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Fomos à pista conhecer de perto a versão topo de linha do novo hatch que concorre com Onix e HB20

O Fiat Argo, que está sendo apresentado oficialmente hoje à imprensa e chegará às lojas nos próximos dias. Hatch pouco menor do que o rival Renault Sandero, o novo modelo nasce com a missão de — sozinho — substituir o Punto, o Bravo e as versões mais completas do Palio (este continuará apenas com motor 1.0). Seus alvos principais são o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, que vêm a ser os dois carros mais vendidos atualmente no país. Os preços começam em R$ 46.800 na versão 1.0 Drive e vão até R$ 70.600 na 1.8 HGT automática.

Ou seja: mesmo com uma linha de produção mais enxuta, a Fiat espera reconquistar o primeiro lugar nas vendas. E, pelo que pudemos perceber neste primeiro contato, o carro tem boas chances de fazer sucesso.

Impressões gerais

De perto, o que primeiro chama a atenção é o rebuscado desenho da grade do radiador. Já a abertura inferior é no estilo colmeia de abelha e vale para todas as versões. A dianteira remete ao atual Fiat Tipo italiano, ou quem sabe, a um Mobi muito melhorado (mas muito mesmo). A traseira tem um quê das novas Alfa Romeo Giulietta, especialmente pela forma das lanternas.

O tamanho é um meio termo do que há na concorrência: são 4 m de comprimento, com 2,52 m de entre-eixos e 1,5 m de altura, números que praticamente empatam com os do antecessor Punto e são bem superiores aos do Palio.

A plataforma, diga-se, também é basicamente a mesma MP1 usada nos Punto, Linea e Doblò. Tem origem nos tempos em que a Fiat fazia projetos juntamente com a Opel mas, para a criação do Argo, foi extensamente modificada em suspensão, direção e aços utilizados, a ponto de a marca dizer que mantém apenas 20% da anterior. A parte elétrica/eletrônica vem do Jeep Compass, com direito a controle de estabilidade ESP.

Com aços de ultra resistência nas colunas, caixas de ar e assoalho, e técnicas de estamparia mais recentes, o monobloco pesa 42 kg a menos que o do Punto.

Para substituir três modelos de uma vez, o Argo sai com três opções de motor: o tricilíndrico 1.0 Firefly (de 77 cv), o 1.3 Firefly de quatro cilindros (109 cv) e o 1.8 E.TorQ (139 cv, ou seja: já com o aumento de potência que o Renegade ganhou em novembro passado).

Na pista, a versão esportiva HGT mostra boa disposição. O Argo, contudo, merecia um câmbio manual melhor. O carro sairá com o velho câmbio manual de cinco marchas em todas as versões. A Drive 1.3 pode vir com a caixa automatizada GSR (ex-Dualogic), enquanto as 1.8 Precision e 1.8 HGT (mesmo nome da versão esportiva do Fiat Brava, lembram?) têm como opção um câmbio automático de verdade: o Aisin AT6, de seis marchas.

Equipado

O bom recheio de opcionais será um dos apelos de venda. Desde o básico Argo 1.0 Drive, há de série sistema start/stop, monitor de pressão dos pneus, ar-condicionado, trava e vidros elétricos e Isofix para prender cadeirinha no assento traseiro. O 1.3 com câmbio automatizado traz ainda “piloto automático” e aletas atrás do volante para trocas de marcha. Já os topo de linha HGT 1.8 vêm com aros de 16 polegadas, couro no volante e uma grande tela multimídia no alto do painel. Não há, porém, GPS (use o do smartphone).

Sensores de estacionamento, câmera de ré, airbags laterais, abertura de portas por aproximação e aros de 17″ são opcionais. E não espere sensores dianteiros ou teto-solar.

Na versão avaliana na Fazenda Capuava, em Campinas (SP), a versão 1.8 HGTagrada pelos detalhes vermelhos que enfeitam os para-choques. A ponteira do escape é cromada e os aros de 17″ enchem os olhos. Por dentro, a boa impressão é dada pelo volante forrado com couro (com uma costura na parte mais alta, como nos carros de rali).

O painel tem um quê de Alfa Romeo moderno, mas os instrumentos vieram da Toro. Sobre o tablier, à moda dos Mercedes C e CLA atuais, os Argo 1.8 trazem a telona multimídia sensível ao toque, de operação bem simples.

O espaço interno é ótimo para um hatch compacto, com destaque para a altura do teto e a área do porta-malas.

Acelerando na pista

Há regulagem de altura e distância — boa! Hora de apertar o botão de partida e ir à luta. No mundo real, motor de 139 cv em um carro de 1.243 kg é pra lá de interessante. Na pista de autódromo, porém, não chega a deixar o “piloto” trêmulo e de olhos esbugalhados.

O que tira muito da emoção é o câmbio manual de cinco marchas que lembra o Palio a cada troca, com aquele trambulador de curso longo e meio esponjoso. A Fiat deveria pegar uma caixa de Gol/Up! e copiar igualzinho. Experimentamos também o automático AT6, que se mostrou bem suave e rápido, seja em drive ou fazendo as trocas manualmente.

É no sinuoso traçado da Capuava que o Argo mostra que o acerto de chão é sua maior qualidade — e o ponto em que realmente se destaca da concorrência. Curva a curva, volta a volta, vamos ganhando confiança e aumentando a velocidade de entrada e saída. Mesmo com um trivial eixo de torção na traseira (nada de multibraço aqui), o carro rola pouquíssimo e apoia bem.

O belo trabalho de suspensão deixou o Argo muito previsível e dócil aos comandos do motorista. Seu limite está nos pneus. E, se tudo der errado, o controle eletrônico de estabilidade está ali para salvar).

Projeto baseado no Camaro ZL1 foi levado ao dinamômetro e despejou 972 cv nas rodas

O Dodge Demon assombrou o mundo dos muscle cars com seus 851 cv e 106,4 mkgf de torque máximo. Mas, se depender da Hennessey, o modelo já está fadado a comer poeira. Em abril, a preparadora norte-americana realizou diversas alterações no Camaro ZL1 (incluindo a adoção de um novo turbocompressor) para levá-lo a espantosos 1.013 cv.

Até o nome escolhido para sua nova criação soa como uma provocação à Dodge: The Exorcist – ou “O Exorcista”, em bom português.

Diversas modificações foram realizadas no motor V8 LT4 de 6,2 litros que equipa o ZL1. O supercharger e o intercooler, por exemplo, tiveram fluxo de ar aumentado e agora são capazes de gerar 14 psi de pressão. Cabeçotes, cilindros, virabrequim, coletores e central eletrônica também foram modificados, resultando nos 1.013 cv supracitados e torque máximo de 133,5 mkgf a 4.400 rpm, disponíveis tanto para a versão com câmbio manual de seis marchas como para a automática de dez velocidades.

O número mais impressionante, no entanto, surgiu nesta semana: levado a um dinamômetro de rolo, o Exorcist despejou 959 hp (o equivalente a 972 cavalos) nas rodas, indicando que o motor certamente entrega mais do que os 1.013 cv informados pela Hennessey.

À esta altura, você está querendo saber o preço. E ele não é barato: o carro pronto custa mais do que o valor estimado pelo Demon – abaixo de US$ 100 mil, segundo a Dodge.

Entretanto, quem já tiver um ZL1 pode transformá-lo em um “exorcista” mediante módicos US$ 55.000. Caso o veículo seja automático, ainda será necessário desembolsar mais US$ 9.950 para assegurar que a transmissão suporte tanta potência sem quebrar. Pelo menos a preparadora oferece uma garantia de dois anos ou 24 mil milhas percorridas – seja nas estradas ou em pistas de arrancada.

Hatch estará no Salão de São Paulo, em novembro, e quer ser o carro esportivo da família

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Desde que o novo Chevrolet Cruze turbo chegou, em julho, a pergunta era uma só: quando chega o hatch? A resposta vai te animar, mas é em partes. A nova geração do Cruze Sport6 vai fazer sua primeira aparição oficial no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece entre os dias 10 e 20 de novembro. Depois disso, ele volta para a garagem da General Motors e só sai de lá entre o fim desde ano e o começo do ano que vem, quando começam as vendas, segundo apuramos.

Uma foto foi divulgada como brinde pela marca, revelando um pouco das linhas traseiras do modelo. E o selinho vermelho estilizado não deixa dúvidas: o motor será o mesmo 1.4 turbo de injeção direta, capaz de render 153 cv de potência e 24,5 kgfm de torque a 2.000 rpm. O sistema start-stop também estará incluso. É um belo upgrade frente os 144 cv e 18,9 kgfm do anterior e deve dar ainda mais sentido ao sobrenome esportivo do hatch – que deve ser mais ressaltado com acabamento e equipamentos exclusivos, segundo anúncio da própria GM.

Mas é até maldade a GM divulgar só um teaser quando os últimos flagras revelaram quase tudo do carro. Que tal ser um pouco mais generosa e divulgar uma foto de dianteira? Ou a traseira completa? Quem sabe um vídeo?…

 

Na linha 2017, o Chevrolet ganha visual inspirado no novo Cruze e versão aventureira, além de mais equipamentos

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Com a reputação de carro mais vendido do Brasil (em 2015 e em 2016 até agora), o Onix é um dos modelos mais paparicados da Chevrolet. Nos últimos tempos, ele foi o primeiro a receber novos equipamentos (como a central MyLink), ganhou novas versões (como a Effect) e virou carro oficial do festival Lollapalooza.

Na linha 2017, o Onix vai apresentar duas grandes mudanças de uma só vez, que estarão no Salão do Automóvel, de 10 a 20 de novembro. A primeira é a reestilização, que vai ocorrer também no Prisma, a versão sedã da linha. Onix e Prisma passarão pelo primeiro face-lift, que vai atualizar seus visuais seguindo a mais nova linguagem da marca. Pelas projeções, feita com base nos flagrantes enviados pelos leitores Fred Mello e Felipe Mello, dá para ver que a fonte de inspiração foi o novo Chevrolet Cruze.

A outra novidade do Onix será a versão aventureira. Equipada com rack, para-choques escuros, rodas exclusivas e pneus de uso misto, ela traz a estética que estreou na minivan Spin Active. Assim como a Spin, o Onix aventureiro poderá se chamar Onix Active, mas existe a possibilidade de a fábrica adotar outra identificação que seria Onix Rocks.

Por dentro, além da mudança no grafismo, haverá novos revestimentos. O leitor Fred Mello relatou que o interior do carro fotografado era marrom. O Onix 2017 deve trazer ainda as últimas gerações do MyLink ( compatível com os sistemas operacionais CarPlay e Android Auto) e do OnStar, que ganhou novos recursos.

No sedã, mudanças no porta-malas, para-choque e lanternas

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A evolução da linha não para por aí. O Onix deve ser o primeiro Chevrolet a receber o novo 1.0 de três cilindros que a GM vai produzir na fábrica de motores de Joinville (SC), a partir do ano que vem. O motor Ecotec 1.0 já existe na Europa. Ele equipa o modelo Opel Adam em três configurações: aspirado (75 cv), turbo (90 cv) e turbo com injeção direta (115 cv). Depois, esse propulsor estará disponível em outros modelos da marca, como o Prisma e um novo compacto, que vem para ocupar a vaga deixada pelo Celta.

No país vizinho, sedã será oferecido em três versões, todas equipadas com motor 1.4 turbo; Lançamento no Brasil será no segundo semestre

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A segunda geração do Chevrolet Cruze está mais próxima do Brasil. O modelo, que está maior e mais bem equipado, acaba de ser lançado na Argentina, de onde será importado para o Brasil a partir do segundo semestre do ano. A expectativa era que a montadora apresentasse o Cruze apenas no Salão de São Paulo, em novembro, mas, com a chegada do novo Honda Civic programada para agosto, a Chevrolet poderá antecipar os planos, deixando para o salão apenas a apresentação do novo Cruze hatch.

No país vizinho, o modelo será ofertado em três versões de acabamento: LT, LTZ e LTZ Plus. No Brasil, a Chevrolet afirma que o modelo ganhará uma configuração exclusiva – resta saber se será mais ou menos completa que as configurações argentinas apresentadas.

O mais importante é que por lá todas as três versões serão equipadas com o novo motor 1.4 turbo com injeção direta a gasolina, capaz de render 153 cv de potência e 24,9 kgmf de torque- um ganho de 13 cv e 7,1 kgfm em relação ao atual 1.8 Ecotec flex presente debaixo do capô da atual geração vendida no Brasil. As opções de câmbio são manual ou automática de seis marchas.

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A mesma estratégia pode ser adotada para o mercado brasileiro. A diferença é que o nosso 1.4 turbinado será convertido em flex para receber o etanol. É possível que com essa adaptação, a montadora possa extrair um pouco mais de potência do motor. Por enquanto, a Chevrolet do Brasil apenas afirma que o Cruze foi “desenvolvido com foco em performance e alta eficiência energética, seu consumo de combustível é similar ao de compactos populares”.

foto-imagem-novo-chevrolet-cruze-lancado-na-argentinaEm termos de tecnologia, a segunda geração do Cruze chega ao mercado argentino com uma bela lista de equipamentos. Airbags laterais, controles de tração e estabilidade, ar-condicionado digital e automático, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiro e o sistema multimídia Mylink são itens de sériedesde a versão LT, de 350 mil pesos ( cerca de R$ 86.900 na cotação atual). Na versão LTZ,  de 375 mil ( R$ 96.830) são adicionados airbags de cortina, sensor de chuva, sistema Mylink com GPS e compatível com Apple Car play e Android Auto.

Os sistemas de segurança ativa como monitoramento de ponto cego, assistente de estacionamento, alerta de colisão eminente, monitoramento de distância do veículo a frente serão aferecidos apenas no topo de linha LTZ Plus, de 425 mil (R$ 105.520)

NOVO CHEVROLET CRUZE

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O novo Chevrolet Cruze quer deixar para trás a fama de beberrão. Já à venda nos EUA por a patir de US$ 17.495 (o equivalente a R$ 62 mil na cotação atual), a segunda geração do sedã teve seus dados de consumo divulgados pela montadora. Segundo as estimativas da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o modelo equipado com câmbio automático de seis marchas pode fazer até 12,7 km/l no ciclo urbano e 17,8 km/l no ciclo rodoviário, com gasolina no tanque.

Para alcançar esse resultado, o três volumes não só perdeu peso, como também ganhou um conjunto mecânico bem mais eficiente. A segunda geração do Cruze ficou quase 113 kg mais leve e adotou sistema start-stop e o novo motor 1.4 turbo Ecotec. Com injeção direta e turbocompressor, o novo quatro cilindros entrega 154 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, sem penalizar o consumo de combustível ou abrir mão da performance. Mesmo equipado com câmbio automático, a montadora garante o consumo contido e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos.

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Com previsão de chegar ao mercado brasileiro no final de 2016 importado da Argentina, o novo Cruze não terá o mesmo desempenho que o modelo americano, uma vez que para atender a demanda do nosso mercado o 1.4 turbinado será convertido em flex para aceitar o etanol. Mesmo que não alcance os mesmo números de consumo do modelo americano, é certo que a segunda geração do modelo terá bem menos “sede” que o modelo atual. Em nossos testes de consumo, o sedã com motor 1.8 flex aferiu médias bem ruins para o segmento: 6,5 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada.

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CHEVROLET DIVULGA TEASER DA NOVA S10

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A nova Chevrolet S10 finalmente tem data confirmada para chegar às concessionárias. A marca divulgou nessa terça-feira (19) que a versão 2017 da picape entrará no mercado no começo de maio. A empresa ainda soltou um teaser da dianteira da picape, mas nem precisava do suspense: o visual será o mesmo do conceito apresentado no Salão de Bangkok, na Tailândia, em março.

A linha 2017 da S10 terá design inspirado na nova geração do Cruze – que agora se expande para todos os veículos da montadora – e as mudanças estão principalmente na parte dianteira. O modelo contará com a segunda geração do MyLink e, de acordo com a Chevrolet, o interior ficará mais sofisticado. “A S10 sempre foi associada à elevada robustez e força. O novo modelo passa a agregar mais sofisticação, incorporando inclusive itens de segurança, de comodidade e de conectividade inéditos na categoria, como o OnStar”, afirma em comunicado o diretor de marketing da empresa Samuel Russell.

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Mudanças na suspensão e no sistema de direção prometem deixar a picape mais agradável de se dirigir também na cidade. A oferta de motorizações deve se manter a mesma – talvez mais eficiente – com opções de motores 2.4 flex de 147 cv e 24,1 kgfm, 2.5 flex de 206 cv e 27,3 kgfm e 2.8 turbodiesel de 200 cv de potência e 44,9 kgfm de torque.

A picape estará em exposição no estande da Chevrolet na Agrishow, importante feira agropecuária do país, que ocorre em Ribeirão Preto (SP) entre 25 e 29 de abril.

Hatch e sedã se alinham a nova identidade visual da fabricante

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Feito para se integrar ao time dos chamados compactos premium, o Sonic esteve presente como hatch e sedã no Brasil entre 2012 e 2014 – apenas dois anos de mercado. Concorrente do New FIesta, suas vendas não decolaram – e ainda seriam prejudicadas por fogo amigo com o sucesso do Onix. Nos EUA, no entanto, ele permanece na ativa, e acaba de ganhar um facelift para a linha 2017, com novo visual e central multimídia compatível com CarPlay e Android Auto.

Por fora, a linha 2017 do Sonic hatch e sedã adota a atual identidade visual da Chevrolet, que estreou na nova geração do Cruze. As mudanças incluem novo capô, faróis com assinatura em LED (que trazem lente, ao contrário da anterior), grade mais elevada, para-choque frontal com abertura de ar remodelada e traseira com lanternas de visual menos “tunado” que a versão hatch do modelo anterior. O para-choque traseiro adota uma inserção de plástico preto na parte inferior e traz linhas mais retilíneas. As rodas podem ser de 15, 16 ou 17 polegadas.

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Embora não tenha liberado as imagens, a marca diz que o modelo adotou interior com um novo painel de instrumentos com velocímetro analógico, levando a crer que o modelo abandonou o painel inspirado em motos – com visual amado por uns e odiado por outros. A maior novidade mesmo é a nova central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque, que agora possui compatibilidade com Apple CarPaly e Android Auto, além de possuir tecnologia 4G LTE, que transforma o carro numa espécie de “roteador” ao dispor de internet sem fio. Com isso, os ocupantes podem conectar seus smartphones e tablets ao carro.

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Entre os equipamentos, destaque para os bancos e volantes com aquecimento, sistema keyless para abertura das portas e partida do veículo. Já a versão RS, de proposta mais esportiva, traz acabamento em black piano, tapete com emblemas da versão e aplique “RS” no volante. O pacote de segurança é formado por sistema de alerta de colisão frontal, controle de estabilidade e tração, sistema park assist, câmera de ré e até 10 airbags.

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Entre os equipamentos, destaque para os bancos e volantes com aquecimento, sistema keyless para abertura das portas e partida do veículo. Já a versão RS, de proposta mais esportiva, traz acabamento em black piano, tapete com emblemas da versão e aplique “RS” no volante. O pacote de segurança é formado por sistema de alerta de colisão frontal, controle de estabilidade e tração, sistema park assist, câmera de ré e até 10 airbags.

Na linha 2016, o Cobalt ganhou novo visual, acabamento caprichado e equipamentos inéditos. Mas perdeu o custo-benefício de sempre

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O Chevrolet Cobalt sempre teve na relação custo-benefício seu principal atrativo. Sedã de porte médio com preço de compacto, ele contabilizou mais de 191?000 unidades desde o lançamento, em novembro de 2011, de acordo com a GM. Um sucesso mesmo passando ao largo de coisas tão valorizadas pelo consumidor brasileiro como design e acabamento interno sofisticado.

Agora na linha 2016, que chega às lojas em dezembro de 2015, sua lógica se inverteu. “A razão virou emoção”, afirma o diretor de design Carlos Barba, responsável pelo visual do sedã, antes e depois das mudanças.

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O Cobalt chega com design mais elaborado, inspirado no Chevrolet Malibu, lançado no Salão de Nova York, em abril. Na dianteira, a grade dupla adota o novo estilo da marca, os faróis ganharam projetores de dupla parábola, separados por frisos cromados, e o capô tem novo formato com vincos em V. Na traseira, o destaque são as lanternas envolventes que invadem a tampa do porta-malas, que também foi redesenhada, assim como o para-choque. Na lateral, apenas os para-lamas dianteiros mudaram para acompanhar o novo recorte da dianteira. E as rodas de aro 15 têm novo desenho.

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Por dentro, as laterais das portas foram modificadas e ficaram não só mais bonitas, mas também mais funcionais. Os designers diminuíram o espaço no porta-trecos, onde antes cabia uma garrafa pet grande, mas melhoraram a ergonomia, reposicionando o puxador. O painel não mudou e nem o desenho dos bancos, mas os materiais foram substituídos dando um acabamento de padrão superior à cabine – não é possível dizer se isso aconteceu na versão de entrada LT porque na apresentação a GM só mostrou a LTZ e a Elite, que aparece nas fotos aqui com bancos revestidos em material que imita couro.

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Além do acabamento, a fábrica caprichou nos equipamentos. Segundo a GM, desde a versão mais simples, LT, o Cobalt traz como itens de série ar-condicionado, trio elétrico (inclui vidros elétricos traseiros), chave canivete com controle remoto e bancos e volante com regulagem de altura. Para as versões intermediária LTZ e top de linha Elite, estão disponíveis ainda sensor de estacionamento, piloto automático, computador de bordo, central multimídia e sistema de assistência remota OnStar (com chamadas de emergência e serviços de manutenção, navegação, segurança e concierge).

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O Cobalt é o primeiro modelo da GM equipado com a segunda geração da central multimídia MyLink, que, além de recursos como GPS e comando de voz, traz como principal novidade a compatibilidade com os sistemas operacionais de celulares Android Auto e CarPlay, com acesso a aplicativos que antes não estavam disponíveis, como Skype, WhatsApp, Spotfy e TuneIn. A tela de 7 polegadas agora tem melhor resolução e tecnologia multitouch, como nos smart­phones, o que facilita a navegação com os dedos. Para os comandos de uso frequente, de volume, de avanço e de retrocesso, a central ganhou botões físicos (que na função touch da primeira geração eram imprecisos e desviavam a atenção do motorista).

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Vida a bordo

Não houve mudanças mecânicas. O único trabalho da engenharia foi a readequação do sistema de refrigeração do motor, uma vez que a abertura da grade dianteira diminuiu. O Cobalt continua com seus motores 1.4 de 102 cv (sempre equipado com câmbio manual de5 marchas) e 1.8 de 108 cv (com a opção  automática de 6 marchas).

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Levamos a versão Elite 1.8 automática para a pista e ela repetiu o padrão de rendimento apresentado pelo do modelo anterior. Na prova de 0 a 100 km/h, o sedã fez o tempo de 13,2 segundos. Nas retomadas de 60 a 100 km/h, gastou 7,4 segundos. E nas medições de consumo, as médias foram de 10,4 km/l, na cidade, e de 13,8 km/l, na estrada. Sempre rodando com gasolina. Na hora de parar, o Cobalt precisou de 26,3 metros para ir de 80 a 0 km/h, uma boa marca.

Ao volante, o Chevrolet continua bem acertado, com a suspensão eficiente, que segura a carroceria nas curvas e absorve bem as irregularidades do piso e a direção precisa. A vida a bordo também não mudou, o Cobalt oferece espaço confortável para cinco adultos e o maior porta- malas da categoria, com 563 litros.

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Subiu de vida

Já no que diz respeito à relação custo-benefício, a mudança foi radical. O Cobalt foi reposicionado para cima e isso passa até mesmo pela oferta de versões. A GM cortou do catálogo a antiga versão básica LS. Agora, a linha começa na LT, que antes era a intermediária. E o valor é alto: R$ 52.690, um aumento de quase cinco mil reais sobre o preço anterior. A LTZ sai por R$ 57.590 com motor 1.4 e R$ 59.990 com motor 1.8, subindo para R$ 65.990 se equipada com câmbio automático. E há uma nova top de linha Elite (testada por nós nessa matéria), por nada menos que R$ 67.990.

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Pensando mais longe, esse upgrade no Cobalt é um sinal de que a GM já prepara terreno para a nova geração do Cruze, que chega no ano que vem tecnicamente mais sofisticado e provavelmente mais caro. Mas isso é assunto para outra edição.

 

AVALIAÇÃO DO EDITOR

Motor e Câmbio

O motor tem rendimento apenas mediano, mas o câmbio merece aplausos.

Dirigibilidade

O Cobalt é um sedã bem ajustado e agrada pelo comportamento dinâmico.

Segurança

Mesmo na versão Elite, há apenas os obrigatórios airbags e ABS.

Seu bolso

Quem já pensava em um Cobalt, antes das mudanças, pode aproveitar os descontos do modelo atual, em estoque das concessionárias. O novo ficou bem mais caro, e deve abrir espaço para o Prisma.

Conteúdo

O Cobalt é bem equipado desde a versão mais simples. E nas intermediárias já é possível levar central MyLink e sistema OnStar.

Vida a bordo

O espaço interno é um dos pontos fortes do carro.

Qualidade

O acabamento melhorou nos materiais empregados e na confecção das peças.

 

VEREDICTO QUATRO RODAS

O Cobalt evoluiu na forma e no conteúdo. Mas perdeu seu principal e tradicional atrativo, que é a relação custo-benefício. E no nível de preço que ele alcançou, a concorrência é mais forte e variada.

TESTE DE PISTA – COBALT 1.8 ELITE (COM GASOLINA)
ACELERAÇÃO
de 0 a 100 km/h: 13,2 s
de 0 a 1000 m: 34,8 s – 146,5 km/h
VELOCIDADE MÁXIMA: 170 km/h (dado de fábrica)
RETOMADAS
de 40 a 80 km/h: 6,1 s
de 60 a 100 km/h: 7,4 s
de 80 a 120 km/h: 11 s
FRENAGENS
60 / 80 / 120 km/h a 0: 15,9 / 26,3 / 62,5 m
CONSUMO
Urbano: 10,4 km/l
Rodoviário: 13,8 km/l
RUÍDO INTERNO
Neutro / RPM máximo: 40 / 73,6 dBA
80 / 120 km/h: 62,5 / 71,4 dBA
AFERIÇÃO
Velocímetro / real: 100 / 97 km/h
Rotação do motor a 100 km/h em D: 2.000 rpm
Volante: 2,8 voltas
SEU BOLSO
Preço: R$ 68.990
Garantia: 3 anos
Concessionárias: 600
Seguro: n/d
FICHA TÉCNICA – COBALT 1.8 ELITE
Motor: flex, diant., transversal, 4 cilindros, 1?796 cm³, 80,5 x 88,2 mm, 10,5:1, 108/106 cv a 5?400/5?600 rpm, 17,1/16,4 mkgf a 3?200 rpm
Câmbio: automático, sequencial, 6 marchas, tração dianteira
Direção: hidráulica, 10,9 m (diâmetro de giro)
Suspensão: McPherson (diant.), eixo de torção (tras.)
Freios: disco ventilado (diant.), tambor (tras.)
Pneus: 195/65 R15
Peso: 1.135 kg
Peso/potência: 10,5/10,7 kg/cv
Peso/torque: 66,4/ 69,2 kg/mkgf
Dimensões: comprimento, 448,1 cm; largura, 173,5 cm; altura, 152,3 cm; entre-eixos, 262 cm; porta-malas, 563 l; tanque de combustível, 54 l
Equipamentos de série: ar-condicionado, trio elétrico, chave canivete, bancos e voltante com ajuste de altura, sensor de estacionamento, piloto automático, computador de bordo, central MyLink, sistema OnStar, rodas de alumínio, revestimento dos bancos que imita couro, detalhes em preto brilhante no painel.

Sedã puxa a fila da nova linha Chevrolet. Lançamento será em dezembro

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A GM prepara para os próximos meses a renovação de toda a sua linha. Assim como aconteceu na última grande mudança, em 2011, o Cobalt será o primeiro a trazer as novidades: na virada do mês você verá como ele vai encarar o futuro.

Com a proximidade do lançamento, a marca se mexe para ajustar os últimos detalhes. As imagens acima, feitas pelo fiel leitor Walter Yukio, mostram o Cobalt rodando durante testes na Rodovia Anhanguera, próxima da cidade de Jundiaí (SP).

Conforme você pode ver nas projeções feitas por João Kleber Amaral, aqui as mudanças vão além do estilo inspirado no Cruze. Os faróis perderão em altura e serão esticados em direção aos para-lamas. Já a grade não ficará tão larga quanto você viu nas projeções do Onix 2016 – confira aqui as mudanças que o hatch e a picape S10 também vão receber.

Na traseira, saem as lanternas verticais e entra um conjunto semelhante ao do Cruze atual, com dois elementos, um fixado no para-lamas e outro invadindo a tampa do porta-malas. “Ele terá um caráter mais luxuoso. Deixaremos o Prisma com a função de modelo base por enquanto”, diz uma fonte da marca.

Cobalt terá o painel renovado fugindo do estilo da família Onix/Prisma. Será o primeiro a estrear a segunda geração do sistema multimídia My Link.

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