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Sedã médio recebe uma leve plástica e estreia a versão Premier, com frenagem autônoma e internet nativa a bordo — grátis por 3 meses ou 3 GB

Seu plano de dados do celular acabou? Se você estiver ao bordo do novo Cruze, isso pode não ser um problema. O Chevrolet passa a oferecer conexão de internet na linha 2020. Ao ligar o veículo, os ocupantes contam com sinal de wi-fi nativo, que funciona como o de casa. O acesso é configurado no ícone “roteador” exibido na nova tela multimídia de oito polegadas. Ali, os usuários definem o nome e a senha do wi-fi para conectar até sete dispositivos.

Porém, como nos voos comerciais, o serviço de internet é cobrado à parte. Por ora, a GM divulgou só o valor do pacote básico “Navegação + Música”, com 2 Gigabytes de dados: R$ 29,90/mês. A assinatura será feita com a operadora Claro, o que pode parecer ruim para clientes de outras empresas de telefonia móvel. E isso não poderá ser alterado, já que o chip é fundido secretamente em uma das muitas placas eletrônicas.

Se os 2 GB parecem pouco para uma vida mais e mais conectada, os clientes poderão escolher entre outros três pacotes: Carona (5 GB), Corporativo (10 GB) e Família (20 GB). Os valores e os preços serão divulgados em setembro, quando a linha 2020 chega às lojas.

Até lá, a GM terá de bolar uma estratégia para vender as assinaturas da internet e do OnStar. Esses dois serviços são gratuitos no início e serão cobrados após a “degustação”. No caso da internet, são três meses ou 3 GB de dados. Já o OnStar funciona de graça por um ano, e depois é pago em três pacotes (Safe, Protect e Exclusive), de R$ 54,90 a R$ 79,90. A seu favor, a GM contará com o público mais endinheirado da linha Cruze. Mesmo assim, será desafiador — haja grana para tantas mensalidades!

Além de economizar o plano de dados do celular com a criançada (no caso de casais com filhos), a internet embarcada trará outras facilidades combinada à nova geração do MyLink. Será possível ver informações de trânsito em tempo real no GPS, atualizar o sistema operacional, instalar um aplicativo ou fazer o agendamento online da revisão. A central passa a aceitar duas conexões Bluetooth simultâneas.

A tela tem navegação mais simples, com menus que correm lateralmente como nos smartphones atuais. Outra novidade é a personalização para até dois usuários, que podem configurar plano de fundo e rádios favoritas, por exemplo. As interfaces Apple CarPlay e Android Auto estão presentes nas versões mais recentes, e os ocupantes ficarão felizes ao notar que o console inferior passa a ter duas entradas USB.

Segundo a GM, a inédita versão Premier possui 42 processadores, 22 antenas e 14 redes, tudo para garantir rapidez de uso e um sinal com o mínimo de oscilação. Um detalhe interessante é a barbatana no teto: o módulo tem quatro antenas, o que permite desfrutar do sinal do wi-fi a até 15 metros de distância.

E o que mais mudou no Cruze? Bom, o médio recebeu uma leve plástica para ter o design mais recente da marca. A nova grade, cheia de cromados, une os faróis e dá mais presença ao modelo. Mas o destaque são as lanternas de LED, que dão efeito tridimensional e são bem mais interessantes que as anteriores. Por dentro, poucas alterações. A maior é a nova tela multimídia.

A mecânica também foi mantida, o que não é má notícia. O valente motor 1.4 turbo flex de 153 cv e 24,5 kgfm de torque segue conectado ao câmbio automático de seis marchas. Pena a GM não ter adicionado paddle-shifts para trocas manuais.

A despeito dos bons números em pista — zero a 100 km/h em 8,8 segundos e resgate de 60 km/h a 100 km/h em 4,8 s —, falta um “modo Sport” para apimentar a direção. O consumo não impressiona nem incomoda (média de 9,9 km/l com etanol).

Entre os equipamentos, as novidades estão no Cruze Premier, novo topo de linha. O carregador por indução ganhou nicho mais amplo, para acomodar smartphones grandes e receber uma gama maior de aparelhos. E a segurança está reforçada pelo sistema de frenagem autônoma de emergência com detector de pedestres, um belo diferencial para incomodar o novo Civic, que não incorporou recursos semiautônomos. Ponto para o Chevrolet.

TESTE

Aceleração
0 – 100 km/h: 8,8 segundos
0 – 400 m: 16,4 segundos
0 – 1.000 m: 29,8 segundos
Vel. a 1.000 m: 177,8 km/h
Vel. real a 100 km/h: 93 km/h

Retomada
40 – 80 km/h (Drive): 3,8 segundos
60 – 100 km/h (D): 4,8 segundos
80 – 120 km/h (D): 5,9 segundos

Frenagem
100 – 0 km/h: 42,1 metros
80 – 0 km/h: 26,9 metros
60 – 0 km/h: 15 metros

Consumo
Urbano: 8,2 km/l
Rodoviário: 11,7 km/l
Média: 9,9 km/l
Autonomia em estrada: 415 km

FICHA TÉCNICA

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.4, 16V, comando duplo, injeção direta, turbo, flex

Potência
150/153 cv a 5.200 rpm

Torque
24/24,5 kgfm a 2.000 rpm

Câmbio
Automático sequencial de seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)

Pneus e rodas
215/50 R17

Dimensões
Comprimento: 4,66 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,48 m
Entre-eixos: 2,70 m

Tanque de combustível
52 litros

Porta-malas
440 litros (fabricante)

Peso
1.321 kg

Central multimídia
8 pol., sensível ao toque; Android Auto e CarPlay

Garantia
3 anos

Cesta de peças
R$ 15.002,19

Seguro
R$ 4.197

Revisões
10 mil km: R$ 292
20 mil km: R$ 684
30 mil km: R$ 440

Boletins emitidos pela Land Rover só amenizam os problemas

Uma falha recorrente no câmbio do Evoque e do Discovery Sport tem tirado o sono dos proprietários de modelos da Land Rover. E não é pouca gente: uma busca rápida no site Reclame Aqui revelou 16 donos de Evoque e 14 de Discovery Sport, que reclamam de marchas que travam e perda de potência.

Entre eles, está o médico George Rocha Ferreira, de Recife (PE), que durante uma viagem viu o painel mostrar uma mensagem de avaria seguida pela falta de potência.

“Logo após o aviso, o carro perdeu velocidade e retomou, mas dessa vez o câmbio parecia travado em terceira ou quarta marcha”, diz o proprietário de um Discovery Sport HSE 2015. Na concessionária, soube que aquele já era o terceiro caso que ela recebia e que deveria trocar o câmbio. “Fiquei mais de 20 dias aguardando a nova caixa.”

Ficar com o veículo parado quando a caixa deixa de funcionar é normal, como relata o procurador Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA).

“Um dia surgiu o alerta de avaria e o câmbio parou de responder, como se estivesse no Neutro, e o carro parou no meio da pista”, conta Jorge, que levou seu Evoque 2015 à concessionária cinco vezes, sem resolver o defeito.

Tivemos acesso aos boletins LTB 00986/2016 e LTB 0101610/2017 e à ação de serviço Q655, que alertam para falhas de funcionamento no câmbio usado no Evoque modelos 2015 e 2016 e Discovery Sport 2016.

César Sanches, proprietário da Automatik, oficina paulistana especialista em transmissões automáticas, explica que realmente existem falhas na parte elétrica desses câmbios, especialmente em chicote e conectores.

“A montadora deveria fazer uma atualização do software para que, caso a falha apareça, o sistema seja protegido. Dessa forma, a transmissão ficaria em uma marcha intermediária e não em Neutro, como vem ocorrendo em muitos casos. Assim, o proprietário poderia utilizar o veículo mesmo com alguma limitação.”

Consultada sobre o caso, a Land Rover do Brasil disse que a ação de serviço Q655 é a resposta da montadora ao boletim técnico LTB00986 e que o boletim LTB 01016 é uma simples atualização de software.

O povo reclama

“Em uma viagem, o carro apresentou a mensagem de avaria no câmbio e perdeu potência. A autorizada disse que era o terceiro caso que atendia.” George Ferreira, Recife (PE), dono de um Discovery Sport HSE 2015.

“Meu carro deixou de responder às acelerações em uma avenida movimentada, como se estivesse no Neutro. Eu tentava selecionar o D, mas o câmbio não respondia, embora o motor estivesse funcionando.” Jorge Salomão dos Santos, de Salvador (BA), proprietário de um Range Rover Evoque 2015

Proprietários de modelos Renault equipados com os motores 1.0 e 1.6 SCe reclamam que o lubrificante some misteriosamente

Checar o nível do lubrificante deveria ser uma tarefa simples e corriqueira, mas não é assim para alguns proprietários de modelos da Renault, equipados com motor SCe, 1.0 e 1.6.

O taxista Edielton Pichum, de São Paulo (SP), conta que o lubrificante de seu Duster 1.6 SCe 2017 simplesmente sumia do motor. “Não era queima e nem vazamento, mas o óleo desaparecia”, afirma.

“O carro gastava um litro de óleo a cada 3.000 quilômetros rodados”, recorda. Antes de o problema ser resolvido, Pichum teve de levar o Duster seis vezes à concessionária.

“Na última, pediram que eu deixasse o carro por 18 dias para eles analisarem o caso, mas, como sou taxista, acabaram trocando o motor antes do fim do prazo, cinco dias depois,” lembra. Mas nem todos têm a mesma sorte, como relata a motorista Meri Jane Melo, do Rio de Janeiro (RJ), dona de um Captur 1.6 2017 automático.

“Descobri que não havia lubrificante e levei o carro à concessionária,” conta. “Lá, trocaram o óleo, lacraram a vareta e pediram que eu rodasse mais 3.000 quilômetros e voltasse para observarem. Ao retornar, não me deixaram sair com o Captur. Me forneceram um carro reserva manual. E estou sem o meu carro desde de março”, afirma.

O problema é conhecido, como demonstra o comunicado CGR 012/2017, que a Renault emitiu em maio de 2017, reconhecendo a falha e orientando como fazer o reparo em garantia. E na rede autorizada ainda existem as circulares Tech Line 006 e 007 de abril de 2018, padronizando as tratativas para resolver a falha.

Quando ocorre a troca do motor, os problemas não terminam, porém, porque é necessário regularizar os documentos do veículo, como diz o vendedor Guilherme Marino, de São Bernardo do Campo (SP), dono de um Sandero 1.6 2017. “Troquei o motor em agosto de 2017 e só agora, em maio, recebi os documentos.”

Procurada, a Renault informou que: dos sete casos levantados e enviados por nós, ela atendeu três proprietários individualmente.

O POVO RECLAMA

“Meu carro estava com menos de 8.000 km quando o frentista me disse que não havia óleo. Na concessionária, lacraram a vareta, mas o lubrificante continuou a sumir. Então, lacraram o bujão e pediram que eu observasse.” – Cláudio Boanerges, advogado (MG), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2016.

“Trocaram o motor do meu carro depois que eu abandonei o veículo na frente da loja, após a oitava visita. Depois, devolveram o carro sem sequer me dizerem o que fizeram para solucionar o problema.” – Luciano Marsário, gerente comercial, Campinas (SP), dono de uma Oroch 1.6 SCe 2017.

Mau cheiro, acúmulo de resíduos e perda de eficiência são sinais de que o ar-condicionado do seu carro pode estar clamando por uma atenção especial

Você entra no carro e sai para a sua jornada diária, quando de repente começa a sentir um odor vindo dos dutos de ventilação. Ih, sujou! Uma das principais causas do mau cheiro no ar-condicionado é a formação de colônias de bactérias e fungos que se instalam nos evaporadores e dutos, onde há calor e umidade. O acúmulo de folhas e dejetos nos filtros e entradas da ventilação também podem causar odores ruins, explica Leandro Vanni, engenheiro e gerente do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação do Grupo DPaschoal.

“Muitos motoristas ainda desconhecem que, além dos filtros tradicionais, como o de ar do motor, de óleo e de combustível, os veículos têm o filtro de ar de cabine. Os desavisados retardam sua troca, e o componente fica impregnado de sujeira e até folhas”, afirma Vanni. “Uma dica legal é sempre que possível, antes de desligar o veículo, deixar apenas a ventilação ligada por alguns segundos, para reduzir a umidade nos dutos.”

A solução é similar à dada por Francisco Satkunas, engenheiro mecânico e conselheiro da SAE Brasil – Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade. “Ligar o ar quente por alguns minutos vai fazer a água que estava em algum canto da tubulação evaporar. É um cheiro desagradável, o carro fica parado, há uma condensação, e quando o ar começa a passar pela tubulação, vem o odor.”

Outra prática indicada pelos engenheiros é fazer a higienização do sistema. Joga-se um spray nebulizador que circula dentro dos tubos e elimina os odores. Alguns também possuem efeito bactericida, mas Leandro Vanni ressalta que “é importante procurar por produtos certificados pela Anvisa e com eficiência comprovada na eliminação de fungos, ácaros e bactérias”. Caso contrário, não há garantia de ar limpo na cabine.

Olha o gás

Tão ruim quanto o odor é a sensação de que o ar-condicionado não está resfriando a cabine. Essa perda de eficiência na refrigeração pode ter várias causas. Segundo Leandro Vanni, a mais comum é a perda do gás refrigerante. “Contudo, o problema pode ser ainda mais simples: filtros impregnados de sujeira reduzem a passagem de ar, diminuindo a eficiência.”

Para Satkunas, “a recarga (do gás) só deve ser feita quando necessário, se o motorista sentir que o ar-condicionado não está gelando como antes”. Nesse caso, o engenheiro da SAE Brasil recomenda verificar se não há vazamento. “Há muitas conexões no sistema, e quando há vazão de gás, perde-se rapidamente a eficiência”, pontua.

À prova de bactérias

Um recurso ainda raro nos carros, mas que começa a se difundir, é o ionizador de ar, tecnologia já empregada em hospitais, hotéis e edifícios empresariais.    O sistema utiliza uma lâmpada de raios ultravioleta que funciona como uma espécie de catalisador, eliminando bactérias, gases tóxicos, fungos e vírus. “É uma lâmpada grande, muito usada em hospitais, mas para os carros foi feita uma lâmpada especial”, comenta Satkunas.

O Mitsubishi Pajero Full é um dos poucos modelos no Brasil que oferecem um sistema de purificação do ar da cabine, batizado de AutoPure. A tecnologia foi desenvolvida pela Nasa com o objetivo de limpar o ar e evitar contaminação entre os astronautas, e a empresa brasileira Silux desenvolveu a aplicação do sistema para carros. A promessa é de redução de até 99% dos agentes contaminantes. O sistema também promete neutralizar odores.

“O automóvel é um ponto de encontro, de socialização. Você entra em um táxi e não sabe quem estava ali dentro. É como o manobrista do estacionamento do hospital, ele manobra os carros de quem está doente, então, nunca se sabe na mão de quem passou. O ar viciado é o grande transmissor de doenças. Se todo veículo tivesse isso, seria mais saudável pegar um táxi ou ônibus”, resume o engenheiro da SAE Brasil.

CUIDADOS QUE VOCÊ DEVE TER COM SEU CARRO NO FRIO

Com a chegada do inverno e das baixas temperaturas, aparecem os problemas já conhecidos pelos mecânicos. Os mais comuns se relacionam à partida nos carros flex, mas bateria, ar-condicionado e pintura também merecem atenção

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Tanquinho

Se você dirige um carro abastecido com etanol, já deve ter percebido que o motor demora um pouco mais para pegar quando está frio. Isso ocorre porque o poder calorífico do etanol é menor do que o da gasolina. É por isso que muitos automóveis flex são equipados com o famoso tanquinho, um reservatório de gasolina localizado próximo ao motor que auxilia a partida desses veículos. O sistema é acionado quando a temperatura está abaixo dos 15 graus, em média, e é aí que está o problema: como raramente faz esse frio por aqui, os cuidados com o tanquinho ficam em segundo plano e só damos por sua falta quando realmente é necessário. Para não correr maiores riscos, o ideal é trocar a gasolina do reservatório uma vez por ano, antes do inverno chegar. Também é recomendado limpar o tanquinho e verificar se a bomba elétrica está com o eixo quebrado. Além de inútil para o sistema de partida a frio, a gasolina “vencida” pode ressecar algumas peças, o que pode causar vazamentos. Uma boa dica é usar a gasolina premium, que tem maior durabilidade e mais octanagem.

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Bateria

Com as baixas temperaturas, o óleo lubrificante do motor fica mais viscoso e dilata com mais dificuldade, o que exige um pouco mais da bateria para dar a partida no carro. Todo esse esforço pode fazer com que sua carga se esgote mais rapidamente, e é aí que o problema surge. Nesses casos, a manutenção preventiva é a melhor saída. Vá a um mecânico de confiança e faça uma vistoria em todos os componentes, principalmente no alternador, para verificar se ele está recarregando a bateria corretamente. Nos dias mais frios, nunca dê a partida com o rádio ou os faróis ligados, por exemplo, e evite ligar e desligar o carro durante um congestionamento.

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Ar-condicionado

Nós sabemos que a última coisa que você quer fazer neste inverno é ligar o ar-condicionado de seu automóvel, mas aí vai a má notícia: essa providência é necessária – pelo menos por uns 15 minutos por semana, em média. Além de evitar a proliferação de bactérias, esse cuidado faz com que todos os componentes do sistema permaneçam lubrificados, o que reduz o risco de rachaduras e vazamentos nas mangueiras, nos vedadores e nos selos de borracha.

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Pintura

Quem mora na região Sul ou em alguns lugares do Sudeste do Brasil, já deve ter ouvido falar bastante sobre as geadas nas previsões do tempo – e, se bobear, já até pegou alguma por aí. O gelo em si não faz mal algum à pintura do carro, então, basta esperá-lo derreter ou removê-lo com água bem fria. A dica também vale para os veículos parados por muito tempo sob um nevoeiro forte, por exemplo, que pode deixar uma camada grossa de poluição sobre a lataria. Para evitar qualquer problema maior, vale deixar o polimento da pintura em dia.

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Fluido do radiador

É essencial colocar o líquido correto no radiador – a mistura ideal é composta por 50% de água desmineralizada e 50% de aditivo à base de etileno glicol. O líquido correto altera o ponto de ebulição e congelamento da água, o que evita que a ela ferva ou congele. Então, nada de colocar só água da torneira no sistema.

Preciso calibrar os pneus de forma diferente?

As leis da física são categóricas: o aumento ou a redução do calor alteram o volume e a pressão dos gases. No entanto, mesmo nos dias mais frios, essa variação na temperatura não influencia na pressão interna dos pneus, pois a quantidade de ar no interior do componente é muito pequena. Então, nada de calibrar os pneus de forma diferente no inverno. A não ser que o manual do seu carro aconselhe o contrário, continue utilizando a mesma pressão que costuma usar nos outros dias do ano. O ideal é fazer a calibragem dos pneus quando eles estiverem frios, isto é, pouco rodados ou depois de o carro ter parado por algumas horas. E lembre-se: calibrá-los corretamente evita o desgaste e melhora o consumo de combustível do veículo.

Siga o que o manual indica, mas fique atento ao tipo de uso que o automóvel sofreu

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As velas do motor têm prazo de troca por tempo ou só pela quilometragem que está no manual do proprietário? – Franco S. Vieira, Belo Horizonte (MG)

Elas devem ser trocadas seguindo apenas o manual, que estipula em geral uma quilometragem determinada, que varia de um carro para o outro. Mas há outra condição comum que define a troca das velas: na maioria dos manuais há a recomendação para reduzir o plano pela metade caso o veículo seja submetido a condições severas de uso, como trânsito intenso diário. Assim, se a fabricante recomendar a troca das velas a cada 20.000?km, elas devem ser substituídas aos 10.000 km. Afinal, quando o veículo fica parado no congestionamento, o motor está funcionando, mas não há aumento de quilometragem.

É importante ressaltar que velas desgastadas podem comprometer o catalisador e seu sensor de oxigênio. Por isso, recomenda-se a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente.

Outra dúvida recorrente dos leitores: é possível trocar as velas do motor em casa? Sim, é possível e até fácil, mas pode não valer a pena. Retirar e colocar as velas são operações simples, que devem ser feitas com o motor frio, e nas quais se deve ter apenas cuidado para não danificar as roscas no bloco do motor. Se você pretende substituir as velas, basta instalar as novas. Mas, como nem sempre é necessário trocá-las, o ideal é procurar um mecânico ou auto-elétrico de confiança. Ele saberá dizer se as velas podem ser usadas por mais algum tempo e poderá até regular a golda dos eletrodos para que continuem funcionando sem problemas.

Sedã hyundai elantra 2016 ganha mais itens de série, incluindo tela integrada com celulares Android

foto-imagem-hyundai-elantraO Hyundai Elantra chega a linha 2016 no Brasil com algumas atualizações eu seu pacote de itens de série. A principal novidade vai fazer a alegria dos donos de celulares com sistema Android: a nova central multimídia do Elantra tem integração com sistema operacional do Google, e permite utilizar os aplicativos do celular diretamente na tela. O sedã ainda passa a contar com painel de led e Wi-Fi a bordo.

Vendido em versão única, o preço do sedã é de R$ 79.990. As primeiras unidades do Elantra sedão vendidas com cores especiais. Serão 130 carros na cor Cinza Metálico e 40 na cor Vermelho Pérola. Pensando bem, nem tão especiais assim.

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Em dirigibilidade, quem investir quase R$ 80 mil terá a disponsição o sistema de direção elétrica Flex Steer, que oferece três modos de direção: Normal, Comfort e Sport. Em praticidade, os retrovisores agora têm rebatimento elétrico.

Da versão anterior, o Elantra mantém os seis airbags, controle de tração e estabilidade, ar-condicionado duas zonas, freios a disco nas quatro rodas, ABS com assistência de frenagem, controle eletrônico de velocidade e bancos de couro.

O motor do sedã é um 2.0 Flex de 178 cv de potência e 21,5 kgfm, quando abastecido com etanol. O câmbio é automático de seis velocidades.

Nova geração

Mas se você quer saber do Novo Elantra de verdade, pode puxar uma cadeira para esperar. Por enquanto, a Hyundai tem revelado apenas teasers do sedã, que deverá ser lançado oficialmente no próximo mês. Nenhum detalhe técnico do carro foi confirmado até agora, mas o modelo deve perder um pouco da tradicionalidade visual e ganhar ares de cupê.

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Hatch apimentado feito no Brasil tem motor de 150 cv, câmbio manual de seis marchas e controles de tração e estabilidade

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O Renault Sandero RS começará a ser vendido no Brasil em setembro com preço inicial de R$ 58.880. O hatch apimentado é equipado com um motor 2.0 de 150 cv e câmbio manual de seis velocidades e relações curtas. Segundo a Renault, com essa configuração o hot hatch de 1.162 kg acelera de 0 a 100 km/h em 8 segundos e tem velocidade máxima de 202 km/h. Fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná, este é o primeiro modelo da linha de esportivos da Renault fabricado fora da Europa.

Além das novidades mecânicas, a versão ganhou diferenciais visuais para reforçar o apelo esportivo. Por fora, há para-choque esportivo com luzes diurnas de LED, saída de escapamento dupla com detalhes cromados e imitação de extrator de ar. A cabine ganha pedaleiras cromadas, bancos com desenho exclusivo desta versão e volante de base achatada. Outro diferencial é que o Sandero RS ganhou central multimídia com comandos de voz, uma tecnologia até então inédita nos modelos da marca francesa no Brasil.

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Conforme Autoesporte havia adiantado, o modelo terá um seletor de modo de condução. O motorista poderá alternar entre Normal, Sport e Race, que mudam parâmetros de direção, acelerador e salvaguardas eletrônicas. Em relação ao Sandero padrão, além do novo motor e do visual esportivo, a linha RS é 2,5 cm mais próximo do solo.

O Sandero RS também conta com freios a disco nas quatro rodas, escapamento duplo e novo ajuste de suspensão, além de barra estabilizadora e eixo traseiro mais rígidos do que a versão tradicional. Outro detalhe importante é que esse passa a ser o primeiro Sandero vendido no Brasil com controles de tração e estabilidade. Além de evitar a perda de controle do carro, o sistema também oferecerá um ajuste esportivo para esses controles. A lista de opcionais é enxuta e oferece somente com rodas de 17 polegadas por R$ 1 mil a mais (as originais têm 16 polegadas). Os pneus são sempre 205/45.

Tabelado abaixo dos R$ 60 mil, o Sandero RS quer apimentar, também, a disputa contra o Fiat Punto T-Jet. O hatch é tabelado em R$ 67.010 e conta com motor 1.4 turbo de 152 cv, além de câmbio manual de cinco velocidades.

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Detalhamento e tratamento de pintura automotiva

pintura-fotoDetalhamento trata-se de uma arte, um tratamento de excelência para automóveis, o qual vai de uma minuciosa limpeza até a correção da pintura para remover qualquer defeito e promover sua máxima proteção. É um processo de limpeza e condicionamento completo das partes externas e internas possíveis de serem tratadas, a fim de manter o veículo sempre limpo, protegido e impecável.

O perfeccionismo e a atenção prestada aos detalhes é algo realmente impressionante, envolve a paixão do profissional e sua vontade em fazer o melhor possível. É nessa hora que se diferenciam os trabalhos e os profissionais.

Se o propósito é fazer um trabalho de produção, é muito provável que o objetivo não seja a perfeição e sim a produtividade, repercutindo no acabamento final. Fica evidente que uma concessionária não dedicará atenção exclusiva e respeitando o processo como deve ser feito, pois neste caso que esta em jogo é a produtividade. O funcionário cumpre metas e o cliente geralmente não conhece outros recursos mais específicos para que seu carro seja cuidado como se deve.

Quando se trata de um detalhamento, o valor está no resultado que se pode atingir, ou seja o profissional empregar o máximo de sua paixão e conhecimentos a fim de fazer com que seu cliente seja surpreendido ao buscar seu carro. Neste caso não se está buscando produtividade e sim qualidade. O artesão não faz por dinheiro, e sim por paixão.

Neste ponto cabe ao profissional definir o que irá fazer, um detailer carrega consigo a vontade e a dedicação de fazer sempre o melhor e buscar cada vez mais o conhecimento sobre aquilo que faz. Não quero dizer que não existam bons polidores, porém o foco e o método de trabalho muitas vezes são diferentes.

Talvez o passo mais importante em um detalhamento, é o de avaliar o trabalho necessário, pois ao contrário do que acontece nos trabalhos comuns, não se pode cometer o erro de pensar que existe uma sequencia definida para tudo. Ou seja, em um veículo menos danificado não podemos usar produtos tão agressivos quanto usaríamos em um veículo bastante danificado.

A indústria de tintas e vernizes esta em constante evolução, e não podemos pensar que um mesmo processo e os mesmos produtos surtirão efeitos satisfatórios em uma infinidade de vernizes e tintas diferentes. Apenas com conhecimento e experiência se consegue dosar o material disponível para cada caso diferente. Isso diferencia o Detailing de qualquer outro serviço automotivo tornando este tipo de trabalho uma verdadeira arte.

Picape chega no fim do ano como linha 2016

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Toyota Hilux e SW terão estilos distintos

O único lançamento importante da Toyota para 2015 dá as caras somente no fim do ano. Trata-se da Hilux. Na oitava geração, a picape será totalmente reformulada. A única exceção são os motores, que serão os mesmos que equipam o modelo atual e que foram trocados recentemente. A Hilux estreia apenas na versão picape, com cabine simples e dupla.

A carroceria SUV virá depois, em 2016. A razão para a demora é que a SW4 necessitará de maior tempo de desenvolvimento. Segundo uma fonte nos confidenciou, a SW4 terá características únicas, que vão diferenciá-la bastante da picape. A SW4 ficará mais luxuosa e sofisticada, com design diferenciado, para atender a um perfil de público mais urbano, que usa o SUV como automóvel, na
cidade.

A picape, por sua vez, manterá suas características e feições de robustez, para satisfazer o consumidor do campo, que usa a Hilux não só como veículo pessoal, mas também nos deslocamentos a trabalho e no transporte de todo tipo de carga por diferentes terrenos.