 m de largura e 1,46 m de altura. Ele foi projetado para levar apenas duas pessoas (uma na frente e outra atrás).

O motor elétrico é abastecido por uma bateria de íon-lítio, com autonomia para o carro rodar 100 quilômetros, graças ao seu leve peso, de 450 kg (só a bateria pesa 100 kg). A versão Twizy 45 chega a 45 km/h, enquanto a “Urban” e a “Technic” chegam a 80 km/h. A bateria pode ser recarregada em três horas e meia em uma tomada comum.

Para reduzir o preço, a Renault lançou um programa de aluguel da bateria, que varia de 45 euros (R$ 103) a 49 euros (R$ 112) por mês.

Fonte: AutoEsporte

Carro 0KM – Dicas para comprar um veículo zero

Um carro 0km é o sonho de muitos, assim como a casa própria. E na onda dos preços atrativos dos veículos de 2010, uma vez que as revendedoras têm feito promoções para acabar com o estoque neste início de ano, a vontade de ter um carro novinho na garagem é tentadora. Mas é preciso ter cuidado e não seguir o primeiro impulso. Confira as dicas:

ORÇAMENTO:

É preciso avaliar as finanças para saber se será possível se comprometer com as parcelas do carro novo.

SEGURO:

Não desconsidere a contratação de um seguro para o carro e se o valor gasto com o serviço cabe no orçamento.

IMPOSTOS:

Comprar um carro não é somente uma questão de pagar pelo valor do veículo. Lembre-se de que o IPVA dos carros mais novos são sempre mais caros.

UTILIZAÇÃO:

Pense no objetivo do carro. Se for apenas para ir ao trabalho, faculdade e sair à noite, o veículo pode ser de duas portas. Já se for um carro para a família inteira usar, um modelo de quatro portas será muito mais confortável.

CARACTERÍSTICAS:

Outro ponto importante sobre a utilização é o local por onde o carro irá circular. É preciso avaliar características de cilindrada e da potência do veículo. Para um carro que será utilizado apenas na própria cidade, o melhor modelo é o com menos cilindradas, já que facilita na hora de manobrar e estacionar. Já se o uso do carro for para viagens, o mais importante é checar a potência do veículo.

CONCESSIONÁRIAS:

Antes efetuar a compra, pesquise se o estabelecimento tem credibilidade no mercado.

COMBUSTÍVEL:

Item absolutamente indispensável na hora de fazer a compra. Para grandes distâncias, é imprescindível um veículo que use gás natural comprimido ou diesel, já que, de uma forma geral, eles são mais econômicos que a gasolina ou o álcool. Ou o carro flex.

CONFORTO:

Avalie o que é primordial no carro para ter o conforto que se deseja. Vidros elétricos, som estéreo e direção hidráulica são itens que fazem toda a diferença para o motorista.

ESTILO:

Escolha com calma o modelo e a cor do veículo para não ter perigo de se arrepender depois da compra.

COMPARAÇÃO:

Veja se vale mais a pena comprar um carro usado ou 0 quilômetro. Apesar de existir a segurança de que o novo não terá falhas mecânicas, o usado, se estiver em boas condições, também é uma opção, já que, normalmente, é mais barato.

Nome sujo na praça – Financiei um carro em 60 vezes. Se eu devolvê-lo, meu nome ficará sujo?

Se o contrato realizado for de leasing (espécie de aluguel com opção de comprar o bem alugado no fim do contrato), a pessoa teria direito receber de volta o dinheiro que pagou antecipadamente como reserva pela opção de compra.

Se for contrato de alienação fiduciária, vai de conversar com quem financiou – na alienação fiduciária, o bem é dado como garantia do financiamento, e pode ser retomado pelo fornecedor em caso de inadimplência (calote) nas prestações.

Se for um contrato de CDC (Crédito Direto ao Consumidor), a financeira não pode se recusar a aceitar o carro nem cobrar o restante. Na prática, no entanto, não funciona assim: normalmente a financeira não aceita o bem de volta.

Nesse caso, pode-se tentar vender o carro para um terceiro – com a comunicação da venda ao fornecedor; isso porque, se a pessoa vender o carro e o comprador não pagar, ela é que fica devendo, e eventualmente pode ter o nome sujo.

Fonte R7

Kia revela a nova geração do Picanto

Segundo a marca, novidade é mais ousada, mais madura e mais confiante.
Compacto estreia no Brasil no segundo semestre deste ano com motor flex.

Seis anos após a apresentação do atual do Picanto e depois de muitas especulações e flagras, a Kia revelou finalmente a nova geração do compacto, que fará a sua estreia no Salão do Automóvel de Genebra.

O modelo é completamente novo e será oferecido na maioria dos mercado com cinco portas. Sob o capô está confirmado um novo motor 1.0 e há especulações de que sejam oferecidas ainda versões 1.2 e 1.1 a diesel.

De acordo com a Kia, o novo Picanto é mais “mais ousado, mais maduro e mais confiante” com uma carroceria mais longa, interior mais esportivo e linhas marcantes. Assim como os recentes modelos da marca sul-coreana, a novidade traz a grade dianteira que lembra um “rosnar de um tigre”.

A estreia do novo Picanto no mercado nacional está prevista para o segundo semestre e já virá com motor flex.

Fonte: G1

Álcool no seu carro – Abastecer o motor com etanol é vantajoso em apenas sete estados: GO, MT, MS, PR, PE e Tocantins

Etanol é mais competitivo em GO, MT, MS, PR, PE, SP e Tocantins.
Na semana passada, o álcool combustível era vantajoso em oito estados

Abastecer com etanol em vez de gasolina é vantagem em apenas sete estados, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na semana passada, era vantagem em oito estados.

Hoje, o etanol está competitivo nos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Pernambuco, São Paulo e Tocantins. Nos estados da Bahia, Ceará, Rondônia e Rio de Janeiro é indiferente a utilização de álcool ou gasolina no tanque. Em 15 estados e no Distrito Federal, o consumidor que opta pela gasolina leva vantagem.

No Estado de São Paulo, que concentra quase 60% do consumo de etanol, o combustível tem a segunda maior vantagem do Brasil e perde apenas para Goiás. Considerando o preço médio da gasolina de R$ 2,469 por litro em São Paulo, o etanol hidratado é competitivo na região até R$ 1,7283 e, na média da ANP, o preço em São Paulo ficou em R$ 1,616 por litro nesta semana. O preço do etanol subiu 1,2% no estado de São Paulo na semana.

A vantagem do etanol é calculada considerando que o poder calorífico do motor a álcool é de 70% do poder nos motores à gasolina. Segundo o levantamento, em São Paulo, o preço do etanol corresponde a 65,45% do preço da gasolina (até 70% o etanol é competitivo). Em Goiás, a relação é de 62,57%, em Mato Grosso de 65,77%, no Paraná de 66,89% e em Mato Grosso do Sul de 67,64%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima (o preço do etanol é 82,18% do valor da gasolina) e no Amazonas (+ 81,61%).

Fonte Auto Esporte