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Carros roubados – Acordo entre a Bolívia e Brasil pode permitir retorno de veículos ao país

Audiência discutiu decisão de governo boliviano de legalizar veículos importados irregulares no país. A PF estima que até 20 mil carros brasileiros roubados estejam circulando na Bolívia.

Brasil e Bolívia poderão fazer um acordo para repatriar os veículos brasileiros roubados que transitam irregularmente em território boliviano. A informação é do deputado Delegado Protógenes (PCdoB-SP), que participou nesta terça-feira (23) de audiência pública sobre a decisão recente da Bolívia de legalizar carros, motos e caminhões importados irregulares no País.

Segundo o deputado, os governos boliviano e brasileiro estão dispostos a conversar para fechar um compromisso de envio dos veículos brasileiros de volta ao Brasil. O objetivo, de acordo com ele, é evitar que a decisão da Bolívia estimule o aumento dos casos de roubo e furto no País.

No debate, o diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseng), Neival Rodrigues Freitas, que integrou uma comitiva do Itamaraty à Bolívia em julho deste ano, também afirmou que os dois governos estão negociando ações para evitar o contrabando de veículos brasileiros. Estão sendo estudadas medidas como integração de banco de dados e cooperação entre polícias.

O procurador da República Raphael Perissé defendeu a adoção de medidas diplomáticas para solucionar o impasse, mas, segundo ele, a negociação deve prever a possibilidade de sanções comerciais e econômicas contra a Bolívia em caso de recusa ao envio dos veículos brasileiros.

“A Bolívia depende dos recursos brasileiros e a adoção desse tipo de sanção pode evitar que se repita esse quadro que traz tantos prejuízos à sociedade brasileira”, disse.

Regularização

Após publicar uma lei autorizando a legalização de veículos irregulares no país, o governo boliviano recebeu cerca de 128 mil pedidos de regularização. A Polícia Federal estima que, desse total, 15 a 20 mil são veículos roubados no Brasil. Já segundo o embaixador da Bolívia no Brasil, são 3,5 mil carros nesse grupo.

A população boliviana teve 15 dias, em junho deste ano, para pedir a regularização dos veículos. Para evitar a legalização de carros roubados, outros países, inclusive o Brasil, enviaram ao governo da Bolívia uma lista com dados de veículos roubados e ainda não recuperados.

Segundo o delegado da Polícia Federal Caio Bortone, o cruzamento dessa lista com os pedidos de regularização chegou à identificação de 4 mil carros brasileiros roubados circulando na Bolívia, mas a estimativa é de que o número chegue até a 20 mil. “Dos 128 mil pedidos de regularização, só conseguimos analisar 30 mil, porque o banco de dados da Bolívia é inconsistente”, justificou.

Tráfico de drogas

De acordo com Raphael Perissé, os carros roubados no Brasil que seguem para a Bolívia são normalmente trocados por pasta-base de cocaína. A droga, segundo o procurador, acaba entrando no Brasil – uma parte fica em território nacional e outra alimenta o tráfico internacional. “Ou seja, o roubo de carros prejudica ainda mais o País porque estimula a manutenção do Brasil no cenário do tráfico internacional de drogas”, disse.

O embaixador da Bolívia no Brasil, Jose Alberto Gonzales Samaniego, contudo, disse que a troca de veículos roubados por droga não é comum na Bolívia. “Há sim casos como esses, mas isso não é a regra. A Bolívia está sendo estigmatizada como o país da droga e do delito, mas isso não é verdade”, protestou.

Samaniego ressaltou que 80% dos pedidos de regularização de veículos feitos este ano referem-se a carros japoneses antigos de modelo básico, que são vendidos para a população de baixo poder aquisitivo. Em média, segundo ele, os carros que serão regularizados custam entre US$ 6 e 7 mil. “Não quero dizer que não exista roubo de carro no Brasil para envio à Bolívia, mas é injusto afirmar que a Bolívia incentiva o aumento do crime no Brasil”, afirmou.

Fonte: Site Câmara dos deputados

Fiat assume oficialmente o controle majoritário da Chrysler

Empresa italiana comprou 6% das ações que pertenciam aos EUA.
Para isso, companhia pagou US$ 500 milhões ao Tesouro norte-americano.

O grupo Fiat oficializou nesta sexta-feira (3) a compra de 6% das ações da Chrysler que ainda pertenciam ao governo norte-americano. Assim, a empresa italiana fica com parte majoritária da empresa, com 52% de participação. Para isso, a Fiat precisou pagar US$ 500 milhões ao Tesouro norte-americano.

A Fiat concordou ainda em comprar as ações pertencentes ao fundo de aposentadoria do sindicato United Auto Working por US$ 75 milhões, sendo que US$ 60 milhões vão para o governo dos Estados Unidos e os outros US$ 15 milhões para o governo do Canadá.

O negócio vai passar ainda por avaliação de órgão regulatório dos Estados Unidos, o que pode levar três meses. Apesar do aporte da Fiat, o governo deve perder cerca de US $ 1,3 bilhão do total de US$ 12,5 bilhões em empréstimos oferecidos para tirar a companhia norte-americana do buraco.

A Fiat havia adquirido o controle  da gestão da Chrysler e de participação minoritária no durante o processo de reestruturação da Chrysler, em 2009. A empresa precisou recorrer à lei de falências norte-americana. Em troca, a Fiat prometeu compartilhar experiência em carros compactos, garantindo à montadora dos EUA uma linha de modelos econômicos.

A Fiat lançou o mini 500 em nos Estados Unidos em março. O próximo passo é trazer modelos da marca Alfa Romeo. Em março passado, a Fiat apresentou no Salão de Genebra o primeiro carro feito em parceria com a Chrysler. O SUV Freemont, que também será vendido no Brasil, é baseado no Dodge Journey 2011.

Fonte: G1

Mercosul cria placa única para veículos

Implantação começa a partir de 2016 com caminhões e ônibus.
Carros deverão receber nova placa em 2018.

Resolução aprovada na reunião do Mercosul na quinta-feira (15), em Foz do Iguaçu (PR), cria uma placa única para os veículos dos países-membros do bloco: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai.

A proposta é de longo prazo. Segundo o Itamaraty, a placa deve ser implantada para veículos de carga e passageiros, como caminhões e ônibus, a partir de 2016. Para as outras categorias, como carros, a entrada em vigor será em 2018, quando os veículos novos já receberão a placa do bloco.

Com o instrumento, veículos de qualquer um dos quatro países poderão circular livremente nos vizinhos. O cadastro será integrado, e as multas, também. A cobrança única de infrações, no entanto, não é o foco da medida.

“A ideia da placa não é penalizar, a ideia da placa é muito simples: é pra botar o Mercosul na garagem de todos vocês”, explica o embaixador Antônio José Ferreira Simões, subsecretário-Geral para América do Sul, América Central e Caribe do Itamaraty.

A placa terá o símbolo do Mercosul. A primeira será usada num ônibus movido a etanol em que os presidentes do bloco vão se deslocar no encerramento da Cúpula Social do Mercosul, na noite desta quinta-feira, em Itaipu. Já a combinação de números será determinada pelas autoridades de cada país.

Segundo o embaixador, a placa única vai melhorar a segurança e a livre circulação dos habitantes dos países do bloco. “Assim como as pessoas se sentem cidadãs da Europa, vão se sentir cidadãs do Mercosul”, diz.

O primeiro passo para a implantação da proposta será o cadastro de cerca de 100 mil veículos que fazem o transporte de carga e o transporte rodoviário entre os países do Mercosul. “Vários desses veículos já tem três ou quatro placas de carro. Vamos usar a base de dados destes veículos, eles serão os primeiros a ter uma placa do Mercosul.”

Atualmente, os veículos de carga e de passageiros que transitam no Mercosul são obrigados a ter o Certificado de Inspeção Técnica Veicular (CITV), que comprova suas condições de segurança.

Fonte: G1

Fusão entre VW e Porsche pode ser adiada para 2015

Pedidos de indenização, além de questões jurídicas e fiscais devem atrasar processo

Agendada para acontecer em 2011, a fusão entre a Porsche e a Volkswagen deverá atrasar por questões jurídicas e fiscais. Um dos processos corre nos Estados Unidos e exige indenização de bilhões de euros à Porsche por ter prestado falsas informações ao mercado e manipulado preços. Enquanto isso, na Alemanha, o ministério público de Stuttgart abriu um inquérito conta a Porsche por suspeita de faltas informações a investidores quando decidiu se juntar à Volkswagen.

Segundo o diretor financeiro da Porsche, Hans Dieter Poetsch, a fusão deverá acontecer apenas em 31 de janeiro de 2015. Entretanto, conforme o presidente executivo da Volkswagen, Martin Winterkorn, essa união continua fazendo parte dos objetivos da empresa, que tem 49,9% das ações da Porsche.

Fonte: Globo.com

Bater no poste – Quanto custa ? Quem bate em poste paga o prejuízo?

Postes, pontes, guard-rails… Se você danificar qualquer um deles em um acidente de trânsito, pode pôr na conta a reparação ou a substituição das estruturas, além do conserto do carro. Se o choque for contra um poste, torça para ter abalroado um dos mais simples: dependendo do tipo, o prejuízo pode passar de R$ 7 mil. Segundo a AES Eletropaulo, que distribui energia elétrica na região metropolitana de São Paulo, um poste com estruturas básicas – circuito primário, ramais de ligação de clientes de baixa tensão e braço de iluminação pública – custa R$ 3,8 mil. Já se ele tiver equipamentos de grande porte, como transformadores, pode atingir R$ 7,5 mil. No Paraná, de acordo com a Copel, o conserto costuma sair por R$ 2.613,55, o que inclui materiais, equipamentos, deslocamento de pessoal e mão de obra.

A prefeitura, ou a empresa que fornece energia, costuma parcelar a dívida. Caso o motorista não tenha condições de arcar com a despesa, pode ter os bens penhorados ou o nome incluído na lista de inadimplentes da concessionária. Mas, e se a culpa não tiver sido de quem bateu? Bem, cada lugar segue uma regra. Em São Paulo, são exigidas provas incontestáveis para liberar esse condutor do pagamento. Já em Curitiba, não adianta: o dano é cobrado de quem colidiu contra o poste.

Não é lenda urbana
O condutor que destrói o patrimônio coletivo tem de arcar com a despesa do conserto e/ou manutenção. Só no Paraná, mais de 2 mil postes são atingidos por veículos todos os anos.

Fonte: AutoEsporte

Elétrico BMW Megacity deverá ser lançado nas Olimpíadas de Londres

Modelo com autonomia para 250 km vai estrear uma submarca do grupo.
BMW está entre os patrocinadores do evento e investirá US$ 50,5 milhões.

A BMW utilizará os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, como palco de inauguração do seu futuro carro elétrico urbano Megacity. Par isso, o modelo deverá ser o carro oficial do evento, segundo acordo fechado com o governo britânico divulgado nesta quarta-feira (21) pela imprensa internacional.

O grupo anunciou em 2009 que seria um dos patrocinadores das Olimpíadas de Londres, após fechar negócio de US$ 50,5 milhões, em acordo com a organização do evento. Segundo a companhia, 4 mil veículos serão oferecidos para o transporte de atletas, membros do Comitê Olímpico e imprensa.

Entre as unidades direcionadas exclusivamente ao evento estão modelos com baixa emissão, carros elétricos, motocicletas e bicicletas. O comitê já utiliza o slogan do ecologicamente correto e promete os Jogos Olímpicos “mais verdes da história”.

Ponto a favor do Megacity, modelo que vai estrear uma submarca do grupo BMW, que ainda não foi anunciada. O carro terá estrutura de fibra de carbono, material leve e resistente, reforçado com painéis de plástico. A bateria de íon-lítio do modelo tem autonomia para rodar 250 quilômetros e o carro atinge a velocidade máxima de 145 km/h. O motor elétrico tem 113 cavalos de potência.

O carro será apresentado no Salão de Paris, em setembro.

Fonte: G1

Valor para renovar CNH volta a ser limitado

Detran revogou portaria do próprio órgão.
Secretaria de Segurança Pública vai apurar o caso.

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) revogou nesta quinta-feira (11) a portaria 245/2010, do próprio órgão, que havia liberado os Centros de Formação de Condutores (CFCs)para estipularem os valores a serem cobrados para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Com a revogação, os CFCs podem estabelecer os valores, desde que não excedam R$ 60 para o curso presencial, R$ 33 para os a distância e R$ 28 para a prova eletrônica.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que o Detran se ‘precipitou’ ao elaborar a portaria. A medida havia sido tomada em virtude de uma decisão da 12ª Vara da Fazenda Pública, que considerou inconstitucional a limitação dos valores – o argumento é que o Detran não tem competência para regulamentar taxas.

“De fato, a sentença judicial que motivou o ato foi proferida em primeira instância, cabendo recurso de apelação ao Tribunal de Justiça, já interposto pela Procuradoria Geral do Estado“, informou a SSP por nota. O secretário Antônio Ferreira Pinto requisitou o afastamento dos responsáveis pela medida e a apuração do caso.

O governador José Serra afirmou nesta quarta-feira (10) que iria encaminhar à Assembleia Legislativa um projeto de lei regulamentando a cobrança, estabelecendo os valores e as formas de reajuste. Agora, o governo afirma que vai aguardar a decisão do processo em tramitação para decidir se mantém os planos.

Fonte: G1

Ford acerta venda da Volvo para grupo chinês Geely

Marca sueca foi comprada pela Ford em 1999 por US$ 6,4 bilhões.
Em outubro, montadora disse que chineses ofereceram US$ 2 bilhões.

A montadora americana Ford Motors anunciou nesta quarta-feira (23) ter concluído um acordo para a venda da filial sueca Volvo para a empresa chinesa Geely Holding.

“A Ford Motor Company confirma hoje (quarta-feira) que todas as condições comerciais de fundo vinculadas à possível venda da Volvo Cars foram acertas entre a Ford e o Zhejiang Geely Holding Group“, afirma a empresa americana em um comunicado.

“Embora ainda falte trabalho por fazer antes da assinatura (…) Ford e Geely acreditam que um acordo final de venda será assinado durante o primeiro trimestre de 2010 e a venda será concluída durante o segundo trimestre de 2010”, completa o texto.

A Ford Motors Co., segunda maior montadora dos Estados Unidos, anunciou em dezembro de 2008 a intenção de vender a marca de luxo sueca, que havia adquirido na totalidade em 1999 por US$ 6,4 bilhões.

Em outubro, informou que considerava que o grupo privado chinês Geely havia feito a melhor oferta pela Volvo Cars, que seria de US$ 2 bilhões.

A Volvo Cars foi fundada na cidade de Gotemburgo, norte do país, em 1927 e tem atualmente 22.000 funcionários no mundo, 16.000 deles na Suécia.

A China se tornou no início de 2009 o maior mercado de automóveis do planeta, após a queda nas vendas nos Estados Unidos em consequência da crise econômica.

Fonte: G1