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Brasileiro vira celebridade mundial fazendo recriação digital de clássicos nacionais. O sucesso foi tanto que um deles até virou carro de verdade

mineiro Robert Ramos é designer gráfico desde os 16 anos. Apaixonado por carros, curtia desenhar automóveis no Photoshop nas horas vagas. O que ele nunca imaginaria é que suas criações um dia conquistariam fama internacional.

Hoje, com 28 anos, esse autodidata de Belo Horizonte (MG) virou uma celebridade no meio – seu Instagram @robertdesign já tem 109.000 seguidores.

Ficou conhecido no mundo devido à qualidade das recriações modernizadas que fez de clássicos nacionais como VW SP2, Karmann-Ghia, Puma, Fusca, Opala e Chevette.

O sucesso nas redes sociais foi tamanho que hoje ele vive do que era hobby: cria projetos virtuais, com seu toque retrô, para que outros possam construí-los em tamanho real. “Nem sempre o cliente segue totalmente o desenho, mas tudo começa ali”, diz.

E foi justamente um de seus fãs que o projetou mundialmente. O americano Jamie Orr é embaixador mundial da VW e roda o mundo promovendo modelos customizados da marca. Jamie se apaixonou por uma Saveiro tunada que viu no perfil de Robert, que deu autorização para que o projeto ganhasse vida.

O carro foi construído no Brasil e Jamie lançou-o no BGT (Bubble Gun Treffen) Brasil de 2018, evento dedicado a carros do grupo VW (inclui Audi e Seat), que é inspirado no GTI-Treffen, tradicional evento em Reifnitz, Áustria.

Jamie levou a Saveiro depois para os Estados Unidos, onde será exposta no Sema Show, que é considerado a maior feira de automóveis personalizados do mundo, que acontece em dezembro. Após isso, há até planos da Saveiro acelerar em Nürburgring.

Com desenho sóbrio, sedã traz sofisticação, desempenho e tecnologia, porém, deveria vir completo de fábrica

A linha de sedãs médios-grandes da Audi preenche os requisitos de etiqueta. A5 e A7 obedecem ao traje esporte fino: elegantes, mas com um toque despojado da carroceria em formato de cupê. O A8 é a tradução do traje de gala, com alto nível de sofisticação, mas corte tradicionalista. Já o A6 fica no meio termo, quase um traje social em estilo e posicionamento de preço.

No exterior, o sedã é considerado um carro executivo. Versões mais simples podem até virar táxi em alguns países, porém, a maioria será vendida para particulares que, digamos, “chegaram lá”. Tabelado em R$ 426.990, o sedã médio-grande chega a custar o dobro do A4 mais barato, mas ainda está muito distante do pedido em um A8.

Em estilo, o A6 está mais para A4 do que para o mais sisudo e presidencial A8. O modelo já apostou na ousadia extrema em sua segunda geração, lançada em 1997. Na época, o carro seguiu um pouco das linhas do quase conceito TT, especialmente no arco do teto arredondado. Não é que esse detalhe de estilo sobreviveu?

Embora não revolucione, o A6 marca presença. A grade hexagonal se expande em vincos que vão até os faróis Matrix de LED, cujos recortes são dentados na parte inferior para dar um jeito mais agressivo do que o do A8. Segundo a Audi, o tamanho enorme da grade ajuda a alargar visualmente o carro, da mesma maneira dos para-lamas crescidos em 2,5 cm à maneira dos antigos Quattro Sport, um toque também replicado pelos novos carros da Audi.

Os para-lamas são tanto um toque de estilo quanto uma necessidade técnica. Se não fossem tão largos, dificilmente conseguiriam encobrir as rodas aro 20 calçadas em pneus 255/40. Assentado no chão, o carro consegue cumprir com sucesso as proporções esperadas de um sedã premium, que sempre deve ser longo, largo e baixo.

A agressividade do perfil é completada ainda pela linha de vidro ascendente e pela pequena área envidraçada. As lanternas também são de LED e têm efeito tridimensional leve. Ao contrário do mais conservador A8, o A6 não tem uma ligação iluminada entre as lanternas, apenas uma peça cromada.

O A6 parece maior, contudo, suas dimensões são praticamente iguais às do antecessor. Não que a quarta geração fosse pequena. São nada menos do que 4,94 metros, 3 cm a mais que uma robusta Fiat Toro e ínfimos 0,6 cm extras em relação ao antecessor. O entre-eixos cresceu 1,2 cm e chegou a 2,92 m de distância.

O A6 tem construção nobre: é feito sobre a plataforma MLB-Evo, do Grupo Volkswagen, que também serve de base para modelos da VW, Porsche, Lamborghini e Bentley. A base é feita para motores longitudinais (a MQB para transversais).

A Audi, por sua vez, fez um rearranjo interno e deu um pouco mais de espaço para os pernas e troncos dos passageiros. Mesmo assim, a capacidade atrás é para apenas duas pessoas — o túnel central é muito elevado, uma vez que tem que abrigar o parrudo cardã do sistema Quattro de tração integral.

Pelo menos os dois ocupantes traseiros dispõem de ar-condicionado digital com controle de temperatura individual e entradas USB. Como não tem um caimento de teto igual ao do A7 Sportback, o A6 tem bom espaço para as cabeças dos que viajam atrás.

A Audi trouxe uma única versão do A6, batizada de Performance. A configuração vem sempre com o motor o V6 3.0 turbo de 340 cv e 51 kgfm de torque — a mesma motorização do A7 Sportback e Q8.

A tração, claro, é integral e a transmissão, automática de duas embreagens e sete marchas — em vez do automático convencional de oito velocidades.

De acordo com a marca, o A6 vai de zero a 100 km/h em 5,1 segundos e a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h. É um velho acordo entre os fabricantes alemães.

O sedã também pode ser chamado de híbrido leve. Assim como o Q8, traz  bateria de íons de lítio e um superalternador para gerir o sistema elétrico primário de 48 volts.

Isso permite o A6 rodar entre 55 e 160 km/h com o motor desligado para economizar combustível. A tecnologia também serve para religar o motor a combustão sem que o motorista perceba. Ou seja, cumpre o trabalho de um motor de partida e mais um pouco.

Como anda?

O contato com o A6 foi ligeiro. Uma voltinha pela Aterro do Flamengo, um dos cartões postais do Rio de Janeiro, serviu apenas para constatar a qualidade de rodagem e que o motor V6 tem saúde suficiente para mover os 1.900 kg do sedã.

Muito por causa dos 51 kgfm de torque disponíveis já em sua totalidade a 1.370 giros, que se mantém constante até às 4.500 rpm. O câmbio S-Tronic de dupla embreagem e sete marchas também faz um excelente trabalho e faz trocas rápidas e nos momentos certos, sem vacilar ou deixar buracos.

O destaque do sedã, no entanto, é a cabine. O bom acabamento com muitas partes revestidas de couro (que pode ser cinza, marrom ou preto). Elementos em preto brilhante e alumínio escovado se juntam ao trio de telas modernas. A primeira é a de 12,3 polegadas do Virtual Cockpit, o painel de instrumento totalmente digital. A tela pode ser reconfigurada e tem três interfaces.

A segunda é a da central multimídia, com 10,1”. Ela é intuitiva, fácil de mexer e de alta resolução. É compatível com Apple Car Play e Android Auto, porém só os smartphones dotados do sistema iOS podem espelhar via wireless -— os aparelhos com Android necessitam de cabo.

A terceira e última é inspirada nos Land Rover e fica logo à frente da alavanca do câmbio. Com 8,6 polegadas, o display controla basicamente o ar-condicionado, mas também abriga o “botão” do start/stop.

O volante multifuncional tem ótima pegada e repassa também ótimas respostas das rodas, que ficam ainda melhor no modo de condução Dynamic, o mais esportivo do seletor.

O A6 tem bons equipamentos na lista: destaque para a câmera 360º, assistente de estacionamento, de mudança involuntária de faixa de rodagem e de tráfego na traseira, controle de cruzeiro adaptativo e monitoramento da pressão dos pneus, além do sistema de som premium Bang & Olufsen. Itens básicos como regulagem elétrica do volante não está disponível – sem falar no carregamento de celular por indução.

Alguns itens são opcionais e oneram o preço final em R$ 39 mil: head-up display (R$ 10 mil), visão noturna no painel (R$ 16 mil) e faróis full-LED Matrix HD adaptáveis (R$ 13 mil). O valor chega a R$ 466 mil, uma diferença quase equivalente a um Renault Kwid Zen (R$ 39.590).

Pagar por opcionais em um carro tão caro causa estranheza. Sem falar que o BMW 540i tem desempenho bem afiado (zero a 100 km/h em 5,1 s), tração integral e pacote de itens tão completo quanto, nem mesmo tração integral ele deixa de oferecer, mas sai por R$ 422.950.

A despeito disso, a nova geração do A6 não fica para trás no segmento em termos de tecnologia, estilo, desempenho e equipamentos. Seja quem for dirigir ou, ao menos, sentar nos bancos de trás, o Audi veste muito bem.

FICHA TÉCNICA

Motor
Dianteiro, longitudinal, 6 cil. em V, 3.0, 24V, comando duplo, turbo, injeção direta de gasolina

Potência
340 cv entre 5.000 rpm e 6.400 rpm

Torque
51 kgfm entre 1.370 rpm e 4.500 rpm

Câmbio
Automática de 7 marchas e dupla embreagem, tração integral

Direção
Elétrica

Suspensão
Indep. McPherson (diant.) e Multilink (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant. e tras.)

Pneus
255/40 R20

Dimensões
Compr.: 4,94 m
Largura: 1,88 m
Altura: 1,45 m
Entre-eixos: 2,92 m

Tanque
73 litros

Porta-malas
530 litros (fabricante)

Peso
1.900 kg

Central multimídia
10,1 pol., sensível ao toque; Android Auto e Apple CarPlay

Garantia
2 anos

O T-Roc é um SUV cupê derivado do Golf. O veículo é comercializado apenas na Europa

O Volkswagen T-Roc, que é um SUV cupê derivado do Golf, ganhou uma nova configuração: Cabriolet.

Isso mesmo, embora seja considerado um SUV, o veículo não perde seus traços esportivos e agora a Volkswagen deu a versão conversível ao modelo, assim como a Land Rover fez com o Evoque.

Para o chefe de projeto do veículo, Klaus Bischoff, “o T-Roc Cabriolet leva no design a experiência de liberdade na condução. Redefinimos a CUV como um produto de estilo de vida emotivo que combina poder e estilo de uma maneira única”, disse.

Pouco conhecido do público brasileiro, o T-Roc é vendido apenas na Europa. O SUV cupê já emplacou cerca de 360 mil unidades desde seu lançamento.

A nova versão é produzida sobre a plataforma do Tiguan. São 4.268 mm de comprimento e uma distância entre eixos de 2.630 mm. São 1.811 mm de largura e 1.522 mm de altura

Embora tenha um design que mistura um SUV com um cupê esportivo, o T-Roc acabou abandonando o lado “família” dos SUVs ao sair de fábrica com um porta-malas de 284 L, sendo menor que o do Golf 1.4 TSi Highline: 313 L. O Tiguan Allspace 1.4 tem um porta-malas de 710 L.

O veículo será disponibilizado em duas versões. A versão mais simples é equipada com motor a gasolina 1.0 turbo de 115 cv e 20,39 mkgf, com câmbio de manual de seis marchas.

Enquanto isso, a outra vem com motor a gasolina 1.5 turbo de 150 cv e 25,49 mkgf, com câmbio automatizado de dupla embreagem e sete velocidades.

Capota, segurança e acessórios

Assim como o Golf e o Beetle Cabriolet, o T-Roc tem capota almofadada correndo em trilhos. A estrutura pode ser acionada enquanto o veículo está em movimento, desde que não ultrapasse os 30 km/h. Após o acionamento, demora nove segundos para concluir a ação, segundo a empresa.

Para a segurança dos usuários, o T-Roc vem equipado com uma proteção contra capotamento que fica atrás dos bancos traseiros.

O sistema é acionado caso o veículo apresente uma velocidade lateral fora do normal, indicando que haverá capotamento. Quando isso acontece, a proteção salta ficando acima da cabeça dos usuários e espera o impacto.

O cabriolet ainda promete ficar o tempo todo conectado. O SUV terá uma nova central de entretenimento disponível com acesso à internet.

Tudo isso ficará disponível em uma tela de até oito polegadas. O T-Roc conversível manteve o painel digital já oferecido como opcional do Golf GTI nacional.

O comprador terá disponível, além da linha convencional, a esportiva: R-Line. Poderá ainda escolher entre rodas de 17? (padrão) ou 19? e as cores do interior, feito em couro.

Protótipo do hatch fez testes dinâmicos na pista alemã. Marca pretende que o novato seja até 30 segundos mais rápido que o antecessor

A Mini aproveitou as 24 Horas de Nürburgring, na Alemanha, para revelar – ainda em forma de protótipo – o Mini Cooper John Cooper Works GP.

O hatch apimentado fará sua estreia oficial no final deste ano e começa a ser vendido em 2020, em edição limitada a 3.000 unidades

O GP tem kit aerodinâmico mais agressivo que na versão JCW, com saias e difusores de ar redesenhados e uma enorme asa traseira. As caixas de rodas são mais largas para abrigar as bitolas dianteira e traseira maiores.

Apesar de ainda estar na fase de desenvolvimento, a Mini afirma que o carro será pelo menos 30 segundos mais rápido que seu antecessor ao completar o traçado de Nürburgring.

Ou seja, podemos esperar uma volta em menos de oito minutos – se aproximando do recorde conquistado pelo Honda Civic Type R (7m43s8).

O coração do GP será o 2.0 turbo de quatro cilindros a gasolina, que entregará “mais de 300 cv”, de acordo com a montadora britânica.

Provavelmente será o mesmo motor do JCW, mas com ajustes como turbo maior e novos sistemas de resfriamento e escape.

Kia Soul – Nova geração do hatch com jeito de crossover está em testes de homologação no país

A Kia foi uma das marcas que mais sofreu com as regras de nacionalização do antigo Inovar-Auto. Muitos lançamentos da sul-coreana sequer chegaram ao país. Foi o caso do hatch compacto Rio, que chegou a ser apresentado na última edição do Salão de São Paulo. Mas há um consolo: o novo Kia Soul está em homologação no Brasil e a sua importação é dada como certa.

O Rio sofreria mais com a alta do dólar, sua importação valeria a pena apenas se a cotação da moeda estrangeira estiver em R$ 3,20 — está em R$ 3,88. Concorrer entre os hatches compactos só seria possível se o preço fosse competitivo. Até lá, o Rio continua no telhado.

Mas o Soul tem maiores chances. Com jeito de crossover, a terceira geração do modelo é bem mais moderna em vários quesitos, entre eles, a motorização. Nada do antigo 1.6 aspirado de 128 cv, o novo carro tem opção de motor 1.6 turbo de 203 cv e 26,9 kgfm de torque, emparelhado ao câmbio de dupla embreagem e sete marchas.

Ainda há o 2.0 a gasolina de 147 cv e 18,2 kgfm com CVT ou caixa manual de seis marchas.

O 1.6 turbo combina mais com o visual enfezado, que é acentuado pelas rodas aro 18 das versões GT-Line (acima) e X-Line (foto de abertura). O segundo tem apelo aventureiro, algo que cairia bem para o novo Soul, uma vez que ele deve ter preço semelhante ao de crossovers compactos no Brasil.

Com faróis estreitos, o Soul perdeu aquele ar divertido da primeira e segunda gerações. O novo Kia não está para brincadeira. Atrás, as enormes lanternas de LED quase envolvem toda a carroceria.

O tamanho também deu uma espichada: são 4,19 metros de comprimento (cinco centímetros a mais) e 2,60 metros de distância entre-eixos (três centímetros a mais).

O novo Soul tem um belo pacote de direção semiautônoma. Há controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa, sensor de ponto cego e frenagem automática capaz de reconhecer pedestres. A central multimídia de 10,2 polegadas é outro chamariz.

Novos equipamentos e motorização é exatamente o que o Kia precisa para deixar para trás a presença apagada do antigo.

HYUNDAI LANÇA VERSÃO DE TOPO

A Hyundai revelou no Salão do Automóvel várias novidades em seu estande, mas o que chamou a atenção foi a fartura de lançamentos. De uma só vez, a montadora sul-coreana anunciou as chegada das novas gerações do sedã executivo Azera e do SUV médio-grande Santa Fe, além do renovado Elantra, que ganhou recentemente um facelift mais profundo. A marca ainda exibe o Sonata em versão híbrida e um conceito chique do SUV Creta.

A renovação imediata da linha de importados se destaca de alguma forma pelo momento conturbado entre Hyundai e o grupo Caoa. Faz alguns meses publicamos que as empresas podem se divorciar. Há inclusive um processo correndo em júri internacional. Mas enquanto nada é definido, o fato é que as concessionárias da Caoa receberão três reforços de peso. O mais representativo é o Santa Fe, utilitário mais caro da marca, com sete lugares.

Na apresentação, foi anunciado que o Santa Fe será vendido com motor 3.5 V6 a gasolina capaz de render 280 cv de potência e um torque de 34,3 kgfm. O SUV terá sempre tração integral permanente (AWD) e câmbio automático de oito marchas. A marca também confirmou que a lista de série será robusta (como de praxe), entregando itens como teto solar panorâmico, chave presencial com partida por botão, multimídia, entre outros.

Sucesso no início da década, o Azera está há um bom tempo esquecido, sem receber novidades e com preços um tanto salgados. É um segmento que perdeu espaço nos últimos anos, mas o produto em si estava velho. Pois o modelo chega agora na sexta geração totalmente remodelado, com faróis e lanternas full led, sistema de som premium, rodas de liga leve aro 19, teto solar e controle de cruzeiro adaptativo. O motor 3.0 GDI rende 261 cv acoplado à mesma transmissão de oito velocidades do Santa Fe.

No andar de baixo dos sedãs a marca recoloca o Elantra com o novo visual, lançado há poucos meses nos Estados Unidos. O modelo também tem sofrido com o sucesso dos SUVs, mas o design moderno e afiado pode lhe trazer um pouco de calor. O modelo chega “mundo em breve no Brasil” com o mesmo 2.0 flex aspirado de 160 cv e a caixa automática de seis marchas. A lista tem sete airbags, teto solar e instrumentos em tela digital.

Para testar o público e também exaltar seu lado ecológico, a montadora sul-coreana também exibe na feira paulistana o Sonata híbrido de nova geração, mas sem um plano de lançamento para o sedã. Outro modelo que está no estande da marca é o híbrido Ioniq, um dos campeões de vendas da marca na Ásia e na Europa. Não há ainda um anúncio oficial, mas o hatch tem chances de chegar – nós inclusive aceleramos o Ioniq na Coreia!

Por fim, uma novidade nacional. A Hyundai criou especialmente para o Salão do Automóvel o Creta Prestige, que vislumbra uma futura versão mais chique do modelo, que passaria a ser a mais cara da linha. Os bancos são revestidos em couro perfurado, o acabamento na cabine ganha maior riqueza de detalhes (e perde um pouco o jeitão de HB20), há teto solar panorâmico e outros equipamentos e recursos que ainda não existem no SUV. Segundo os executivos da montadora, é um conceito com grandes chances de chegar às ruas.

MITSUBISHI ECLIPSE CROSS

Não, aquele Mitsubishi Eclipse esportivo dos anos 90 não voltou. Mas, a montadora decidiu resgatar o nome em seu novo SUV: o Eclipse Cross. Dê o play e assista à nossa avaliação completa.

Ficha Técnica

Motor: Dianteiro, transversal, 4 cil. em linha, 1.5, 16V, comando duplo variável, turbo, injeção direta de gasolina
Potência: 165 cv a 5.500 rpm
Torque: 25,5 kgfm entre 2.000 rpm e 3.500 rpm
Câmbio: Automático do tipo CVT com simulação de oito marchas e modo Sport; tração integral permanente
Direção: Elétrica
Suspensão: McPherson (diant.) e Multilink (tras.)
Freios: Discos ventilados (diant.) e discos sólidos (tras.)
Pneus e rodas: 225/55 R18 (diant. e tras.)
Dimensões
Comprimento: 4,40 m
Largura: 1,80 m
Altura: 1,68 m
Entre-eixos: 2,67 m
Tanque: 60 litros
Porta-malas: 473 litros (fabricante)
Peso: 1.605 kg
Central multimídia: 7 pol., sensível ao toque, com Android Auto e Carplay
Garantia: 3 anos
Cesta de peças: R$ 15.743
Preço sugerido: R$ 156.990

Teste

Aceleração
0-100 km/h: 9,7 segundos
0-400 m: 17,0 segundos
0-1.000 m: 31,1 segundos
Veloc. a 1.000 m: 168,9 km/h
Vel. real a 100 km/h: 98 km/h

Retomada
40-80 km/h (Drive): 4,1 segundos
60-100 km/h (D): 5,2 segundos
80-120 km/h (D): 6,6 segundos

Frenagem
100-0 km/h: 42,8 metros
80-0 km/h: 26,6 metros
60-0 km/h: 15,0 metros

Sedã reestilizado estreia nos EUA no último semestre com tecnologias semiautônomas e versão esportiva com mais de 200 cv

A próxima atualização do Hyundai HB20 só deve chegar ao Brasil no ano que vem, mas o novo Elantra, recém-revelado pela marca nos Estados Unidos, dá uma ideia do que esperar para o hatch compacto.

A principal novidade do sedã está na dianteira consideravelmente mais conservadora, com grandes faróis triangulares que invadem a grade do radiador. Nas versões mais caras eles serão de leds, como já ocorre com os rivais Toyota Corolla e Honda Civic.

Por se tratar de uma reestilização sobre o modelo atual, a lateral não teve grandes alterações além das novas rodas, que vão de 15 a 17 polegadas.

A traseira manteve as lanternas bipartidas, que receberam um novo formato, assim como o para-choque e a tampa do porta-malas. Um detalhe curioso ficou por conta do reposicionamento da câmera de ré, localizada no ressalto superior da tampa.

Já o interior teve mudanças bem mais discretas, como alterações nos elementos internos dos difusores do ar-condicionado, volante e controles do ar-condicionado.

Assim como aconteceu com o novo Honda Civic, o Elantra também passou a adotar uma série de itens para condução semi-autônoma, com possibilidade até para frenagem autônoma de emergência com detecção de pedestre.

O catálogo de motores nos Estados Unidos não foi alterado e continua com três opções. O 2.0 16V aspirado é o mesmo do Creta, mas com menos potência: 149 cv. Além dele há duas opções turbo: um 1.4 de 130 cv e um 1.6 16V.

Este último é o mesmo motor do Tucson e novo Veloster, mas recalibrado para gerar 204 cv e exclusivo da versão Sport.

O câmbio é automático convencional para as versões de entrada e automatizado de dupla embreagem e sete marchas na variante esportiva.

O novo Elantra será lançado nos Estados Unidos no último trimestre deste ano. Não há previsão de quando o sedã chegará ao Brasil, mas considerando que a marca registrou até o Veloster no país, é possível que o Elantra seja lançado por aqui no primeiro semestre de 2019.

Hatch ganhou novidades sutis no visual e será vendido em seis versões

O Mini Cooper chegará reestilizado ao Brasil em junho e terá seis versões que partem de R$ 120 mil. O modelo foi apresentado durante o Salão de Detroit e, na prática, tem apenas algumas mudanças sutis no visual. Por aqui, seus preços chegarão a R$ 180 mil.

O hatch continuará sendo importado nas versões com duas e quatro portas. O Mini duas portas chegará nas versões Cooper Exclusive, Cooper S e Cooper Top, enquanto o carro com quatro portas terá as configurações Cooper e Cooper S. A versão mais cara é a John Cooper Works, com apelo bem mais esportivo.

A reestilização trouxe apenas algumas novidades pontuais no visual do carro. A principal novidade no exterior é que a lanterna agora tem luzes de LED que formam o desenho da bandeira do Reino Unido. Por dentro, também há uma nova iluminação que forma a bandeira da terra natal do Mini e a central multimídia finalmente ganhou o sistema Apple CarPlay. Mas, ainda não foi dessa vez que o modelo ganhou o sistema Android Auto. Isso sem falar no logo renovado da empresa.

O hatch pode ser comprado em 13 opções de cores de carroceria e outras 3 opções de pintura de teto. Entre as cores de carroceria, existem 6 tons considerados clássicos (azul, branco, preto, verde, vermelho e cinza), 5 modernos (azul, cinza melting, cinza thunder, laranja e prata), 1 especial (azul lapisluxury) e apenas 1 sólido que não encarece o valor final do carro (cinza moonwalk). Já o teto pode ser pintado na mesma cor da carroceria, de preto ou branco.

Motor e câmbio

Para compensar as novidades discretas no visual, o Cooper também foi renovado debaixo do capô. Isso porque agora há duas novas opções de caixas de câmbio para esse carro. A partir de agora, toda a linha Mini Cooper conta com câmbio automático de dupla embreagem e sete marchas. A única exceção é a versão John Cooper Works, que ganha um câmbio automático de oito marchas. Até a linha anterior, todas as versões eram equipadas com um câmbio automático de seis velocidades.

Já os motores seguem os mesmos: algumas versões têm um 1.5 turbo de 136 cv entre 4.500 rpm e 6.500 rpm e 22,4 kgfm entre 1.250 rpm e 4.300 rpm, enquanto outras ganham um 2.0 turbo de 192 cv entre 5 mil e 6 mil rpm e 28,5 kgfm entre 1.350 rpm e 4.600 rpm.

Versões, preços e ítens de série

Mini Cooper 2 portas

Mini Cooper 1.5 Exclusive – R$ 119.990: bancos esportivos com ajuste de altura, alarme, ar-condicionado, detalhes em preto carbono, computador de bordo, controle de velocidade de cruzeiro adaptativo, faróis e lanternas de neblina, rádio com tela de 6,5 polegadas e Bluetooth, revestimento cinza, tapetes de veludo, travamento automático das portas, volante multifuncional esportivo revestido de couro, rodas de liga-leve de 16 polegadas.

Opcionais: Câmera de ré, sensor de estacionamento, sistema de estacionamento automático com sensores dianteiros, áudio premium, sistema de GPS, teto solar panorâmico e faixas decorativas no capô.

Mini Cooper 1.5 Top – R$ 129.990: adiciona ar-condicionado digital e automático com duas zonas, apoios de braço dianteiros, rodas de liga-leve de 17 polegadas, faróis de neblina em LED, faróis 100% em LED, sistema de concierge e de ligação de emergência, sensores de chuva e crepuscular.

Opcionais: Câmera de ré, sensor de estacionamento, sistema de estacionamento automático com sensores dianteiros, áudio premium, sistema de GPS, teto solar panorâmico e faixas decorativas no capô.

Mini Cooper 2.0 S – R$ 159.990: adiciona faróis adaptativos, ajuste eletrônico de amortecimento, seletor de modos de condução, pacote de iluminação da cabine, head-up display, retrovisor eletrocrômico, sistema de áudio premium, revestimento interno em preto xadrez, volante John Cooper Woorks revestido de couro, aletas para trocas de marchas e tela multimídia com tela de 8,8 polegadas, sistema de GPS, Apple CarPlay e HB de 20 GB.

Opcionais: Faixas decorativas no capô, sistema de estacionamento automático com sensores dianteiros e duas opções de desenhos diferentes para as rodas de 17 polegas.

Mini Cooper 4 portas

Mini Cooper 1.5 – R$ 135.990: Mesmos ítens de série e opcionais da versão Cooper Top 2 portas.

Mini Cooper 2.0 S – R$ 165.990: Mesmos ítens de série e opcionais da versão Cooper S 2 portas e adiciona faróis direcionais 100% em LED.

Mini John Cooper Works 2.0 – R$ 179.990: Mesmos ítens de série da versão Cooper S 2 portas e adiciona bancos esportivos John Cooper Works, faixas esportivas no capô, forro de teto preto, spoiler traseiro, revestimento interno em preto brilhante, sistema de som premium e teto e retrovisores pintados de preto ou vermelho.

Opcionais: sistema de estacionamento automático com sensores dianteiros, rodas de 18 polegadas com dois tons.

Números de venda

As mudanças no visual podem ter sido pontuais, mas o Mini Cooper representa boa parte da estratégia da empresa no Brasil. Isso porque metade das vendas da Mini no Brasil são deste modelo. Em 2017, a empresa emplacou 1.588 unidades no país, o que representa um aumento de 10,6% em relação a 2016. No primeiro trimestre de 2018, foram vendidos 411 carros da britânica no Brasil, o que também representa aumento de 29,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo Julian Mallea, diretor da Mini no Brasil, a expectativa da empresa é de crescer mais uma vez neste ano no Brasil. A meta oficial é de finalizar 2018 com 2 mil carros vendidos, sendo mil unidades do Mini Cooper.

Esportivo chega às lojas em julho com motor 3.0 de 431 cv

A nova geração do BMW M4 Coupé está prestes a desembarcar no Brasil. A marca anunciou que o esportivo fabricado na Alemanha já está disponível para reservas em sua pré-venda pelo preço de R$ 484.950.

Com previsão de chegada ao Brasil em julho, o M4 possui motor 3.0 de seis cilindros, 431 cv e 57 kgfm, sendo capaz de acelerar de zero a 100 km/h em 4,1 segundos. Além disso, o BMW possui controles de estabilidade e tração, seis airbags, além do sistema BMW ConnectedDrive, que proporciona um conjunto de funcionalidades acessível por meio de um SIM Card conectado à internet, como sistema de concierge e localização.

Os pedidos de reserva do cupê devem ser feitos diretamente nas concessionárias BMW. De acordo com a montadora, os clientes que comprarem o carro na pré-venda poderão escolher entre ter a supervalorização do veículo seminovo oferecido na negociação ou aderir ao pacote de manutenção BMW Service Inclusive, o qual oferece a realização gratuita de diversos serviços de manutenção do carro pelos próximos 3 anos ou até 40 mil quilômetros rodados.