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Logotipos da BMW, Volkswagen e Fiat – Porque as fabricantes de carros estão mudando seus símbolos?

MONTADORAS MUDAM SEUS LOGOTIPOS PARA SE ADEQUAR AOS NOVOS TEMPOS (FOTO: MONTAGEM SOBRE ARQUIVO)

As marcas querem passar uma imagem moderna e atualizam seus símbolos ao longo dos anos para se adequar a cada momento.

Você já deve ter reparado que muitas marcas estão lançando novos logotipos para seus carros. Desde o início do ano, grandes marcas como BMW, Volkswagen e Fiat já mudaram seu visual para o grande público. Mas o que explica esse fenômeno?

É até bem simples: se adequar aos novos tempos. Com cada uma das novas fases das montadoras, que vão desde se adequar aos novos tipos de motores até fenômenos do momento, a imagem pela qual a empresa é reconhecida se torna muito importante.

Durante a pandemia do coronavírus, por exemplo, Volkswagen e Audi fizeram logotipos especiais para fortalecer o distanciamento social. Ou, como ocorreu após o caso do Dieselgate, a Volkswagen queria sinalizar ao mercado uma mudança interna para passar maior confiabilidade.

“É um movimento muito amplo e robusto que está ancorado em três pilares: novos produtos, experiência do consumidor e comunicação”, afirma a Fiat. Segundo a montadora, existem dois pilares nessa “reconstrução do ícone visual” da marca.

“O primeiro delas é a Fiat Flag, que é a representação visual da italianidade. As quatro linhas homenageiam a origem italiana da companhia de um modo único e atual. O segundo ícone visual é o Fiat Script, que substitui o escudo bordô. Além de carregar a história da marca, traz mais simplicidade e modernidade para visualizar a identidade da marca”.

Mas o recente fenômeno é explicado pela nova fase dos motores híbridos e elétricos ganhando destaque no mercado. Assim, as marcas planejam mostrar a preocupação com questões atuais, tais como tecnologia, sustentabilidade e preocupação ambiental.

Segundo João Veloso Jr., Diretor de Comunicação Corporativa do BMW Group Brasil, o novo logotipo é baseado em quatro pilares da empresa: eletrificação, conectividade, compartilhamento e autonomia. “É uma expressão mais emocional. Esse conceito antecipou diversas tendências de como serão algumas das novas tecnologias e design em um futuro próximo”, afirma ele.

Junto com a era digital e elétrica, as montadoras também se preocupam com as plataformas nas quais esses logotipos são expostos. Se a exposição da marca era feita majoritariamente em outdoors ou revistas, hoje ela aparece principalmente nos tablets e celulares.

Com traços mais limpos e menos detalhes como simulações de 3D, sombreados metálicos e cores chamativas, esses logotipos modernos são ideais para o reconhecimento rápido nas plataformas digitais. Muitas delas têm, inclusive, se valido de versões minimalistas para “despoluir” a visão em telas cada vez menores.

As 9 economias para não fazer no seu carro – Manter o automóvel em boas condições não é barato, mas tentar economizar alguns itens pode ter um grande prejuízo

Fique atento ao escolher o óleo certo para o seu carro

Você já deve ter lido e ouvido muito isso na vida: ter um automóvel não é só por gasolina e andar. Carro demanda não só manutenção regular, como também cuidados até na hora de abastecer e trocar o óleo. Por isso, querer poupar a carteira depois de comprar um veículo pode trazer problemas que farão você coçar o bolso muito mais a médio prazo.

1. Revisões fora das concessionárias
Essa vale principalmente para carros 0 km. É preciso fazer as manutenções obrigatórias nas concessionárias para não perder a garantia de fábrica do veículo. As revisões geralmente são a cada 10.000 km e a maioria das marcas adota política de preço fixo.

Ou seja, os valores podem ser consultados nos sites das montadoras antes mesmo de você comprar o automóvel. Para modelos seminovos e usados que já passaram da garantia, manter as revisões nas revendas valoriza o carro na hora de trocá-lo lá na frente.

2. Manutenção apenas corretiva
Se você tem carro com mais de três anos de uso e já passou da garantia, nada de esperar aparecer problema para levar o carro na oficina. Geralmente, quando o veículo dá sinais, é que o estrago já é grande e a conta para o reparo será maior.

Faça uma revisão no seu seminovo a cada 10.000 km, mesmo que em oficinas independentes. Cheque freios, óleo, velas, fluidos, mangueiras, parte elétrica, pneus e suspensão. Procure mecânicos de confiança e estabelecimentos com equipamentos modernos, para fazer a diagnose correta de eventuais problemas. Se o carro tiver mais de oito anos, aconselha-se fazer manutenção a cada 5.000 km.

3. Óleo fora das especificações
O lubrificante recomendado pelo fabricante do seu carro é sintético e caro? Pois não caia na tentação de trocar por um óleo mais barato e fora das especificações. Um exemplo: usar produto de viscosidade diferente vai comprometer a lubrificação e o bom desempenho do motor.

Isso vai aumentar o atrito entre as peças metálicas, diminuir a vida útil dos componentes do conjunto, afetar o rendimento do motor e aumentar o consumo de combustível. Além disso, contribui para a formação da temida borra do motor que, em casos extremos, pode exigir uma retífica lá na frente.

E nada de só completar, mesmo que com lubrificante com a mesma especificação. Essa mistura de óleo novo e velho acaba por diminuir a capacidade de o produto manter o motor limpo.

4. Acessórios não originais
Quer aquela central multimídia com aquele som de trio elétrico do carnaval baiano em seu carango 0 km que acabou de sair da loja? Faça isso na própria concessionária. Colocar itens não originais ou não homologados pela fábrica faz, de cara, você perder a garantia do carro 0 km.

Além disso, acessórios não originais podem comprometer o próprio funcionamento do veículo. O som mais potente ou o farol de neblina mais irado demandam bateria com outra amperagem, ou podem comprometer toda a parte elétrica do carro. Um spoiler na traseira vai aumentar o consumo de combustível e afetar a dinâmica veicular. Até mesmo aquele “ar instalado”, que é mais barato, não só pode roubar potência a mais do motor, como vai desvalorizar seu automóvel na hora da revenda.

5. Peças recondicionadas
Isso é outra bomba que sai barata na hora de fazer, e depois explode como uma granada de custos. Deve haver muito critério no uso de peças reaproveitadas, recondicionadas ou usadas. Em sistemas de freios, suspensão e direção, é melhor descartar esse tipo de equipamento, assim como nos pneus.

Primeiro, muitas vezes é difícil saber a procedência. Segundo, não se sabe ao certo por quanto tempo aquele item foi usado e de que forma. A durabilidade da peça será mais curta e ela ainda pode comprometer o funcionamento de outros equipamentos do carro.

6. Pneus reaproveitados
Muitos motoristas recorrem à recauchutagem e à remoldagem de pneus para poderem economizar. Mas isso põe em risco não só o pleno funcionamento do carro, como a segurança do proprietário e de seus passageiros.

A recauchutagem é um reparo que reaproveita a carcaça de um pneu danificado, com aplicação de borracha e um processo químico chamado vulcanização ao longo de toda a superfície de contato da peça. Já o pneu remoldad é um processo de troca da borracha da banda de rodagem, ombros e laterais.

Esses pneus reformados têm vida útil menor. Se pneu novo aguenta 60 mil km, os remoldados vão rodar, no máximo, 40 mil km – perda de mais de 30%. Com os recauchutados, é pior: duram a metade que um pneu novo. Além disso, tais pneus não seguem os testes e especificações do fabricante, podendo comprometer o consumo do carro e a dirigibilidade do veículo.

7. Roda desamassada
Não é recomendado consertar rodas de aço se estas estiverem amassadas e a indicação de especialistas é comprar uma peça nova. O desamasso e desempeno não vale para rodas de liga leve. E se houver trincas ou quebra nos aros – dos dois tipos -, o melhor é descartá-los. Isso porque o conserto vai maquiar a parte danificada, mas o defeito pode causar danos na suspensão e nos freios no dia dia. Além disso, a roda pode se quebrar em alta velocidade e causa um acidente fatal!

8. Gasolina barata demais
Vale ficar atento a postos que cobram bem menos pelo litro da gasolina do que a média da vizinhança. Combustível batizado compromete o funcionamento do motor, acelera o desgaste das peças do conjunto e aumenta o consumo de lubrificante e de… combustível.

9. Mentir para o seguro
Não tente fazer um perfil diferente do seu para tentar baratear a apólice. Muita gente omite que o filho vai usar o carro ou que tem garagem no prédio para gastar menos. As companhias de seguro têm mecanismos para avaliar o uso do automóvel e podem negar o pagamento do sinistro.

Suspensão do IPVA – Alesp aprova suspender pagamento do imposto de veículos novos durante a pandemia de Covid-19

O secretário da Fazenda e Planejamento poderá autorizar novos prazos para o imposto. O pagamento deve ocorrer depois da pandemia.

A Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou por unanimidade, na tarde desta terça-feira (7), o Projeto de Lei 424/2020, que permite a suspensão do pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2020 em situações extraordinárias, como a pandemia de Covid-19. O pagamento do IPVA deverá ser feito depois da pandemia.

O projeto é de autoria do governador João Doria (PSDB). A aprovação do texto foi feita em sessão extraordinária da Alesp ocorrida em ambiente virtual presidida pelo deputado Cauê Macris (PSDB), presidente da Alesp, com 80 votos favoráveis e nenhum contrário.

A aprovação não dispensa do pagamento do IPVA, e sim de adequação ao momento de pandemia.

O objetivo do projeto de lei é evitar multas nesses casos e outras situações excepcionais. Ainda de acordo com o projeto, o Secretário da Fazenda e Planejamento pode autorizar a suspensão ou prorrogação dos prazos do imposto.

Com a suspensão dos atendimentos presenciais do Detran, em virtude da pandemia, os veículos novos não estão sendo emplacados, o que impossibilita o pagamento do IPVA desses automóveis.

O projeto segue para sanção do governador.

Estalos do Chevrolet Onix por erro nos freios assustam clientes

Freio traseiro do novo Onix de Elton Quintas desmontado na concessionária para reparo Eldon Quinta

Em grupos de Whatsapp, proprietários da nova geração do Chevrolet Onix hatch têm reclamado de ruídos nas rodas traseiras, teoricamente gerados por um erro de dimensionamento das lonas dos freios a tambor.

É o caso do servidor público Freddy Renner de Freitas, de Caruaru (PE), dono de um Onix Premier 2019. “Quando utilizo o meu carro, escuto um barulho tipo estalos vindos da roda traseira direita,” contou.

Outro proprietário que relata o mesmo tipo de ruído é o estudante de design Gabriel Netto, de Bauru (SP), proprietário de um Onix 2020 versão básica.

“Meu carro faz o barulho nas rodas traseiras, parecendo aqueles carros velhos quando o freio está gasto. Já agendei um horário na concessionária para resolverem o problema”, relatou o estudante.

Por enquanto, não obtivemos nenhum registo de casos envolvendo o sedã Onix Plus, embora ambos compartilhem os mesmos componentes nos sistemas de freio.

A boa notícia para os proprietários é que, apesar de não haver ainda nenhum tipo de chamado oficial a respeito, técnicos que trabalham nas concessionárias da marca parecem já ter familiaridade com o problema.

Foi o que constatou o designer gráfico Eldon Quintas, de Manaus (AM), dono de Onix LT 2020.

“Ao relatar o problema dos estalos na traseira, que eu pensava ser suspensão, o atendente logo colocou o carro no elevador e retirou as rodas traseiras para abrir os tambores”, narrou.

“Ele me disse que as lonas vieram maiores e seria necessário desgastar as peças, além de regular o freio”, seguiu. No entanto, o defeito do Onix do manauara não foi totalmente corrigido na primeira visita.

“Ao dirigir o carro, percebi que o ruído não cessou, então levei o carro novamente e outro mecânico, que também sabia do procedimento, regulou os freios traseiros novamente. Aí o barulho parou”, completou.

O freio traseiro do Onix de Eldon desmontado: mecânico desgastou a lona para reencaixá-la no tambor Eldon Quintas

Consultando concessionárias Chevrolet em todas as regiões do Brasil, nossa reportagem conferiu que a solução apresentada tem sido a mesma utilizada no carro do El don Quintas: deixar as lonas dos freio traseiros mais fechadas, “prendendo” a roda.

Segundo mecânicos da marca ouvidos por nossa reportagem, que terão a identidade preservada, o caso se tornou uma espécie de desafio na Universidade Chevrolet, uma espécie de fórum no qual mecânicos de toda rede estudam falhas frequentes nos veículos da marca e debatem eventuais soluções.

Assim, juntamente com os responsáveis pela engenharia do fabricante, técnicos definiram provisoriamente que a melhor solução é ajustar as lonas e regular os freios traseiros até que o fabricante adote um protocolo oficial de atendimento sore o tema.

Com as discussões e resultados  divulgados na Universidade Chevrolet, em breve o assunto deve enfim virar tema de uma IT (Instrução Técnica) padrão, a ser disponibilizada às concessionárias da marca de todo país.

O que ainda não se sabe é se o assunto ficará apenas no estágio de recall branco ou se há chances de virar um recall efetivo. Para tanto, o defeito precisa gerar riscos de falha dos freios e acidentes com danos físicos e/ou materiais a ocupantes do veículo e terceiros.

Convidada por QUATRO RODAS a dar mais esclarecimentos, a GM respondeu que não faria um comentário geral sobre o tema, pois “promove um aperfeiçoamento técnico contínuo de todos os itens de seus carros”.

Caso a caso, o fabricante afirmou que, dos três relatos presentes na reportagem, “um cliente foi atendido em abril de 2020 e não mencionou o tema em questão. Dos outros dois, não foram encontrados registros de reclamação”.

A empresa encerra dizendo que “fará contato” com os respectivos clientes “para marcar uma avaliação” de seus automóveis.

Exeed: Novo carro de luxo que a Caoa Chery trará ao Brasil – Detalhes do SUV

A Caoa Chery pretende ampliar seu portfólio de produtos no mercado brasileiro. O grupo deve iniciar a produção de carros da Exeed, marca de luxo da Chery, a partir de 2021.

A informação foi confirmada pelo CEO da empresa, Marcio Alfonso, em entrevista ao “Estado de Minas”

Veja as informações sobre a nova marca Exeed e seus planos para o Brasil e outros mercados importantes pelo mundo.

Divisão de luxo.

Exeed foi revelada ao mundo no Salão de Frankfurt de 2017 Imagem: Divulgação

A Exeed é uma marca de luxo criada pela Chery em 2017 para rivalizar com as prestigiadas montadoras alemãs. A ideia é seguir o modelo das japonesas, que hoje possuem Lexus, Infiniti e Acura, controladas por Toyota, Nissan e Honda, respectivamente.

A estreia internacional da Exeed aconteceu no Salão de Frankfurt daquele ano, quando o TX foi um dos modelos mostrados no evento.

SUV deve ser o primeiro.

O LX é um forte candidato a ser o primeiro modelo da Exeed fabricado no Brasil. Além de já estar registrado no país, o SUV compartilha plataforma com o Tiggo 5X e Tiggo 7, o que facilitaria sua produção na fábrica da Anápolis (GO). O TX, modelo mais requintado e com tecnologia híbrida, também tem boas chances de virar nacional.

Tecnologia de ponta.

Mesmo sendo um SUV compacto premium, o LX tem tecnologias de modelos mais caros. O painel de instrumentos é holográfico e o veículo conta com uma tecnologia de reconhecimento facial. O motor deve ser um 1.6 turbo de 200 cv, o mesmo que equipa o Tiggo 8 – que será lançado no Brasil até o fim do ano.

Sonho antigo.

Não é de hoje que a Caoa Chery sonha em produzir os carros da Exeed no país. Há dois anos, a empresa fez uma peça publicitária com imagens de um modelo da divisão de luxo. Conta-se, inclusive, que a marca foi um dos motivos pelo qual o grupo CAOA adquiriu a Chery no Brasil.

Naquele mesmo ano, em entrevista ao jornalista Silvio Menezes, do canal “Carro Arretado”, o presidente do grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade revelou que lançaria “outra marca que fica sob o chapéu da Chery, que é a Exeed”. Na ocasião, o executivo disse que “vai ser uma marca de altíssimo luxo, de altíssima qualidade, para brigar na linha da Mercedes e BMW”.

Metas ambiciosas.

Além do Brasil, a Chery pretende lançar a Exeed em mercados mais competitivos como Estados Unidos e Europa. Se tudo der certo, o TX será lançado nos EUA em 2021 como Vantas TXL. Os carros serão montados por lá no regime de CKD (Completely Knocked Down, ou Completamente Desmontado, em tradução livre), com 50% das peças vindas da China e os 50% restantes de fornecedores locais.

Nada de Chery.

Até agora, poucos chineses se aventuraram no Velho Continente e nenhuma marca se arriscou na América do Norte. O nome Vantas, inclusive, foi escolhido porque a General Motors vetou o uso da marca Chery por conta da semelhança com “Chevy”, apelido dado aos carros vendidos pela Chevrolet nos EUA.

Vendas de carros em época de COVID19 – Carro seminovo fica até 27% mais caro

 

A pandemia do novo coronavírus afetou toda a cadeia automotiva durante os últimos meses. A venda de carros, por exemplo, caiu 67,03% em abril, comparado a março.

No entanto, esta não foi a única mudança que atingiu o mercado de veículos. Veja o que aconteceu através dos estudo feito pela parceira KBB Brasil, consultoria especializada em precificação de carros, durante a crise da Covid-19.

De acordo com o levantamento, os veículos seminovos (com até dois anos de uso) estão se valorizando durante a quarentena.

Além disso, os zero-quilômetro, que embora tenham valores maiores no papel devido ao dólar estar quase R$ 6, na prática, com adição de todos os bônus e descontos, apresentam leve desvalorização.

A análise feita abrangeu a variação diária de preços no período de 14 de março a 30 de abril – ou seja, da última quinzena antes das medidas restritivas até o fim do primeiro mês de isolamento.

Foram coletadas informações de 22.440 versões de veículos zero-quilômetro e com até dois anos de uso, separados em dez categorias: Coupe, Furgão, Minibus, Hatchback, Minivan, Roadster, Sedan, SUV e Station Wagon.

Analisando o saldo total dos quatro segmentos mais emplacados do Brasil, pode-se observar uma tendência média de alta entre os modelos seminovos.

A categoria picapes registrou a maior variação frente as outras três, com 1,43% de alta no saldo total do período. O crescimento dos hatches, segmento que lidera o ranking de vendas nacional, foi o segundo maior com elevação de 0,76%.

Os SUVs registraram um crescimento mais tímido com 0,03% no final do período, enquanto o segmento de sedãs teve queda de 1,13% em seus valores. Ainda assim, na média, a precificação das categorias destes veículos indicou alta de 1,09%.

De acordo com a KBB Brasil, a “tendência de valorização pode ser explicada pelo possível movimento de consumidores que estavam preparados para adquirir carros 0 km, mas, com a crise, estão mais cautelosos com o orçamento. Logo, modelos seminovos, com maior apelo entre custo e benefício, tornam-se mais vantajosos”

Um dos exemplos de alta durante o período é o Ford Ka SE Plus 1.0 2018, que registrou um aumento de 10% em seu valor durante o último mês.

Além do modelo da Ford, o Chevrolet Onix Plus seminovo também registrou crescimento em seu valor durante o período, ficando impressionantes 27% mais caro na versão intermediária LTZ 1.0 Turbo com câmbio automático.

A KBB Brasil ainda afirma que os veículos com quatro anos ou mais de uso sofreram forte depreciação no período. Segundo eles, esses veículos “acabam sendo liquidados com maior depreciação para cumprir com obrigações de caixa.”

O destaque foi do segmento hatchback, que registrou crescimento de 5,39% no saldo total do período. A categoria picape veio logo em seguida, com valorização de 0,9%. Os SUVs registraram elevação mais contida, 0,09%, enquanto os sedãs, novamente, apresentaram queda de 1,13%.

O principal motivo para o aumento é o repasse da elevação de custos de produção durante a pandemia, segundo a KBB Brasil.

“Em relação aos modelos 0 km, a tendência é a de que os preços aumentem, pois grande parte da cadeia de fornecimento da indústria é cotada em dólar e a moeda americana está perto do patamar dos R$ 6. Observações preliminares já indicam forte acréscimo nos valores dos 0 km, já que será inevitável, neste momento, repassar a elevação dos custos de produção ao preço final”, analisou a KBB.

No entanto, pode-se observar também que três das quatro principais categorias vendidas no Brasil registraram desvalorização em seu valores especificamente no mês de abril.

De acordo com a KBB, tal desvalorização se deu nesse período porque “algumas montadoras e concessionárias conseguiram aplicar descontos em estoques adquiridos pré-crise, numa tentativa de manter as vendas aquecidas”.

Fraudes nos seguros de carros – Profissionais revelam como impedem golpes nas seguradoras

Fraudes com seguro causam prejuízos de quase R$ 350 milhões todos os anos

Em 2018, 1,7% de todos os acionamentos de cobertura de seguro automotivo foram comprovadamente fraudulentos, de acordo com levantamento feito pelo Sistema de Quantificação de Fraudes (SQF).

O número representa um montante de R$ 343 milhões em situações forjadas. Para concluir que houve má-fé e dar o recado a quem pensa em se arriscar em golpes, as empresas dispõem de tecnologia, vistoriadores e peritos.

O trabalho de verificação vai muito além da inspeção básica realizada por ocasião da contratação da apólice. Os profissionais agem como detetives e têm suporte tecnológico para identificar crimes.

Qual a tentativa de fraude mais comum?

“São muitas as tentativas de fraudes. A mais comum é a comunicação do falso crime, quando a pessoa afirma que seu carro foi furtado mas, na verdade, o veículo foi vendido ou entregue para um desmanche clandestino”, diz Rodrigo Boutti, gerente de operações da Ituran, empresa de tecnologia que trabalha em parceria com as seguradoras.

Rodrigo revela que a desvalorização do automóvel em relação ao valor da tabela Fipe e a falsa sensação de impunidade para esse tipo de crime levam alguns a tentarem burlar as regras das seguradoras. Contudo, os vistoriadores conseguem descobrir rastros digitais.

“O profissional passa por treinamentos sobre a funcionalidade dos dispositivos de rastreamento. A análise de comportamento avalia as últimas posições e os alertas enviados por esses equipamentos, que podem direcionar as investigações e até mesmo comprovar uma fraude por distorção dos fatos”, explica Rodrigo. Ele também diz que, para o vistoriador experiente, a tentativa de fraude “salta aos olhos”. “Quando o segurado simula o sinistro, seu comportamento é muito diferente em comparação a uma ação normal.”

Especialista em reparo automotivo e coordenador do Instituto Integração Técnico-Profissionalizante (ITP), Luiz Fernando da Silva já ministrou cursos para vistoriadores e peritos nas seguradoras HDI e Porto Seguro.

Ele explica que o treinamento básico dura 16 horas, mas o aperfeiçoamento é constante. Além das instruções sobre como proceder na inspeção dos veículos, o profissional aprende a fazer a leitura do local de um acidente, observando também resquícios de tinta e partes do carro que ficaram na rua.

Outra função é determinar quanto vai custar o reparo. O perito analisa o que é necessário ser substituído buscando reduzir ao máximo o custo para a seguradora, mas sem comprometer a qualidade do serviço e a segurança do automóvel. Pelo fato de lidar sempre com essas situações, o profissional começa a perceber quando um componente teve um dano forjado com o objetivo de ser incluído no rol de itens a serem consertados ou trocados.

Dispositivos de controle para diminuir as tentativas de fraude

Anderson Ribeiro, coordenador de operações da Dekra, empresa alemã especializada em vistorias e laudos técnicos, diz que havia muito mais tentativas de fraude há cerca de 15 anos. A redução se deve aos dispositivos de controle adotados por seguradoras e montadoras.

Um exemplo são as etiquetas que trazem o código VIS (Vehicle Indicator Section), uma sequência de números que difere um carro do outro. O adesivo se autodestrói caso tentem removê-lo. Sua recolocação só pode ser feita por empresa especializada e mediante autorização do fabricante do automóvel.

Anderson já se deparou com tentativas de fraude elaboradas. Ele conta que um golpista tentou fazer seguro para um BMW destruído após uma colisão utilizando fotos de um modelo íntegro. A ideia do “proprietário” era fotografar o carro funcional e usar os dados do modelo batido no material que seria enviado à seguradora. Esse tipo de plano, que só daria certo caso houvesse um vistoriador disposto a se envolver no crime, já está há tempos no radar das empresas do setor.

Para evitar golpes desse tipo, todos os horários dos serviços de vistoria precisam ter rastreamento eletrônico. As fotos do carro e das numerações devem ser feitas no mesmo intervalo de tempo, com diferenças mínimas, de segundos. A Dekra tem até localização por GPS para impedir que um automóvel tenha seus dados documentais registrados em um endereço enquanto a vistoria presencial é feita em outro lugar.

Quando o veículo chega para fazer a inspeção antes de o seguro ser contratado, o cliente tem à disposição uma sala refrigerada para aguardar a conclusão do serviço. Anderson diz que a estrutura evita que pessoas mal-intencionadas entrem em atrito com o vistoriador por discordar de alguma anotação.

As informações das empresas de vistoria são lançadas em um sistema digital acessado pelas companhias de seguro, e cada uma possui seu próprio protocolo de aceitação. Somadas, as regras ocupam mais de mil páginas, segundo Anderson.

Acompanhamos o processo de inspeção de um Honda Fit, em que o novo proprietário precisava de um laudo para fazer o seguro. O veículo tinha arranhões e pequenos amassados, pontos que foram lançados no sistema integrado das seguradoras.

A primeira atitude tomada pelo vistoriador foi anotar a quilometragem do carro. Em seguida, verificou a etiqueta do cinto de segurança para checar se o mês e o ano de fabricação eram compatíveis com a data de montagem do carro. Diferenças superiores a quatro meses indicam que o componente pode ter sido substituído, sinal de colisão grave.

As etapas seguintes foram fotografar os arranhões e amassados, verificar as gravações do número do chassi na carroceria e checar a integridade das etiquetas VIS.

Não cabe ao vistoriador avaliar a qualidade de um conserto ou verificar se o serviço foi motivado por um esbarrão no portão da garagem ou por uma colisão lateral grave, capaz de afetar a estrutura do carro. Cabe à seguradora decidir se vai conceder a apólice ou não. Em caso de negativa, os corretores de seguros entram em contato com o cliente para dar a má notícia.

“O motivo mais comum de recusa é o estado de conservação geral do automóvel, de pneus desgastados a avarias na estrutura”, diz Endrigo Rampaso, diretor-executivo da Arena Corretora. “Outro ponto que influencia é a documentação irregular, e há companhias que se recusam a fazer uma apólice caso haja multas em aberto, pois podem levar ao bloqueio do veículo.”

Endrigo diz ainda que é comum clientes comprarem carros que foram recuperados após sofrerem acidentes graves sem saber. Por exemplo: a seguradora indeniza o antigo proprietário e depois leiloa o carro batido. Esse veículo é, então, recuperado por oficinas especializadas e revendido geralmente por preço bem abaixo do praticado regularmente. Contudo, dificilmente o novo proprietário conseguirá aprovação para ter um seguro novamente.

“Outra situação que gera queixas são as discordâncias em relação à análise das avarias. Um amassado considerado de grande monta pelo vistoriador e pela seguradora pode ser visto como menos grave pelo dono”, destaca o executivo da Arena.

Para Luiz Fernando, o rigor das seguradoras para evitar fraudes gera distorções. A mesma empresa que aprova um reparo pode, após vistoria feita para uma nova apólice, recusar a proteção.

Pontos polêmicos de peças

Um dos pontos polêmicos envolve a troca de peças da lataria. Imagine que o motorista de um sedã se distraiu ao manobrar o carro e bateu em alguma quina. A colisão gerou uma perfuração na lateral traseira. O caso é levado para a seguradora, que autoriza o reparo com troca da parte afetada.

Porém, não é possível repetir o mesmo padrão dos pontos de soldagem robotizada das fábricas. Luiz Fernando explica que o vistoriador é treinado para reconhecer essas diferenças: ele verifica as junções escondidas sob as borrachas de vedação e, se detectar o reparo, deve incluir a informação no relatório que será encaminhado às seguradoras. É relatado apenas o problema, e não sua causa. Uma simples troca de partes pode ser confundida com uma batida das mais violentas.

Ou seja, os critérios podem dificultar a vida de quem teve um carro batido e recuperado dentro de todos os padrões de segurança. Mas, sem isso, o número de fraudes poderia disparar e, por consequência, encarecer ainda mais as apólices. Não é fácil para ninguém.

Coronavírus – O pneu do carro pode deformar na quarentena?

NORMALMENTE OS PNEUS LEVAM MESES PARA SE ESVAZIAREM POR COMPLETO (FOTO: FABIO ARO)

Algumas práticas simples garantem a durabilidade do composto durante o período que o veículo não é usado

A quarentena para ajudar a conter o novo coronavírus fez com que milhões de carros ficassem parados na garagem.

Isso exige uma série de cuidados com o carro, incluindo a limpeza da cabine e o combustível que está no tanque. Mas você sabia que até os pneus demandam atenção nesse período?

O principal problema é que o pneu perde, gradualmente, o ar comprimido em seu interior. Normalmente esse esvaziamento é compensado ao calibrar o composto semanalmente no posto.

Como os órgãos de saúde não recomendam saídas de casa para tudo que não for essencial, é possível contornar esse problema de duas formas.

Como resolver?

A mais simples é encher mais o pneu. O ideal é ver no manual do proprietário qual é a pressão recomendada para quando o veículo está cheio. Esse índice varia de carro pra carro, mas pode ser quase 10 lb/pol² acima do valor padrão.

Feito isso, leve o veículo com cuidado até onde será armazenado. Isso é importante pois em alguns modelos a pressão extra sem que o carro esteja carregado pode reduzir a aderência dos pneus.

Outra solução, mais cara e complexa, é colocar nitrogênio nos pneus. Esse gás inerte é vendido em algumas borracharias e reduz a perda de pressão.

O nitrogênio pode vir de tanques ou produzido por máquinas especiais, e o custo de colocá-lo pode chegar a R$ 25 por pneu, dependendo da oficina.

Não seja chato

Um problema comum em carros armazenados por muito tempo é a deformação permanente do pneu. O chamado “achatamento” acontece quando o pneu fica parado em um mesmo lugar por muitos meses.

Esse risco é muito pequeno para esse período de quarentena, e não exige que o carro fique apoiado sobre suportes — algo comum em veículos clássicos.

Uma forma simples de contornar esse problema é movimentar o veículo alguns centímetros para frente ou para trás a cada 15 dias, alterando a posição do pneu.

Coronavírus – Quais as leis de trânsito estão suspensas durante a quarentena?


Saiba quais regras foram alteradas e quais continuam em vigor durante o isolamento social

O período de quarentena provocou suspensões das atividades de diferentes setores, como fábricas de carro, o fechamento de estabelecimentos e outras medidas para evitar contaminações.

Como o fluxo de pessoas foi reduzido, o Cotran divulgou algumas mudanças na atuação dos órgãos e entidades do SNT (Sistema Nacional de Trânsito) e de entidades públicas e privadas que prestam serviço no trânsito.

O governo permitiu a condução de veículos com a CNH vencida. A isenção é para todas as carteiras de motorista que deixaram de ser válidas no dia 19 de fevereiro deste ano. A medida visa evitar aglomerações em locais públicos, como Detrans, durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil.

Normalmente quem está com a CNH vencida só pode circular até 30 dias após a validade do documento. A alteração está em vigor desde o dia 20 de março.

Na cidade de São Paulo, o prefeito Bruno Covas anunciou a suspensão do rodízio municipal de automóveis, a fim de incentivar o uso do carro e diminuir a circulação em transportes públicos.

Além disso, desde o dia 23 de março, foram liberadas as zonas azuis em torno de 300 metros das unidades de saúde, hospitais, ambulatórios, UBS, UPA, AMA, pronto-socorro e estabelecimentos que prestem atendimentos de emergência. Para o resto dos locais, a medida continua em vigor.

O teste do bafômetro será restringido, utilizado apenas em casos de acidentes ou em situações claras de embriaguez por parte do motorista.

PEDÁGIO (FOTO: WIKIPÉDIA)

Sobre a cobrança de pedágios, a CNT se declarou contrária à suspensão. Ela defende que o valor arrecadado é utilizado para construção e manutenção de rodovias, e que a quebra desse processo seria um descumprimento de contratos já estabelecidos.

Dessa forma, os pedágios continuarão com a cobrança normal. Corredores e faixas de ônibus em São Paulo também mantêm as regras já estabelecidas.

CNH – Por causa do coronavírus, Contran amplia prazo para renovação da carteira de motorista


O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) suspendeu temporariamente os prazos dos serviços prestados por órgãos de trânsito em virtude do avanço do novo coronavírus no País.

Dentre outros pontos, a medida amplia para 18 meses o prazo para que o processo de renovação da CNH (Carteira Nacional de Habilitação de Motoristas) fique ativo. A ampliação do período vale também para candidatos com pedidos de renovação de CNH em curso.

A decisão, publicada no Diário Oficial da União, leva em conta a recomendação se evitar a aglomeração de pessoas nos espaços de atendimento dos órgãos.

Pelo Twitter, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, a quem o Contran é vinculado, disse ainda que a deliberação segue a orientação do presidente Jair Bolsonaro “de facilitar a vida do cidadão brasileiro durante essa pandemia”.

Com a decisão, o Contran amplia ou interrompe prazos de processos e de procedimentos dos órgãos e das entidades do Sistema Nacional de Trânsito e também de entidades públicas e privadas prestadoras de serviços relacionados ao trânsito.

De acordo com determinação, ficam interrompidos, por tempo indeterminado, os prazos para apresentação de defesa da autuação, recursos de multa, defesa processual e recursos de suspensão do direito de dirigir e de cassação do documento de habilitação. Também está suspenso por tempo indeterminado o prazo para identificação de condutor infrator, incluindo processos já em andamento.

Além disso, estão interrompidos, por tempo indeterminado: os prazos para o proprietário adotar as providências necessárias à efetivação da expedição de Certificado de Registro de Veículo em caso de transferência de propriedade de veículo adquirido desde 19/02/2020; os prazos relativos a registro e licenciamento de veículos novos, desde que ainda não expirados; e os prazos para que o condutor possa dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação vencida desde 19/02/2020. A interrupção por prazo indeterminado também vale para Permissão para Dirigir.