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Sedã médio recebe uma leve plástica e estreia a versão Premier, com frenagem autônoma e internet nativa a bordo — grátis por 3 meses ou 3 GB

Seu plano de dados do celular acabou? Se você estiver ao bordo do novo Cruze, isso pode não ser um problema. O Chevrolet passa a oferecer conexão de internet na linha 2020. Ao ligar o veículo, os ocupantes contam com sinal de wi-fi nativo, que funciona como o de casa. O acesso é configurado no ícone “roteador” exibido na nova tela multimídia de oito polegadas. Ali, os usuários definem o nome e a senha do wi-fi para conectar até sete dispositivos.

Porém, como nos voos comerciais, o serviço de internet é cobrado à parte. Por ora, a GM divulgou só o valor do pacote básico “Navegação + Música”, com 2 Gigabytes de dados: R$ 29,90/mês. A assinatura será feita com a operadora Claro, o que pode parecer ruim para clientes de outras empresas de telefonia móvel. E isso não poderá ser alterado, já que o chip é fundido secretamente em uma das muitas placas eletrônicas.

Se os 2 GB parecem pouco para uma vida mais e mais conectada, os clientes poderão escolher entre outros três pacotes: Carona (5 GB), Corporativo (10 GB) e Família (20 GB). Os valores e os preços serão divulgados em setembro, quando a linha 2020 chega às lojas.

Até lá, a GM terá de bolar uma estratégia para vender as assinaturas da internet e do OnStar. Esses dois serviços são gratuitos no início e serão cobrados após a “degustação”. No caso da internet, são três meses ou 3 GB de dados. Já o OnStar funciona de graça por um ano, e depois é pago em três pacotes (Safe, Protect e Exclusive), de R$ 54,90 a R$ 79,90. A seu favor, a GM contará com o público mais endinheirado da linha Cruze. Mesmo assim, será desafiador — haja grana para tantas mensalidades!

Além de economizar o plano de dados do celular com a criançada (no caso de casais com filhos), a internet embarcada trará outras facilidades combinada à nova geração do MyLink. Será possível ver informações de trânsito em tempo real no GPS, atualizar o sistema operacional, instalar um aplicativo ou fazer o agendamento online da revisão. A central passa a aceitar duas conexões Bluetooth simultâneas.

A tela tem navegação mais simples, com menus que correm lateralmente como nos smartphones atuais. Outra novidade é a personalização para até dois usuários, que podem configurar plano de fundo e rádios favoritas, por exemplo. As interfaces Apple CarPlay e Android Auto estão presentes nas versões mais recentes, e os ocupantes ficarão felizes ao notar que o console inferior passa a ter duas entradas USB.

Segundo a GM, a inédita versão Premier possui 42 processadores, 22 antenas e 14 redes, tudo para garantir rapidez de uso e um sinal com o mínimo de oscilação. Um detalhe interessante é a barbatana no teto: o módulo tem quatro antenas, o que permite desfrutar do sinal do wi-fi a até 15 metros de distância.

E o que mais mudou no Cruze? Bom, o médio recebeu uma leve plástica para ter o design mais recente da marca. A nova grade, cheia de cromados, une os faróis e dá mais presença ao modelo. Mas o destaque são as lanternas de LED, que dão efeito tridimensional e são bem mais interessantes que as anteriores. Por dentro, poucas alterações. A maior é a nova tela multimídia.

A mecânica também foi mantida, o que não é má notícia. O valente motor 1.4 turbo flex de 153 cv e 24,5 kgfm de torque segue conectado ao câmbio automático de seis marchas. Pena a GM não ter adicionado paddle-shifts para trocas manuais.

A despeito dos bons números em pista — zero a 100 km/h em 8,8 segundos e resgate de 60 km/h a 100 km/h em 4,8 s —, falta um “modo Sport” para apimentar a direção. O consumo não impressiona nem incomoda (média de 9,9 km/l com etanol).

Entre os equipamentos, as novidades estão no Cruze Premier, novo topo de linha. O carregador por indução ganhou nicho mais amplo, para acomodar smartphones grandes e receber uma gama maior de aparelhos. E a segurança está reforçada pelo sistema de frenagem autônoma de emergência com detector de pedestres, um belo diferencial para incomodar o novo Civic, que não incorporou recursos semiautônomos. Ponto para o Chevrolet.

TESTE

Aceleração
0 – 100 km/h: 8,8 segundos
0 – 400 m: 16,4 segundos
0 – 1.000 m: 29,8 segundos
Vel. a 1.000 m: 177,8 km/h
Vel. real a 100 km/h: 93 km/h

Retomada
40 – 80 km/h (Drive): 3,8 segundos
60 – 100 km/h (D): 4,8 segundos
80 – 120 km/h (D): 5,9 segundos

Frenagem
100 – 0 km/h: 42,1 metros
80 – 0 km/h: 26,9 metros
60 – 0 km/h: 15 metros

Consumo
Urbano: 8,2 km/l
Rodoviário: 11,7 km/l
Média: 9,9 km/l
Autonomia em estrada: 415 km

FICHA TÉCNICA

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.4, 16V, comando duplo, injeção direta, turbo, flex

Potência
150/153 cv a 5.200 rpm

Torque
24/24,5 kgfm a 2.000 rpm

Câmbio
Automático sequencial de seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)

Pneus e rodas
215/50 R17

Dimensões
Comprimento: 4,66 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,48 m
Entre-eixos: 2,70 m

Tanque de combustível
52 litros

Porta-malas
440 litros (fabricante)

Peso
1.321 kg

Central multimídia
8 pol., sensível ao toque; Android Auto e CarPlay

Garantia
3 anos

Cesta de peças
R$ 15.002,19

Seguro
R$ 4.197

Revisões
10 mil km: R$ 292
20 mil km: R$ 684
30 mil km: R$ 440

Sistema integrado ao veículo impõe uma limitação severa inexistente em outros modelos que dispõem do mesmo serviço

O carro ter WiFi a bordo soa como algo incomum, mas está longe de ser raro na indústria.

No Brasil a maioria dos modelos premium alemães já dispõe do recurso, e há quase oito anos a GM adotou uma tática sagaz (veja mais abaixo) para oferecer internet sem fio no Agile.

Para oferecer algo pioneiro, a Chevrolet novamente fez uso do jogo de palavras para destacar seu último lançamento, o novo Cruze, com opção de WiFi na cabine.

A marca alega que o médio é o primeiro carro do Brasil a oferecer internet nativo de fábrica. A diferença, na prática, é que o Cruze já virá com o cartão que permite conexão com a internet. Isso é verdade. Mas também é o maior entrave do carro.

Aproveitando o que já tem

Primeiro, um adendo importante. Na prática, todo Chevrolet no Brasil com sistema OnStar já tem acesso à telefonia celular. Isso é necessário para permitir o rastreamento do veículo (feito pela empresa Ituran) e conexão com o concièrge da marca.

O que a marca fez com o Cruze foi aumentar a integração do veículo com a telefonia celular. Isso incluiu um amplificador de sinal para aumentar a recepção da antena em até 12 vezes.

O chip que virá integrado à eletrônica da versão topo de linha Premier é da operadora Claro.

Nenhuma das empresas deu detalhes de valores, e revelaram apenas que os planos de dados a serem oferecidos vão de 2  a 50 GB, com preços partindo de R$ 29,90 por mês.

Além disso, todo carro terá a opção de degustação do serviço por até três meses ou ao chegar ao limite de 3 GB de dados, o que ocorrer primeiro.

E aí está o problema: de nada adianta você ter um plano de dados melhor com sua operadora, ou mesmo preferir uma empresa que ofereça um sinal mais intenso na região que você more.

“O chip é soldado na placa do sistema de áudio, e não pode ser removido”, explica Rosana Herbst, diretora de serviços conectados da GM.

Segundo a fabricante, isso ocorreu por conta de um acordo feito com a Claro e também para garantir a segurança eletrônica do veículo.

A limitação, porém, não existem em modelos como BMW e Porsche. Neles basta trocar o simcard, facilmente acessível em um compartimento do sistema multimídia.

Apesar disso, a internet 4G oferecida pelo veículo mostrou uma excelente velocidade durante os testes feitos em Indaiatuba (SP), em um local onde normalmente o sinal de internet móvel é fraco.

O roteador do Cruze permite a conexão de até sete dispositivos, permitindo aos ocupantes usarem tablets ou computadores sem desconectarem seus celulares, por exemplo.

Essa característica também abre caminho para que pessoas de fora do carro tenham acesso à internet, desde que estejam a até 15 metros do veículo e, claro, se houver sinal da Claro na região.

A solução para quem quiser internet a bordo sem depender dos serviços de uma só operadora é usar um modem portátil. Exatamente como o Agile WiFi fazia.

Pioneiro esquecido

A passagem do primeiro carro brasileiro com internet sem fio foi tão rápida que a própria fabricante esquece de sua existência. Também, pudera: somente 1.000 unidades do Agile WiFi foram feitas.

E o carro nem vinha pronto para acesso à internet. O modem, oferecido em parceria com a TIM, só chegava na residência do comprador dez dias após a compra.

O aparelho é idêntico aos equipamentos similares vendidos até hoje, e era alimentado pela energia do conector USB do rádio do Agile.

A vantagem é que o aparelho poderia ser levado para dentro de casa ou conectado em outro carro, além de possibilitar a troca do simcard.

O conceito era tão bom que até hoje é usado em vans executivas, que usam modems mais robustos para oferecer sinal a seus passageiros.

Sedã e hatch serão o primeiro modelo no país a contar com a tecnologia. Serviço de concierge OnStar continua a disposição no modelo

A Chevrolet vai remodelar a linha Cruze em 2019 (linha 2020). A novidade terá 4G e Wi-Fi na versão mais cara do médio – o Cruze LTZ. O equipamento estará disponível tanto no três-volumes quanto na configuração hatchback.

Para lançar o Cruze 2019, a General Motors afirma ter investido cerca de 340 milhões de dólares. O sedã faz parte de um plano que prevê o lançamento de 11 modelos no Brasil apenas no ano que vem.

O Cruze irá chegar ao Brasil já com atualizações de estilo, pois o carro remodelado já circula nos Estados Unidos desde abril.

Com a novidade, será possível navegar na internet utilizando a rede nativa do veículo, e não por meio de modem externo ou pelo smartphone de algum dos ocupantes. Esse recurso é comum na Europa e Estados Unidos, pois lá não há impedimento tecno-burocrático que barra a adoção do equipamento.

Por aqui, há um imbróglio técnico envolvendo a Anatel e as empresas de telecomunicações impossibilitava a homologação da internet veicular, apesar de a maioria das fabricantes já dispor desse acessório nos modelos vendidos em outros países.

O lançamento da GM irá permitir que os ocupantes usem o sistema do carro como hotspot e rotear o sinal de internet por meio do Wi-Fi.

Além do 4G, o serviço de concierge OnStar continuará disponível, sem custo adicional no primeiro ano de uso do veículo. Não foram divulgadas informações acerca de mensalidade da nova tecnologia.

Hatch estará no Salão de São Paulo, em novembro, e quer ser o carro esportivo da família

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Desde que o novo Chevrolet Cruze turbo chegou, em julho, a pergunta era uma só: quando chega o hatch? A resposta vai te animar, mas é em partes. A nova geração do Cruze Sport6 vai fazer sua primeira aparição oficial no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontece entre os dias 10 e 20 de novembro. Depois disso, ele volta para a garagem da General Motors e só sai de lá entre o fim desde ano e o começo do ano que vem, quando começam as vendas, segundo apuramos.

Uma foto foi divulgada como brinde pela marca, revelando um pouco das linhas traseiras do modelo. E o selinho vermelho estilizado não deixa dúvidas: o motor será o mesmo 1.4 turbo de injeção direta, capaz de render 153 cv de potência e 24,5 kgfm de torque a 2.000 rpm. O sistema start-stop também estará incluso. É um belo upgrade frente os 144 cv e 18,9 kgfm do anterior e deve dar ainda mais sentido ao sobrenome esportivo do hatch – que deve ser mais ressaltado com acabamento e equipamentos exclusivos, segundo anúncio da própria GM.

Mas é até maldade a GM divulgar só um teaser quando os últimos flagras revelaram quase tudo do carro. Que tal ser um pouco mais generosa e divulgar uma foto de dianteira? Ou a traseira completa? Quem sabe um vídeo?…

 

No país vizinho, sedã será oferecido em três versões, todas equipadas com motor 1.4 turbo; Lançamento no Brasil será no segundo semestre

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A segunda geração do Chevrolet Cruze está mais próxima do Brasil. O modelo, que está maior e mais bem equipado, acaba de ser lançado na Argentina, de onde será importado para o Brasil a partir do segundo semestre do ano. A expectativa era que a montadora apresentasse o Cruze apenas no Salão de São Paulo, em novembro, mas, com a chegada do novo Honda Civic programada para agosto, a Chevrolet poderá antecipar os planos, deixando para o salão apenas a apresentação do novo Cruze hatch.

No país vizinho, o modelo será ofertado em três versões de acabamento: LT, LTZ e LTZ Plus. No Brasil, a Chevrolet afirma que o modelo ganhará uma configuração exclusiva – resta saber se será mais ou menos completa que as configurações argentinas apresentadas.

O mais importante é que por lá todas as três versões serão equipadas com o novo motor 1.4 turbo com injeção direta a gasolina, capaz de render 153 cv de potência e 24,9 kgmf de torque- um ganho de 13 cv e 7,1 kgfm em relação ao atual 1.8 Ecotec flex presente debaixo do capô da atual geração vendida no Brasil. As opções de câmbio são manual ou automática de seis marchas.

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A mesma estratégia pode ser adotada para o mercado brasileiro. A diferença é que o nosso 1.4 turbinado será convertido em flex para receber o etanol. É possível que com essa adaptação, a montadora possa extrair um pouco mais de potência do motor. Por enquanto, a Chevrolet do Brasil apenas afirma que o Cruze foi “desenvolvido com foco em performance e alta eficiência energética, seu consumo de combustível é similar ao de compactos populares”.

foto-imagem-novo-chevrolet-cruze-lancado-na-argentinaEm termos de tecnologia, a segunda geração do Cruze chega ao mercado argentino com uma bela lista de equipamentos. Airbags laterais, controles de tração e estabilidade, ar-condicionado digital e automático, câmera de ré, sensores de estacionamento traseiro e o sistema multimídia Mylink são itens de sériedesde a versão LT, de 350 mil pesos ( cerca de R$ 86.900 na cotação atual). Na versão LTZ,  de 375 mil ( R$ 96.830) são adicionados airbags de cortina, sensor de chuva, sistema Mylink com GPS e compatível com Apple Car play e Android Auto.

Os sistemas de segurança ativa como monitoramento de ponto cego, assistente de estacionamento, alerta de colisão eminente, monitoramento de distância do veículo a frente serão aferecidos apenas no topo de linha LTZ Plus, de 425 mil (R$ 105.520)

NOVO CHEVROLET CRUZE

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O novo Chevrolet Cruze quer deixar para trás a fama de beberrão. Já à venda nos EUA por a patir de US$ 17.495 (o equivalente a R$ 62 mil na cotação atual), a segunda geração do sedã teve seus dados de consumo divulgados pela montadora. Segundo as estimativas da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o modelo equipado com câmbio automático de seis marchas pode fazer até 12,7 km/l no ciclo urbano e 17,8 km/l no ciclo rodoviário, com gasolina no tanque.

Para alcançar esse resultado, o três volumes não só perdeu peso, como também ganhou um conjunto mecânico bem mais eficiente. A segunda geração do Cruze ficou quase 113 kg mais leve e adotou sistema start-stop e o novo motor 1.4 turbo Ecotec. Com injeção direta e turbocompressor, o novo quatro cilindros entrega 154 cv de potência e 24,5 kgfm de torque, sem penalizar o consumo de combustível ou abrir mão da performance. Mesmo equipado com câmbio automático, a montadora garante o consumo contido e uma aceleração de 0 a 100 km/h em 7,7 segundos.

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Com previsão de chegar ao mercado brasileiro no final de 2016 importado da Argentina, o novo Cruze não terá o mesmo desempenho que o modelo americano, uma vez que para atender a demanda do nosso mercado o 1.4 turbinado será convertido em flex para aceitar o etanol. Mesmo que não alcance os mesmo números de consumo do modelo americano, é certo que a segunda geração do modelo terá bem menos “sede” que o modelo atual. Em nossos testes de consumo, o sedã com motor 1.8 flex aferiu médias bem ruins para o segmento: 6,5 km/l na cidade e 9,9 km/l na estrada.

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Baseado no sedã Cruze, modelo terá versão Hatch e novo motor 1.4 turbo em 2017

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A nova geração do Cruze sedã não será a única novidade a desembarcar no Brasil nos próximos anos. O hatchback também será completamente repaginado com base no modelo recém-apresentado nos Estados Unidos.

O design seguirá o estilo mais ousado apresentado na versão três-volumes até as portas de trás. A silhueta será ligeiramente mais esguia que o modelo atual, embora a traseira seja bastante diferente do Cruze Sport6 atualmente à venda nas concessionárias. As lanternas serão bipartidas e o para-choque terá muitos vincos e volumes, criando um efeito visual parecido com o do Honda Fit.

Inicialmente, toda a linha Cruze deixará de ser produzida no Brasil. Tanto hatch quando sedã (acima) devem passam a vir da unidade de Rosário, na Argentina, embora a crise que afeta profundamente os dois países tenha criado nos últimos meses um impasse quanto ao local de produção. De lá também deve vir todo o conjunto motor-transmissão, formado pelo novo motor 1.4 turbo bicombustível com injeção direta e a caixa automatizada de dupla embreagem e sete marchas.

Apesar de ter apresentação prevista para o Salão do Automóvel de 2016, as vendas da nova linha Cruze devem começar apenas no começo do ano seguinte.

Desafio dos sedãs médios de entrada dá ao estreante Jetta Trendline 2.0 a chance de medir forças com os consagrados Corolla GLi 1.8 e Cruze LT 1.8

foto-imagem-sedasO calor do lançamento passou, o pacote de equipamentos é insosso para quem busca conectividade
máxima e a mecânica está longe de ser o que há de mais moderno na indústria. Mas o preço na casa dos R$ 70 000 tem efeito hipnótico sobre quem não pode ou não quer gastar muito. E foi por isso que o anúncio do Jetta na versão 2.0 Trendline (R$ 69 990) serviu de inspiração para o comparativo. A pergunta que queríamos responder: “Esses sedãs baratos valem a pena?”. Para fazer companhia ao VW, convidamos os três modelos mais vendidos em 2014. De cara, só o Corolla GLi 1.8 (também R$ 69 990) confirmou presença. O Civic LXS 1.8 (R$ 73 900) ficou de fora, pois a Honda alegou não ter o carro em sua frota de imprensa. Explicou ainda que a versão tem participação mínima no mix de vendas: apenas 4%. Na GM, o Cruze LT (R$ 78 090) também não figura na frota de imprensa, mas conseguimos uma unidade cedida para fotos pela concessionária paulistana Anhembi. Estes sedãs querem chamar sua atenção mostrando que se desprenderam dos luxos excessivos. Mais do que elegância, um gesto que denota uma questão de etiqueta – de preço.3º VW Jetta Trendline 2.0 8V
A nova versão de entrada tem motor e câmbio obsoletos. O seguro (R$ 5 662) é o mais caro, assim como a cesta de revisões até 60 000 km (R$ 3 887)Apesar de não fazer frente ao todo- poderoso Corolla, o Jetta se defende bem diante do Cruze. Para quem gosta de um carro mais firme, obediente aos comandos rápidos do volante e capaz de contornar curvas longas com extrema competência, o Jetta é a melhor indicação. O problema é a obsolescência do motor e do câmbio, capaz de dar ao sedã um fôlego dissonante da ótima suspensão (com multilink na traseira). De concepção antiga, o 2.0 8V rende somente 120/116 cv. Ou seja, é um motor maior que o dos rivais (Corolla e Cruze são 1.8), mas com potência muito menor: respectivamente, 144/139 cv e 144/140 cv.

No que diz respeito aos números, o Jetta parece pertencer a outra categoria. Com 13,3 segundos na aceleração de 0 a 100 km/h, é bem mais lento que o Cruze (11,7 segundos) e o Corolla (10,1). O VW também saiu de nossa pista de testes com os piores resultados nas provas de retomada de velocidade e consumo de combustível em ambiente rodoviário. Só conseguiu ser melhor (que o Cruze) no consumo urbano (10,4 ante 10 km/l) – mas ambos são piores que o Corolla, com 11 km/l. Na medição de ruído interno, equilíbrio. Apenas o Corolla se destacou positivamente, ao se apresentar muito silencioso na avaliação com o câmbio em Neutro.

Entre os equipamentos do Jetta, destaque para os sensores de estacionamento na dianteira e na traseira. A cabine é espaçosa como a dos concorrentes, mas o porta-malas é, disparado, o melhor: é fácil de acessar, as alças não invadem demais a zona das bagagens, o acabamento permite melhor aproveitamento do espaço e o volume é de excelentes 510 litros.

2º Chevrolet Cruze LT 1.8 16V
Rico em opcionais, tem preço de tabela alto (R$ 78 090). O valor de seguro está dentro do esperado (R$ 2 710), mas as revisões não são baratas (R$ 3 728)

Como o Jetta, o Chevrolet Cruze acabou de passar por uma suave reestilização. Com ela, o modelo 2015 ganhou dianteira com grade bipartida com novos contornos e porção inferior do parachoque redesenhada para abrigar os leds da iluminação diurna, destaque mais perceptível da nova linha.

A versão LT automática tenta justificar o preço mais salgado do comparativo (R$ 78 090) com um rico
pacote de equipamentos. Só o Cruze tem os importantes controles de tração e estabilidade. Arcondicionado com ajuste automático de temperatura, retrovisor interno com escurecimento automático e sensor de chuva são outras amenidades exclusivas. É um pacote de respeito – e uma das maiores virtudes do carro.

O painel é o único com desenho sinuoso, com a porção central projetada. Mais do que um recurso de estilo, o formato interfere na habitabilidade, proporcionando aos ocupantes da frente a sensação de espaços definidos para cada um – o efeito duplo cockpit, como os designers da marca costumam falar. Na prática, dão ao Cruze uma ótima posição de dirigir.

Quanto à mecânica, tem motor com a mesma cilindrada do Corolla (1.8) e câmbio com igual número
de marchas do Jetta (seis). Na pista, também ficou na zona intermediária, com resultados abaixo do Toyota e acima do VW (veja quadro na pág. 70). Fora do asfalto liso da pista de testes, o Cruze se mostra um pouco mais sensível às ruas esburacadas da vida real. Nesse tipo de ambiente, reclama mais ainda quem viaja atrás.

O porta-malas com 450 litros leva o equivalente a uma mala grande (60 litros) a menos que o do Jetta.

1º Toyota Corolla GLi 1.8 16V
Barato de ter e de manter, sedã anda bem e tem os menores custos de seguro (R$ 2 468) e revisões até 60 000 km (R$ 2 456). Mas poderia ser mais equipado

Os rivais surgem e se reinventam de olho no segmento em que o Corolla é rei, mas o radar ainda não detecta ninguém com atributos suficientes para tirar dele o trono dos sedãs médios de entrada. Aqui, como no ranking de vendas, ele reforça sua supremacia. Sua principal arma é o custo-benefício. Custa o mesmo que o Jetta e bem menos que o Cruze – e anda melhor que os dois.

Verdade que o Toyota é um sedã espartano: a versão considerada para o comparativo é a GLi com bancos de tecido. A com couro, como a que foi cedida para fotos, sai por R$ 75 600 e acrescenta ainda banco traseiro bipartido e com apoio de braço rebatível, som com entradas USB e comandos
no volante e rodas de liga leve.

No campo da segurança, o representante da Toyota tem seus altos e baixos. Sai de série com airbags frontais, laterais e de joelho (para o motorista), mas não oferece controles de estabilidade e tração nem na versão topo de linha Altis, de R$ 99 990.

Ao volante, o Corolla supera a concorrência com folga. Seu motor 1.8 surpreendeu até mesmo a nós, que estamos acostumados ao nosso Corolla XEi 2.0 da frota de Longa Duração. Na pista, o 1.8 mostrou desempenho e consumo muito próximos dos do 2.0. Chegou, curiosamente, a realizar a prova de 0 a 100 km/h com tempo médio ligeiramente melhor: 10,1 segundos, ante 10,3. Todos os números se referem a unidades cedidas para teste pela fábrica e avaliadas com 100% de gasolina.

Com piso plano à frente da posição central do banco traseiro – uma boa sacada copiada do arquirrival Civic -, o Corolla é a melhor opção para quem sempre viaja com a família.


AVALIAÇÃO DO EDITOR

 

MOTOR E CÂMBIO
Os motores de Corolla e Cruze não são a última palavra em tecnologia automotiva. Por exemplo, não têm a injeção direta de combustível do Focus 2.0 nem turbo. Ainda assim, estão anos-luz à frente do ultrapassado 2.0 8V do Jetta.

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DIRIGIBILIDADE
O Jetta carece mesmo de um powertrain (conjunto de motor e câmbio) que não faça o motorista passar raiva nas ultrapassagens e acelerações. Mas, para quem aprecia uma tocada esportiva, a suspensão é a mais bem-calibrada.

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SEGURANÇA
Controles de estabilidade e tração são exclusividades do Cruze. No Corolla, a exclusividade fica por conta do airbag para o joelho do motorista. O Jetta, assim como o Cruze, oferece bolsas infláveis frontais e laterais.

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SEU BOLSO
Os custos pós-compra do Corolla são imbatíveis. Por R$ 2 468, suas revisões até 60 000 km são 34% mais baratas do que as do Cruze (R$ 3 728) e 37% do que as do Jetta (R$ 3 887). O seguro de um Jetta assusta: R$ 5 662, quase 130% mais que o
do Corolla, por R$ 2 468.

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CONTEÚDO
Eis o único ponto em que o Corolla perde. Para não ultrapassar a barreira dos R$ 70 000, a Toyota apertou o cinto pra valer: é até estranho ver um Corolla com rodas de aço e calotas e banco traseiro com encosto inteiriço por dentro. O Jetta tem rádio e sensor de estacionamento dianteiro e traseiro.

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VIDA A BORDO
Cada um tem seus destaques positivos. O piso plano traseiro do Corolla premia a família com muito espaço, o ar-condicionado automático do Cruze evita o liga e desliga manual do compressor e o ótimo acesso aos comandos e ajustes do Jetta garantem uma viagem confortável ao motorista.

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QUALIDADE
A qualidade de montagem de carroceria e elementos da cabine é equivalente nos três modelos. Jetta e Corolla têm discreta vantagem sobre o Cruze na seleção dos materiais, com aparência e toque que denotam um pouco mais de refinamento. No entanto, a pintura do Chevrolet é a mais livre de imperfeições.

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VEREDICTO

O consumidor de sedã médio costuma ser mais racional que os demais. Confortável, espaçoso, confiável e com bom desempenho, o Corolla está no topo do segmento por entender melhor as expectativas e as possibilidades de seu público. A rede competente e com preços justos é outro ponto forte.

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Falhas elétrica no Cruze automático

Donos relatam riscos ao deixar o carro estacionado

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O padrão do mercado hoje para um carro automático é permitir que o motorista só retire a chave do contato quanto a alavanca estiver na posição P (parking). Esse procedimento garante que o veículo estará sempre engrenado e, portanto, imobilizado mesmo quando estiver estacionado em ladeiras. Um modelo que não tem seguido esse padrão é o Chevrolet Cruze LT, hatch ou sedã, que tem recebido críticas de seus proprietários, tanto pelo risco de poder deixar o sedã estacionado sem o câmbio na posição P como por possíveis falhas no freio de estacionamento.

Um desses proprietários é o arquiteto Edmilson Baréia, de Barretos (SP). “Um dia estacionei meu Cruze com o câmbio na posição D. Após 7 minutos, o veículo começou a descer a garagem, que é quase plana, arrebentou o portão, atravessou a rua e quebrou o portão da casa em frente à minha”, diz. “Já que o câmbio está na posição D [Drive], o Cruze deveria estar engatado. O carro deixou que eu tirasse a chave do contato”, diz Edmilson.

Problema semelhante teve a advogada Nádia Furlan Masculli, de Valinhos (SP). “Parei em uma ladeira perto do meu escritório. Uma hora depois me chamaram dizendo que ele havia descido a rua e batido na árvore. Quando cheguei ao local, o freio de mão estava acionado e o câmbio em D. Como o carro andou de ré com o câmbio engatado em D?”

Relatos como os de Edmilson e Nádia já começam a virar motivo de preocupação para alguns proprietários de Cruze. “Depois de ter lido sobre casos de acidentes, passei a ficar com medo de o freio de mão não segurar o carro”, diz Thiago Gomes, de São Paulo.

O mais curioso, no entanto, é que o problema não afetaria a versão LTZ, topo de linha, mas atingiria também os modelos Onix, Sonic e Cobalt. Solicitamos a análise de um Cruze LT 2012 automático para a empresa Brasilautomático, centro técnico em São Paulo especializado em transmissões automáticas, que detectou dois problemas com o sistema. “O primeiro é que a chave pode ser retirada do contato ao se desligar o veículo, com a alavanca de seleção de marchas em qualquer posição. Normalmente, os veículos com transmissão automática só liberam a retirada da chave da ignição com a alavanca na posição P”, diz o laudo técnico da empresa.

Outro problema verificado foi que o sedã não permanece imobilizado pelo câmbio quando a alavanca está em outra posição que não seja a P. “Acreditamos que seja resultado de um sistema que equipa esse veículo que põe a transmissão em Neutro, mesmo com a alavanca em outra posição, caso o carro esteja parado.”

Fotos Chevrolet Cruze Sport6 Hatch – Preço R$ 64.900


Cruze Sport6 chega para brigar especialmente com o sul-coreano Hyundai i30 e o arquirrival Ford Focus hatch

A General Motors do Brasil enfim lançou, nesta segunda-feira (9), o Chevrolet Cruze Sport6, versão hatch do sedã médio vendido no país desde outubro de 2011. Substituto do Vectra GT, o modelo chega nas configurações LT e LTZ, com preços que partem de R$ 64.900 (manual) e atingem R$ 79.400 (automático). Ambos os câmbios possuem seis marchas e, por enquanto, o Cruze hatch usará apenas o motor 1.8 litro Ecotec flex.

Para tornar o Cruze Sport6 competitivo no segmento, a GM recheou a lista de equipamentos. Desde a versão LT há airbags frontais e laterais dianteiros, ABS, direção elétrica, ar-condicionado de duas zonas, controle de estabilidade (ESP), entre outros. A LTZ também está disponível com transmissão manual, e adicionalmente recebeu itens como teto solar, botão start-stop, airbag de cortina e GPS integrado no painel (tela de sete polegadas). Uma das funções do GPS é informar automaticamente a localização de postos quando a autonomia de combustível baixa para cerca de 40 km.

Teste do Cruze Sport6

A denominação Sport6 pode insinuar que o novo Cruze tem um coração mais esportivo. A traseira de hatchback normalmente está associada a isso. As saias laterais e a extensão do para-choque frontal reforçam a ideia. No entanto, o Cruze Sport6 (o seis refere-se ao número de marchas, tanto no câmbio manual como no automático) busca atrair jovens que buscam apelo esportivo não no desempenho, mas no visual. O motor Ecotec 1.8 16V (144 cv com etanol e 140 com gasolina) é o mesmo do sedã, assim como o câmbio, acerto da suspensão, etc.

Cruze Sport6 por enquanto é equipado apenas com o novo motor 1.8 Ecotec de 144 cv de potência (etanol)

Testado no campo de provas da Cruz Alta, em Indaiatuba (SP), o modelo mostrou bom comportamento. Da mesma forma como o modelo de três volumes, o hatch é rápido, dócil no comportamento e confortável para motorista e passageiros.

A principal diferença é a traseira mais curta. O hatch é 9 cm mais curto que o sedã (4,51 m), o que compromenteu um pouco a capacidade de carga. No novo modelo, o porta-malas abriga 402 litros (450 l no sedã). A distância entre-eixos, porém, foi mantida em 2,68 m, preservando o espaço no banco traseiro.

No teste, o hatch apresentou desempenho rigorosamente igual ao do sedã. Isso porque, embora a nova versão de carroceira seja ligeiramente mais leve que a do sedã (não chega a dois quilos, de acordo com Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia), a aerodinâmica é bem pior. Enquanto o sedã tem coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,31, no hatchback o índice sobe para 0,35. Isso ocorre porque nos hatchbacks há maior turbulência na traseira, o que prejudica um pouco a performance. De qualquer forma, é um sintoma que só se manifesta em velocidades mais alta, e que no dia a dia não fará diferença.

No hatch, coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,31 para 0,35

Na pista, o Cruze hatch manual fez 0 a 100 km/h em 11,1 segundos, empatando com o sedã. Com transmissão automática, também houve empate técnico: 11,2 s no sedã e 11,3 s no hatch. As duas versões de câmbio mostraram bom comportamento no campo de provas da GM. As respostas são boas, e o comportamento da carroceria é similar ao do sedã. Ao contrário do que se poderia supor, a Chevrolet buscou o mesmo comportamento de suspensão do sedã, e não um acerto mais firme. Mas o fato é que o Cruze sedã já oferece um bom compromisso entre conforto e estabilidade. A inclinação da suspensão é moderada nas curvas, e o carro não pula muito quando passa por pisos irregulares. Os pneus são da coreana Kumho (225/50 R17).

Para dar aspecto esportivo, GM escolheu tons escuros para o interior do Cruze hatch (sedã usa tons de pastel)

Em relação ao sedã, as diferenças visuais ficam por conta das rodas (também aro 17) com desenho próprio. Além disso, os faróis de neblina receberam molduras cromadas e a entrada de ar inferior perdeu a barra central. Internamente, o revestimento emprega cores escuras, mais de acordo com a proposta esportiva.

Confira abaixo os preços (por versão) do novo Chevrolet Cruze Sport6:

LT Manual – R$ 64.900
LT Automático – R$ 69.900
LTZ Manual – R$ 77.400
LTZ Automático – R$ 79.400