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Carros por assinatura – Locadoras ‘turbinam’ vendas de veículos, viram rivais de concessionárias e mudam jeito de ter carro

Além de revender usados, empresas conquistam espaço com aluguéis de longo prazo de veículos zero. Veja o que pensa quem aderiu ao carro por assinatura e como saber se vale a pena.

Começar todo ano com carro novo é um desejo que “cabe” em poucos bolsos. Mas novos jeitos de se ter carro, que não a tradicional compra na concessionária, estão tornando isso mais possível.

São aluguéis por prazos mais longos de veículos zero quilômetro comprados direto — e com desconto — das montadoras pelas locadoras. É o chamado carro por assinatura.

Com mais esse serviço, além de terem se tornado rivais das revendedoras de usados, abrindo lojas para negociar carros que saem da frota, as locadoras agora disputam clientes com as concessionárias.

A força é tão grande que as vendas feitas pelas montadoras direto para empresas, entre elas as locadoras, representam quase metade do total de emplacamentos de carros no ano passado no Brasil, o maior percentual histórico.

Como saber se vale a pena

Se você está pensando em aderir ao carro por assinatura, é importante deixar claro que cada caso exige um cálculo: o quanto você tem para investir em um veículo e a sua necessidade de uso, por exemplo, são itens que devem ser levados em conta.

O primeiro passo é calcular o custo de propriedade, isto é, tudo o que envolve ter um carro em seu nome, para depois comparar com os planos oferecidos pelas locadoras.

Tenha em mãos:

  1. valor do veículo (à vista ou financiado), considerando a versão desejada — para saber, consulte as seções “monte seu carro” nos sites das marcas;
  2. custos com documentação (primeiro licenciamento) e emplacamento, que podem ser obtido nos sites dos Detrans;
  3. valor do IPVA, que pode ser consultado no site das secretarias estaduais da Fazenda;
  4. valor do seguro (peça uma cotação de acordo com seu perfil);
  5. valor das manutenções do veículo, que pode ser conferido no site das fabricantes;
  6. depreciação média do veículo usado.

O G1 calculou o custo de compra, propriedade e depreciação de 3 veículos de categorias diferentes disponíveis nas principais locadoras do país.

Foram considerados valores de tributos do Estado de São Paulo, seguros para um morador da capital paulista, cotados pela Minuto Seguros, manutenções de acordo com os valores divulgados pela fabricantes, depreciação segundo os dados da Agência AutoInforme e financiamento pelo banco Bradesco, com simulações com 30% de entrada, ou sem entrada, e pagamento em 24 meses.

Nos casos em que o valor da entrada pode ser aplicado, foi considerado o rendimento igual à taxa Selic, 4,25% ao ano.

Como a Localiza não possui planos de 2 anos, ela ficou de fora da simulação.

Segundo a professora dos MBA’s da Fundação Getúlio Vargas, Myrian Lund, nos casos em que o pagamento é feito à vista, ou com entrada, é preciso também considerar o retorno que o comprador teria, caso investisse o dinheiro.

Ela também ressalta que, quanto mais longo o financiamento, mais caro fica o veículo ao final do contrato. “Um carro locado pode ser mais próximo de ser vantajoso, principalmente para quem utiliza financiamento”, disse.

Outra questão alertada por Lund é o valor de revenda dos seminovos. “Pode haver variação. Quando se vende na concessionária, o valor é menor do que para particulares”, completou.

Também é preciso considerar questões que não podem ser monetizadas, caso do tempo gasto com as burocracias de emplacamento de um veículo, ou todos os trâmites na hora anunciar e vender o carro.

Como funciona

As principais locadoras do Brasil oferecem carros por assinatura; uma seguradora também tem o serviço (veja mais detalhes ao final da reportagem).

Funciona assim: ao fechar um contrato de pelo menos 30 dias, o cliente paga uma mensalidade e tem direito a um veículo zero quilômetro com seguro, manutenção e documentação inclusos. Há contratos de até 3 anos e meio.

Além de se livrar dos gastos com seguro, manutenção, documentação, emplacamento e tributos, não é preciso se preocupar com depreciação e ter trabalho para vender o veículo depois: basta devolver para a empresa.

O gerente financeiro Thiago Ferreira começou a usar o serviço quando se tornou motorista de aplicativo, outro nicho importante de clientes das locadoras. Mesmo quando parou, continuou alugando.

“Financeiramente, parece ser mais caro, mas, a longo prazo, é mais barato”, afirma Ferreira.

Ele escolheu um Jetta e está com o veículo há cerca de 10 meses, também pagando uma mensalidade de R$ 2,2 mil. Pretende trocar por um outro em breve. “O contrato permite que eu troque por um outro, novo”.

Por outro lado, é preciso levar em consideração que alguns serviços são pagos à parte. É o caso de incluir condutores adicionais.

O que diz quem aderiu

Esqueça a imagem de carro branco e popular: nos aluguéis a longo prazo, as locadoras contam até com modelos luxuosos, variedade de versões e de cores, assim como as concessionárias.

Quem abriu mão de ter um carro em seu nome diz que a vantagem está em deixar de arcar com gastos extras, como IPVA e seguro, além da possibilidade de trocar por um novo em um prazo determinado. Ou seja, ter sempre um carro zero nas mãos.

A principal desvantagem, citada por alguns dos entrevistados pelo G1, está no fato de que, desse modo, o automóvel deixa de ser um patrimônio que pode ser vendido em caso de necessidade.

O empresário Thales Cruz, de 26 anos, também optou alugar um Volkswagen Jetta por R$ 2,2 mil mensais depois de ficar descontente com o valor de revenda de seu último carro próprio, um Kia Cerato.

Para saber o que valia mais a pena, ele comparou o valor mensal do aluguel contra o das parcelas, caso comprasse um modelo idêntico financiado, sem dar entrada.

“Acho que estou economizando cerca de 20% com o carro por assinatura. Além disso, não teria como pagar um carro como esse”, diz Cruz.

Ele também considerou a desvalorização sofrida pelo veículo no período de 1 ano e o seguro, que, se fosse feito em um carro particular, ficaria caro para sua faixa de idade.

Para a economista Tijana Jankovi?, o que fez diferença foi a flexibilidade. Ela só usava o transporte por aplicativos, mas quis ter um carro depois de se tornar mãe, em julho. Entre financiar e alugar, ficou com a segunda opção e paga R$ 2,3 mil mensais por um Jeep Renegade.

“Praticamente temos um carro próprio, mas sem a dor de cabeça dos gastos relacionados. Também é conveniente, já que dois meses por ano passamos fora do Brasil. Aí devolvemos o carro, e, quando voltamos, alugamos outra vez”, diz Tijana.

Veja como operam as empresas de aluguel de longo prazo:

Localiza Mensal Flex

  • Onde? 598 lojas em mais de 390 cidades de 6 países.
  • Quanto custa? Os valores variam de região para região, já que o sistema de precificação da Localiza conta com um grande número de variáveis em sua composição. Preços mais baixos têm média de R$ 1.538 por mês, no contrato de 12 meses para um veículo econômico com ar-condicionado.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além de carro reserva, se a manutenção levar mais do que 4 horas.
  • Quais carros? Segundo a Localiza, são mais de 300 mil carros de 50 modelos diferentes.
    Quanto pode rodar por mês? 3.000, 4.000 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 365 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 21 anos de idade, 2 anos de habilitação e cartão de crédito com limite suficiente para pagamento antecipado.

Porto Seguro Carro Fácil

  • Onde? Estado de São Paulo e Grande Rio.
  • Quanto custa? A partir de R$ 999, no Plano Controle (válido por 12 meses com franquia de 500 km por mês). E a partir de R$ 1.189 no plano Convencional (de 12 a 24 meses).
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA, além do serviço de leva e traz para revisões do veículo.
  • Quais carros? Mais de 30 modelos, entre eles: HB20, Ka, Kwid, Polo, Virtus, Yaris, Kicks, T-Cross, Hilux, S10, C180 e XC40.
  • Quanto pode rodar por mês? 500 km por mês no controle e 1.000, 1.500, 2.000 ou 2.500 km por mês no convencional.
  • Por quanto tempo? 12, 18 ou 24 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 25 anos de idade, 2 anos de habilitação e uma garagem para guardar o veículo.

Unidas Livre

  • Onde? Todas as capitais do Brasil, São Paulo e outras cidades.
  • Quanto custa? A partir de R$ 889.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA. Opcionalmente, tem serviço de leva e traz para revisões do veículo e carros blindados.
  • Quais carros? Mais de 70 modelos diferentes.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? 12, 18, 24, 30, 36 ou 42 meses.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, CPF válido, carteira de motorista, enviar comprovante de residência e ter o crédito aprovado.

Movida Mensal Flex

  • Onde? Em 188 lojas em todos os estados do país.
  • Quanto custa? A partir de R$ 1.300, sem variação de local.
  • O que oferece? Seguro, manutenções preventivas, documentação, licenciamento e IPVA.
  • Quais carros? Mais de 120 modelos, considerando versões com motorizações e câmbios. Entre eles: Mobi, Onix, HB20, Argo, Prisma, Renegade, Compass, Strada, Corolla, Passat e Mercedes C 180.
  • Quanto pode rodar por mês? 1.000, 1.500, 2.000, 2.500, 3.000, 3.500, 4.000, 4.500 ou 5.000 km por mês.
  • Por quanto tempo? Contrato varia de 30 a 720 dias. Pode ser interrompido a qualquer momento.
  • Quem pode? Ter no mínimo 18 anos, habilitação e cartão de crédito com limite de R$ 700.

Fonte: G1

 

Descubra o que é real e entenda porque algumas crenças disseminadas no mercado são meras lendas urbanas

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Na hora de trocar de carro, sempre nos deparamos com diversas “verdades absolutas” que ecoam entre amigos e parentes, vendedores ou fóruns de internet – muita coisa, inclusive, acaba sendo transmitida de geração para geração. Mas… será que elas realmente são verdadeiras? Colocamos à prova alguns mitos tradicionais quando o assunto é compra de veículos.

1 – Veículos das cores branco, prata e preto são mais fáceis de vender
VERDADE – Modelos dessas cores são mesmo mais fáceis de vender, mas o motivo é mais simples do que você pode imaginar: a “pureza” desses tons.  “Não há variações, como preto claro. A cor prata também segue um padrão. Ou você gosta ou não gosta”, explica Amos Lee Harris Junior, CEO da Aval Consultoria, especializada no setor automotivo, que tira nossas dúvidas até o mito número 11. “Já as outras cores possuem muitas variações e geram discussão. Afinal, gosto não se discute. Por exemplo, o verde. Tem verde oliva, abacate, claro, escuro…”

2 – Carros de um “único dono” são mais valorizados
MITO – Há donos e donos. Se o primeiro proprietário do veículo não costumava ser zeloso com ele, não adianta nada que ele também tenha sido o único. Por isso, siga sempre as nossasrecomendações para avaliar um carro usado, ainda que o anúncio informe que se trata de um carro com único dono. Dependendo da maneira de dirigir, a forma como foi utilizado no dia a dia e a manutenção aplicada, pode ser até que um veículo com apenas um dono esteja em pior estado de conservação do que aquele que já passou por mais de um dono, se estes forem mais cuidadosos.

3 – Carro “de mulher” é mais valorizado, pois é mais bem cuidado
MITO – É fato, segundo as seguradoras, que as mulheres são mais cuidadosas ao dirigir, se expõe menos ao perigo, comentem menos infrações e se envolvem em menos acidentes. Mas, o raciocínio é o mesmo para os carros de único dono. Ou seja, nada disso garante, por exemplo, que as manutenções preventivas foram realizadas.

4 – Veículos sinistrados e recuperados têm menor valor de mercado
VERDADE – O negócio parece tentador, afinal, os preços são bem inferiores aos praticados pelo mercado. Mas a realidade que envolve a aquisição de um carro sinistrado é bem diferente, pois mesmo que tenha sido recuperado de forma excepcional e esteja em perfeito estado de conservação, ele não retoma sua originalidade. Os sinistros são registrados pelas seguradoras e quando os serviços são realizados em concessionárias, também são inseridos no dossiê do veículo.

5 – Ao colocar o seu carro atual na compra de um novo, você sempre perderá dinheiro
MITO – Tudo é uma questão de negociação. Ainda que a oferta na troca pode ser menor que o valor de mercado, mas você deve tentar compensar na negociação pedindo desconto no carro novo. Basicamente, é um toma lá dá cá. Além disso, o usado é uma excelente moeda quando é parte de pagamento de um veículo novo, pois em geral você corre menos riscos do que ao tentar vender em outro lugar ou para terceiros particulares.

6 – É possível comprar um veículo de modo parcelado com juro zero
MITO – Tome muito cuidado com o que a publicidade dissemina por aí. Não existe parcelamento sem juros. Quando o valor da entrada é equivalente à metade do bem, as prestações, mesmo sendo de valor pequeno e longo prazo para pagar, geralmente estão com os juros embutidos.

7 – É mais vantajoso comprar um seminovo após os dois primeiros anos do modelo
VERDADE – Nos dois primeiros anos acontece a desvalorização mais acentuada do automóvel. E outro fato que torna o negócio atrativo é que boa parte dos modelos, após esse tempo, ainda possui mais algum tempo de garantia de fábrica – algumas marcas chegam a oferecer seis anos.

8 – Veículo de uma pessoa com deficiência só servem para quem tem a deficiência
MITO – Existem 52 patologias que, pela legislação, classificam alguém como PcD (Pessoa com Deficiência). E a esmagadora maioria não demanda adaptação do veículo. Nesses casos, os automóveis são absolutamente iguais aos demais e a única diferença é que eles foram adquiridos com isenção de impostos e, obrigatoriamente, precisam ficar no nome da PcD por, no mínimo, dois anos antes de serem revendidos.

9 – É mais vantajoso comprar carros no fim do mês do que no início
MITO – O senso comum diz que ao final do mês os vendedores ficam mais afoitos para baterem suas metas de vendas e, assim, são mais flexíveis e oferecem melhores condições de negócio. Não é bem assim, afinal, você pode muito bem se deparar com um vendedor que já atingiu a meta. Indo além, no começo do mês um vendedor pode estar pressionado por um resultado ruim do mês anterior e, por isso, disposto a começar o mês fechando negócio. Não há fórmula certa. O importante é ter paciência para pesquisar e negociar. Vasculhe na web, não se esquive de fazer leilão e valorize seu dinheiro. E, lembre-se que, se tiver condições de pagar à vista, você terá ainda mais poder de barganha.

10 – Carros blindados se desvalorizam mais
VERDADE – O motivo da desvalorização de um blindado é dificuldade de revenda.O principal ponto é que eles sofrem modificações estruturais que não são reconhecidas tecnicamente pelos fabricantes, e assim, ficam desprotegidos de garantia. Mas, evidentemente, não é o caso dos blindados originais de fábrica.

11 – Não vale a pena comprar um veículo de locadora
MITO – Locadoras de grande porte costumam renovar suas frotas constantemente e os veículos tendem a ainda estar em garantia e com pouca quilometragem. Além disso, após cada devolução é feita uma perícia/revisão para torná-lo apto a ser utilizado por uma nova locação. As manutenções preventivas também costumam ser seguidas à risca. Assim, são veículos confiáveis quanto a sua procedência”. Evidentemente, como em qualquer aquisição, é imprescindível fazer uma avaliação criteriosa.

12 – Carros com acessórios e equipamentos não originais são mais desvalorizados
VERDADE – Se você é adepto do “tuning” e possui um veículo com pintura, suspensão ou motor modificados, é uma boa idéia tentar vendê-lo para pessoas da mesma comunidade. Se não houve mudanças mecânicas ou de pintura, retire os equipamentos não originais – até mesmo adesivos dos vidros – antes de anunciar. “Uma situação comum entre os lojistas é a de, após receberem um carro com rodas de liga, só conseguirem vender o carro depois de substituí-las pelo modelo original em aço, mesmo estas sendo mais baratas”, conta Vitor Meizikas Filho, analista chefe da Molicar.

13 – Carros cheios de acessórios e opcionais originais são mais valorizados
MITO – Incrementar o veículo com acessórios e opcionais originais não se reverte em lucro no momento da revenda, salvo algumas raras exceções, como os modelos compactos premium. Mas pode acontecer de a ausência de determinado item provocarr uma grande rejeição no mercado. Até alguns anos atrás, era comum que os carros compactos de entrada viessem sem ar-condicionado. Hoje, sem esse item, haverá uma dificuldade enorme para ser vender qualquer modelo. Outros exemplo são sedãs médios sem câmbio automático ou esportivos sem teto solar. Leia mais sobre os acessórios

14 – Comprar veículos de frota é um mau negócio
MITO – Em geral, carros utilizados numa frota empresarial são tratados com grande atenção. “Não é raro carros de frota apresentam um estado de conservação acima da média, uma vez que geralmente eles são submetidos a todas as manutenções programadas”, explica Felipe Silva, supervisor técnico e de Qualidade da Super Visão Vistorias Automotivas.

15 – Seminovos com baixa quilometragem são sempre melhores
MITO – Um carro com baixa quilometragem pode ter ficado muito tempo parado, sem receber a manutenção adequada, explica Silva. Muitos componentes precisam de uso contínuo para que se mantenham funcionais, como, por exemplo, a bateria, fluídos, entre outros. Além disso, veículos que rodam poucos quilômetros diariamente são os que submetem o motor a um estresse maior, pois andam a maior parte do tempo abaixo da temperatura ideal de funcionamento. E o oposto acontece de um carro que andou a maior parte da sua vida útil em estrada, que anda a maior parte do tempo em condições ideais de funcionamento. Além disso, um carro com maior quilometragem, se recebeu todas as manutenções e seu uso, pode perfeitamente estar em melhores condições que o veículo menos rodado.

16 – Um consórcio automotivo equivale a um investimento
MITO – “Você não paga juros de financiamento no consórcio, mas desembolsa uma taxa de administração”, explica Caio Ribeiro, diretor do Mercado Livre Classificados. Dessa forma, em um consórcio você paga um valor superior ado que o bem realmente vale. Se investir o mesmo montante todo mês em uma aplicação financeira, você certamente terá o valor total do veículo em um prazo menor que o consórcio.

 

Compra de carro – Zero quilômetro básico ou usado completo

comprar-carro-zero-basico-ou-completo-usadoSe você for capaz de dispensar aquele cheirinho de carro novo em favor de um veículo com melhor custo/benefício, então é possível que seu próximo automóvel seja um seminovo ou usado. Principalmente se você tem um orçamento enxuto e deseja trocar o popular básico por um modelo mais completo, equipado com itens de conforto que vão além da direção hidráulica e do trio elétrico.Foi em busca desse upgrade que o consultor de TI Julio Cesar Frigo, de 27 anos, deixou de lado o 0 km por um seminovo. A ideia era simplesmente trocar seu Palio 1.0 2008 básico por um modelo mais completo, com ar-condicionado. “Pensei em comprar novo Palio, mas mesmo com motor 1.6, ar-condicionado e rodas esportivas, achei que não valia a pena pagar mais de R$ 40 mil em um modelo considerado de entrada”, conta.Como o preço do novo não justificava o pacote de equipamentos, o jovem decidiu dar uma boa olhada nas opções de seminovos disponíveis no mercado.

Por alguns meses, pesquisou em sites e bateu à porta de várias concessionárias até topar com um negócio que atendesse os requisitos e estivesse dentro do orçamento. E o achado não poderia ter sido melhor. Por R$ 35 mil, ele encontrou um Volkswagen Polo versão hatch ano 2012, com 21 mil quilômetros e uma lista invejável de equipamentos. Além do motor 1.6, o carro trazia de série ar-condicionado digital, airbag duplo, freios ABS, rádio integrado com MP3 e Bluetooth, além de retrovisores com rebaixamento automático e sensor de estacionamento. “Não só consegui trocar meu carro por um mais completo, como também por um modelo de categoria superior. Hoje, um Polo como esse, 0 km, vale quase R$ 50 mil”, contou. Para completar, o carro ainda continha garantia de motor e câmbio válida até 2015 – são três anos.

Quem também se deu bem ao optar por um seminovo foi a jornalista Mariana Rodrigues. Em 2009, ela estava à procura de um sedã confortável na faixa dos R$ 30 mil. Entre as opções disponíveis no mercado, o modelo que mais a agradou foi o Chevrolet Prisma, até então a versão três volumes do Celta. Mas preço de novo estava acima do que ela podia pagar. “Na época, a versão 1.0, quase sem nada, estava custando quase R$ 40 mil”, conta. Diante do impasse, ela decidiu buscar um Prisma usado.

Assim como Julio Cesar, Mariana consultou sites e percorreu revendas até encontrar um modelo em bom estado, com baixa quilometragem e um pacote recheado de itens. A procura levou quase seis meses, mas, segundo Mariana, valeu a pena. Com apenas um ano de uso, o sedã com motor 1.0 estava com 30 mil quilômetros rodados e trazia os opcionais que ela esperava: direção hidráulica, ar-condicionado e trio elétrico. “Paguei R$ 31 mil, sete mil a menos do que era oferecido por um Prisma novo. Fiz um bom negócio. O carro estava inteiro. Era usado por um funcionário da própria GM”, conta. Desde então, sempre que pode, Mariana recomenda a compra dos seminovos ou usados, em detrimento do automóvel zero. “O carro novo desvaloriza muito.”

CUSTO/BENEFÍCIO

De fato, segundo Pedro Mendes, gerente da consultoria Jato Dynamics, a alta depreciação do automóvel novo, que varia de 10% a 15%, é um dos quesitos que pesam contra. “Se você pensar bem, com o mesmo valor de um novo popular hoje, é possível comprar um carro com até dois anos de uso e com motor 1.4, 1.6 ou até um sedã compacto”. Segundo o consultor, outro aspecto que favorece os carros usados no mercado são os itens de conforto. “No carro novo, você paga muito caro por opcionais como banco de couro e teto solar, mas a depreciação desses itens é muito maior do que a do próprio carro”. É por isso, ele explica, que o seminovo se tornou tão atrativo para o consumidor que almeja um carro mais completo e confortável.

Caio Ribeiro, gerente do site Mercado Livre, um dos maiores portais de anúncios de carros novos e usados do Brasil, chegou à mesma conclusão a partir dos dados coletados pelo portal. “Na compra de um zero, você paga alto por opcionais que valem quase nada quando você vai revender.” Por isso, de acordo com ele, entre os seminovos mais procurados do Mercado Livre na faixa dos R$ 30 a R$ 45 mil estão Fox, Saveiro e Idea, carros situados num patamar acima dos modelos de entrada.

Quais são os itens que desvalorizam os carros na hora da revenda

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Ao comprar um veículo, o proprietário precisa estar ciente de que ao sair da concessionária seu carro já vai ter desvalorizado, em relação ao preço de mercado. Isso, aliado a outros motivos, faz com que na hora da revenda o preço caia muito. Confira quais são os principais motivos que fazem um carro ficar desvalorizado:

1- Popularidade: de acordo com o CEO do iCarros, Sylvio de Barros, os carros mais populares são os que vendem mais no mercado de usados, por isso, os modelos mais caros das montadoras acabam apresentando uma desvalorização maior do preço. Dados da empresa Jato Dynamics mostram que, em uma média de mercado, um segmento premium de importados desvaloriza 10% a mais que um segmento médio, e este 5% a mais que um segmento popular.

2- Marca: assim como os carros populares, diz Barros, as empresas que estão no País há mais tempo, como GM, Volkswagen, Fiat e Ford, têm maior liquidez de mercado do que uma Citröen ou Renault, gerando uma menor depreciação. No entanto, Barros lembra que existem marcas reconhecidas como símbolo de qualidade, caso da Toyota e da Honda, que acabam vendo uma desvalorização menor. Segundo a Jato Dynamics, a desvalorização dos veículos de marcas menos comuns no Brasil chega a ser de 15% a 20% maior que os carros de marcas mais consagradas.

3- Estado de conservação e idade: o estado do carro e o seu ano de fabricação contam muito na hora da revenda, pois quanto pior parecer o veículo ou quanto mais velho ele for, maior deverá ser a manutenção, causando queda no preço.

4- Blindado: segundo Barros, os carros blindados começam a se deteriorar mais rápido que os veículos não blindados. Os vidros, por exemplo, costumam sofrer delaminação, que é a formação de bolhas causadas pela separação das camadas de proteção do vidro. Assim, esses carros, ao contrário do que pensa uma boa parte das pessoas, perdem valor mais rápido.

5- Tempo: os proprietários que têm pressa de vender um veículo acabam diminuindo seu preço para poder vender mais rápido.

6- Cores: os compradores preferem escolher os carros com cores mais tradicionais, como preto, prata e vermelho. Assim, carros amarelos, verdes ou de outra cor “chamativa” passam por dificuldades na hora da venda.

7- Não completo: os carros que não são modelo completo, ou seja, com ar condicionado, trio elétrico, direção hidráulica e câmbio automático, acabam se desvalorizando, pois os completos vendem mais rápido.

Comprar carro seminovo é melhor do que comprar um zero quilômetro?

Comprar um carro seminovo pode ser um ótimo negócio. Como nos primeiros anos de uso os carros têm uma forte desvalorização, ao comprar um carro com menos de três anos de uso, é possível obter bons descontos. E, tomados os devidos cuidados para encontrar um carro em boas condições, o seminovo pode não deixar nada a desejar em relação ao zero quilômetro e ainda representar um bom “upgrade” na compra.

Veja a seguir algumas vantagens de comprar um carro seminovo.

1. Descontos no preço de compra

Pelo mesmo valor de um novo, o mercado oferece carros seminovos mais sofisticados, potentes e equipados. Isso acontece porque no momento em que o carro sai da concessionária e nos primeiros anos de uso ele sofre a perda mais significativa de valor.

Os dados mais recentes sobre depreciação de veículos, divulgados pela Agência Autoinforme em novembro de 2012, mostram que entre os quase 800 carros pesquisados, as depreciações após o primeiro ano de uso variam entre 10,8% (depreciação do Celta) e 25,6% (Jeep Cherokee).

Quem não se importa em não ter um carro com “cheirinho de novo”, além de não sentir essa desvalorização no próprio bolso pode se aproveitar disso ao comprar um seminovo com desconto.

Segundo Amos Lee Harris Júnior, diretor da Universidade Automotiva (Uniauto), muitos compradores sonham em ter um carro zero, por isso não buscam inicialmente os seminovos. “Mas, quando percebem que com o valor que têm na mão só comprariam um carro pequeno, com poucos opcionais e que não atende às suas necessidades, eles procuram um usado mais equipado pelo mesmo valor”, comenta.

É evidente que nem todos os seminovos são vendidos em perfeitas condições, por isso o preço não deve ser a única preocupação. Na hora da compra, é importante tomar alguns cuidados para checar o estado geral do carro, pedindo a um mecânico de confiança que faça uma vistoria e fazendo um test drive prolongado. Algumas revendedoras permitem que o comprador teste o carro por alguns dias.

“Não existem dois seminovos iguais. Um pode ter mais quilometragem, outro terá um maior desgaste do pneu. Mas sempre é possível encontrar ótimas oportunidades. Eu acompanhei recentemente a venda de um Hyundai Azera com dois anos de uso por 52 mil reais, metade do preço do zero quilômetro que é próximo de 130 mil reais”, afirma Ilídio Gonçalves dos Santos, presidente da Fenauto (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos).

2. Perdas menores para quem troca de carro com frequência

Se o proprietário precisar troca de carro com frequência, por exemplo, por causa de um emprego que envolve a mudança de país a cada um ou dois anos, ao comprar sempre carros novos ele perderá muito dinheiro.

Trocando o carro em pouco tempo, a depreciação elevada dos primeiros anos do veículo pesa ainda mais no bolso. Por isso o carro novo é mais indicado para quem pretende ficar com o carro por mais de três ou quatro anos, quando a desvalorização começa a se estabilizar.

3. Maior economia de combustível

Carros movidos à diesel, híbridos e veículos com motores de consumo reduzido costumam ser mais caros que outros carros. Por isso, se o valor disponível para a compra do carro for suficiente para comprar um novo convencional ou um seminovo com maior economia de combustível, novamente o carro usado pode valer mais a pena e trazer economias não só no ato da compra, como na sua manutenção.

O diretor da Uniauto acredita que abrir mão de um novo para comprar um seminovo a diesel, por exemplo, só faz sentido se o motorista chegar a uma altíssima quilometragem, pois só assim a economia do diesel compensará. Mas no caso dos motores mais eficientes e híbridos, como a economia é mais expressiva, a troca pode valer a pena. “Além da maior economia de combustível, há uma tendência de mercado que aponta para a valorização de carros com consumo mais eficiente. Como o preço da gasolina pode chegar a patamares que nós nem imaginamos, esses tipos de carro podem se valorizar em relação a outros futuramente”, diz Harris Júnior.

4. Vantagens para quem usa pouco o carro

A principal desvantagem em comprar um carro seminovo são os gastos com manutenção, que podem ser maiores do que os de um carro novo, principalmente se o antigo proprietário não fazia um bom uso do carro.

Mas, para quem já tem um carro para o dia a dia, um seminovo pode ser a melhor opção como segundo carro, voltado para os fins de semana ou momentos de lazer, por exemplo. O uso menos severo reduz as chances de problemas de manutenção, e o preço menor possibilita a compra de um carro mais sofisticado e confortável, que combine mais com as horas livres.

5. Seminovos podem vir com mais equipamentos

Milad Kalume Neto, gerente de desenvolvimento de negócios da consultoria automotiva Jato Dynamics, explica que algumas montadoras, em busca de tornar o preço do carro mais competitivo no mercado, acabam criando uma nova versão de um determinado modelo com menos equipamentos e mais barata. “Esse reposicionamento de preço ocorre com certa frequência e já aconteceu com a BMW há um tempo, com o Golf e com o Porsche Cayenne. As montadoras tiram alguns opcionais para reduzir o preço de um carro que não está vendendo muito”, diz.

Nesses casos, além de o seminovo ter um valor menor, ele virá mais equipado do que a versão nova do mesmo modelo, o que o torna uma opção ainda mais interessante.

6. Seminovos podem ser mais indicados para motoristas iniciantes

Apesar de o primeiro carro normalmente ser associado ao sonho do carro zero, o seminovo pode ser mais indicado para o motorista iniciante. Em geral, quem tem pouca experiência na direção desgasta mais o carro. Além disso, eventuais batidas vão “doer menos”, e será possível ter um carro mais confortável e fácil de manter do que um zero quilômetro mais caro.

7. A garantia da montadora é mantida

Mesmo que o carro seja vendido, a garantia da montadora permanece pelo tempo que foi acordado na venda. Isso significa que se um carro tiver três anos de garantia e for vendido com um ano de uso, o novo proprietário continua contando com a garantia por dois anos. “Além da garantia que a revendedora que vendeu o carro dá, de três meses, há a garantia das montadoras, que hoje em dia pode chegar a cinco anos”, afirma Ilídio dos Santos, presidente da Fenauto.