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Fraudes nos seguros de carros – Profissionais revelam como impedem golpes nas seguradoras

Fraudes com seguro causam prejuízos de quase R$ 350 milhões todos os anos

Em 2018, 1,7% de todos os acionamentos de cobertura de seguro automotivo foram comprovadamente fraudulentos, de acordo com levantamento feito pelo Sistema de Quantificação de Fraudes (SQF).

O número representa um montante de R$ 343 milhões em situações forjadas. Para concluir que houve má-fé e dar o recado a quem pensa em se arriscar em golpes, as empresas dispõem de tecnologia, vistoriadores e peritos.

O trabalho de verificação vai muito além da inspeção básica realizada por ocasião da contratação da apólice. Os profissionais agem como detetives e têm suporte tecnológico para identificar crimes.

Qual a tentativa de fraude mais comum?

“São muitas as tentativas de fraudes. A mais comum é a comunicação do falso crime, quando a pessoa afirma que seu carro foi furtado mas, na verdade, o veículo foi vendido ou entregue para um desmanche clandestino”, diz Rodrigo Boutti, gerente de operações da Ituran, empresa de tecnologia que trabalha em parceria com as seguradoras.

Rodrigo revela que a desvalorização do automóvel em relação ao valor da tabela Fipe e a falsa sensação de impunidade para esse tipo de crime levam alguns a tentarem burlar as regras das seguradoras. Contudo, os vistoriadores conseguem descobrir rastros digitais.

“O profissional passa por treinamentos sobre a funcionalidade dos dispositivos de rastreamento. A análise de comportamento avalia as últimas posições e os alertas enviados por esses equipamentos, que podem direcionar as investigações e até mesmo comprovar uma fraude por distorção dos fatos”, explica Rodrigo. Ele também diz que, para o vistoriador experiente, a tentativa de fraude “salta aos olhos”. “Quando o segurado simula o sinistro, seu comportamento é muito diferente em comparação a uma ação normal.”

Especialista em reparo automotivo e coordenador do Instituto Integração Técnico-Profissionalizante (ITP), Luiz Fernando da Silva já ministrou cursos para vistoriadores e peritos nas seguradoras HDI e Porto Seguro.

Ele explica que o treinamento básico dura 16 horas, mas o aperfeiçoamento é constante. Além das instruções sobre como proceder na inspeção dos veículos, o profissional aprende a fazer a leitura do local de um acidente, observando também resquícios de tinta e partes do carro que ficaram na rua.

Outra função é determinar quanto vai custar o reparo. O perito analisa o que é necessário ser substituído buscando reduzir ao máximo o custo para a seguradora, mas sem comprometer a qualidade do serviço e a segurança do automóvel. Pelo fato de lidar sempre com essas situações, o profissional começa a perceber quando um componente teve um dano forjado com o objetivo de ser incluído no rol de itens a serem consertados ou trocados.

Dispositivos de controle para diminuir as tentativas de fraude

Anderson Ribeiro, coordenador de operações da Dekra, empresa alemã especializada em vistorias e laudos técnicos, diz que havia muito mais tentativas de fraude há cerca de 15 anos. A redução se deve aos dispositivos de controle adotados por seguradoras e montadoras.

Um exemplo são as etiquetas que trazem o código VIS (Vehicle Indicator Section), uma sequência de números que difere um carro do outro. O adesivo se autodestrói caso tentem removê-lo. Sua recolocação só pode ser feita por empresa especializada e mediante autorização do fabricante do automóvel.

Anderson já se deparou com tentativas de fraude elaboradas. Ele conta que um golpista tentou fazer seguro para um BMW destruído após uma colisão utilizando fotos de um modelo íntegro. A ideia do “proprietário” era fotografar o carro funcional e usar os dados do modelo batido no material que seria enviado à seguradora. Esse tipo de plano, que só daria certo caso houvesse um vistoriador disposto a se envolver no crime, já está há tempos no radar das empresas do setor.

Para evitar golpes desse tipo, todos os horários dos serviços de vistoria precisam ter rastreamento eletrônico. As fotos do carro e das numerações devem ser feitas no mesmo intervalo de tempo, com diferenças mínimas, de segundos. A Dekra tem até localização por GPS para impedir que um automóvel tenha seus dados documentais registrados em um endereço enquanto a vistoria presencial é feita em outro lugar.

Quando o veículo chega para fazer a inspeção antes de o seguro ser contratado, o cliente tem à disposição uma sala refrigerada para aguardar a conclusão do serviço. Anderson diz que a estrutura evita que pessoas mal-intencionadas entrem em atrito com o vistoriador por discordar de alguma anotação.

As informações das empresas de vistoria são lançadas em um sistema digital acessado pelas companhias de seguro, e cada uma possui seu próprio protocolo de aceitação. Somadas, as regras ocupam mais de mil páginas, segundo Anderson.

Acompanhamos o processo de inspeção de um Honda Fit, em que o novo proprietário precisava de um laudo para fazer o seguro. O veículo tinha arranhões e pequenos amassados, pontos que foram lançados no sistema integrado das seguradoras.

A primeira atitude tomada pelo vistoriador foi anotar a quilometragem do carro. Em seguida, verificou a etiqueta do cinto de segurança para checar se o mês e o ano de fabricação eram compatíveis com a data de montagem do carro. Diferenças superiores a quatro meses indicam que o componente pode ter sido substituído, sinal de colisão grave.

As etapas seguintes foram fotografar os arranhões e amassados, verificar as gravações do número do chassi na carroceria e checar a integridade das etiquetas VIS.

Não cabe ao vistoriador avaliar a qualidade de um conserto ou verificar se o serviço foi motivado por um esbarrão no portão da garagem ou por uma colisão lateral grave, capaz de afetar a estrutura do carro. Cabe à seguradora decidir se vai conceder a apólice ou não. Em caso de negativa, os corretores de seguros entram em contato com o cliente para dar a má notícia.

“O motivo mais comum de recusa é o estado de conservação geral do automóvel, de pneus desgastados a avarias na estrutura”, diz Endrigo Rampaso, diretor-executivo da Arena Corretora. “Outro ponto que influencia é a documentação irregular, e há companhias que se recusam a fazer uma apólice caso haja multas em aberto, pois podem levar ao bloqueio do veículo.”

Endrigo diz ainda que é comum clientes comprarem carros que foram recuperados após sofrerem acidentes graves sem saber. Por exemplo: a seguradora indeniza o antigo proprietário e depois leiloa o carro batido. Esse veículo é, então, recuperado por oficinas especializadas e revendido geralmente por preço bem abaixo do praticado regularmente. Contudo, dificilmente o novo proprietário conseguirá aprovação para ter um seguro novamente.

“Outra situação que gera queixas são as discordâncias em relação à análise das avarias. Um amassado considerado de grande monta pelo vistoriador e pela seguradora pode ser visto como menos grave pelo dono”, destaca o executivo da Arena.

Para Luiz Fernando, o rigor das seguradoras para evitar fraudes gera distorções. A mesma empresa que aprova um reparo pode, após vistoria feita para uma nova apólice, recusar a proteção.

Pontos polêmicos de peças

Um dos pontos polêmicos envolve a troca de peças da lataria. Imagine que o motorista de um sedã se distraiu ao manobrar o carro e bateu em alguma quina. A colisão gerou uma perfuração na lateral traseira. O caso é levado para a seguradora, que autoriza o reparo com troca da parte afetada.

Porém, não é possível repetir o mesmo padrão dos pontos de soldagem robotizada das fábricas. Luiz Fernando explica que o vistoriador é treinado para reconhecer essas diferenças: ele verifica as junções escondidas sob as borrachas de vedação e, se detectar o reparo, deve incluir a informação no relatório que será encaminhado às seguradoras. É relatado apenas o problema, e não sua causa. Uma simples troca de partes pode ser confundida com uma batida das mais violentas.

Ou seja, os critérios podem dificultar a vida de quem teve um carro batido e recuperado dentro de todos os padrões de segurança. Mas, sem isso, o número de fraudes poderia disparar e, por consequência, encarecer ainda mais as apólices. Não é fácil para ninguém.

A empresa anunciou recurso que utiliza diversos sensores do aparelho celular para detectar movimentos incomuns durante corridas

Exatamente um ano depois de Dara Khosrowshahi assumir o controle da Uber, a empresa de compartilhamento de caronas anunciou que, em breve, introduzirá em seu sistema uma série de melhorias no que diz respeito à segurança de motoristas e passageiros. Para isso, serão utilizados mais recursos dos smartphones dos próprios passageiros.

Depois de enfrentar escândalos envolvendo acidentes com seus carros autônomos e com o vazamento de dados dos usuários cadastrados, a empresa anunciou a criação do recurso “Ride Check” (ou “checagem de corrida”, em tradução literal). De acordo com o site The Verge, ele usa as funções de GPS, acelerômetro, giroscópio e outros sensores já inclusos nos aparelhos para identificar se o motorista está passou por um acidente ou por apuros.

O sistema detectará, por exemplo, quando o celular do condutor desacelerar repentinamente durante uma corrida. Ou, então, se seu celular está girando bruscamente, por algum motivo. Caso as falhas sejam detectadas, o aplicativo enviará uma mensagem automática ao telefone do piloto com uma série de perguntas. Se for constatado um acidente, o telefone do motorista acionará o 911, responsável por atender emergências nos Estados Unidos. A equipe da própria Uber também entrará em contato com o motorista para esclarecer o que houve.

O recurso não requer novas permissões do aparelho pois é acionado pelos sensores no smartphone do motorista, e não pelo dono do celular. A função estará disponível para os motoristas por eles utilizarem o aplicativo aberto em seu smartphone com maior frequência do que os passageiros, que normalmente o deixam em segundo plano durante as viagens.

O Ride Check também é acionado se o veículo parar por um período de tempo prolongado ou incomum durante uma corrida ativa. Os passageiros receberão uma notificação perguntando se tudo está certo e, com base na resposta deles, o sistema apresentará uma série de opções, incluindo a possibilidade de ligar para a emergência americana.

“Quero que o Uber seja a plataforma de transporte mais segura do planeta”, disse Khosrowshahi em um evento em Manhattan (EUA), nesta quarta-feira (5).

Outra novidade é que a partir de agora o aplicativo começará a esconder os endereços de início e fim de cada trajeto, terminada a viagem, para preservar a segurança dos passageiros. A ideia é que quando o motorista acessar seu histórico de corridas, verá apenas a região aproximada em que cada percurso começou e terminou, mas não mais o endereço exato.

E como ficará no Brasil?

As novidades anunciadas pela Uver ainda não têm previsão de chegar aos aplicativos instalados nos celulares dos brasileiros. Apesar disso, a empresa anunciou que irá investir R$ 250 milhões nos próximos cinco anos para inaugurar no Brasil o primeiro centro de desenvolvimento tecnológico da empresa na América Latina.

O local será aberto em São Paulo até o final de 2018 e promete reunir cerca de 150 especialistas em tecnologia, segurança e mobilidade para desenvolver novos recursos para o aplicativo da empresa. Essas novidades poderão ser usadas também por usuários em outros países.

 

DPVAT menor em 2018 – Seguro obrigatório ficará 35% mais barato, exceto para moto

A taxa do seguro que serve para indenizar vítimas de acidentes será de R$ 41,40 para automóveis e R$ 180,65 no caso das motocicletas

O valor do seguro obrigatório para veículos automotores (DPVAT) ficará mais barato – exceto para motos – em 2018. A medida foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira. A queda foi de 35% no valor de cada categoria (veja tabela abaixo).

A taxa cobrada para automóveis particulares, táxis e carros de aluguel, passa de 63,69 reais neste ano para 41,43 reais no ano seguinte. O valor para motocicletas (acima de 50 cilindradas) permanece em 180,65 reais.

O seguro obrigatório é pago anualmente junto com o imposto veicular (IPVA), e serve para indenizar vítimas de acidentes automobilísticos. O valor cobrado também é reavaliado anualmente.

Segundo o superintendente da Superintendência de Seguros Privados (Susep), Joaquim Mendanha, a manutenção do valor para motos se deve à maior sinistralidade (probabilidade de ocorrência de acidente) nessa categoria. A estimativa é que a arrecadação com o DPVAT seja de 4,745 bilhões de reais em 2018.

 

Acidentes de trânsito – Celulares estão envolvidos em 25% dos acidentes de trânsitos

foto-acidente-de-transitos-causa-digitando-no-celularPesquisa da National Safety Council (NSC), dos EUA, revela que um em cada quatro acidentes de trânsito no país é causado por uso indevido de telefones ao volante. Segundo o relatório, os motoristas perdem até 50% da atenção.O órgão alerta que a troca de mensagens, hábito cada vez mais popular (um em cada três prefere enviar SMS a fazer uma ligação), são consideradas prática perigosa ao volante.Em 2011, pouco mais de 1% dos norte-americanos mandava SMS enquanto dirigia – contra 0,9% em 2010. Durante os dois anos, o índice de pessoas que usaram o celular para outras funções manteve-se estável, em torno de 5%.

Segundo o MarketWatch, especialistas de segurança alegam que recursos como o viva-voz também atrapalham o motorista. Esse tipo de dispositivo, apesar de deixar o indivíduo com as mãos livres, distrai e reduz a atividade cerebral relacionada à direção e ao senso de espaço.

Recentemente, um caso extremo ilustrou o perigo da combinação de celulares com automóveis: o trem que descarrilou na Espanha e matou 79 pessoas estava sendo comandado por um maquinista que não tirava os olhos do smartphone.

Vendas de vidros elétrico sem antiesmagamento continua nos carros da Hyundai, Fiat e Honda

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

MODELO COREANO FOI ENTREGUE SEM O SISTEMA QUE É EXIGIDO DESDE 1992

Obrigatório nos veículos novos com vidros elétricos desde 1992, o sistema antiesmagamento ainda não está disponível em todos os carros vendidos no Brasil. A falta do equipamento coloca em risco os ocupantes e pode resultar em acidentes graves. Autoesporte apurou que vários modelos estão sendo vendidos no país sem o sistema, embora a lei preveja punições penais para a prática.

O sistema antiesmagamento garante que o vidro do carro pare de subir ao detectar a presença de algo que impeça o fechamento completo, e volta a abrir a janela automaticamente. Segundo o engenheiro mecânico membro da SAE Brasil, Ricardo Takeo, a função é importante para evitar os riscos oferecidos pelo módulo de fechamento automático dos vidros. “O motor do dispositivo tem torque muito alto e atua com velocidade e força relativamente altas. No caso de uma criança, poderia machucar um dedo, o pescoço ou a cabeça”, alerta. O especialista ainda ressalta que o dispositivo deveria ser oferecido pelas montadoras por questões éticas. “O antiesmagamento deve funcionar em conjunto com módulo de fechamento automático”.

Risco

Quando o eletricista Ricardo Vaz, de 33 anos, comprou sua perua Hyundai i30 CW em uma concessionária de São Bernardo do Campo (SP), o vendedor ofereceu “como cortesia” a instalação de um módulo de fechamento dos vidros pela chave, mas não o alertou que isso faria com que o sistema que evita esmagamentos fosse desativado. “Já tirei o carro da concessionária com o módulo instalado e ninguém me informou sobre a ausência do sistema antiesmagamento”, afirma Vaz.

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

RICARDO VAZ E SEU HYUNDAI I30 CW SEM SENSOR ANTIESMAGAMENTO (FOTO: SHYLA VAZ)

O carro é utilizado para levar as filhas à escola, e Vaz só percebeu que algo estava errado quando a família levou um grande susto. Sua esposa, Shyla, acionou acidentalmente o botão que fechava os vidros remotamente enquanto uma de suas filhas gêmeas de oito anos estava com parte do corpo para fora do carro. O vidro não parou ao encostar na criança e ela ficou com o pescoço preso. Felizmente, nada de grave aconteceu. “Foi a partir daí que comecei a levar o assunto em frente”, conta.

Quando solicitou que a loja ativasse novamente o mecanismo antiesmagamento, teve uma surpresa ainda maior. “O concessionário se propôs a tentar resolver o problema mediante assinatura de um termo de cancelamento dos quatro anos restantes da garantia”, diz Vaz. A revenda alegava que o procedimento era necessário, já que as características originais do veículo seriam modificadas.

Legislação

O caso fica mais complexo se levarmos em conta que, desde 1992, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prevê sistema antiesmagamento instalado em todos os vidros elétricos, visando “tornar os veículos automotores compatíveis com a evolução tecnológica de nível internacional”. Segundo o Ministério das Cidades, uma concessionária que desabilite o sistema antiesmagamento estaria atuando contra a lei, assim como um motorista que realize o mesmo procedimento. Além disso, no caso da i30 CW de Ricardo, consta no manual do proprietário uma explicação de como esse sensor funciona, dando a entender que há realmente essa função instalada.

O que diz a Resolução 762/92

4.1 Os acionadores energizados ativados por dispositivos constantes (…) devem estar dotados de mecanismos que causem o
retrocesso do vidro de no mínimo 25 mm, quando este for submetido a uma força de compressão de 100 N no máximo, na região cujo vão de abertura estiver compreendido entre 200 mm e 4 mm da posição do vidro totalmente fechado. A medida da força de compressão deve ser realizada com uma relação força-deslocamento não superior a 10 N/mm.

4.2 Os controles para acionamento de vidros que estejam fora do alcance manual do condutor devem ser concebidos de forma que o condutor possa dispor de meios para que os tornem inoperantes para efeito de fechamento do vidro assim como de meios que lhe permitam abrir estes vidros quando desejar. Esta última condição pressupõe que o controle que esteja fora do alcance manual do condutor não esteja sendo acionando simultaneamente.

Já se passaram mais de dois meses desde que Ricardo fez as primeiras reclamações solicitando a instalação do sistema antiesmagamento novamente, mas a Hyundai ainda não ofereceu alternativa: para instalá-lo, o cliente teria de abrir mão do restante da garantia. Procurada pela reportagem de Autoesporte, a assessoria de imprensa da montadora não enviou uma resposta oficial sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Em nota, a assessoria de imprensa da Hyundai CAOA afirma que os modelos vendidos pelo grupo possuem o sistema instalado. “O sistema de inversão automática (antiesmagamento) está presente nas versões dos veículos Hyundai i30, i30 CW, Veloster, Elantra, Sonata, Novo Azera, Genesis, Equus, ix35, Santa Fé e Veracruz. Ressaltamos que o funcionamento deste sistema só se dará quando o acionamento do vidro elétrico for feito com a utilização do recurso de fechamento automático, conforme descrito nas instruções do manual do proprietário”, afirma o comunicado. Segundo a assessoria de imprensa da Hyundai Brasil, os modelos HB20 e HB20X contam com o dispositivo apenas na versão Premium.

A equipe de Autoesporte testou os modelos HB20 Comfort Plus (de produção nacional) e i30 (importado pela CAOA) e nenhum deles possui o sensor antiesmagamento. Além disso, vendedores de acessórios de concessionárias do grupo garantem que nenhum modelo vendido atualmente é equipado com o sistema, apesar da resolução do Contran. O módulo de subida dos vidros é oferecido para a i30 CW na loja consultada por R$ 450, porém a revenda não possui nenhum sensor antiesmagamento para ser instalado.

Fiat também não oferece sistema

Também testamos o Fiat Uno e constatamos o que a assessoria da marca havia adiantado: alguns modelos do catálogo, especialmente os mais simples, têm vidros elétricos sem o sistema de proteção automática, contrariando a lei.

Avaliamos os vidros elétricos de um Honda Fit ano 2007 e constatamos a ausência do sistema de proteção. O site da montadora afirma que o modelo atual possui o sensor apenas no vidro do motorista, porém a assessoria de imprensa não retornou nosso contato para explicar a ausência no modelo anterior.

A Volkswagen afirma que todos os modelos produzidos com sistema de subida automática possuem a proteção antiesmagamento. Em testes, constatamos que os vidros do modelo Fox recuaram ao encostar em um objeto.

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

HONDA AFIRMA QUE O FIT ATUAL TEM SISTEMA ANTIESMAGAMENTO, MAS TESTAMOS O MODELO 2007 E CONSTATAMOS QUE ELE NÃO EVITARIA ACIDENTES

Em nota, o supervisor de serviços da Ford, Reinaldo Nascimbeni, garante que todos os modelos da montadora equipados com vidros elétricos já contam com sistema antiesmagamento original. Os modelos Ka e Fiesta testados pela reportagem tinham o sistema funcionando normalmente.

Apesar de os representantes da Chevrolet não terem informado sobre a presença do sistema nos modelos da montadora, constatamos que o recém-lançado Onix funcionu dentro das regras estabelecidas pelo Contran

Denúncia

O Ministério das Cidades alerta que a obrigatoriedade da presença do sensor antiesmagamento deve ser cumprida por todas as montadores e revendas. “Caso alguma fabricante descumpra a regulamentação, deverá ser protocolada denúncia formal ao diretor do Denatran, que abrirá um processo de investigação para eventuais punições administrativas e penais, se for o caso”. (colaborou Renata Viana de Carvalho)

Batida de carro e caminhão na Rússia – Motorista sai andando

Esta foi por pouco! O equipamento de segurança instalado no painel de um carro registrou um grave acidente perto da cidade de Kaluga, na Rússia. Um veículo perdeu o controle ao tentar ultrapassar um ônibus na estrada, e acabou se chocando contra um caminhão que vinha no sentido contrário. A batida acabou com o carro, mas o motorista do veículo saiu pelo parabrisas, caminhando.

O passageiro do veículo escapou com escoriações, apenas. O motorista, que saiu com a ajuda da mulher que dirigia o carro que registrou o acidente, foi levado ao hospital, com as costelas quebradas. No vídeo, a colisão acontece aos 2 minutos e 35 segundos.

Placas Refletivas Uso Obrigatório

Desde 1º de abril, todos os carros emplacados têm de ter obrigatoriamente placas refletivas. A Resolução 231, de 2007, previa que a medida entrasse em vigor em janeiro deste ano, mas o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) alterou o prazo para o primeiro dia de abril.

A partir de agora quem for emplacar um carro zero ou transferir o modelo de município terá que adotar as novas placas, que podem ser até 200% mais caras em algumas cidades. Segundo a resolução, a película deve cobrir integralmente a superfície da placa sendo flexível com adesivo sensível à pressão.

De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), as novas placas aumentarão a segurança de motoristas em situações como, por exemplo, chuva, neblina ou escuridão.

Fonte: Car and Driver Brasil

Recall Nissan Frontier 2007

Recall Nissan Frontier 2007

Parafusos da coluna de direção e da trava do capô serão inspecionados.
Defeito pode causar falha mecânica da direção de 35.280 veículos.

A Nissan do Brasil anuncia nesta quarta-feira (22) a convocação de 35.280 proprietários da picape Frontier para inspecionar o torque do parafuso da junta da coluna de direção e também dos parafusos da trava do capô. As unidades convocadas para o recall foram produzidas a partir de 2007.

Confira as séries de chassis
De 94DVDUD409J030319 a 94DVCUD40CJ991448
De 94DVDUD409J030319 a 94DVCUD40CJ877692
De MNTVCUD4086000002 a MNTVCUD4086004932.

De acordo com o comunicado da montadora, recentemente foi detectado mau funcionamento na junção da coluna e da caixa de direção, que pode levar ao desgaste do encaixe estriado e, assim, diminuir a sua durabilidade com o uso em condições severas.

Em casos raros, segundo a Nissan, pode ocorrer uma falha mecânica da direção, podendo causar a perda do controle do veículo e, consequentemente, eventual acidente. Após a inspeção, a Nissan trocará a junta da coluna e, se necessário, a caixa de direção.

Em relação ao parafuso da trava do capô, a Nissan identificou que não houve a aplicação do torque necessário em algumas unidades o que, em alguns casos, pode ocasionar a abertura do capô com o veículo em movimento. “A inspeção irá verificar se há necessidade de aplicação do torque correto ou se os parafusos deverão ser substituídos.”

As inspeções e trocas das peças serão realizadas sem nenhum custo, e o serviço deve ser agendado a partir desta quarta-feira em qualquer loja da rede de concessionárias Nissan.

Além da campanha nos principais meios de comunicação, como TV, rádio e jornais do país, todos os proprietários com veículos envolvidos no recall serão contatados pela empresa por meio de carta. Mais informações poderão ser obtidas pelo Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC), no telefone 0800 011 1090 ou ainda pelo site www.nissan.com.br.

Fonte: G1

Momento certo de trocar os pneus

 

SÃO PAULO – Na hora de trocar os pneus do carro, sempre surgem algumas dúvidas, entre elas, se é preciso trocar somente os dianteiros, os traseiros ou todos, por exemplo.

Segundo o gerente-geral de engenharia de vendas da Bridgestone, José Carlos Quadrelli, a vida útil do pneu depende de vários fatores. “Pode variar de acordo com o tipo de pneu (radial ou diagonal), com o volume de carga transportada, a maneira como o motorista conduz o veículo (freada, arranque, curvas etc.), o tipo de estrada onde o veículo trafega, o clima, a manutenção correta e muitos outros aspectos”, explica.

A melhor forma de avaliar as condições dos pneus é analisar o TWI (Tread Wear Indicator). “São ressaltos de borrachas que ficam nos sulcos dos pneus e possuem 1,6 mm de profundidade. Quando chegam ao seu limite, sinalizam que o pneu deve ser trocado, pois passou a ser considerado careca, interferindo na segurança e se tornando possível de autuação pelas autoridades de trânsito”, afirma Quadrelli.

Manuteção e troca
A análise dos TWI também podem ajudar o motorista a identificar se o pneu está com desgaste irregular, o que pode indicar a necessidade de se realizar procedimentos básicos de manutenção, como calibragem, alinhamento e balanceamento.

Quanto à troca dos pneus, o recomendado é substituir os quatro ao mesmo tempo, caso tenham sido utilizados de forma uniforme. No entanto, se não for possível trocar todos, os novos devem ser colocados no eixo traseiro, que é responsável pelas estabilidade do veículo.

Quanto à especificação dos pneus, o importante é seguir a recomendação do fabricante do veículo, descrito no manual do proprietário. O modelo especificado no manual é definido por uma avaliação rigorosa que envolve o peso do veículo, distância dos componentes, altura, potência do motor e outros aspectos importantes.

“Quando o pneu original é substituído por outro com especificações diferentes, pode comprometer o desempenho e a segurança do veículo. O mesmo é válido para o uso de diferentes marcas de pneus em um mesmo veículo. Não se deve misturar. Cada marca tem características diferentes, como as ranhuras na banda de rodagem, que têm grande influência na dirigibilidade, especialmente em dias de chuvas. As ranhuras são responsáveis pelo escoamento da água no contato com a pista”, explicou Quadrelli.

Fonte: Info Money

Resolução do Contran – Placas Refletivas e Motorista gastará mais

Resolução do Contran obriga uso de placas refletivas em veículos e motorista gastará mais

Quem pretende comprar um carro novo ou fazer a transferência de veículo de uma cidade para outra terá que mexer no bolso. O gasto extra é de médios R$ 100 por veículo.
Depois de 1º de abril, o gasto adicional será obrigatório para mudar as placas dos veículos. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) adiou de 1º de janeiro para essa data o prazo que torna obrigatório o uso de placas refletivas em carros. A mudança vale para carros licenciados a partir da data em que a resolução entra em vigor e para quem transferir a placa do carro para outra cidade ou estado depois desse prazo.

Hoje, além do IPVA, licenciamento e DPVAT, o motorista paga R$ 70,99 por uma placa comum em Ribeirão Preto, ao adquirir um veículo novo. Já a placa refletiva custará até R$ 110 o par, segundo apurou a reportagem nesta quarta-feira (18). A diferença é de R$ 39 e o motorista pagará 55% a mais na placa obrigatória, na comparação com a atual.

A película refletiva já é obrigatória para veículos de três e duas rodas, conforme estipulado pelo Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), em 2007.
Segundo o Denatran, foi observada uma mudança no número de acidentes de motos por conta do uso das placas refletivas nesse tipo de veículo, fator que motivou também o emplacamento de carros.

Mais segurança

Para André Meireles, gerente de um despachante na Rua Garibaldi, no Centro, os motoristas ainda não sabem da mudança das regras e optam pela placa por questão de “estética”. “Por enquanto, mesmo que não seja obrigatória, a adesão dos motoristas por esse tipo de placa ainda é pequeno”, disse. As mudanças valerão apenas para novos emplacamentos.

Fonte: Jornal A Cidade