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Brasileiro vira celebridade mundial fazendo recriação digital de clássicos nacionais. O sucesso foi tanto que um deles até virou carro de verdade

mineiro Robert Ramos é designer gráfico desde os 16 anos. Apaixonado por carros, curtia desenhar automóveis no Photoshop nas horas vagas. O que ele nunca imaginaria é que suas criações um dia conquistariam fama internacional.

Hoje, com 28 anos, esse autodidata de Belo Horizonte (MG) virou uma celebridade no meio – seu Instagram @robertdesign já tem 109.000 seguidores.

Ficou conhecido no mundo devido à qualidade das recriações modernizadas que fez de clássicos nacionais como VW SP2, Karmann-Ghia, Puma, Fusca, Opala e Chevette.

O sucesso nas redes sociais foi tamanho que hoje ele vive do que era hobby: cria projetos virtuais, com seu toque retrô, para que outros possam construí-los em tamanho real. “Nem sempre o cliente segue totalmente o desenho, mas tudo começa ali”, diz.

E foi justamente um de seus fãs que o projetou mundialmente. O americano Jamie Orr é embaixador mundial da VW e roda o mundo promovendo modelos customizados da marca. Jamie se apaixonou por uma Saveiro tunada que viu no perfil de Robert, que deu autorização para que o projeto ganhasse vida.

O carro foi construído no Brasil e Jamie lançou-o no BGT (Bubble Gun Treffen) Brasil de 2018, evento dedicado a carros do grupo VW (inclui Audi e Seat), que é inspirado no GTI-Treffen, tradicional evento em Reifnitz, Áustria.

Jamie levou a Saveiro depois para os Estados Unidos, onde será exposta no Sema Show, que é considerado a maior feira de automóveis personalizados do mundo, que acontece em dezembro. Após isso, há até planos da Saveiro acelerar em Nürburgring.

Pelas imagens, dá para notar que carroceria terá estilo fastback e montadora divulga que porta-malas ganhou 25 litros

Após ser flagrado no último final de semana circulando sem disfarces em São Paulo, durante gravação do comercial, a Hyundai revelou oficialmente a lanterna traseira do novo HB20S.

Além da lanterna, dá para notar que o novo sedã terá estilo fastback. Isso quer dizer que o caimento do vidro está mais acentuado, este tipo de carroceria também foi usado na décima geração do Honda Civic.

Outra informação divulgada pela montadora é que o porta-malas está maior, passou de 450 litros para 475 litros.

As fotos do flagra foram enviadas pelo nosso leitor Fernandi Durigan, e deu para perceber que a dianteira do três volumes é igual ao hatch revelado recentemente. A robusta grade, maçanetas cromadas e o novo desenho das rodas de liga leve de 15 polegadas são outros destaques.

 

Quarta geração da station wagon aparece com design afiado, muita tecnologia e V8 de Lamborghini com 600 cv

Se eu fosse a Mercedes-AMG E63 S Estate ou a Porsche Panamera Sport Turismo, eu estaria preocupado. Isso porque a Audi acaba de apresentar a nova geração da RS 6 Avant.

Com cara de mau, 600 cv e muita tecnologia embarcada, o modelo surge com muitas credenciais: para mexer com o coração dos apaixonados por wagons, mas também se tornar referência no segmento. E o melhor: a RS 6 Avant vem ao Brasil. Só vai demorar um pouquinho. A estreia vai acontecer apenas no último trimestre do ano que vem.

A renovação de estilo da perua começa com generosa grade hexagonal com duas tomadas de ar gigantes nas extremidades. O capô é longo, cheio de vincos e converge aos faróis emprestados do A7, de Matrix LED com tecnologia laser.

De perfil, chamam atenção as rodas de 21 polegadas calçadas em pneus 275/35. Opcionalmente, a perua pode vir equipada com rodas aro 22 e compostos 285/30. Os freios trazem discos ventilados de 420 mm na dianteira e 370 mm na traseira, com as pinças pintadas de preto.

Com os freios opcionais de carbono-cerâmica (de 440 mm na dianteira e 370 mm na traseira), as pinças podem ter o tom cinza, azul ou vermelho. Segundo a Audi, este componente economiza 34 kg. Atrás, as lanternas são novas e acompanhadas de um para-choque robusto com as tradicionais saídas de escape ovaladas.

O motor é o V8 4.0 biturbo que foi trabalhado para produzir 600 cv e 81,6 kgfm de torque entre 2.100 rpm e 4.500 rpm na versão padrão – antes os 560 cv e 76,5 kgfm da geração anterior. A transmissão é automática de oito marchas e a tração, claro, integral.

Normalmente a distribuição segue 40% para a frente e 60% para trás. Mas com um m diferencial autoblocante, a transferência de força atinge até 70% para o eixo dianteiro  ou 85% para o eixo traseiro –  a variação depende da aderência ou não do piso.

E assim como outros modelos da gama, como o recém-lançado Q8, a RS 6 tem o sistema elétrico primário de 48V. Entre 55 km/h e 160 km/h, e com velocidade constante, o carro é capaz de rodar sem o motor ligado por 40 segundos, somente com a energia armazenada nas baterias de íons de lítio.

O sistema também atua no start/stop em velocidade abaixo de 22 km/h. De acordo com a marca, 0,8 litros de combustível são salvos a cada 100 quilômetros percorridos. A RS 6 Avant ainda pode desativar quatro dos oito cilindros (2-3-5-8) para economizar combustível em velocidades de cruzeiro.

Com este conjunto, a perua vai de zero a 100 km/h em 3,6 segundos – 0,3 s a menos que antes. Outro número impressionante: zero a 200 km/h em 12 s. A velocidade máxima é limitada eletronicamente em 250 km/h, mas quem adquirir o pacote opcional Dynamic Plus pode levar a station aos 305 km/h. Imagine a versão Performance…

Outro item que pode ser adquirido à parte é o eixo traseiro esterçante. Em baixas velocidades, as rodas traseiras inclinam até 5º em direção oposta às dianteiras para ajudar nas manobras. Em médias e altas velocidades, são 2º no mesmo sentido para melhorar o contorno de curvas.

A suspensão a ar adaptativa é de série. A RS 6 Avant é 20 mm mais perto do chão que o A6, por exemplo. Porém, ela pode reduzir a altura da perua automaticamente em mais de 10 mm a partir de 120 km/h para dar mais estabilidade.

No caso oposto, pode aumentar em mais 20 mm para transpor rampas ou lombadas mais robustas. A perua ainda pode vir equipada com o Dynamic Ride Control, que tem molas e amortecedores que se ajustam em três estágios para reduzir ao máximo a rolagem da carroceria.

O interior segue o padrão dos modelos mais recentes da marca alemã. O tradicional Virtual Cockpit, o painel de instrumentos digital com tela de 12,3 polegadas. No entanto, as versões RS tem interface próprias com mostradores especiais de pressão do turbo, força G e, claro, potência e torque.

Na parte central, há a tela de 10,1 polegadas da central multimídia e logo abaixo mais um display, de 8,6”, para controles, entre outras funções, o ar-condicionado.

Sedã médio recebe uma leve plástica e estreia a versão Premier, com frenagem autônoma e internet nativa a bordo — grátis por 3 meses ou 3 GB

Seu plano de dados do celular acabou? Se você estiver ao bordo do novo Cruze, isso pode não ser um problema. O Chevrolet passa a oferecer conexão de internet na linha 2020. Ao ligar o veículo, os ocupantes contam com sinal de wi-fi nativo, que funciona como o de casa. O acesso é configurado no ícone “roteador” exibido na nova tela multimídia de oito polegadas. Ali, os usuários definem o nome e a senha do wi-fi para conectar até sete dispositivos.

Porém, como nos voos comerciais, o serviço de internet é cobrado à parte. Por ora, a GM divulgou só o valor do pacote básico “Navegação + Música”, com 2 Gigabytes de dados: R$ 29,90/mês. A assinatura será feita com a operadora Claro, o que pode parecer ruim para clientes de outras empresas de telefonia móvel. E isso não poderá ser alterado, já que o chip é fundido secretamente em uma das muitas placas eletrônicas.

Se os 2 GB parecem pouco para uma vida mais e mais conectada, os clientes poderão escolher entre outros três pacotes: Carona (5 GB), Corporativo (10 GB) e Família (20 GB). Os valores e os preços serão divulgados em setembro, quando a linha 2020 chega às lojas.

Até lá, a GM terá de bolar uma estratégia para vender as assinaturas da internet e do OnStar. Esses dois serviços são gratuitos no início e serão cobrados após a “degustação”. No caso da internet, são três meses ou 3 GB de dados. Já o OnStar funciona de graça por um ano, e depois é pago em três pacotes (Safe, Protect e Exclusive), de R$ 54,90 a R$ 79,90. A seu favor, a GM contará com o público mais endinheirado da linha Cruze. Mesmo assim, será desafiador — haja grana para tantas mensalidades!

Além de economizar o plano de dados do celular com a criançada (no caso de casais com filhos), a internet embarcada trará outras facilidades combinada à nova geração do MyLink. Será possível ver informações de trânsito em tempo real no GPS, atualizar o sistema operacional, instalar um aplicativo ou fazer o agendamento online da revisão. A central passa a aceitar duas conexões Bluetooth simultâneas.

A tela tem navegação mais simples, com menus que correm lateralmente como nos smartphones atuais. Outra novidade é a personalização para até dois usuários, que podem configurar plano de fundo e rádios favoritas, por exemplo. As interfaces Apple CarPlay e Android Auto estão presentes nas versões mais recentes, e os ocupantes ficarão felizes ao notar que o console inferior passa a ter duas entradas USB.

Segundo a GM, a inédita versão Premier possui 42 processadores, 22 antenas e 14 redes, tudo para garantir rapidez de uso e um sinal com o mínimo de oscilação. Um detalhe interessante é a barbatana no teto: o módulo tem quatro antenas, o que permite desfrutar do sinal do wi-fi a até 15 metros de distância.

E o que mais mudou no Cruze? Bom, o médio recebeu uma leve plástica para ter o design mais recente da marca. A nova grade, cheia de cromados, une os faróis e dá mais presença ao modelo. Mas o destaque são as lanternas de LED, que dão efeito tridimensional e são bem mais interessantes que as anteriores. Por dentro, poucas alterações. A maior é a nova tela multimídia.

A mecânica também foi mantida, o que não é má notícia. O valente motor 1.4 turbo flex de 153 cv e 24,5 kgfm de torque segue conectado ao câmbio automático de seis marchas. Pena a GM não ter adicionado paddle-shifts para trocas manuais.

A despeito dos bons números em pista — zero a 100 km/h em 8,8 segundos e resgate de 60 km/h a 100 km/h em 4,8 s —, falta um “modo Sport” para apimentar a direção. O consumo não impressiona nem incomoda (média de 9,9 km/l com etanol).

Entre os equipamentos, as novidades estão no Cruze Premier, novo topo de linha. O carregador por indução ganhou nicho mais amplo, para acomodar smartphones grandes e receber uma gama maior de aparelhos. E a segurança está reforçada pelo sistema de frenagem autônoma de emergência com detector de pedestres, um belo diferencial para incomodar o novo Civic, que não incorporou recursos semiautônomos. Ponto para o Chevrolet.

TESTE

Aceleração
0 – 100 km/h: 8,8 segundos
0 – 400 m: 16,4 segundos
0 – 1.000 m: 29,8 segundos
Vel. a 1.000 m: 177,8 km/h
Vel. real a 100 km/h: 93 km/h

Retomada
40 – 80 km/h (Drive): 3,8 segundos
60 – 100 km/h (D): 4,8 segundos
80 – 120 km/h (D): 5,9 segundos

Frenagem
100 – 0 km/h: 42,1 metros
80 – 0 km/h: 26,9 metros
60 – 0 km/h: 15 metros

Consumo
Urbano: 8,2 km/l
Rodoviário: 11,7 km/l
Média: 9,9 km/l
Autonomia em estrada: 415 km

FICHA TÉCNICA

Motor
Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.4, 16V, comando duplo, injeção direta, turbo, flex

Potência
150/153 cv a 5.200 rpm

Torque
24/24,5 kgfm a 2.000 rpm

Câmbio
Automático sequencial de seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e eixo de torção (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)

Pneus e rodas
215/50 R17

Dimensões
Comprimento: 4,66 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,48 m
Entre-eixos: 2,70 m

Tanque de combustível
52 litros

Porta-malas
440 litros (fabricante)

Peso
1.321 kg

Central multimídia
8 pol., sensível ao toque; Android Auto e CarPlay

Garantia
3 anos

Cesta de peças
R$ 15.002,19

Seguro
R$ 4.197

Revisões
10 mil km: R$ 292
20 mil km: R$ 684
30 mil km: R$ 440

O T-Roc é um SUV cupê derivado do Golf. O veículo é comercializado apenas na Europa

O Volkswagen T-Roc, que é um SUV cupê derivado do Golf, ganhou uma nova configuração: Cabriolet.

Isso mesmo, embora seja considerado um SUV, o veículo não perde seus traços esportivos e agora a Volkswagen deu a versão conversível ao modelo, assim como a Land Rover fez com o Evoque.

Para o chefe de projeto do veículo, Klaus Bischoff, “o T-Roc Cabriolet leva no design a experiência de liberdade na condução. Redefinimos a CUV como um produto de estilo de vida emotivo que combina poder e estilo de uma maneira única”, disse.

Pouco conhecido do público brasileiro, o T-Roc é vendido apenas na Europa. O SUV cupê já emplacou cerca de 360 mil unidades desde seu lançamento.

A nova versão é produzida sobre a plataforma do Tiguan. São 4.268 mm de comprimento e uma distância entre eixos de 2.630 mm. São 1.811 mm de largura e 1.522 mm de altura

Embora tenha um design que mistura um SUV com um cupê esportivo, o T-Roc acabou abandonando o lado “família” dos SUVs ao sair de fábrica com um porta-malas de 284 L, sendo menor que o do Golf 1.4 TSi Highline: 313 L. O Tiguan Allspace 1.4 tem um porta-malas de 710 L.

O veículo será disponibilizado em duas versões. A versão mais simples é equipada com motor a gasolina 1.0 turbo de 115 cv e 20,39 mkgf, com câmbio de manual de seis marchas.

Enquanto isso, a outra vem com motor a gasolina 1.5 turbo de 150 cv e 25,49 mkgf, com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

Capota, segurança e acessórios

Assim como o Golf e o Beetle Cabriolet, o T-Roc tem capota almofadada correndo em trilhos. A estrutura pode ser acionada enquanto o veículo está em movimento, desde que não ultrapasse os 30 km/h. Após o acionamento, demora nove segundos para concluir a ação, segundo a empresa.

Para a segurança dos usuários, o T-Roc vem equipado com uma proteção contra capotamento que fica atrás dos bancos traseiros.

O sistema é acionado caso o veículo apresente uma velocidade lateral fora do normal, indicando que haverá capotamento. Quando isso acontece, a proteção salta ficando acima da cabeça dos usuários e espera o impacto.

O cabriolet ainda promete ficar o tempo todo conectado. O SUV terá uma nova central de entretenimento disponível com acesso à internet.

Tudo isso ficará disponível em uma tela de até oito polegadas. O T-Roc conversível manteve o painel digital já oferecido como opcional do Golf GTI nacional.

O comprador terá disponível, além da linha convencional, a esportiva: R-Line. Poderá ainda escolher entre rodas de 17? (padrão) ou 19? e as cores do interior, feito em couro.

Primeira versão esportiva do hatch nacional recebia um tempero de Golf GTI para desfazer a má fama de hatch com desempenho fraco

indústria automobilística nacional é notória pelo número de  modelos desenvolvidos especificamente para o mercado brasileiro.

Uma das histórias mais interessantes é a do Gol GT, versão esportiva que surgiu para corrigir o destino do automóvel que liderou o ranking de vendas durante 27 anos consecutivos.

O Gol foi a grande novidade da Volkswagen em 1980, a esperança da marca para repetir o sucesso que o Golf teve na Alemanha em 1974 ao suceder o Fusca.

Só havia um problema: em vez de utilizar os motores EA111 e EA827 refrigerados a água, a filial de São Bernardo do Campo insistiu no 1.3 refrigerado a ar herdado do Fusca.

Era um paradoxo: um carro bonito, moderno e estável sabotado por uma mecânica com mais de 40 anos.

Seu desempenho era capaz de irritar até o mais pacato dos motoristas: máxima de 124,67 km/h e 0 a 100 km/h em 30,27 segundos. Um automóvel fraco na cidade e perigoso nas rodovias.

A má fama fez com que o Gol encalhasse nas concessionárias, o que não ocorreu com o sedã Voyage em 1981 e a perua Parati em 1982.

A boa aceitação de ambos se deu em parte em função dos eficientes motores 1.5 e 1.6 refrigerados a água do Passat, similares ao utilizado pelo Golf alemão. A solução apareceu em abril de 1984.

“O Gol GT foi uma iniciativa do diretor de engenharia na época, Philipp Schmidt”, conta o designer Gerson Barone, 40 anos dedicados à VW. “Era um alemão inovador e extremamente exigente, com forte obsessão pela qualidade e tecnologia”.

O Gol esportivo era impulsionado por um inédito motor de 1,8 litro e potência declarada de 99 cv, bem acima dos 81 cv do Voyage e da Parati.

Era o suficiente para levar seus 934 kg de 0 a 100 km/h em menos de 11 segundos, com máxima beirando os 170 km/h. Boa parte desse desempenho vinha do comando de válvulas, o mesmo do Golf GTI alemão.

O esportivo de Wolfsburg também serviu de inspiração para a decoração esportiva: faróis redondos de longo alcance, pneus 185/60 em rodas Avus aro 14, grade na cor da carroceria, defletor dianteiro e um belo escapamento de saída dupla.

O comportamento dinâmico estava à altura do novo motor: a suspensão dianteira recebeu molas mais rígidas e barra estabilizadora mais grossa e os amortecedores foram recalibrados.

As pinças de freio foram redimensionadas e a direção adotou relação mais lenta em função dos pneus largos.

O conjunto ótico dianteiro era o usado no Voyage e na Parati, com enormes faróis retangulares ladeados por piscas verticais.

Na traseira havia um aplique preto fosco entre as lanternas e na tampa, e o vidro recebeu um adesivo com a inscrição GT. A cilindrada era orgulhosamente exibida por adesivos na traseira e laterais.

O capricho se repetia no interior: bancos esportivos Recaro, volante de quatro raios do Passat TS, conta-giros e console com relógio digital.

O câmbio de quatro marchas foi substituído no ano seguinte por outro de cinco, mas a relação final de transmissão permanecia inalterada, com velocidade máxima na última marcha.

Era mais ágil que o Ford Escort XR3, limitado pelo arcaico motor 1.6 e comando de válvulas no bloco. Logo ganhou a companhia do Passat GTS Pointer, que adequou a mesma receita a um perfil familiar.

O motor AP foi adotado em meados de 1985, com bielas mais longas para melhor rendimento e funcionamento mais suave.

Poucas alterações foram realizadas até o encerramento da produção, em 1986: foram adotados faróis de neblina, regulagem de altura para o banco do motorista e o belíssimo volante “quatro bolas”.

Outro concorrente de respeito foi o Monza S/R, mas a tarefa de enfrentá-lo foi repassada ao sucessor GTS, que surgiu em 1987 com as belas rodas “pingo d’água” e aerofólio traseiro.

 

Ficha técnica: VW Gol GT 1986

  • Motor: longitudinal, 4 cilindros em linha, 1.781 cm3, comando de válvulas no cabeçote, carburador de corpo duplo; 99 cv a 5.600 rpm; 14,9 mkgf a 3.600 rpm
  • Câmbio: manual de 5 marchas, tração dianteira
  • Dimensões: comprimento, 384,6 cm; largura, 160,1 cm; altura, 137,5 cm; entre-eixos, 235,8 cm; peso, 934 kg
  • Pneus: 185/60 R14

Desempenho (Teste janeiro de 1986)

  • Aceleração: 0 a 100 km/h: 10,61 s
  • Velocidade máxima: 167,83 km/h
  • Consumo: 6,88 km/l (urbano) e 11,13 km/l (rodoviário)
  • Preço: Cr$ 13.218.589 (mai/84)
  • Atualizado: R$ 117.600 (IPC-A/IBGE)

Nova versão de temática noturna combina robustez da mecânica diesel a um visual invocado por R$ 166.690

Parece até uma nova série especial, mas a partir de agora a inédita S10 Midnight passa a fazer parte da gama de versões da linha 2019 da picape média. O modelo traz como novidade a roupagem preta, que justifica o sobrenome “meia noite”. Faróis usam máscaras negras e as gravatas da Chevrolet (na grade e na tampa traseira) são pretas, tal como as rodas aro 18. A pintura evidentemente é preta, da mesma forma que a cabine, onde bancos, portas e teto são revestidos com tecido preto. Para não dizer que tudo é preto, o volante traz a gravata no clássico dourado. Uma herança compartilhada da versão LT, na qual é baseada.

Lançada ao preço de R$ 166.690, a S10 Midnight usa a mecânica turbodiesel, que entrega toda a valentia que se espera de uma picape do seu porte. O motor 2.8 litros entrega 200 cv e um torque pesado de 51 kgfm a 2.000 giros, sempre associado ao câmbio automático sequencial de seis marchas. A tração 4×4 é bastante simples de operar e pode ser ajustada em movimento, pelo seletor giratório no console entre os bancos. Há três modos possíveis, exatamente como nas demais variantes: 4×2 (tração traseira), 4×4 (integral) e 4×4 reduzida (com bloqueio do diferencial, para um fora de estrada mais severo).

O traje noturno se completa dentro e fora com emblemas que trazem o nome Midnight. Mas foi durante o dia que a picape fez sucesso. Notei muitos olhares vindos das calçadas e no meio do trânsito de São Paulo. As rodas aro 18 pintadas em preto “Ouro Negro” — e calçadas com pneus Bridgestone Dueler II 265/60, mais voltados ao asfalto — de longe foram as campeãs de audiência. Quem olhava, imediatamente as contemplava. Não há como negar que a S10 já chama a atenção pelo porte. São 5,36 m de comprimento por 1,87 m de largura e 1,78 m de altura. Mas o visual invocado definitivamente lhe caiu bem.

Se seduz os olhos, talvez a simplicidade da cabine desaponte alguns interessados. Como nasce da versão LT, a S10 Midnight é modesta por dentro. A lista de série traz o trivial para o preço sugerido. Inclui ar-condicionado, volante revestido de couro com comandos do controle de cruzeiro e ajuste vertical, assistente de descida (para uso no offroad), controles de estabilidade e de tração, airbags frontais, travas e vidros elétricos nas quatro portas com acionamento por um toque, concierge OnStar e a central multimídia MyLink2, com tela touch de sete polegadas, uma USB e as interfaces Android Auto e Carplay.

O acabamento segue a linha espartana, feita para durar, com predomínio de plásticos rígidos de texturas sem muito glamour. Ao menos a parte central do painel é macia ao toque, simulando couro com costura, e as saídas de ar que envolvem a tela multimídia trazem moldura estilizada. De resto, a S10 Midnight repete o estilo e as limitações vistas na picape Chevrolet. O aspecto que mais deixa a desejar é a ergonomia. A posição de dirigir bem alta segue o padrão da classe, mas a ausência de ajuste de profundidade do volante dificulta o motorista a encontrar a melhor posição.

Sua altura também dificulta o acesso, mesmo trazendo estribos laterais. Menos mal que há puxadores na parte interna das colunas dianteiras, que facilitam o embarque. Em espaço, a S10 Midnight se vale da cabine dupla, capaz de levar cinco adultos sem aperto. Outro ponto positivo é a boa quantidade de porta-objetos a bordo. Só a entrada USB que fica mal alocada, no baú que serve de apoio de braço entre os bancos. Aliás, já era hora de a GM colocar outra entrada USB na picape. Mas de todos os equipamentos, o que mais fez falta foi a câmera de ré. Mesmo com retrovisores enormes, é difícil manobrar a S10 “às escuras”.

Em movimento, a versão agrada e até surpreende no conforto. O motor 2.8 enche rápido e logo entrega o torque máximo, que empurra a picape com bastante força. Por outro lado, a S10 ganha velocidade gradualmente. Não há uma tocada esportiva, a despeito da estética enfurecida da Midnight. Mas é notável seu poder de tração ao volante. O câmbio automático não é tão dinâmico nas trocas, mas impressiona o baixo nível de vibrações, obtidas com sistema de pêndulos CPA, que estreou no fim de 2017 com a linha 2018. O dispositivo minimiza o escorregamento do câmbio em baixas rotações, e facilita os engates.

Nos testes de pista, a picape registrou bons números. O zero a 100 km/h foi cumprido em 9,8 segundos, e a retomada de 60 km/h a 100 km/h levou 5,6 segundos, bela marca para o utilitário de duas toneladas. Entretanto, nas frenagens a S10 exige espaço. Para estancar totalmente a 100 km/h foram necessários 48,8 metros. Finalmente, do ponto de vista do consumo, o modelo a diesel tem suas vantagens. Em percurso urbano, foi apenas razoável, com 7,6 km/l de média, mas na estrada fez 12,7 km/l, chegando à média mista de 10,1 km/l. Com o tanque de 76 litros, sua autonomia atinge ótimos 767 km.

Vale a compra?

Depende. Em estilo, a versão Midnight talvez seja a S10 que mais se destaca. Não há como negar que a picape ganhou um toque emocional com a temática noturna e as rodas pretas. Por outro lado, os R$ 166.690 anunciados podem parecer salgados diante do pacote de equipamentos. Bancos revestidos de couro deixariam a cabine mais nobre. Mesmo assim, ainda faltam itens elementares, como câmera de ré, airbags laterais e comandos do som no volante (além de ajuste de profundidade da coluna de direção). Já a mecânica cumpre seu papel, entregando robustez para encarar terrenos mais difíceis e ótima autonomia.

TESTE

Aceleração
0-100 km/h: 9,8 segundos
0-400 m: 16,9 segundos
0-1.000 m: 31,4 segundos
Veloc. a 1.000 m: 161,6 km/h
Vel. real a 100 km/h: 97 km/h

Retomada
40-80 km/h (Drive): 4,2 segundos
60-100 km/h (D): 5,6 segundos
80-120 km/h (D): 7,4 segundos

Frenagem
100-0 km/h: 48,8 metros
80-0 km/h: 29,1 metros
60-0 km/h: 15,4 metros

Consumo
Urbano: 7,6 km/l
Rodoviário: 12,7 km/l
Média: 10,1 km/l
Autonomia em estrada: 767,6 km

FICHA TÉCNICA

Motor: Dianteiro, longitudinal, 4 cil. em linha, 2.8, 16V, injeção direta, turbo diesel
Potência: 200 cv a 3.600 rpm
Torque: 51 kgfm a 2.000 rpm
Câmbio: Automático de 6 marchas, tração integral com reduzida
Direção: Elétrica
Suspensão: Independente com braços articulados (diant.) e feixe de molas (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e tambores (tras.)
Pneus e rodas: 265/60 R18 (diant. e tras.)

Dimensões
Comprimento: 5,36 m
Largura: 1,87 m
Altura: 1,78 m
Entre-eixos: 3,09 m
Tanque: 76 litros
Capacidade de carga: 1.134 litros
Peso: 2.016 kg
Central multimídia: 7 pol., sensível ao toque, com Android Auto e Carplay
Garantia: 3 anos
Cesta de peças**: R$ 8.717

Revisões
10 mil km: R$ 336
20 mil km: R$ 928
30 mil km: R$ 1.116

Preço sugerido: R$ 166.690

**Retrovisor direito, farol direito, para-choque dianteiro, lanterna traseira direita, filtro do ar-condicionado (elemento), filtro de ar do motor (elemento), jogo de quatro amortecedores, pastilhas de freio dianteiras, filtro de óleo do motor e filtro de combustível.

O muscle car está mais invocado e ganhou novo motor turbinado

Olha só quem passou por uma bela repaginada. O Chevrolet Camaro acaba de ser atualizado nos Estados Unidos e, quem diria, o modelo ficou a cara da última versão do personagem Bumblebee, da franquia Transformers. Ainda mais invocado, o muscle car exibe um novo conjunto de faróis e para-choques, mas o destaque é o novo formato da grade, que se converte em uma peça única e ocupa grande parte da dianteira com suas grandes saídas de ar. O capô também parece ter ganhado um desenho mais cheio e as lanternas de LED foram redesenhadas e agora são formadas por dois elementos.

Segundo a Chevrolet, o modelo pode receber elementos exclusivos, dependendo da versão. O Camaro RS e SS, por exemplo, ganham um difusor específico, bem como rodas exclusivas de 20 polegadas.

Mas o “tapinha” não foi apenas no visual. O Camaro 2019 também ganhou novidades mecânicas. Além de melhorias na suspensão para oferecer melhor distribuição de peso, o modelo é oferecido com um novo motor 2.0 turbo (1LE), capaz de despejar 278 cv de potência e 40,7 kgfm. Esse motor vem sempre combinado exclusivamente a um  câmbio manual de seis marchas.

Por falar em transmissão, a versão SS, que manteve o motor V8 de 461 cv, adotou um novo câmbio automático de dez velocidades, o mesmo usado pelo….Ford Mustang.

Dentro da cabine, a principal novidade foi a adoção da nova geração do sistema Infotainment 3, que é oferecido com tela sensível ao toque de sete polegadas. Segundo a Chevrolet, o sistema permite maior personalização e uma interface mais amigável. Quem quiser uma central maior, pode optar por uma tela de oito polegadas, vendida à parte e equipada com sistema de navegação.

O pacote de segurança do carro também ganhou melhorias. O modelo ganhou uma câmera de ré integrada ao retrovisor. Ela ganhou uma visão mais abrangente e ótima qualidade de imagem. Há também um sistema de alerta de colisão.

Além de não escoar a água, pneus gastos têm menos aderência ?

Se os carros de corrida usam pneus slick quando não há chuva, isso significa que um pneu careca tem mais aderência no asfalto seco que um pneu com ranhuras? – Gilson Scatambulo, por email.

A função principal das nervuras de um pneu é escoar a água em piso molhado. Elas são projetadas para direcionar a água para fora do pneu da forma mais rápida e evitar a aquaplanagem. Daí a importância dos carros de corrida usarem pneus específicos para chuva.

Por outro lado, quando a pista está seca carros de corrida podem se dar o luxo de usar pneus lisos, os chamados pneus “slicks”, que conseguem o máximo de aderência possível. Isso quer dizer que um pneu careca também leva vantagem sobre um pneu novo no seco?

De acordo com Roberto Falkenstein, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Pirelli, isso não acontece. “Os pneus slick são projetados e desenvolvidos especificamente para funcionar com a superfície lisa e para uso em competições. Nestas condições, eles garantem o máximo de aderência possível”, conta.

Além da diferença nas dimensões dos pneus de pista, eles usam compostos diferentes, muito mais macios, capazes de gerar maior aderência. Em compensação, também duram muito menos, cerca de 200 km em condições de corrida, e são mais suscetíveis a sujeiras na pista.

Já os pneus convencionais são feitos para durar milhares de quilômetros, por isso possuem borracha mais dura, menos aderente. Quando seus blocos e nervuras se desgastam, o que resta da banda de rodagem não é macia o suficiente nem foi projetada para agarrar melhor o asfalto nessas condições.

Além disso, um pneu careca bastante usado terá uma borracha envelhecida, que pode ter ficado ainda mais dura e ressecada, alterando suas características ao rodar. Segundo Falkenstein, eles também “estão mais propícios à furos pela baixa quantidade de borracha restante em sua banda de rodagem.”

Projeto baseado no Camaro ZL1 foi levado ao dinamômetro e despejou 972 cv nas rodas

O Dodge Demon assombrou o mundo dos muscle cars com seus 851 cv e 106,4 mkgf de torque máximo. Mas, se depender da Hennessey, o modelo já está fadado a comer poeira. Em abril, a preparadora norte-americana realizou diversas alterações no Camaro ZL1 (incluindo a adoção de um novo turbocompressor) para levá-lo a espantosos 1.013 cv.

Até o nome escolhido para sua nova criação soa como uma provocação à Dodge: The Exorcist – ou “O Exorcista”, em bom português.

Diversas modificações foram realizadas no motor V8 LT4 de 6,2 litros que equipa o ZL1. O supercharger e o intercooler, por exemplo, tiveram fluxo de ar aumentado e agora são capazes de gerar 14 psi de pressão. Cabeçotes, cilindros, virabrequim, coletores e central eletrônica também foram modificados, resultando nos 1.013 cv supracitados e torque máximo de 133,5 mkgf a 4.400 rpm, disponíveis tanto para a versão com câmbio manual de seis marchas como para a automática de dez velocidades.

O número mais impressionante, no entanto, surgiu nesta semana: levado a um dinamômetro de rolo, o Exorcist despejou 959 hp (o equivalente a 972 cavalos) nas rodas, indicando que o motor certamente entrega mais do que os 1.013 cv informados pela Hennessey.

À esta altura, você está querendo saber o preço. E ele não é barato: o carro pronto custa mais do que o valor estimado pelo Demon – abaixo de US$ 100 mil, segundo a Dodge.

Entretanto, quem já tiver um ZL1 pode transformá-lo em um “exorcista” mediante módicos US$ 55.000. Caso o veículo seja automático, ainda será necessário desembolsar mais US$ 9.950 para assegurar que a transmissão suporte tanta potência sem quebrar. Pelo menos a preparadora oferece uma garantia de dois anos ou 24 mil milhas percorridas – seja nas estradas ou em pistas de arrancada.