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Sistema eletrônico conta com proteções para marotagens, mas pode ser usado em emergências

Como funciona o freio de estacionamento elétrico? É possível dar cavalo de pau? – Rogério Magalhães da Silva, São Bernardo do campo (SP)

Não é possível. Os freios de estacionamento eletrônicos usam um atuador elétrico para bloquear as rodas ao toque de um botão.

Nos sistemas mais simples, um motor puxa o cabo de aço que freia o eixo traseiro, eliminando a necessidade da alavanca e da regulagem conforme as pastilhas (ou lonas) se desgastam.

Para evitar acidentes, uma proteção impede que o freio seja acionado totalmente caso alguém aperte o botão com o veículo em movimento.

No entanto, se o comando for mantido acionado, o veículo entende que se trata de uma situação de emergência e ativa gradualmente o freio de estacionamento, enquanto o ABS impede o travamento das rodas.

Por isso, sem chance de dar um cavalo de pau nesse tipo de veículo. QUATRO RODAS, inclusive, testou essa possibilidade:

Vale ainda a lembrança, de acordo com o artigo 175 do Código de Trânsito Brasileiro:

“Utilizar-se de veículo para demonstrar ou exibir manobra perigosa, mediante arrancada brusca, derrapagem ou frenagem com deslizamento ou arrastamento de pneus: Infração – gravíssima; penalidade – multa (R$ 2.934,70), suspensão do direito de dirigir e apreensão do veículo.”

Esportivo híbrido ganha nova geração e possibilidade de dirigir com os cabelos ao vento

A nova geração do BMW i8 enfim começa a chegar ao Brasil. O modelo só irá desembarcar de fato por aqui no segundo semestre, mas já pode ser comprado na pré-venda. E a boa notícia é que ele está mais barato do que na geração anterior – apesar de ainda ser um carro caro. A versão cupê custa R$ 649.950, enquanto a conversível sai por R$ 699.950. Na geração anterior, o carro era vendido por R$ 799.950.

O motor a combustão é um 1.5 turbo a gasolina, que move as rodas traseiras e trabalha em conjunto com um motor elétrico, responsável pelas rodas dianteiras. A potência combinada é de 374 cv e 42 kgfm. Segundo a BMW, a versão cupê chega a 100 km/h em 4,4 segundos, enquanto a conversível faz a mesma prova em 4,6 segundos.

A culpa é dos reforços estruturais para permitir a retirada temporária da capota. Por conta disso, o peso do conversível salta para 1.595 kg, mais que os 1.535 kg do cupê. O chassi do carro é feito de alumínio e a cabine conta com fibra de carbono e plástico para reduzir o peso.

A velocidade máxima de ambos os carros é de 250 km/h. Quem não fizer questão de acelerar tanto pode dirigir o carro no modo 100% elétrico por até 45 km, segundo a BMW do Brasil. O acionamento da capota do i8 conversível é feito por um sistema elétrico, que demora 15 segundos para abrir ou fechar. Esse processo pode ser feito com o carro a até 50 km/h.

De série, o esportivo conta com faróis de LED, bancos esportivos, sistema de projeção de informações no para-brisas, rodas de 20 polegadas e indicador de troca de marchas. O i8 pode ser encomendado em 6 cores diferentes de carroceria (cinza com prata, branco com azul, cinza com azul, cinza com prata, branco com cinza ou laranja com cinza. Já a cabine tem 4 opções de revestimentos.

Além de receber as primeiras unidades da nova geração do esportivo, quem optar por comprar o carro já na pré-venda ganhará um sistema de carregamento rápido das baterias do carro. O Wallbox garante que o carro tenha 100% de autonomia em menos de 3 horas, conforme a BMW. E também garantem o preço inicial menor do que o da geração anterior, claro.

Novo Roadster terá pacote opcional com 10 foguetes a ar comprimido que prometem melhorar seu desempenho

Elon Musk não estava brincando quando anunciou, por meio de sua conta no Twitter, que o novo Tesla Roadster será capaz de voar usando tecnologia empregada nos foguetes da SpaceX.

Isso não tem a ver com o antigo Tesla Roadster de uso pessoal que Musk enviou para o espaço no ano passado – e que agora está no espaço a mais de 72 mil km/h.

Ele quer fazer a nova geração do esportivo flutuar de verdade.

Tudo começou quando o bilionário retweetou um vídeo do DeLorean DMC-12 de “De Volta para o Futuro” flutuando no ar. “O novo Roadster poderá fazer algo parecido com isso”, disse Musk.

Depois, deu mais detalhes sobre a empreitada a um seguidor que disse acreditar que ele não estava brincando.

A nova geração do esportivo elétrico da Testa terá impulsores de ar pressurizado desenvolvidos à imagem e semelhança do sistema usado no foguete Falcon 9 para pressurizar a querosene e o oxigênio armazenado em seus tanques de combustível. O carro, porém, usará apenas ar comprimido.

Em junho, Elon Musk afirmou que o Roadster teria um pacote opcional SpaceX com até 10 pequenos foguetes. Eles ficariam espalhados pelo carro com a missão de ajudá-lo a acelerar e frear mais rápido, e também melhorar a forma como ele ataca as curvas. O mais legal, porém, será fazer o carro flutuar a alguns centímetros do asfalto.

Não que o Tesla Roadster precise de impulso extra. A versão convencional, que deverá entrar em produção no final deste ano, tem três motores elétricos: um no eixo dianteiro e dois no traseiro. Juntos, geram 1020 mkgf de torque – o Bugatti Chiron tem  163,2 mkgf de torque máximo.

Tanta força resulta em números de desempenho assustadores. Este novo Roadster precisa de 1,9 segundo para acelerar de 0 a 96 km/h (60 mph), chegando aos 160 km/h em 4,2 segundos.

Mas Musk está empolgado para fazer seu novo esportivo voar, literalmente. O ar ultra-pressurizado seria armazenado em tanques de kevlar, aço e fibra de carbono (Composite Overweapped Pressure Vessel, COPV) no lugar onde ficaria o banco traseiro.

É um sistema bastante complexo, ideal para mostrar para os amigos. Mas Elon Musk foi pragmático ao ser questionado sobre a legalidade do uso dos foguetes.

“Não creio que a lei previu essa situação. Durante um tempo será legal”. O empresário não deu pistas de quanto custará a brincadeira.

Saiba se as paradas sucessivas do motor, devido ao uso do sistema start- stop prejudicam o funcionamento do veículo

Imagine estar parado no semáforo e de repente o motor do carro desliga. Você pode pensar que há algo errado, mas nos automóveis com o sistema start-stop isso é comum. O recurso foi desenvolvido para desligar o motor quando o condutor pisa no freio e faz pequenas paradas. Para religar, basta tirar o pé do freio ou acionar a embreagem (no caso dos carros com câmbio manual). A ideia é economizar combustível e reduzir as emissões. O uso do sistema é controverso e levanta a dúvida: carros que realizam partidas sucessivas exigem mais cuidados? Saiba mais informações nesta matéria!

Segundo Francisco Satkunas, engenheiro mecânico e conselheiro da Sociedade de Engenheiros da Mobilidade, a bateria, o alternador e o motor de partida dos veículos com start-stop foram reforçados para aguentar as partidas e paradas constantes. “É uma bateria bem mais potente com capacidade maior que essas baterias convencionais”.

Caso a bateria do carro esteja descarregando, o  sistema start -stop não irá funcionar. “Mesmo que você acione, ele vai se negar a parar para deixar o sistema carregado”, explica Satkuna. Além disso, como a partida constante é feita com o motor quente, o consumo de energia é menor. Com o motor frio, não há muita lubrificação e o veículo consome mais energia para funcionar.

Alguns veículos vêm com um motor de arranque normal para dar partida, enquanto o carro está parado e um outro usado para realizar partidas mais rápidas. “Nos carros com dois sistemas de partida, você sente menos o start -stop”, diz Walter Abramides, engenheiro mecânico e proprietário da oficina Garage WEB, em São Paulo.

Ele afirma também que apesar do sistema elétrico do carro estar preparado, é importante que os materiais usados na reposição sejam da mesma qualidade que o fabricante instalou. “Tem que conferir a amperagem da bateria e as suas características.”

Sistema que liga e desliga o motor para poupar combustível aumenta o número de partidas e acelera o desgaste do sistema de ignição

Está cada vez maior o número de carros equipados com sistema start-stop no mercado brasileiro. A tecnologia, que desliga o motor do veículo toda vez que o carro está parado reduz o consumo de combustível e o nível de emissões de poluentes.

Entretanto, o start-stop pode gerar desgaste prematuro de algumas peças. Tudo porque o número médio de partidas por dia (que é de 5 a 10) aumenta em um veículo que tenha essa tecnologia – principalmente se o motorista enfrentar longos congestionamentos. Isso faz o sistema de ignição ser muito mais exigido, e aí aumentam as chances de ocorrer um problema.

“A partida é um momento crítico para o sistema de ignição. Por isso, é necessário verificar as condições das velas, cabos e bobinas. Se algo não estiver operando corretamente, o motor poderá apresentar dificuldades para entrar em funcionamento”, afirma Hiromori Mori, consultor de assistência técnica da NGK, empresa especializada em sistemas de ignição.

Mori alerta que nem sempre o motorista consegue identificar se há algum problema no funcionamento das velas de ignição. “Os motores atuais estão cada vez mais preparados para trabalhar em condições adversas, especialmente quando há início de falha. Quando o dono do carro percebe que há algo errado, é sinal de que isso já ocorre há algum tempo”.

Velas com desgaste excessivo podem diminuir a vida útil de vários componentes do motor, como cabos, bobinas e catalisadores.

A NGK recomenda inspecionar as velas a cada 10 mil quilômetros ou conforme orientação da fabricante do veículo.  No entanto, há uma recomendação presente na maioria dos manuais de proprietário. O dono deve reduzir o plano pela metade se o veículo for submetido a condições severas de uso, como trânsito intenso diário.

Assim, se a fabricante recomendar a troca das velas a cada 20.000?km, elas devem ser substituídas aos 10.000 km. Afinal, quando o veículo fica parado no congestionamento, o motor está funcionando, mas não há aumento de quilometragem.

Trechos curtos, em que o motor trabalha frio, ou áreas com muita poluição, pó, fuligem ou terra também são consideradas condições de uso severo.

Dificuldade em dar a partida, falhas nas acelerações, vibrações excessivas no motor e aumento no consumo de combustível indicam que é bom verificar o estado das velas.

Uma inspeção visual também pode dar a resposta: se a vela estiver com coloração marrom, cinza ou levemente amarelada, chegou a hora de trocar a peça.

Vale ressaltar que é até possível trocar as velas do motor em casa, mas nem sempre é recomendável. Retirar e colocar as peças são operações simples que devem ser feitas com o motor frio, tomando cuidado apenas para não danificar as roscas no bloco do motor.

O mais importante: respeitar os tipos de vela, não fazer alterações de especificação ainda que as novas sejam compatíveis em tamanho, e utilizar um torquímetro ao fazer o aperto.

Fiat Uno foi o pioneiro, mas Argo é o mais barato

O Fiat Uno foi o primeiro modelo nacional a sair de fábrica com sistema start-stop. Embora a maioria dos modelos equipados com este recurso pertençam a categorias superiores, o item já chegou aos segmentos de entrada.

Atualmente, o Fiat Argo Drive 1.0 (R$ 46.800) é o modelo mais acessível do país equipado com este item.

Sedã que pode ser vendido no Brasil parte de US$ 35 mil nos EUA; autonomia pode chegar a 500 km

O lançamento mais importante da história da Tesla Motors. É assim que a própria montadora define o Model 3, o novo modelo de entrada da empresa fundada por Elon Musk.

novo modelo de entrada da marca norte-americana será oferecido em duas configurações.

A versão mais básica parte de US$ 35 mil, sem os incentivos fiscais concedidos em algumas localidades dos EUA. Seus principais rivais serão o Chevrolet Bolt(US$ 29.995) e o Nissan Leaf (US$ 30.680).

A autonomia estimada em 354 quilômetros é um dos diferenciais do carro, assim como a aceleração de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos. A velocidade máxima declarada pela Tesla é de 209 km/h.

Já a versão Long Range (ou Autonomia Estendida) pode rodar até 500 quilômetros sem a necessidade de recarregar as baterias.

Os dados de desempenho são ainda melhores: 0 a 100 km/h em 5,1 segundos e velocidade final de 225 km/h. Seu preço é de US$ 44 mil.

Não é só nos números de autonomia e desempenho que as versões se diferenciam. O tempo de recarga nos carregadores rápidos da Tesla também variam.

Enquanto a versão de entrada carrega 209 quilômetros de sua autonomia total a cada 30 minutos, a configuração Long Range carrega 273 quilômetros no mesmo tempo de recarga.

Se o usuário preferir recarregar seu veículo em uma tomada de 240 volts, a autonomia crescerá 48 quilômetros a cada meia hora na versão “básica” e 59 quilômetros na Long Range.

O design do Model 3 não causa surpresa como nos primeiros modelos da Tesla, mas está longe de ser obsoleto ou mesmo discreto.

A dianteira chama atenção pela ausência de uma grade, ainda que sua função fosse meramente estética, considerando que baterias elétricas não necessitam de tanta refrigeração quanto um motor a combustão.

Falta personalidade à traseira, parecida com diversos sedãs que rodam por aí.

O grande destaque do Model 3 é o interior. Minimalista ao extremo, ele tem apenas o volante e uma grande tela de 15 polegadas bem no centro da cabine.

É por meio dela que o usuário consulta todas as informações necessárias para conduzir o veículo – incluindo os mostradores de velocímetro, conta-giros e alertas de manutenção.

Todos os comandos internos do Model 3 também são exibidos nesta tela, incluindo os controles de climatização, som e modos de condução.

Um detalhe interessante é a falta de uma chave, seja ela convencional ou do tipo presencial. A peça é substituída por um aplicativo de smartphone com tecnologia Bluetooth LE, responsável por destravar as portas e dar a partida no veículo.

Não há motivo para pânico se a bateria do celular acabar: a Tesla oferece ao cliente dois cartões plásticos que realizam as mesmas funções.

Se você gostou do Model 3, saiba que há uma “pegadinha” para vender o Model 3 a US$ 35 mil: a falta de itens de série. Se você quiser fugir da cor preta, acrescente mais US$ 1 mil.

Gostaria de um interior mais aconchegante? Então serão mais US$ 5 mil por apliques de madeira, bancos com aquecimento reforçado, sistema de som mais potente e console central com dois carregadores de smartphone por indução.

No entanto, a ausência mais sentida é a do sistema de condução semiautônoma, justamente o principal diferencial dos Model S e X.

É preciso desembolsar outros US$ 5 mil pelo Autopilot, que assume o controle do veículo, muda de faixas, entra e sai de vias expressas e faz manobras de estacionamento sem intervenção humana.

A fabricante promete oferecer novas funcionalidades ao sistema no futuro, inclusive a condução totalmente autônoma por mais US$ 3 mil.

Mesmo assim, parece que muita gente não se incomodou com os custos para levar um Model 3 completo para casa.

Prova disso é que já há 500 mil reservas no sistema de pré-venda realizado pela Tesla, no qual era necessário dar um sinal de US$ 1 mil para reservar seu veículo.

As primeiras 30 unidades já estão prontas e serão entregues a funcionários da Tesla. Segundo Musk, mais 100 unidades serão produzidas até o fim de agosto e outras 1.500 sairão da linha de montagem em setembro.

Futuramente, a empresa espera atingir um volume de produção de 5 mil unidades semanais ainda neste ano e 10 mil veículos em 2018.

O CEO da Tesla afirmou que a capacidade produtiva da planta em Fremont, no sul da Califórnia, será de 500 mil Model 3, 100 mil Model S e outros 100 mil Model X. Por ora, as primeiras unidades do Model 3 devem ser entregues no início de 2018.

Ele continua ativo – mas não pode ser liberado enquanto o carro não tiver energia

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Esse tipo de freio, acionado por botão, substiui os cabos do freio de mão convencional por atuadores elétricos contectados às pinças (quase sempre apenas no eixo traseiro).

Ele depende da bateria carregada para ser acionado ou desativado. Sem o fornecimento de energia elétrica, o freio de estacionamento eletrônico não pode ser ligado ou, se estiver ativado, não poderá soltar as pinças. Portanto, se um automóvel com esse equipamento tiver a bateria retirada ou descarregada, ele não poderá nem mesmo ser empurrado.

Uma solução é ter no porta-malas um cabo para fazer a transferência de energia (a popular chupeta), ligar o carro e assim poder pressionar o botão.

 

Siga o que o manual indica, mas fique atento ao tipo de uso que o automóvel sofreu

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As velas do motor têm prazo de troca por tempo ou só pela quilometragem que está no manual do proprietário? – Franco S. Vieira, Belo Horizonte (MG)

Elas devem ser trocadas seguindo apenas o manual, que estipula em geral uma quilometragem determinada, que varia de um carro para o outro. Mas há outra condição comum que define a troca das velas: na maioria dos manuais há a recomendação para reduzir o plano pela metade caso o veículo seja submetido a condições severas de uso, como trânsito intenso diário. Assim, se a fabricante recomendar a troca das velas a cada 20.000?km, elas devem ser substituídas aos 10.000 km. Afinal, quando o veículo fica parado no congestionamento, o motor está funcionando, mas não há aumento de quilometragem.

É importante ressaltar que velas desgastadas podem comprometer o catalisador e seu sensor de oxigênio. Por isso, recomenda-se a inspeção da vela a cada 10.000 km ou anualmente.

Outra dúvida recorrente dos leitores: é possível trocar as velas do motor em casa? Sim, é possível e até fácil, mas pode não valer a pena. Retirar e colocar as velas são operações simples, que devem ser feitas com o motor frio, e nas quais se deve ter apenas cuidado para não danificar as roscas no bloco do motor. Se você pretende substituir as velas, basta instalar as novas. Mas, como nem sempre é necessário trocá-las, o ideal é procurar um mecânico ou auto-elétrico de confiança. Ele saberá dizer se as velas podem ser usadas por mais algum tempo e poderá até regular a golda dos eletrodos para que continuem funcionando sem problemas.

Não deixei seu carro muito tempo parado, evite futuros problemas

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Uma pesquisa realizada pela Rede Nossa São Paulo e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP) mostra que a porcentagem de motoristas que têm carros e os usam todos os dias, ou quase todos os dias, caiu de 56% em 2014 para 45% em 2015. Mas, se por um lado as pessoas respiram um pouco mais aliviadas e o trânsito flui com mais facilidade, por outro o condutor precisa ficar atento, pois deixar de rodar com o veículo por um longo período pode causar alguns problemas.

O que acontece é que a demora para gastar o combustível ou atingir a quilometragem prevista para a próxima troca de óleo, por exemplo, faz com que os líquidos envelheçam e acabem afetando o mecanismo do automóvel. Com isso, certamente o modelo terá de passar por manutenções com mais frequência.

De acordo com Roberto Bortolussi, professor de engenharia mecânica no Centro Universitário FEI, são duas as maneiras de danificar o carro quando o assunto é falta de uso. “A primeira é fazer trajetos curtos – menores do que 10 km por percurso –, o que não deixa o motor atingir a temperatura ideal de trabalho. Isso faz com que ocorra a contaminação do óleo. Já no caso de o veículo rodar poucos dias por semana ou mês, pode ter o sistema de arrefecimento prejudicado”, explica.

Fluídos, bateria e pneus

Ao deixar o carro parado na garagem também é provável que os fluídos como de óleo e freio estraguem, já que, segundo o professor, eles oxidam e perdem propriedades. Outro elemento que será afetado pela falta de uso é a bateria – ela pode descarregar. E vale salientar que, mesmo desligado, o veículo a utiliza. Os modernos mais ainda, já que contam com muitos dispositivos eletrônicos.

No caso dos pneus, se o automóvel ‘hibernar’ por períodos maiores do que seis meses, eles certamente irã deformar e perder pressão. A gasolina, por sua vez, perde as características depois de cerca de um mês no tanque, causando, assim, o entupimento dos bicos injetores.

Longe de problemas

Quem deixa o carro parado, seja por motivos de economia ou viagem, precisa ter alguns cuidados. Nestas situações, o ideal é deixá-lo com pouquíssimo combustível no tanque e, de preferência, aditivado. Segundo Bortolussi, este tipo de gasolina recebe um pacote de aditivos detergentes que mantém limpo todo o sistema de alimentação.

Também é recomendável ligar o automóvel – se não estiver em casa, deve pedir para quem alguém o faça -, pelo menos, no fim de semana e por aproximadamente 20 minutos.

Outra dica que o professor da FEI dá é não deixar a água do radiador sem aditivo, para evitar ferrugem e acúmulo de sedimentos na bomba de água e no próprio radiador.

Peugeot apresenta crossover futurista no Salão de Paris

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Peugeot divulgou nesta quinta-feira (18) imagens de um novo crossover que estreia na forma de conceito durante o Salão do Automóvel de Paris, no começo de outubro. Na mesma linha dos demais conceitos anunciados para o evento, o Quartz tem sistema de propulsão híbrida que une motor elétrico e a combustão – dupla que parece ser unanimidade agora para os carros do futuro.

A potência total de 500 cavalos é despejada por meio de um propulsor de 1.6 litro THP, com 270 cv, e dois motores elétricos de 115 cv cada, que estão localizados na dianteira e traseira do veículo, trabalhando exclusivamente nos respectivos eixos. No modo totalmente elétrico, as baterias são capazes de mover o carro por até 50 km.

No interior, a Peugeot usou um inovador processo de fabricação digital de tecidos, sem recorte e desperdício, a partir de reciclagem de plástico de garrafas. Para complementar o visual esportivo, o couro também aparece.

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