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Carros por assinatura – Locadoras ‘turbinam’ vendas de veículos, viram rivais de concessionárias e mudam jeito de ter carro

Além de revender usados, empresas conquistam espaço com aluguéis de longo prazo de veículos zero. Veja o que pensa quem aderiu ao carro por assinatura e como saber se vale a pena.

Começar todo ano com carro novo é um desejo que “cabe” em poucos bolsos. Mas novos jeitos de se ter carro, que não a tradicional compra na concessionária, estão tornando isso mais possível.

São aluguéis por prazos mais longos de veículos zero quilômetro comprados direto — e com desconto — das montadoras pelas locadoras. É o chamado carro por assinatura.

Com mais esse serviço, além de terem se tornado rivais das revendedoras de usados, abrindo lojas para negociar carros que saem da frota, as locadoras agora disputam clientes com as concessionárias.

A força é tão grande que as vendas feitas pelas montadoras direto para empresas, entre elas as locadoras, representam quase metade do total de emplacamentos de carros no ano passado no Brasil, o maior percentual histórico.

Como saber se vale a pena

Se você está pensando em aderir ao carro por assinatura, é importante deixar claro que cada caso exige um cálculo: o quanto você tem para investir em um veículo e a sua necessidade de uso, por exemplo, são itens que devem ser levados em conta.

O primeiro passo é calcular o custo de propriedade, isto é, tudo o que envolve ter um carro em seu nome, para depois comparar com os planos oferecidos pelas locadoras.

Tenha em mãos:

  1. valor do veículo (à vista ou financiado), considerando a versão desejada — para saber, consulte as seções “monte seu carro” nos sites das marcas;
  2. custos com documentação (primeiro licenciamento) e emplacamento, que podem ser obtido nos sites dos Detrans;
  3. valor do IPVA, que pode ser consultado no site das secretarias estaduais da Fazenda;
  4. valor do seguro (peça uma cotação de acordo com seu perfil);
  5. valor das manutenções do veículo, que pode ser conferido no site das fabricantes;
  6. depreciação média do veículo usado.

O G1 calculou o custo de compra, propriedade e depreciação de 3 veículos de categorias diferentes disponíveis nas principais locadoras do país.

Foram considerados valores de tributos do Estado de São Paulo, seguros para um morador da capital paulista, cotados pela Minuto Seguros, manutenções de acordo com os valores divulgados pela fabricantes, depreciação segundo os dados da Agência AutoInforme e financiamento pelo banco Bradesco, com simulações com 30% de entrada, ou sem entrada, e pagamento em 24 meses.

Nos casos em que o valor da entrada pode ser aplicado, foi considerado o rendimento igual à taxa Selic, 4,25% ao ano.

Como a Localiza não possui planos de 2 anos, ela ficou de fora da simulação.

Segundo a professora dos MBA’s da Fundação Getúlio Vargas, Myrian Lund, nos casos em que o pagamento é feito à vista, ou com entrada, é preciso também considerar o retorno que o comprador teria, caso investisse o dinheiro.

Ela também ressalta que, quanto mais longo o financiamento, mais caro fica o veículo ao final do contrato. “Um carro locado pode ser mais próximo de ser vantajoso, principalmente para quem utiliza financiamento”, disse.

Outra questão alertada por Lund é o valor de revenda dos seminovos. “Pode haver variação. Quando se vende na concessionária, o valor é menor do que para particulares”, completou.

Também é preciso considerar questões que não podem ser monetizadas, caso do tempo gasto com as burocracias de emplacamento de um veículo, ou todos os trâmites na hora anunciar e vender o carro.

Como funciona

As principais locadoras do Brasil oferecem carros por assinatura; uma seguradora também tem o serviço (veja mais detalhes ao final da reportagem).

Funciona assim: ao fechar um contrato de pelo menos 30 dias, o cliente paga uma mensalidade e tem direito a um veículo zero quilômetro com seguro, manutenção e documentação inclusos. Há contratos de até 3 anos e meio.

Além de se livrar dos gastos com seguro, manutenção, documentação, emplacamento e tributos, não é preciso se preocupar com depreciação e ter trabalho para vender o veículo depois: basta devolver para a empresa.

O gerente financeiro Thiago Ferreira começou a usar o serviço quando se tornou motorista de aplicativo, outro nicho importante de clientes das locadoras. Mesmo quando parou, continuou alugando.

“Financeiramente, parece ser mais caro, mas, a longo prazo, é mais barato”, afirma Ferreira.

Ele escolheu um Jetta e está com o veículo há cerca de 10 meses, também pagando uma mensalidade de R$ 2,2 mil. Pretende trocar por um outro em breve. “O contrato permite que eu troque por um outro, novo”.

Por outro lado, é preciso levar em consideração que alguns serviços são pagos à parte. É o caso de incluir condutores adicionais.

O que diz quem aderiu

Esqueça a imagem de carro branco e popular: nos aluguéis a longo prazo, as locadoras contam até com modelos luxuosos, variedade de versões e de cores, assim como as concessionárias.

Quem abriu mão de ter um carro em seu nome diz que a vantagem está em deixar de arcar com gastos extras, como IPVA e seguro, além da possibilidade de trocar por um novo em um prazo determinado. Ou seja, ter sempre um carro zero nas mãos.

A principal desvantagem, citada por alguns dos entrevistados pelo G1, está no fato de que, desse modo, o automóvel deixa de ser um patrimônio que pode ser vendido em caso de necessidade.

O empresário Thales Cruz, de 26 anos, também optou alugar um Volkswagen Jetta por R$ 2,2 mil mensais depois de ficar descontente com o valor de revenda de seu último carro próprio, um Kia Cerato.

Para saber o que valia mais a pena, ele comparou o valor mensal do aluguel contra o das parcelas, caso comprasse um modelo idêntico financiado, sem dar entrada.

“Acho que estou economizando cerca de 20% com o carro por assinatura. Além disso, não teria como pagar um carro como esse”, diz Cruz.

Ele também considerou a desvalorização sofrida pelo veículo no período de 1 ano e o seguro, que, se fosse feito em um carro particular, ficaria caro para sua faixa de idade.

Para a economista Tijana Jankovi?, o que fez diferença foi a flexibilidade. Ela só usava o transporte por aplicativos, mas quis ter um carro depois de se tornar mãe, em julho. Entre financiar e alugar, ficou com a segunda opção e paga R$ 2,3 mil mensais por um Jeep Renegade.

“Praticamente temos um carro próprio, mas sem a dor de cabeça dos gastos relacionados. Também é conveniente, já que dois meses por ano passamos fora do Brasil. Aí devolvemos o carro, e, quando voltamos, alugamos outra vez”, diz Tijana.

Veja como operam as empresas de aluguel de longo prazo:

Localiza Mensal Flex

  • Onde? 598 lojas em mais de 390 cidades de 6 países.
  • Quanto custa? Os valores variam de região para região, já que o sistema de precificação da Localiza conta com um grande número de variáveis em sua composição. Preços mais baixos têm média de R$ 1.538 por mês, no contrato de 12 meses para um veículo econômico com ar-condicionado.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além de carro reserva, se a manutenção levar mais do que 4 horas.
  • Quais carros? Segundo a Localiza, são mais de 300 mil carros de 50 modelos diferentes.
    Quanto pode rodar por mês? 3.000, 4.000 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 365 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 21 anos de idade, 2 anos de habilitação e cartão de crédito com limite suficiente para pagamento antecipado.

Porto Seguro Carro Fácil

  • Onde? Estado de São Paulo e Grande Rio.
  • Quanto custa? A partir de R$ 999, no Plano Controle (válido por 12 meses com franquia de 500 km por mês). E a partir de R$ 1.189 no plano Convencional (de 12 a 24 meses).
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além do serviço de leva e traz para revisões do veículo.
  • Quais carros? Mais de 30 modelos, entre eles: HB20, Ka, Kwid, Polo, Virtus, Yaris, Kicks, T-Cross, Hilux, S10, C180 e XC40.
  • Quanto pode rodar por mês? 500 km por mês no controle e 1.000, 1.500, 2.000 ou 2.500 km por mês no convencional.
  • Por quanto tempo? 12, 18 ou 24 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 25 anos de idade, 2 anos de habilitação e uma garagem para guardar o veículo.

Unidas Livre

  • Onde? Todas as capitais do Brasil, São Paulo e outras cidades.
  • Quanto custa? A partir de R$ 889.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA. Opcionalmente, tem serviço de leva e traz para revisões do veículo e carros blindados.
  • Quais carros? Mais de 70 modelos diferentes.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? 12, 18, 24, 30, 36 ou 42 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, CPF válido, carteira de motorista, enviar comprovante de residência e ter o crédito aprovado.

Movida Mensal Flex

  • Onde? Em 188 lojas em todos os estados do país.
  • Quanto custa? A partir de R$ 1.300, sem variação de local.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA.
  • Quais carros? Mais de 120 modelos, considerando versões com motorizações e câmbios. Entre eles: Mobi, Onix, HB20, Argo, Prisma, Renegade, Compass, Strada, Corolla, Passat e Mercedes C 180.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 720 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, habilitação e cartão de crédito com limite de R$ 700.

Fonte: G1

 

Seguro DPVAT – Redução média de 63,3% – Para automóveis particulares caiu de R$ 41,40 para R$ 12, redução de 71%


Para automóveis, seguro obrigatório caiu de R$ 41,40 para R$ 12, com redução de 71%.

O seguro obrigatório, o DPVAT, terá redução média de 63,3% em 2019, anunciou o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) nesta quinta-feira (13).

Automóveis particulares: de R$ 41,40 (2018) para R$ 12,00 (2019), redução de 71%;
Táxis e carros de aluguel: de R$ 41,40 (2018) para R$ 12,00 (2019), redução de 71%;
Ônibus, micro-ônibus e lotação com cobrança de frete: de R$ 160,05 (2018) para R$ 33,61, redução de 79%;
Micro-ônibus com cobrança de frete, mas com lotação não superior a dez passageiros, e ônibus, micro-ônibus e lotações sem cobrança de frete: R$ 99,24 (2018) para R$ 20,84, redução de 79%;
Ciclomotores (cinquentinhas): R$ 53,24 (2018) para R$ 15,43 ( 2019), redução de 71%;
Motocicletas e motonetas: R$ 180,65 (2018) para R$ 80,11, redução de 56%;
Máquinas de terraplanagem, tratores de pneus com reboques acoplados, caminhões ou veículos “pick-up”, reboques e semirreboques: de R$ 43,33 (2018) para R$ 12,56 (2019), redução de 71%.

De acordo com a entidade, a redução dos prêmios tarifários foi possível devido ao valor de recursos acumulado em reservas técnicas superior às necessidades de atuação do Seguro DPVAT.

O excesso de recursos vindos do pagamento do Seguro DPVAT é consequência das ações de combate à fraude, que levaram à uma redução significativa dos sinistros somado, à rentabilidade dos recursos acumulados, afirma o CNSP.

O que é o DPVAT

O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), instituído por lei desde 1974, cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O recolhimento do seguro é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.

A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

Do total arrecadado pelo DPVAT:

– 45% são destinados para para o Sistema Único de Saúde (SUS);
– 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran);
– 50% vão para o pagamento de sinistros e despesas administrativas.

Documento inteligente seria originalmente implantado no Brasil no início de 2019, mas prazo acabou sendo prorrogado em quatro anos

Lembra da proposta de uma nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que contaria com chip e Código de Referência Rápida (o popular QR Code), para facilitar o acesso remoto de dados e funcionar até como “cartão de crédito”?

Ela foi apresentada no fim de 2017 e deveria se tornar obrigatória no Brasil já no início do ano que vem. Pois bem: sua implantação não ocorrerá tão rápido assim.

A resolução 747, publicada no fim de novembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), alterou a data limite de 1º de janeiro de 2019 para 31 de dezembro de 2022, portanto um adiamento de quatro anos.

A assessoria do Ministério das Cidades, órgão ao qual o Contran está vinculado, enviou nota explicando que precisará de prazo maior para adequar a carteira reformulada às novas CNH e CRLV (documento do veículo) digitais. Confira na íntegra:

“A alteração partiu do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pois a resolução não foi disciplinada inteiramente. Não sendo possível entrar em vigor em janeiro/19.
A transformação digital implementada pela atual gestão (…) levou a necessidade [sic] da criação de um grupo de trabalho para estudar prazos num universo temporal de cinco anos e migrar os documentos CRLV e CNH para a opção digital.”

O que a nova CNH terá

Desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB, a pedido do Ministério das Cidades, a nova CNH brasileira pretende se tornar um documento inteligente, facilitando o armazenamento e a leitura digital de informações sobre seu proprietário.

Ela será dotada de chip e QR Code, permitindo às autoridades de trânsito terem acesso rápido (inclusive offline) ao histórico de infrações do motorista via aplicativo de celular.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) promete ir além: como várias informações, incluindo as impressões digitais do condutor, estarão gravadas na memória do chip, será possível usar a futura carteira de habilitação para pagar pedágios e serviços de transporte público eletronicamente.

Segundo o órgão, o documento poderá servir até mesmo como instrumento de identificação biométrica em prédios públicos e universidades.

Outra novidade é que a CNH, a partir do novo padrão, passará a ser confeccionada em policarbonato, um tipo de plástico, e não mais em papel. Suas dimensões serão: 8,66 centímetros de comprimento x 5,4 cm de largura x 0,7 milímetros de espessura.

Confira como é feito o processo de registro, emissão do CRV e CRLV e emplacamento por conta própria

Comprar um carro, seja novo ou usado, é considerado uma realização para muita gente. Mas também envolve gastos consideráveis que vão além do valor da compra. Colocar a documentação em dia e emplacar o automóvel também custam dinheiro, mas dá para economizar uma graninha se você mesmo ir até o cartório e ao departamento de trânstio. Veja abaixo como fazer a documentação do carro zero ou usado sem ajuda de um despachante:

Como emplacar um carro novo

O primeiro passo é registrar o veículo zero km em até 30 dias após a loja emitir a nota fiscal para gerar o Certificado de Registro do Veículo (CRV). Esse documento permite o emplacamento e a concessão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), principal documento de porte obrigatório do carro.

Verifique a necessidade de agendamento de horário na unidade do Detran mais próxima da sua casa e compareça para emitir os certificados e obter o número da placa, assim como os valores do IPVA e DPVAT. Os preços para o registro do veículo e emplacamento variam de cidade para cidade. Você até pode personalizar a placa da forma que preferir, mas isso exigirá uma taxa de aproximadamente R$ 100.

Documentos necessários: original e cópia do RG, CPF e CNH, cópia de um comprovante de residência recente, nota fiscal original da concessionária com decalque do chassi, duas cópias do formulário do Renavam preenchido e, caso o carro seja financiado, é necessário também levar o contrato original e uma cópia assinada por todos os envolvidos.

Chegando lá, é necessário pagar as taxas de emplacamento, escolher a placa do veículo e dar entrada ao CRV. Mas o certificado não fica pronto no mesmo dia. Assim que estiver com as documentações em mãos, é preciso ir a um posto do Detran.

Como proceder com a documentação de carro usado sem o despachante?

Antes de tudo, o comprador deve investigar o histórico do carro: multas, pagamentos, se IPVA, DPVAT do ano atual e documentação estão em dia. Para ter acesso a débitos e possíveis bloqueios, basta acessar o site do Detran, com o número Renavam e número da placa do veículo. Também é importante verificar se está tudo bem com o numero do chassi do carro.

Feito isso, o primeiro passo é do vendedor: ele deve comunicar ao Detran a transferência do veículo para o novo dono, processo que vai demandar uma visita ao cartório para uma cópia do comprovante de transferência.

Se isso não acontecer, todas as multas cometidas pelo novo proprietário, por exemplo, ficarão em nome do antigo, e o atual dono também não conseguirá fazer um seguro para o seu carro. Para isso, é bom ter em mãos um comprovante de quitação. Se o veículo tiver alguma pendência, não conseguirá obter um novo certificado.

De acordo com o artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro: “Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.”

Vale lembrar que essa transferência é paga, já que será necessário expedir um novo Certificado de Registro de Veículo. Para emitir o CRV, o comprador deve procurar uma Empresa de Vistoria Veicular para comprovar a autenticidade e segurança do carro adquirido. Se o veículo for de outra cidade ou estado, é necessário também inserir novas placas e tarjetas.

O prazo para tomar as devidas providências é de até 30 dias, então fique atento às datas. Caso o período não seja respeitado, o novo dono está sujeito a uma multa grave, e existe até a possibilidade de retenção do veículo.

 

CNH-e : Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica será antecipada para 1º de fevereiro de 2018

A implementação da nova Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica (CNH-e) será antecipada e os órgãos estaduais devem começar a utilizar o novo sistema a partir do dia 1º de fevereiro de 2018. A decisão foi feita pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), responsável por regulamentar as normas de trânsito, após um ajuste no texto legal que está em vigor desde julho deste ano.

Anteriormente, a Resolução 684, de 25 de julho, dizia que os órgãos e as entidades de trânsito dos estados e do Distrito Federal deveriam estar prontos para fiscalizar e fornecer a CNH-e a partir do dia 1º de fevereiro de 2018. No entanto, com a Resolução 687, publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (16), os estados devem estar aptos a trabalhar com a Carteira Nacional de Habilitação Eletrônica até o dia 1º de fevereiro.

A antecipação da data de implementação foi aprovada devido a finalização do aplicativo para smartphones, segundo informou o Ministério das Cidades. Com a conclusão do desenvolvimento, os departamentos de trânsito (Detrans) já podem começar a testar a emissão do documento digital. Vale lembrar que a CNH-e será opcional e que a habilitação impressa continuará a ser emitida e utilizada pelos órgãos competentes.

“Os Detrans que tiverem interesse já podem iniciar seus testes e se adequarem, com antecedência, à data prevista para entrada em vigor da [nova] resolução, 1º de fevereiro”, afirmou o Ministério das Cidades. A pasta ainda acrescentou que não possui um diagnóstico sobre os preparativos dos estados para a implementação do sistema, que ainda está em processo de testes. Em Goiás, um projeto-piloto começa a funcionar em setembro, permitindo que os motoristas que solicitarem a habilitação provisória, renovação, adição de categoria e emissão de segunda via já possam contar com a CNH-e.

Através do aplicativo desenvolvido pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), os motoristas poderão acessar o arquivo digital da CNH em seus próprios smartphones. Os agentes de trânsito também poderão fazer uso do mesmo app para checar os dados dos documentos, utilizando a leitura do QR Code. O novo sistema não gerará nenhum custo adicional aos motoristas e não acarretará qualquer mudança em suas rotinas, além da chance de não ser multado por ter esquecido a CNH impressa ao ser abordado por um agente.

Qual veiculo? Com apenas a placa, descubra qual o modelo, cor, ano, nacional ou importado, cidade e estado do carro

www.qualveiculo.net

Com apenas a placa descubra qual o modelo, cor, ano, nacional ou importado, cidade e estado do carro.

Hoje cada vez mais os desenvolvedores de aplicativos e criadores de sites de conteúdos visam otimizar e facilitar a procura por informações e nada melhor do que criar meios para cada vez mais tornar fácil o acesso, diante disso foi lançado o site www.qualveiculo.net que facilita a busca por informações relevantes(modelo, cor, ano, nacional ou importado, cidade e estado) dos veículos automotores.

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Saiba quais dispositivos de segurança são obrigatórios nos carros dos principais mercados globais

foto-imagem-airbag-duplo-de-serieTalvez você fique chocado com esse número: 50 mil pessoas morrem anualmente em acidentes de trânsito no Brasil, de acordo com o DPVAT. Muitos fatores se somam para que tal estatística seja tão elevada, e um deles é o nível de segurança estrutural oferecido pelos veículos que circulam em nossas ruas, avenidas, estradas e rodovias.Para tentar reduzir esse número, o governo federal promoveu algumas alterações na legislação automotiva nos últimos anos. A mais destacada delas foi a obrigatoriedade de que todos os carros vendidos no Brasil a partir de 1º de janeiro de 2014 tivessem freios antitravamento (ABS) e airbag duplo dianteiro (para passageiro e motorista). Além disso, a partir de 2018, começará a ser exigida a presença de cintos de segurança de três pontos e encostos de cabeça para todos os ocupantes.

Mas será que esses itens de segurança são suficientes? Elaboramos uma lista com as informações referentes aos itens obrigatórios em alguns dos maiores mercados automotivos do mundo e também nos países vizinhos ao Brasil. Confira a seguir.

EUA
A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA) é a entidade responsável por cuidar de todos os aspectos relativos à segurança no trânsito nos Estados Unidos. Alguns dos itens obrigatórios nos modelos do país são o controle eletrônico de estabilidade (instituído a partir da norma 126) e airbags frontais, para motorista e passageiro. Apesar disso, airbags laterais estão presentes na maior parte dos modelos vendidos lá por recomendação da NHTSA – ela conduziu estudos conclusivos no sentido de que essas bolsas de ar são fundamentais para a redução do número de mortos e feridos em acidentes com impacto lateral. Curiosamente, ao contrário do Brasil, não há obrigatoriedade de ABS.

Europa
Desde 2014, todos os principais tipos de veículo (automóvel, van, caminhão, ônibus) são obrigados a ter controle eletrônico de estabilidade nos países participantes da União Europeia. Outros dispositivos requeridos são: alerta de afivelamento de cinto de segurança, sistema de fixação ISOFIX, monitoramento de pressão dos pneus e proteção contra choques em modelos híbridos e elétricos. Quanto aos airbags, eles são obrigatórios na região há duas décadas.

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Argentina
Desde o ano passado, o mercado argentino requer que os modelos 0km sejam equipados com freios ABS e airbag duplo dianteiro, bem como dois encostos de cabeça traseiros (nas laterais). O panorama é relativamente similar ao do mercado brasileiro, inclusive no fato de que o país vizinho já tem datas pré-definidas para que outros itens se tornem obrigatórios. Um deles é o controle eletrônico de estabilidade, que será necessário a partir de 1º de janeiro de 2018.

Japão
Freios ABS são mandatórios para todos os veículos vendidos no mercado japonês, bem como pré-tensionadores de cintos de segurança e sistema de ancoragem ISOFIX. Há mais tempo, as bolsas de ar dianteiras já são obrigatórias. Por outro lado, ao contrário de Estados Unidos e Europa, o mercado japonês ainda não tem o controle eletrônico de estabilidade como requisito para todos os seus veículos.

Chile
Recentemente, foi aprovada no Chile uma medida curiosa e sem par entre os mercados vizinhos: a obrigatoriedade de um kit reflexivo, do qual devem constar o já conhecido triângulo de emergência e um jaleco especial, ambos com faixas que refletem quando iluminadas, para que em caso de acidente ou quebra veicular os demais motoristas vejam o que está acontecendo. Em relação às medidas mais tradicionais, alerta de afivelamento de cinto de segurança se tornou obrigatório em maio; já o sistema ISOFIX será mandatório a partir de abril de 2017. Já o airbag duplo dianteiro se tornou indispensável aos carros em abril, medida que será estendida a todo tipo de veículo a partir de 1º de dezembro.

Austrália
O controle eletrônico de estabilidade foi aprovado em 2009 como item obrigatório de automóveis e SUVs, entrando em vigor em 2011, e de todos os veículos a partir de 2013. Airbags, por outro lado, não são explicitamente requeridos, já que a Australian Design Rule prevê apenas que haja proteção para cabeça, peito e parte superior das pernas, sem especificar o tipo. Uma curiosidade a respeito do mercado australiano: foi o primeiro país a obrigar os ocupantes de seus carros a usarem cinto de segurança, em 1970.

Índia
É provável que o mercado indiano seja aquele que recebe mais críticas quando o assunto é segurança. O baixo nível de exigência de equipamentos – justificado até então pelo preço mais baixo dos modelos, como o Tata Nano, carro mais barato do mundo – fez com que muitos dos carros produzidos no país recebessem avaliações péssimas em testes de entidades como o Global NCAP. Entretanto, as autoridades indianas sinalizaram interesse em mudar o panorama, com a adoção de airbags frontais e freios ABS como itens obrigatórios a partir de 2017.

Após a prorrogação de 90 dias, os condutores que não cumprirem a determinação podem ter de pagar R$ 127,69 de multa e ainda perder 5 pontos na carteira de habilitação

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O ministro das Cidades, Gilberto Kassab, em acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), decidiu adiar por 90 dias a obrigatoriedade do uso do extintor de incêndio veicular com carga ABC. O adiamento só passa a valer depois que uma nova resolução for publicada, mas o mas o órgão já informou que não multará quem dirigir sem o novo equipamento.

A medida, que surgiu de forma pouco esclarecedora para o público, visa atender os motoristas que reclamavam da dificuldade de encontrar o extintor. Agora eles terão mais tempo para trocar o aparelho. Após os 90 dias de prorrogação, os condutores que não cumprirem a determinação podem ter de pagar R$ 127,69 de multa e ainda perder 5 pontos na carteira de habilitação.

A nova lei fez com que a maioria dos motoristas fosse checar os seus extintores. Após muitos deles perceberem que não tinham o produto novo ou na validade, os extintores sumiram do mercado. O que não havia ficado claro é que a recomendação valia para carros que tivessem dez anos ou mais. O novo extintor, na verdade, não é tão novo assim – ele equipa os carros vendidos no Brasil desde 2005.

Carteira de motorista – Longa fila para renovar o documento no Detran

renovacao-carteira-de-motorista-lotacao-no-postoDevido ao envio de correspondências para regularização, número de atendimentos ao dia dobrou em posto

Como se já não bastasse a lotação rotineira dos postos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), os motoristas foram surpreendidos por uma superlotação atípica, recorrente de uma medida tomada pelo Detran de enviar correspondências para os condutores que estavam com suas habilitações vencidas. Entre os postos espalhados pela Cidade, o da Aldeota foi o mais procurado pelos usuários.

Na unidade da Aldeota, localizada na Avenida Santos Dumont, alguns motoristas tiveram que esperar por cerca de cinco horas nas filas. Não havia funcionários suficiente para atender ao grande público, ontem

Isso porque o órgão enviou cerca de 68 mil correspondências para os motoristas que estavam com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) atrasada em todo Estado do Ceará. Além de Fortaleza, condutores de outras dez cidades foram notificados sobre a validação dos seus documentos. Na correspondência, era solicitado o comparecimento a uma unidade do Detran.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito, entre as unidades, a que recebeu maior procura foi o da Aldeota, localizada na Av. Santos Dumont. O local teve aumento dobrado em sua demanda, passando de 400 para 800 atendimentos por dia desde a semana passada. No restante dos postos não houve grande alteração. A sede da Maraponga atende 800 pessoas ao dia, no Conjunto Ceará são 250, no Centro 200 e no Cocó 300.

Aumento

Apesar do atendimento ser agendado e organizado por meio de escalas, e o aumento na procura por regularização ser previsivelmente grande, não havia suporte suficiente para atender ao grande público. Era esta a reclamação das pessoas que estavam no local a mais de 5 horas.

O motorista Paulo Henrique, que só trabalhou meio expediente e precisa da documentação regularizada para exercer a profissão, estava muito transtornado com a demora. “Eu cheguei aqui às 14 horas. Foi uma demora enorme no primeiro guichê e depois outra longa demora para tirar a foto, e quando chegou a vez de fazer o exame psicológico, me disseram que não ia dar tempo, que eu estava atrasado. Agora, eu tenho que esperar a consulta de 19 horas. É brincadeira, esse procedimento deveria durar, no máximo 2 horas”.

No local, reclamações era o que não faltavam. Quem também nunca se acostumou com a situação dos postos do Detran foi o advogado Jerônimo Freire, 28. “Sempre que precisamos resolver algo, perdemos o dia inteiro e as condições de atendimento só pioram”, ressaltou.

Com relação às reclamações da demora, o Detran, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que há possibilidades de o quadro de médicos ser ampliado para reduzir o tempo de espera pelo exame.

Motivo

Segundo uma das funcionárias do atendimento, a fila estava muito grande e algumas pessoas começaram a desistir, mas, infelizmente, nos próximos dias, a superlotação deve continuar. Isso porque as correspondências são o motivo desse aumento.

O Detran informa que muitas destas 68 mil correspondências são referentes a carteiras que estão desatualizadas há, pelo menos, cinco anos. A estimativa é de que, até o fim de maio, esse movimento intenso permaneça, voltando ao normal em junho. Para diminuir as filas, o Detran informa que vai reforçar a equipe do atendimento.

Para os condutores que estão com suas habilitações provisórias, o Detran instalou um novo procedimento para emissão da carteira de habilitação, de acordo com informações divulgadas em matéria do Diário do Nordeste, na edição de 17 de abril. O motorista que ainda vai receber o seu primeiro documento não precisa mais comparecer às unidades do órgão.

Após o prazo de oito dias do pagamento, a carteira de motorista definitiva é entregue pelos Correios. Lacrada em envelope de segurança, a correspondência chega aos usuários que têm de renová-la. Além de lembrar da data do vencimento, é encaminhado em anexo o boleto da taxa de renovação a ser quitado em agências bancárias.

Lei seca autua 148 motoristas durante feriadão no Ceará

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No feriadão do Ano Novo, 148 motoristas foram autuados pela Lei Seca no Ceará. De acordo com o Departamento de Trânsito do Ceará, o número foi menor do que o registrado no feriadão do Natal em que 163 condutores foram multados. Os números apresentados pelo Detran-CE nesta quarta-feira mostram que o feriado do Natal foi mais violento do que o do Ano Novo.

Ainda neste último fim de semana, o número de condutores dirigindo sem habilitação foi menor do que no Natal. De 28 de dezembro a 1° de janeiro, foram autuados 69 condutores por essa infração. De 21 a 25 de dezembro, o Detran registrou 109 infrações por dirigir sem habilitação.

As apreensões de veículos não licenciados foram 155 neste feriadão. No Natal, foram apreendidos 223. A quantidade de motociclistas multados por dirigir sem capacete foi de 244 neste feriadão e de 286 no penúltimo do ano.