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Estalos do Chevrolet Onix por erro nos freios assustam clientes

Freio traseiro do novo Onix de Elton Quintas desmontado na concessionária para reparo Eldon Quinta

Em grupos de Whatsapp, proprietários da nova geração do Chevrolet Onix hatch têm reclamado de ruídos nas rodas traseiras, teoricamente gerados por um erro de dimensionamento das lonas dos freios a tambor.

É o caso do servidor público Freddy Renner de Freitas, de Caruaru (PE), dono de um Onix Premier 2019. “Quando utilizo o meu carro, escuto um barulho tipo estalos vindos da roda traseira direita,” contou.

Outro proprietário que relata o mesmo tipo de ruído é o estudante de design Gabriel Netto, de Bauru (SP), proprietário de um Onix 2020 versão básica.

“Meu carro faz o barulho nas rodas traseiras, parecendo aqueles carros velhos quando o freio está gasto. Já agendei um horário na concessionária para resolverem o problema”, relatou o estudante.

Por enquanto, não obtivemos nenhum registo de casos envolvendo o sedã Onix Plus, embora ambos compartilhem os mesmos componentes nos sistemas de freio.

A boa notícia para os proprietários é que, apesar de não haver ainda nenhum tipo de chamado oficial a respeito, técnicos que trabalham nas concessionárias da marca parecem já ter familiaridade com o problema.

Foi o que constatou o designer gráfico Eldon Quintas, de Manaus (AM), dono de Onix LT 2020.

“Ao relatar o problema dos estalos na traseira, que eu pensava ser suspensão, o atendente logo colocou o carro no elevador e retirou as rodas traseiras para abrir os tambores”, narrou.

“Ele me disse que as lonas vieram maiores e seria necessário desgastar as peças, além de regular o freio”, seguiu. No entanto, o defeito do Onix do manauara não foi totalmente corrigido na primeira visita.

“Ao dirigir o carro, percebi que o ruído não cessou, então levei o carro novamente e outro mecânico, que também sabia do procedimento, regulou os freios traseiros novamente. Aí o barulho parou”, completou.

O freio traseiro do Onix de Eldon desmontado: mecânico desgastou a lona para reencaixá-la no tambor Eldon Quintas

Consultando concessionárias Chevrolet em todas as regiões do Brasil, nossa reportagem conferiu que a solução apresentada tem sido a mesma utilizada no carro do El don Quintas: deixar as lonas dos freio traseiros mais fechadas, “prendendo” a roda.

Segundo mecânicos da marca ouvidos por nossa reportagem, que terão a identidade preservada, o caso se tornou uma espécie de desafio na Universidade Chevrolet, uma espécie de fórum no qual mecânicos de toda rede estudam falhas frequentes nos veículos da marca e debatem eventuais soluções.

Assim, juntamente com os responsáveis pela engenharia do fabricante, técnicos definiram provisoriamente que a melhor solução é ajustar as lonas e regular os freios traseiros até que o fabricante adote um protocolo oficial de atendimento sore o tema.

Com as discussões e resultados  divulgados na Universidade Chevrolet, em breve o assunto deve enfim virar tema de uma IT (Instrução Técnica) padrão, a ser disponibilizada às concessionárias da marca de todo país.

O que ainda não se sabe é se o assunto ficará apenas no estágio de recall branco ou se há chances de virar um recall efetivo. Para tanto, o defeito precisa gerar riscos de falha dos freios e acidentes com danos físicos e/ou materiais a ocupantes do veículo e terceiros.

Convidada por QUATRO RODAS a dar mais esclarecimentos, a GM respondeu que não faria um comentário geral sobre o tema, pois “promove um aperfeiçoamento técnico contínuo de todos os itens de seus carros”.

Caso a caso, o fabricante afirmou que, dos três relatos presentes na reportagem, “um cliente foi atendido em abril de 2020 e não mencionou o tema em questão. Dos outros dois, não foram encontrados registros de reclamação”.

A empresa encerra dizendo que “fará contato” com os respectivos clientes “para marcar uma avaliação” de seus automóveis.

Vendas de carros em época de COVID19 – Carro seminovo fica até 27% mais caro

 

A pandemia do novo coronavírus afetou toda a cadeia automotiva durante os últimos meses. A venda de carros, por exemplo, caiu 67,03% em abril, comparado a março.

No entanto, esta não foi a única mudança que atingiu o mercado de veículos. Veja o que aconteceu através dos estudo feito pela parceira KBB Brasil, consultoria especializada em precificação de carros, durante a crise da Covid-19.

De acordo com o levantamento, os veículos seminovos (com até dois anos de uso) estão se valorizando durante a quarentena.

Além disso, os zero-quilômetro, que embora tenham valores maiores no papel devido ao dólar estar quase R$ 6, na prática, com adição de todos os bônus e descontos, apresentam leve desvalorização.

A análise feita abrangeu a variação diária de preços no período de 14 de março a 30 de abril – ou seja, da última quinzena antes das medidas restritivas até o fim do primeiro mês de isolamento.

Foram coletadas informações de 22.440 versões de veículos zero-quilômetro e com até dois anos de uso, separados em dez categorias: Coupe, Furgão, Minibus, Hatchback, Minivan, Roadster, Sedan, SUV e Station Wagon.

Analisando o saldo total dos quatro segmentos mais emplacados do Brasil, pode-se observar uma tendência média de alta entre os modelos seminovos.

A categoria picapes registrou a maior variação frente as outras três, com 1,43% de alta no saldo total do período. O crescimento dos hatches, segmento que lidera o ranking de vendas nacional, foi o segundo maior com elevação de 0,76%.

Os SUVs registraram um crescimento mais tímido com 0,03% no final do período, enquanto o segmento de sedãs teve queda de 1,13% em seus valores. Ainda assim, na média, a precificação das categorias destes veículos indicou alta de 1,09%.

De acordo com a KBB Brasil, a “tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos”

Um dos exemplos de alta durante o período é o Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que registrou um aumento de 10% em seu valor durante o último mês.

Além do modelo da Ford, o Chevrolet Onix Plus seminovo também registrou crescimento em seu valor durante o período, ficando impressionantes 27% mais caro na versão intermediária LTZ 1.0 Turbo com câmbio automático.

A KBB Brasil ainda afirma que os veículos com quatro anos ou mais de uso sofreram forte depreciação no período. Segundo eles, esses veículos “acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa.”

O destaque foi do segmento hatchback, que registrou crescimento de 5,39% no saldo total do período. A categoria picape veio logo em seguida, com valorização de 0,9%. Os SUVs registraram elevação mais contida, 0,09%, enquanto os sedãs, novamente, apresentaram queda de 1,13%.

O principal motivo para o aumento é o repasse da elevação de custos de produção durante a pandemia, segundo a KBB Brasil.

“Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6. Observações preliminares já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final”, analisou a KBB.

No entanto, pode-se observar também que três das quatro principais categorias vendidas no Brasil registraram desvalorização em seu valores especificamente no mês de abril.

De acordo com a KBB, tal desvalorização se deu nesse período porque “algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoques adquiridos pré-crise, numa tentativa de manter as vendas aquecidas”.

Recall Chevrolet Onix Plus – GM suspende vendas do carro por causa de incêndios

Fabricante admite pela primeira vez que casos de fogo já registrados no país têm a ver com falha no software de gerenciamento do motor

A GM decidiu suspender, a partir da noite da última terça-feira (5), as entregas do Chevrolet Onix Plus. A medida foi tomada depois que QUATRO RODAS divulgou, na segunda (4), o registro de dois casos de incêndio do sedã no país.

Em comunicado interno emitido a concessionários e obtido por nossa reportagem, a fabricante anunciou internamente a suspensão e admitiu pela primeira vez que o fogo pode ser provocado por uma falha no projeto.

Ainda, informou ter tomado a “iniciativa de anunciar um recall”. Confira o texto na íntegra:

O comunicado não especifica quais seriam as condições “muito específicas” de pressão, temperatura, umidade e composição do combustível, e também não estabeleceu um prazo para oficializar o recall.

mas o fato é que dois incêndios foram registrados em regiões do país com climas bem diferentes: um no pátio da fábrica de Gravataí (RS) e outro no Piauí.

QUATRO RODAS já contatou concessionárias do estado de São Paulo (SP). Algumas afirmam que ainda têm o carro normalmente para entrega, enquanto outras já confirmaram a suspensão.

Uma delas admitiu que a fabricante não apenas suspendeu a entrega de unidades já presentes em estoque, como também o abastecimento de novas unidades à rede.

Segundo um dos lojistas consultados, a fabricante está promovendo “uma atualização de software de gerenciamento do motor” nos exemplares já produzidos e ainda não entregues.

Com o comunicado, nossa reportagem pode afirmar que este é a quarta falha envolvendo o Onix Plus relatada aos concessionários.

Outras três já haviam sido divulgadas exclusivamente por QUATRO RODAS na terça-feira: uma na porca do aterramento, outra no chicote do painel de instrumentos e uma terceira relacionada a conflitos no número de série do motor.

Sedã chega ao Brasil no fim do ano com novo design e cabine com design mais detalhado

O novo Chevrolet Prisma só chega ao Brasil no terceiro trimestre, por volta de setembro — mas já podemos dar uma olhada no interior do veículo. Pelo que as fotos divulgadas pelo site Bit Auto deixam ver, a imagem apela para superfícies de acabamento diferentes e uma faixa emborrachada no painel, mais ou menos como é a atual geração do compacto, que permanece em linha com a chegada do novo.

Não custa lembrar que o novo Prisma  e família são desenvolvidos em conjunto com a chinesa SAIC, daí o fato de quase todas as novidades da gama surgirem por lá antes. Todos são baseados na nova arquitetura GEM (Global Emerging Markets), criada especialmente para mercados emergentes como Brasil e China. Foi um investimento bilionário, segundo a General Motors, o total chega a US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões).

Claro que as imagens são do mercado chinês e, tal como o estilo externo, a parte interna pode sofrer retoques diferentes para o Brasil. Nada que vá revolucionar o que você vê nas fotos.

O acabamento não parece fugir muito da realidade de custo-benefício dos compactos emergentes. Há uma faixa emborrachada que percorre toda a extensão do painel. Ter uma porção sensível ao toque sem ter que investir em material emborrachado por toda a parte é algo normal entre os pequenos, até o Onix e Prisma nacional apelam para isso.

Enxertos do mesmo estilo ficam acima dos puxadores de porta, outra forma de deixar tudo o que o motorista e carona tocam um pouco menos duro. Uma boa notícia são os puxadores de porta. Eles já haviam sido redesenhados no facelift para ficarem mais avançados, mas os novos parecem ser melhores de pega.

Por sua vez, tanto o volante quanto os bancos são revestidos de couro na configuração divulgada pelo Bit Auto. Um ponto que desanima são os botões para trocas de marcha. Eles parecem continuar na manopla de câmbio, uma solução nada intuitiva e que deixa o recurso de lado. Bem que gostaríamos de borboletas no volante.

Embora o segmento traga modelos com painel interamente digital, exemplo do Volkswagen Virtus, o novo Prisma fotografado não chegou a tanto. O painel tem dois mostradores analógicos em copos convencionais e uma tela LCD de 3,5 polegadas (em preto e branco) ao centro.  Apenas uma moldura metalizada dá uma graça.

É um ponto que o brasileiro deve ser mais vistoso, afinal, por aqui os sedãs compactos crescidos estão tomando o lugar dos médios. O novo Prisma tem 2,60 metros e porte parecido com o do atual Cobalt. Nada mais natural do que ele investir mais no acabamento no Brasil.

A central multimídia em posição de destaque continua a ser o maior chamariz. O MyLink é fator decisivo de compras na linha brasileira do Onix e Prisma (entre outros Chevrolet). Os gráficos indicam uma nova geração do sistema, atualmente na sua terceira.

O carro tem grandes chances de inovar novamente no segmento graças ao sistema de conectividade 4G com rede wi-fi, que estreia nesse ano no Cruze e Cruze Sport6 reestilizados.

Fomos à pista conhecer de perto a versão topo de linha do novo hatch que concorre com Onix e HB20

O Fiat Argo, que está sendo apresentado oficialmente hoje à imprensa e chegará às lojas nos próximos dias. Hatch pouco menor do que o rival Renault Sandero, o novo modelo nasce com a missão de — sozinho — substituir o Punto, o Bravo e as versões mais completas do Palio (este continuará apenas com motor 1.0). Seus alvos principais são o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20, que vêm a ser os dois carros mais vendidos atualmente no país. Os preços começam em R$ 46.800 na versão 1.0 Drive e vão até R$ 70.600 na 1.8 HGT automática.

Ou seja: mesmo com uma linha de produção mais enxuta, a Fiat espera reconquistar o primeiro lugar nas vendas. E, pelo que pudemos perceber neste primeiro contato, o carro tem boas chances de fazer sucesso.

Impressões gerais

De perto, o que primeiro chama a atenção é o rebuscado desenho da grade do radiador. Já a abertura inferior é no estilo colmeia de abelha e vale para todas as versões. A dianteira remete ao atual Fiat Tipo italiano, ou quem sabe, a um Mobi muito melhorado (mas muito mesmo). A traseira tem um quê das novas Alfa Romeo Giulietta, especialmente pela forma das lanternas.

O tamanho é um meio termo do que há na concorrência: são 4 m de comprimento, com 2,52 m de entre-eixos e 1,5 m de altura, números que praticamente empatam com os do antecessor Punto e são bem superiores aos do Palio.

A plataforma, diga-se, também é basicamente a mesma MP1 usada nos Punto, Linea e Doblò. Tem origem nos tempos em que a Fiat fazia projetos juntamente com a Opel mas, para a criação do Argo, foi extensamente modificada em suspensão, direção e aços utilizados, a ponto de a marca dizer que mantém apenas 20% da anterior. A parte elétrica/eletrônica vem do Jeep Compass, com direito a controle de estabilidade ESP.

Com aços de ultra resistência nas colunas, caixas de ar e assoalho, e técnicas de estamparia mais recentes, o monobloco pesa 42 kg a menos que o do Punto.

Para substituir três modelos de uma vez, o Argo sai com três opções de motor: o tricilíndrico 1.0 Firefly (de 77 cv), o 1.3 Firefly de quatro cilindros (109 cv) e o 1.8 E.TorQ (139 cv, ou seja: já com o aumento de potência que o Renegade ganhou em novembro passado).

Na pista, a versão esportiva HGT mostra boa disposição. O Argo, contudo, merecia um câmbio manual melhor. O carro sairá com o velho câmbio manual de cinco marchas em todas as versões. A Drive 1.3 pode vir com a caixa automatizada GSR (ex-Dualogic), enquanto as 1.8 Precision e 1.8 HGT (mesmo nome da versão esportiva do Fiat Brava, lembram?) têm como opção um câmbio automático de verdade: o Aisin AT6, de seis marchas.

Equipado

O bom recheio de opcionais será um dos apelos de venda. Desde o básico Argo 1.0 Drive, há de série sistema start/stop, monitor de pressão dos pneus, ar-condicionado, trava e vidros elétricos e Isofix para prender cadeirinha no assento traseiro. O 1.3 com câmbio automatizado traz ainda “piloto automático” e aletas atrás do volante para trocas de marcha. Já os topo de linha HGT 1.8 vêm com aros de 16 polegadas, couro no volante e uma grande tela multimídia no alto do painel. Não há, porém, GPS (use o do smartphone).

Sensores de estacionamento, câmera de ré, airbags laterais, abertura de portas por aproximação e aros de 17″ são opcionais. E não espere sensores dianteiros ou teto-solar.

Na versão avaliana na Fazenda Capuava, em Campinas (SP), a versão 1.8 HGTagrada pelos detalhes vermelhos que enfeitam os para-choques. A ponteira do escape é cromada e os aros de 17″ enchem os olhos. Por dentro, a boa impressão é dada pelo volante forrado com couro (com uma costura na parte mais alta, como nos carros de rali).

O painel tem um quê de Alfa Romeo moderno, mas os instrumentos vieram da Toro. Sobre o tablier, à moda dos Mercedes C e CLA atuais, os Argo 1.8 trazem a telona multimídia sensível ao toque, de operação bem simples.

O espaço interno é ótimo para um hatch compacto, com destaque para a altura do teto e a área do porta-malas.

Acelerando na pista

Há regulagem de altura e distância — boa! Hora de apertar o botão de partida e ir à luta. No mundo real, motor de 139 cv em um carro de 1.243 kg é pra lá de interessante. Na pista de autódromo, porém, não chega a deixar o “piloto” trêmulo e de olhos esbugalhados.

O que tira muito da emoção é o câmbio manual de cinco marchas que lembra o Palio a cada troca, com aquele trambulador de curso longo e meio esponjoso. A Fiat deveria pegar uma caixa de Gol/Up! e copiar igualzinho. Experimentamos também o automático AT6, que se mostrou bem suave e rápido, seja em drive ou fazendo as trocas manualmente.

É no sinuoso traçado da Capuava que o Argo mostra que o acerto de chão é sua maior qualidade — e o ponto em que realmente se destaca da concorrência. Curva a curva, volta a volta, vamos ganhando confiança e aumentando a velocidade de entrada e saída. Mesmo com um trivial eixo de torção na traseira (nada de multibraço aqui), o carro rola pouquíssimo e apoia bem.

O belo trabalho de suspensão deixou o Argo muito previsível e dócil aos comandos do motorista. Seu limite está nos pneus. E, se tudo der errado, o controle eletrônico de estabilidade está ali para salvar).

Na linha 2017, o Chevrolet ganha visual inspirado no novo Cruze e versão aventureira, além de mais equipamentos

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Com a reputação de carro mais vendido do Brasil (em 2015 e em 2016 até agora), o Onix é um dos modelos mais paparicados da Chevrolet. Nos últimos tempos, ele foi o primeiro a receber novos equipamentos (como a central MyLink), ganhou novas versões (como a Effect) e virou carro oficial do festival Lollapalooza.

Na linha 2017, o Onix vai apresentar duas grandes mudanças de uma só vez, que estarão no Salão do Automóvel, de 10 a 20 de novembro. A primeira é a reestilização, que vai ocorrer também no Prisma, a versão sedã da linha. Onix e Prisma passarão pelo primeiro face-lift, que vai atualizar seus visuais seguindo a mais nova linguagem da marca. Pelas projeções, feita com base nos flagrantes enviados pelos leitores Fred Mello e Felipe Mello, dá para ver que a fonte de inspiração foi o novo Chevrolet Cruze.

A outra novidade do Onix será a versão aventureira. Equipada com rack, para-choques escuros, rodas exclusivas e pneus de uso misto, ela traz a estética que estreou na minivan Spin Active. Assim como a Spin, o Onix aventureiro poderá se chamar Onix Active, mas existe a possibilidade de a fábrica adotar outra identificação que seria Onix Rocks.

Por dentro, além da mudança no grafismo, haverá novos revestimentos. O leitor Fred Mello relatou que o interior do carro fotografado era marrom. O Onix 2017 deve trazer ainda as últimas gerações do MyLink ( compatível com os sistemas operacionais CarPlay e Android Auto) e do OnStar, que ganhou novos recursos.

No sedã, mudanças no porta-malas, para-choque e lanternas

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A evolução da linha não para por aí. O Onix deve ser o primeiro Chevrolet a receber o novo 1.0 de três cilindros que a GM vai produzir na fábrica de motores de Joinville (SC), a partir do ano que vem. O motor Ecotec 1.0 já existe na Europa. Ele equipa o modelo Opel Adam em três configurações: aspirado (75 cv), turbo (90 cv) e turbo com injeção direta (115 cv). Depois, esse propulsor estará disponível em outros modelos da marca, como o Prisma e um novo compacto, que vem para ocupar a vaga deixada pelo Celta.

Novo Chevrolet Onix Effect

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A Chevrolet apresentou uma versão bem esportiva do Onix no Salão do Automóvel de São Paulo, o Track Day. Ele fez bastante sucesso, mas não deve chegar às lojas. Ao invés disso, os interessados poderão se contentar com uma nova variante, o Onix Effect. Apesar de bem menos esportiva, a versão aposta em alterações visuais em busca de aumentar a participação do carro entre o publico de até 30 anos, hoje em 25%.

Inicialmente, a versão Effect sairá apenas com motor 1.4 Flex e transmissão manual, a R$ 50.190; e opção de cores Branco Summit e Vermelho Pepper.

Impressões

Com exatos dois anos completos de mercado, o Onix tem adjetivos bem recebidos, de maneira a comprovar o posto de líder de vendas da marca. O compacto fecha novembro como o 2º mais vendido – ultrapassando o VW Gol – e no acumulado do ano, se torna o 3º veículo mais emplacado do Brasil, segundo dados da Fenabrave.

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Nada muda mecanicamente com o Effect, mas o estilo esportivo chama a atenção sem confundir a vista. Dentre as mudanças externas estão rodas de 15” em cinza grafite, teto pintado em preto de alto brilho, faróis com máscara negra e moldura “esfumaçada”, além de adesivação própria e os logos Effect nas portas dianteiras.

As colunas centrais têm adesivos negros, o para-choque traseiro acompanha extrator de ar e, na dianteira, a grade sai com acabamento piano black. O interessante tom também aparece nas capas dos espelhos e na base da alavanca de câmbio.

No restante do habitáculo, as mudanças aparecem avermelhadas, tanto no novo volante de base achatada e melhor pega, como nos difusores de ar e na costura dos bancos. Painel de instrumentos também recebe grafismo mais jovem.

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Assim como demais versões 1.4, o Effect mostra comportamento honesto. Com 106 cv de potência, tem embreagem hidráulica macia, direção precisa e suspensão de curso longo, que propicia conforto aliado a uma boa dose de estabilidade.

Os pneus 185/65 R15 são os mesmos e acompanham a premissa da suspensão, mas a Chevrolet poderia ter instalado rodas de 16” com pneus de perfil mais baixo. Ao menos visualmente, seria um “algo a mais” junto ao restante do banho de loja.

foto-imagem-onixCusto benefício

Com valor exatamente igual ao da versão de topo (LTZ manual), o Effect perde o acionamento elétrico dos vidros traseiros e dos espelhos retrovisores. Em compensação, o volante esportivo acompanha comandos do sistema MyLink (de série) e do som, disponíveis apenas no LTZ automático. Segundo a GM, a medida se deve ao perfil mais jovem do consumidor para a versão, que geralmente não tem filhos ou pouco usa o banco de trás. Já para os espelhos não há explicação plausível… Quem sabe é porque jovens podem fazer certa ginástica para regular a posição das lentes!

Em relação aos equipamentos de série, a nova versão sai com condicionador de ar eficiente, direção hidráulica, freios ABS e airbags frontais.

Para quem busca um compacto diferenciado visualmente, com tudo que se tem direito (e mais um pouco), a nova versão do Onix é um prato cheio. Grande vantagem é que na hora da revenda, tem tudo para manter bom valor e liquidez – assim como um LTZ.

Vale a pena?

Se você quer se destacar na multidão de carros prata ou preto com cromados, com certeza. Mas se você não é grande entusiasta de adereços esportivos e dá mais valor ao requinte visual de um LTZ, o Effect não é muito convidativo.

Porém, vale olhar melhor este Onix, pois ao vivo, a combinação visual ficou mais feliz que o imaginado. Inclusive no interior, lugar em que mais se olha um carro no uso diário.

Carro básico pode ter um grande aumento de R$ 6.000

Nos últimos anos, muitos carros de entrada não podem mais ser considerados “pé-de-boi”, sem qualquer item de conforto. Se, antigamente, ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas eram considerados luxo, hoje, os mesmos itens são essenciais e alguns deles saem de fábrica, mesmo em versões básicas.

O Chevrolet Onix, lançado em meados de 2012, por exemplo, traz de série, direção hidráulica, assim como o Volkswagen Gol, em sua versão mais simples. Já o Hyundai HB20, que chegou também em 2012, tem, desde as versões mais baratas, ar-condicionado e direção hidráulica.

Para o consultor automotivo Paulo Garbossa, da ADK Automotive, os consumidores passaram a exigir mais dos modelos de entrada. “Até as opções básicas estão mais sofisticadas. Isso porque, se o cliente não encontra os itens que deseja no veículo de uma marca, ele vai pesquisar em outra, o que acaba estimulando as fábricas a equiparem melhor os carros, desde as versões mais em conta”, afirma.

Outra explicação, segundo Garbossa, é que equipar um carro com ar-condicionado ou direção hidráulica, ficou mais barato. “A produção em escala facilitou na popularização dos itens. O mesmo deve acontecer com outros equipamentos, como sensor de ré e multimídia, daqui em diante”, diz.

G1 listou o modelo mais vendido das seis marcas que mais emplacaram carros no Brasil em 2013, Fiat, Volkswagen, Chevrolet, Ford, Renault e Hyundai. A partir daí, configurou o veículo com os itens ar-condicionado, direção assistida, vidros e travas elétricas. O preço dos pacotes variou entre R$ 2.105 e R$ 6.150.

Volkswagen Gol
Versão básica: Trendline 1.0 2 portas – R$ 31.710
Preço com equipamentos: R$ 34.940

O veículo mais vendido do Brasil em 2013, vem, desde a versão básica, com direção hidráulica de série. Os demais opcionais são oferecidos separadamente, prática usual em modelos da Volkswagen. Assim, é possível adicionar apenas os itens de conforto, travas e vidros elétricos e ar-condicionado, por um valor total de R$ 3.230, sendo R$ 2.650 cobrados pelo ar e R$ 580 pelo pacote chamado acesso completo para versões 2 portas.

Fiat Uno
foto-imagem-fiat-vivaceVersão básica: Vivace Evo 2 portas – R$ 25.620
Preço com equipamentos: R$ 30.673

O Uno é um dos veículos mais baratos do país. Em sua versão básica, não conta com nenhum dos itens pesquisados. Para tê-los, é necessário adquirir o pacote Kit Celebration 5, de R$ 5.053. Além de vidros e travas elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado, ele inclui, entre outros itens, faróis de neblina e preparação para som. Com isso, o valor do carro chega a R$ 30.673.

Chevrolet Onix
foto-imagem-onixVersão básica: LS – R$ 33.190
Preço com equipamentos: R$ 38.290 (versão LT + pacote R7H)

A versão básica do Onix, LS, já conta com direção hidráulica de série. Porém, para adicionar os demais itens de conforto, o interessado deve mudar para a versão LT, a mais completa com motor 1.0. Ela custa a partir de R$ 35.090, e conta, de série, com banco do motorista e coluna de direção com regulagem de altura, maçanetas e espelho retrovisor na cor do veículo, alarme e chave canivete, mas ainda sem ar-condicionado, vidros e travas elétricos. Para ter os itens, é preciso aderir ao pacote R7H. Ele custa R$ 3.200, elevando o valor final do Onix para R$ 38.290, ou R$ 5.100 a mais do que a versão básica.

Ford Fiesta RoCam
foto-imagem-ford-fiestaVersão básica: 1.0 SE Plus – R$ 31.740
Preço com equipamentos: R$ 31.740

Prestes a dar lugar ao novo Ka, o Fiesta RoCam vive seus últimos meses na linha da Ford. Assim, a marca só comercializa o modelo nas versões mais completas. A 1.0, é equipada com ar, direção hidráulica, vidros, travas e espelhos elétricos, faróis de neblina, alarme, abertura elétrica do porta-malas e rodas de liga neve, e custa R$ 31.740.

 

Renault Sandero
foto-imagem-sanderoVersão básica: Authentique – R$ 30.500
Preço com equipamentos: R$ 36.660 (versão Expression)

A versão mais em conta do Sandero é a Authentique, de R$ 30.500. Entre os opcionais, apenas ar-condicionado e direção hidráulica, oferecidos por R$ 3.960. Para ter também vidros e travas elétricas, é preciso subir para a versão Expression, de R$ 36.660. O valor R$ 6.160 acima da Authentique, também inclui outros equipamentos, além do conjunto elétrico, como travamento automático das portas com o veículo em movimento, alarme, computador de bordo, volante com regulagem de altura e maçanetas da cor do veículo. O valor solicitado para os opcionais pela Renault para o Sandero “completo” é o mais alto entre os modelos comparados.

Hyundai HB20
foto-imagem-hb20Versão básica: Comfort – R$ 35.395
Versão com equipamentos: R$ 37.500 (vesão Comfort Plus)

A versão básica é a Comfort, de R$ 35.395. Ela já conta com ar-condicionado e direção hidráulica. Para ter também vidros e travas elétricos, é preciso subir para a versão Comfort Plus, de R$ 37.500. Além dos equipamentos de conforto, os R$ 2.105 pacote também adicionam à lista de equipamentos, alarme perimétrico, travamento automático central das portas a 15 km/h, maçanetas na cor do veículo, chave canivete e detalhes cromados no interior. Considerando apenas modelos em que foi necessário acrescentar equipamentos ao conteúdo básico, o pacote do HB20 é o mais barato, além de um dos mais completos.

Vendas de carros em junho – Veja os 10 carros mais vendidos no mês de junho de 2013

Como apontaram números prévios, pela primeira vez desde novembro, o hatch Hyundai HB20 ficou fora da lista dos carros (automóveis e comerciais leves) mais vendidos em junho. No mês, o modelo ocupou a 11ª posição. Considerando apenas automóveis, ele foi o 10º mais vendido.

O HB20 chegou às lojas em outubro passado e, a partir do mês seguinte, apareceu constantemente no ranking dos mais vendidos, tendo chegado à quarta posição em fevereiro, março e abril, com vendas entre 10 mil e 12,5 mil unidades. Em maio, caiu para a nona colocação, com 9,6 mil emplacamentos.

Outro que constava no ranking anterior e caiu em junho foi o Volkswagen Voyage. Em maio, o sedã ficou em décimo, com 8.349 unidades vendidas. Quem subiu foi Chevrolet Classic e Renault Sandero.

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Carros Onix e Prisma são vendidos na Argentina até R$ 10 mil mais baratos que no Brasil

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A notícia é mesmo de desanimar. Como pode um carro fabricado no Brasil custar até R$ 7 mil a menos num país vizinho? Pois é isto que aconteceu com a dupla Onix e Prisma.

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Os novos compactos da Chevrolet foram lançados na Argentina nos últimos dias e chamaram a atenção pelos preços e versões à venda no mercado “hermano”.

O Onix lá parte de aproximadamente R$ 32.300 (83.500 pesos) na versão 1.4 LT, já equipado com ar-condicionado e o sistema multimídia My Link, que inclui a tela no painel.

Aqui, a mesma versão com os equipamentos custa R$ 39.490 — diferença (injustificável) de mais de R$ 7 mil. E pasmem: o Prisma 1.4 LTZ chega a ser quase R$ 10 mil mais barato