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O muscle car está mais invocado e ganhou novo motor turbinado

Olha só quem passou por uma bela repaginada. O Chevrolet Camaro acaba de ser atualizado nos Estados Unidos e, quem diria, o modelo ficou a cara da última versão do personagem Bumblebee, da franquia Transformers. Ainda mais invocado, o muscle car exibe um novo conjunto de faróis e para-choques, mas o destaque é o novo formato da grade, que se converte em uma peça única e ocupa grande parte da dianteira com suas grandes saídas de ar. O capô também parece ter ganhado um desenho mais cheio e as lanternas de LED foram redesenhadas e agora são formadas por dois elementos.

Segundo a Chevrolet, o modelo pode receber elementos exclusivos, dependendo da versão. O Camaro RS e SS, por exemplo, ganham um difusor específico, bem como rodas exclusivas de 20 polegadas.

Mas o “tapinha” não foi apenas no visual. O Camaro 2019 também ganhou novidades mecânicas. Além de melhorias na suspensão para oferecer melhor distribuição de peso, o modelo é oferecido com um novo motor 2.0 turbo (1LE), capaz de despejar 278 cv de potência e 40,7 kgfm. Esse motor vem sempre combinado exclusivamente a um  câmbio manual de seis marchas.

Por falar em transmissão, a versão SS, que manteve o motor V8 de 461 cv, adotou um novo câmbio automático de dez velocidades, o mesmo usado pelo….Ford Mustang.

Dentro da cabine, a principal novidade foi a adoção da nova geração do sistema Infotainment 3, que é oferecido com tela sensível ao toque de sete polegadas. Segundo a Chevrolet, o sistema permite maior personalização e uma interface mais amigável. Quem quiser uma central maior, pode optar por uma tela de oito polegadas, vendida à parte e equipada com sistema de navegação.

O pacote de segurança do carro também ganhou melhorias. O modelo ganhou uma câmera de ré integrada ao retrovisor. Ela ganhou uma visão mais abrangente e ótima qualidade de imagem. Há também um sistema de alerta de colisão.

Projeto baseado no Camaro ZL1 foi levado ao dinamômetro e despejou 972 cv nas rodas

O Dodge Demon assombrou o mundo dos muscle cars com seus 851 cv e 106,4 mkgf de torque máximo. Mas, se depender da Hennessey, o modelo já está fadado a comer poeira. Em abril, a preparadora norte-americana realizou diversas alterações no Camaro ZL1 (incluindo a adoção de um novo turbocompressor) para levá-lo a espantosos 1.013 cv.

Até o nome escolhido para sua nova criação soa como uma provocação à Dodge: The Exorcist – ou “O Exorcista”, em bom português.

Diversas modificações foram realizadas no motor V8 LT4 de 6,2 litros que equipa o ZL1. O supercharger e o intercooler, por exemplo, tiveram fluxo de ar aumentado e agora são capazes de gerar 14 psi de pressão. Cabeçotes, cilindros, virabrequim, coletores e central eletrônica também foram modificados, resultando nos 1.013 cv supracitados e torque máximo de 133,5 mkgf a 4.400 rpm, disponíveis tanto para a versão com câmbio manual de seis marchas como para a automática de dez velocidades.

O número mais impressionante, no entanto, surgiu nesta semana: levado a um dinamômetro de rolo, o Exorcist despejou 959 hp (o equivalente a 972 cavalos) nas rodas, indicando que o motor certamente entrega mais do que os 1.013 cv informados pela Hennessey.

À esta altura, você está querendo saber o preço. E ele não é barato: o carro pronto custa mais do que o valor estimado pelo Demon – abaixo de US$ 100 mil, segundo a Dodge.

Entretanto, quem já tiver um ZL1 pode transformá-lo em um “exorcista” mediante módicos US$ 55.000. Caso o veículo seja automático, ainda será necessário desembolsar mais US$ 9.950 para assegurar que a transmissão suporte tanta potência sem quebrar. Pelo menos a preparadora oferece uma garantia de dois anos ou 24 mil milhas percorridas – seja nas estradas ou em pistas de arrancada.

Novo Chevrolet Camaro

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O Camaro é um ícone da indústria americana. Desde o seu lançamento, nos anos 60, até hoje, seis gerações depois, ele tem uma grande legião de fãs nos Estados Unidos. Agora, a GM quer usar essa fama para reforçar a imagem da Chevrolet nos mercados internacionais. Dentro de sua estratégia de marketing, a GM elegeu a Chevrolet como marca mundial do grupo, enquanto Opel (Alemanha), Vauxhall (Reino Unido), e Buick (EUA e China), entre outras, ficam com os mercados regionais. E o Camaro tem a missão de associar esportividade à marca da gravatinha.

Para atingir o objetivo, o Camaro precisou mudar sua receita de sucesso, no entanto. Ele teve de abrir mão de algumas das características que agradavam aos consumidores americanos para se adequar a um gosto mais global. Em poucas palavras, ele passou a permitir maior interatividade entre o motorista e a via, coisa que ficava em segundo plano nos projetos anteriores, onde o desempenho era tão importante quanto o conforto.

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Nós não precisamos de muito tempo para notar as diferentes calibragens do novo Camaro em relação às de seu antecessor. Já nos primeiros quilômetros, sentimos a direção mais direta e a suspensão mais sensível. Em alguns momentos, o Camaro fez lembrar o Corvette, esportivo que também se tornou mais bravo e agressivo nas duas últimas gerações.

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Visualmente, o Camaro manteve sua essência. Mas até aí houve mudanças. Por fora, as linhas de cintura e de teto são as mesmas. Os vincos do capô, porém, foram acentuados para deixar o carro mais musculoso. Na dianteira, grade, faróis e para-choques são novos. E no lugar dos faróis de neblina entraram luzes diurnas com leds. Na traseira, lanternas, para- choque e aerofólio foram alterados. O berço da placa, que era retangular, agora é trapezoidal. Por dentro, os designers se desobrigaram de encaixar mostradores redondos em molduras quadradas, como mandava a tradição. Os instrumentos ficaram todos reunidos em uma tela digital e no console inferior, onde antes havia quatro mostradores (pressão do óleo, temperatura do óleo, voltagem da bateria e temperatura do óleo da transmissão), surgiram duas saídas de ar redondas. Fazer muitas referências ao passado foi mais importante na geração anterior que relançou o Camaro (a quarta geração saiu de linha em 2002 e a quinta só chegou em 2010).

CÂMBIO MANUAL

Indo mais fundo nas mudanças, descobre-se que o Camaro tem nova arquitetura. Sai de cena a plataforma Z, que estreou no sedã australiano Holden Commodore em 2006, entra a Alpha, que chegou a bordo do Cadillac ATS, em 2013. Essa troca trouxe como benefício a redução de peso em 60 kg, considerando a estrutura, ou em até 90 kg com o carro inteiramente montado, dependendo da versão. Além disso, a rigidez torcional da carroceria aumentou em 28%, segundo a fábrica. Na prática, isso melhorou a segurança, o rendimento e a dirigibilidade do modelo.

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A nova arquitetura é menor que a antiga, em todas as dimensões. O comprimento foi a medida que mais encolheu: 5,2 cm. Na distância entre-eixos a redução foi de 4,1 cm. Mas o espaço interno não diminuiu, aparentemente. Talvez, no banco de trás, tenha ficado mais apertado. Como o Camaro é um cupê 2+2, no entanto, esse é um lugar onde nunca houve muito espaço.

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Nos Estados Unidos, o Camaro tem três opções de motor: 2.0, de 279 cv; 3.6 V6, de 340 cv; e 6.2 V8, de 460 cv, com a possibilidade de virem com câmbio manual de seis marchas ou automático de oito. Outro sinal dos tempos: motor 2.0 de quatro cilindros e câmbio manual é um conjunto mecânico típico de carro europeu. Em nossa avaliação dirigimos as versões V6, embora o carro das fotos seja o V8. Além do motor, e de alguns recursos exclusivos da versão top de linha, como a opção de amortecedores magneto-reológicos e de um sistema eletrônico Drive Mode Selector, que ajusta as respostas do acelerador, da transmissão e da suspensão, aparentemente não há diferença de acabamento e conteúdo entre as versões V8 (SS) e V6 (RT).

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As duas têm central multimídia, rodas de liga, seis airbags e ESP, entre outros equipamentos. Os bancos são de couro, em duas cores, e o painel tem material emborrachado e detalhes em plástico cromado. Todos materiais têm boa qualidade percebida, com exceção do plástico liso usado nas soleiras das portas e também nas laterais da traseira da cabine. Sem textura, essas peças parecem componentes usados em protótipos como moldes.

Oficialmente o Camaro ainda não tem data para chegar ao Brasil. Mas o mais provável é que o desembarque seja no final de 2016. Ele deve ser um dos destaques da Chevrolet no Salão do Automóvel de São Paulo, que acontecerá em outubro.

VEREDICTO

Com mudanças milimetricamente calculadas no design, o novo Camaro manteve o carisma de sempre, ao mesmo tempo que evoluiu muito, principalmente no comportamento dinâmico.

 FICHA TÉCNICA

Motor: bloco de alumínio, dianteiro, VVT, injeção direta. 2.0 Turbo (279 cv, 41 mkgf), V6 3.6 (340 cv, 39 mkgf) e V8 6.2 (460 cv, 63 mkgf)
Potência: Potência:
Câmbio: automático, 8 marchas/ manual, seis marchas/ traseira
Dimensões: comprimento, 478,4 cm; altura, 134,8 cm; largura, 189,7 cm; entreeixos, 281,1 cm
Tanque: 70 litros
Suspensão dianteira: McPherson
Suspensão traseira: multilink
Freios: discos vent. nas 4 rodas
Direção: elétrica
Pneus: 275/45 R21
Equipamentos: airbags, ESP, central multimídia, GPS, OnStar, luzes de posição led, rodas de liga-leve e volante multifuncional.

Modelo Chevrolet Camaro 2016 conversível chega às lojas, nos Estados Unidos, no início do ano que vem

foto-imagem-camaro-2016A Chevrolet revelou nesta quarta-feira (24) a versão conversível do seu Camaro 2016. O modelo, que é 100 kg mais leve do que o seu antecessor, usa um sistema eletro-hidráulico para abrir e fechar a sua capota, que pode ser acionada com o carro em movimento até 48 km/h, e deve chegar às concessionárias da marca norte-americana no início do ano que vem.foto-imagem-camaro-2016Segundo a Chevrolet, o carro mantém perfil esportivo e muito parecido ao cupê mesmo com a capota, que conta ainda com isolamento acústico e térmico para garantir o conforto dos seus ocupantes nos locais mais frios, como o norte do país. O teto pode ser acionado direto da chave do veículo e, quando guardado, é protegido por uma capa rígida.Os motores são os mesmos da versão cupê, ou seja, um bloco 2.0 turbo de 278 cv e 40,79 mkgf de torque de entrada e, como opção intermediária, um 3.6 V6 com desempenho de 339 cv e 39,26 mkgf de torque. No topo, a versão SS vem com um V8 6.2 litros de 461 cv e 62,92 mkgf de torque. O preço do modelo não foi anunciado.

Esportivo Dodge concorreria com Chevrolet Camaro

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A Dodge esconde o jogo a todo custo, mas são cada vez maiores as chances de o Challenger finalmente chegar ao Brasil. A importação do esportivo vem sido especulada há quase cinco anos, especialmente após a decisão da Chevrolet de lançar o Camaro no mercado brasileiro em 2010. No entanto, só agora é que o modelo deve desembarcar no país.

O grupo Fiat Chrysler estaria prestes a adquirir unidades do modelo, possivelmente para realizar testes de homologação. Ainda não se sabe quais versões do Challenger poderiam ser vendidas no Brasil, embora a configuração R/T, equipada com um motor 5.7 V8 HEMI, seria a mais apropriada para rivalizar com o Camaro SS V8 no mercado brasileiro.

Outros lançamentos para o Brasil também estão nos planos do grupo FCA. O novo Dodge Durango chega até o fim do primeiro trimestre deste ano, provavelmente até fevereiro. Na mesma época também desembarcam duas novas versões do Cherokee: a opção de entrada Laredo e a top Trailhawk. Já o trimestre seguinte guarda a chegada da reestilização do Chrysler 300 estrear no país, preparando terreno para a aguardada estreia do Jeep Renegade, primeiro modelo da marca fabricado no Brasil.

Testando óculos google glass em carro camaro conversível no brasil

foto-imagem-dirigimos-usando-o-google-glassO Google Glass ainda nem chegou ao mercado e já divide opiniões. Enquanto uns acreditam que ele pode ajudar motoristas, há quem diga que ele será mais um motivo de distração ao volante. Para esclarecer a polêmica, dirigimos por alguns dias com uma das poucas unidades dos óculos digitais que estão no Brasil para explicar como eles podem ajudar ou atrapalhar no trânsito.

Conectado ao seu celular, o Glass mostra informações como navegação por GPS, alertas de ligações e e-mails direto no seu olho. Uma pequena tela posicionada acima da sua linha de visão se acende sempre que você recebe uma notificação, o que pode representar o fim das telas multimídia dos carros.

Já a pequena câmera embutida na armação dos óculos dá conta de fazer fotos e gravar vídeos (como este que você assiste abaixo) em alta resolução. Diferente de outros aparelhos já popularizados, o Glass promete fazer imagens mais parecidas com as que o próprio motorista enxerga.

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Camaro ganha versão conversível

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Motivada pelo bom desempenho de vendas da versão cupê no Brasil, a Chevrolet passa a vender por aqui a inédita versão conversível do Camaro por R$ 239.900. O motor, no entanto, continua o mesmo da versão cupê, que segue sendo vendida por R$ 222.096.

O Camaro conversível passou por poucas modificações visuais, sendo a capota retrátil a principal delas. Feita de lona, a estrutura tem acionamento elétrico que leva cerca de 20 segundos para concluir o movimento. A peça é revestida com espuma acústica e tem um vidro térmico acoplado. Segundo representantes da montadora, o nível interno de ruídos é o mesmo em ambas as versões.

Para rebater a capota, é necessário que o câmbio automático esteja na posição “P” e os passageiros precisam destravar a peça por uma alavanca no teto antes de começar a operação. O acionamento elétrico é feito por um botão posicionado próximo ao espelho retrovisor central. O procedimento é semelhante para fechar a capota novamente, mas a alavanca que trava a peça no lugar correto tem acionamento duro.

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Fabricada no Canadá, a versão conversível é feita a partir da última reestilização do cupê, com novo desenho da dianteira e dos faróis, além de rodas de 20 polegadas e pneus traseiros mais largos. O único diferencial exclusivo da versão conversível é a antena tipo tubarão posicionada na tampa do porta-malas. Porém, foram feitas mudanças estruturais no veículo por conta da diminuição na estrutura.

Debaixo do motor, a nova versão segue equipada com o motor Small Block V8 6.2 de 406 cavalos de potência a 5.900 rpm, 56,7 kgfm de torque a 4.600 giros e tração traseira. No entanto, segue sendo oferecida no Brasil somente a opção de câmbio automático de seis velocidades, com sistema de troca de marchas por aletas atrás do volante. Segundo a Chevrolet, o Camaro conversível tem velocidade máxima limitada em 250 km/h e acelera a 100 km/h em 4,8 segundos.

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Assim como no cupê, o motorista conta com tecnologia de projeção de informações de desempenho do carro no para-brisas (head up display), sistema multimídia MyLink, com tela sensível ao toque e reconhecimento de voz, Bluetooth, câmera de ré e sistema de som com alto-falantes de alta definição e subwoofer no centro do banco traseiro. Os bancos são revestidos em couro, contam com ajuste elétrico de posição e sistema de aquecimento para os passageiros dianteiros.

A princípio, o Camaro conversível será vendido somente nas cores preto, branco, cinza e amarelo, mas a própria Chevrolet garante que “há total possibilidade de aumentar a oferta de cores”.

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Da beleza das ruas ao pace car da Fórmula Indy 500

Camaro Z/28 

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O Chevrolet Corvette Stingray passou o bastão de pace car da Fórmula Indy 500 para o invocado primo Camaro Z/28, que aceitou o compromisso de conduzir a toada no início da prova no dia 25 de maio, nos Estados Unidos. O Camaro já executou a função de carro-madrinha oito vezes na história da competição, que completa 98 edições em 2014.

Dessa vez, a fera será conduzida por Dario Franchitti, tricampeão que, no ano passado, foi obrigado a parar de competir após sofrer um grave acidente no fim da temporada.

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Os últimos 10 pace cars e seus pilotos convidados
2003 Chevrolet SSR – Herb Fishel
2004 Chevrolet Corvette C5 – Morgan Freeman
2005 Chevrolet Corvette C6 – Gen. Colin Powell
2006 Chevrolet Corvette Z06 – Lance Armstrong
2007 Chevrolet Corvette Convertible – Patrick Dempsey
2008 Chevrolet Corvette Z06 E85 – Emerson Fittipaldi
2009 Chevrolet Camaro – Josh Duhamel
2010 Chevrolet Camaro SS – Robin Roberts
2011 Chevrolet Camaro Convertible – A.J. Foyt
2012 Chevrolet Corvette ZR1 – Guy Fieri
2013 Corvette Stingray – Jim Harbaugh

Assim como Franchitti não perdeu o entusiasmo de acelerar, o Z/28 ainda preserva o DNA de competição da primeira versão, lançada em 1967.  Equipado com um poderoso motor 7.0 V8 aspirado de 512 cv de potência e brutais 66,49 kgfm de torque, ele já chegou a bater o tempo de superesportivos como o Porsche 911 Carrera S e o Lamborghini Murciélago em Nürburgring, na Alemanha, completando o circuito de 22 km em 7:37:47. Além disso, segundo a GM, o muscle car é o modelo com melhor capacidade de tração já construído pela marca.

Dito tudo isso, mesmo que a dupla participe especialmente para abrilhantar a apresentação dos competidores, Camaro Z/28 e Franchitti garantirão um pouquinho mais de emoção nas 500 Milhas de Indianápolis deste ano, não?

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Nova versão chevrolet caramo SS encara shelby GT 500

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Recém-chegado ao Brasil, o novo Camaro SS nem quis esperar a estreia da nova geração do Mustang – aguardada para 2014. Todo cheio de marra com o visual renovado, quis botar banca e convocou a versão GT do esportivo para a briga. Mas como a Ford não traz o carro oficialmente ao Brasil – pelo menos por enquanto –, quem atendeu ao chamado foi o irmão anabolizado Mustang Shelby GT 500, que andava meio entendiado, exposto no showroom de uma importadora na avenida Pacaembu, em São Paulo.

Por essa o Camaro não esperava. Ficou doce, doce. Não estava nos planos confrontar a versão mais extrema do adversário – um conversível preparado de fábrica, com fama de possuir temperamento irascível e dono de um coração V8 “peludo”, de 671cv. Diante do rival implacável, o cupê da GM até cogitou pedir uma forcinha ao irmão ZL1 – os 580 cv extraídos de seu 6.2 V8 supercharged viriam bem a calhar. Mas como a versão não é oferecida pela marca no país, o jeito foi sustentar a pose de bad boy. Acirrou ou olhos e encheu os pulmões, na esperança de inflar os músculos e, quem sabe, desestabilizar o oponente.

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Mais longo, o Camaro tentou ao menos intimidar. A estratégia, no entanto, não surtiu efeito. Em termos de porte físico, o Mustang é mais largo e parrudo. Mas isso não era uma novidade para o desafiante, já que o modelo com a insígnia da cobra compartilha da mesma estatura e porte do irmão como símbolo do cavalo. A preocupação do Camaro era outra, escondida debaixo do capô: um bloco de alumínio 5.8 V8, com compressor mecânico.

O Camaro tentou ganhar no grito, fez seu 6.2 V8 de 406 cv rosnar alto. O som borbulhante impunha presença. O 500 GT entendeu como provocação e retrucou. Abriu a capota e deu uma amostra de seu poder de fogo. Emitiu um som áspero, quase bestial. Diferente do Camaro e mesmo do irmão GT, o GT 500 é uma fera sobre rodas, nascida para as pistas. Vai a 100 km/h em menos de 4 segundos. Com brutais 87,2 kgfm combinados ao câmbio manual de seis marchas Tremec, é difícil domá-lo no circuito urbano. Na Marginal Tietê, na capital paulista, onde o limite é de 90 km/h, ele se mostrava inquieto. Aos 70 km/h da pista local, nem se fala. A essa velocidade nem mesmo era necessário engatar uma terceira marcha.

Já o Camaro, com câmbio automático, apesar da ânsia por maior liberdade (do carro e do motorista), se mostrou mais civilizado. É um esportivo que roda macio e entrega algum conforto. Mérito da suspensão independente multilink nas quatro rodas e dos rodões de 20 polegadas, calçados com pneus 245/45 na frente e 275/40 atrás. É de condução dócil até o momento em que se desliga o controle de tração, permitindo ao carro dar vazão aos seus instintos mais selvagens.

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No interior, ambos são sóbrios; contam com bancos tipo concha, bem envolventes (Recaro no caso do Mustang), além de sistemas multimídia com funções de navegação, comunicação e entretenimento. Em termos de tecnologia, o Camaro leva pequena vantagem, mesmo sobre a versão topo de linha do Mustang, que não conta com o sistema head-up display que projeta a velocidade no para-brisa. Falta ao ponycar da Ford até ajuste elétrico no banco, por pura opção de se manter fiel às origens. Mas isso não aplacou o ímpeto do GT 500, que continuou peitando o Camaro. Para o muscle car da GM, restava uma saída diplomática, em vez do confronto direto.

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Guardadas as devidas proporções, ambos têm muito em comum, mesmo quando comparamos versões tão díspares em termos de potência e desempenho. Para começar, os dois seguem à risca a cartilha dos musclecars e, ao lado do Dodge Chalenger, formam a trinca dos altos representantes da escola americana de esportivos. Além disso, tanto o Mustang quanto o Camaro conservam características dos antecessores clássicos. Basta reparar no longo capô, a traseira curta, o porte robusto e o formato dos faróis. Um paralelo que contribui para reforçar o caráter mítico de ambos.

Vale lembrar também que, apesar da rivalidade de quase 50 anos, eles compartilham vários ingredientes, como muita força bruta, nervosos motores V8, tração traseira e freios de alto desempenho – no caso, Brembo. Se esse empate técnico não for o suficiente para o desafiante Camaro sair satisfeito, não tem problema. A próxima geração do Mustang está chegando por aí. E a exemplo dos novos Fiesta e Fusion, será um projeto global. E o melhor: a Ford já confirmou que trará oficialmente o carro para cá em 2015. O cupê da GM terá uma revanche mais justa, e será muito em breve.

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Camaro mostra novo modelo conversível no salão de Frankfurt

foto-imagem-Chevrolet-Camaro-ZL1-Conversivel-2013-01A General Motors comunicou hoje (21) que apresentará a versão reestilizada do Camaro conversível no Salão de Frankfurt, Alemanha, em setembro. Além das alterações na frente e na traseira, o modelo oferece uma nova cor do display do painel e o sistema multimídia MyLink, com tela touch screen.

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Tanto o conversível quanto o cupê – que também estará no salão – trazem sob o capô o motor V8 6.2 de 431 cavalos de potência com câmbio manual de seis marchas. Para chegar a 100 km/h, a versão sem capota leva 5,4 segundos e a coberta, 5,2.

Os dois Camaros começarão a ser vendidos no fim de 2013, na Europa. Os preços do cupê partem de US$ 53.500,00 (o equivalente a cerca de R$ 128 mil) e os do conversível, de US$ 60.300,00 (aproximadamente R$ 145 mil).

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