Arquivo mensais:março 2019

Sedã chega ao Brasil no fim do ano com novo design e cabine com design mais detalhado

O novo Chevrolet Prisma só chega ao Brasil no terceiro trimestre, por volta de setembro — mas já podemos dar uma olhada no interior do veículo. Pelo que as fotos divulgadas pelo site Bit Auto deixam ver, a imagem apela para superfícies de acabamento diferentes e uma faixa emborrachada no painel, mais ou menos como é a atual geração do compacto, que permanece em linha com a chegada do novo.

Não custa lembrar que o novo Prisma  e família são desenvolvidos em conjunto com a chinesa SAIC, daí o fato de quase todas as novidades da gama surgirem por lá antes. Todos são baseados na nova arquitetura GEM (Global Emerging Markets), criada especialmente para mercados emergentes como Brasil e China. Foi um investimento bilionário, segundo a General Motors, o total chega a US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 13 bilhões).

Claro que as imagens são do mercado chinês e, tal como o estilo externo, a parte interna pode sofrer retoques diferentes para o Brasil. Nada que vá revolucionar o que você vê nas fotos.

O acabamento não parece fugir muito da realidade de custo-benefício dos compactos emergentes. Há uma faixa emborrachada que percorre toda a extensão do painel. Ter uma porção sensível ao toque sem ter que investir em material emborrachado por toda a parte é algo normal entre os pequenos, até o Onix e Prisma nacional apelam para isso.

Enxertos do mesmo estilo ficam acima dos puxadores de porta, outra forma de deixar tudo o que o motorista e carona tocam um pouco menos duro. Uma boa notícia são os puxadores de porta. Eles já haviam sido redesenhados no facelift para ficarem mais avançados, mas os novos parecem ser melhores de pega.

Por sua vez, tanto o volante quanto os bancos são revestidos de couro na configuração divulgada pelo Bit Auto. Um ponto que desanima são os botões para trocas de marcha. Eles parecem continuar na manopla de câmbio, uma solução nada intuitiva e que deixa o recurso de lado. Bem que gostaríamos de borboletas no volante.

Embora o segmento traga modelos com painel interamente digital, exemplo do Volkswagen Virtus, o novo Prisma fotografado não chegou a tanto. O painel tem dois mostradores analógicos em copos convencionais e uma tela LCD de 3,5 polegadas (em preto e branco) ao centro.  Apenas uma moldura metalizada dá uma graça.

É um ponto que o brasileiro deve ser mais vistoso, afinal, por aqui os sedãs compactos crescidos estão tomando o lugar dos médios. O novo Prisma tem 2,60 metros e porte parecido com o do atual Cobalt. Nada mais natural do que ele investir mais no acabamento no Brasil.

A central multimídia em posição de destaque continua a ser o maior chamariz. O MyLink é fator decisivo de compras na linha brasileira do Onix e Prisma (entre outros Chevrolet). Os gráficos indicam uma nova geração do sistema, atualmente na sua terceira.

O carro tem grandes chances de inovar novamente no segmento graças ao sistema de conectividade 4G com rede wi-fi, que estreia nesse ano no Cruze e Cruze Sport6 reestilizados.

Público com deficiência pode comprar carro com desconto direto da montadora

Agora, o compacto Fiat Mobi é mais um modelo a ser fabricado em versão específica para atender às regras de isenções de impostos para pessoas com deficiência (PCD). Ela é baseada na configuração 1.0 Drive GSR, ou seja, com câmbio automatizado. O valor cobrado pela versão PCD é de R$ 35.990.

A versão tradicional do Mobi 1.0 Drive GSR (sem o desconto para o público PCD) é tabelada em R$ 47.590. Ou seja: o valor da configuração especial é 24% menor do que o de tabela. Esse preço também é 7% abaixo do que seria se essa versão contasse apenas com a isenção de impostos direcionada a este público por lei.

O Mobi foi o primeiro da Fiat brasileira a trazer a combinação de motor 1.0 flex e câmbio automatizado. Ele é equipado com travas, vidros e direção elétricos, volante com regulagem de altura, volante com regulagem de altura e alelas  para trocas de marcha manuais e quadro de instrumentos com tela central de TFT. O motor gera 77 cv e 10,9 kgfm de torque, enquanto o câmbio automatizado tem cinco velocidades.

Confira todas as versões e preços do Fiat Mobi

Fiat Mobi 1.0 Easy: R$ 32.990

Fiat Mobi 1.0 Drive GSR automatizado PCD: R$ 35.990

Fiat Mobi 1.0 Comfort: R$ 36.990

Fiat Mobi 1.0 Like: R$ 40.590

Fiat Mobi 1.0 Way: R$ 41.990

Fiat Mobi 1.0 Drive: R$ 44.990

Fiat Mobi 1.0 Drive GSR automatizado: R$ 47.590

Luxuoso esportivo traz um poderoso 4.0 V8 biturbo de 550 cv e 78,5 kgfm e vai aos 100 km/h em 3,9 segundos e aos 318 km/h de máxima

Esqueça tudo o que você ouviu sobre energia limpa e downsizing. Aqui, slogans como “menos é mais” são uma heresia. Afinal, o papo é sobre ostentação. Isso porque a Bentley apresentou a terceira geração dos luxuosos modelos Continental GT e Continental GT Convertible. A linha Continental GT, que havia herdado motorização V8 em janeiro do ano passado, recebeu atualização nos propulsores para ficarrm ainda mais eficientes.

Os modelos chegam no último trimestre do ano para o mercado norte-americano por preços que vão de US$ 203.825 para a versão cupê, algo como R$ 774 mil; e US$ 223.675 para a variante conversível – ambos na conversão direta. Enquanto sua chegada para outras regiões é prevista para o primeiro trimestre de 2020.

Apenas como referência, o Bentley Continental GT V8 de segunda geração é vendido no Brasil por R$ 925 mil. Enquanto a configuração conversível tem etiqueta de preço de R$ 1.3 milhão.

Os extravagantes veículos não devem nada, ou quase nada, aos GT tradicionais servidos de propulsores 6.0 W12 – e que chegarão depois. Isso porque os carros equipados com os novos V8 são quase tão rápidos quanto os W12.

A nova dupla esconde debaixo do capô um poderoso e atualizado motor 4.0 V8 biturbo de 550 cv e 78,5 kgfm com tecnologia de desativação de quatro cilindros (uma bancada) para economia de combustível. O câmbio é um ZF de oito velocidades e a tração é integral.

Mas se o motorista estiver com pressa o carro pode ir aos 100 km/h em 3,9 segundos, e chegar aos 318 km/h de velocidade máxima, na versão cupê. Já o conversível, imagine, leva módico 0,1 segundo a mais para fazer a mesma prova de aceleração. Quem repara?

Além disso, os veículos produzidos artesanalmente em Crewe, na Grã-Bretanha, exibem exclusivas rodas de 20 polegadas de liga leve, um sutil emblema V8 estampado na lateral, e, como era de se esperar, um acabamento sublime no interior.

Todo tecnológico, o Continental GT traz ainda suspensão ativa e atuadores eletrônicos que neutralizam o rolamento de carroceria. E seu interior é de fazer inveja aos carros mais luxuosos da BMW e Mercedes-Benz.

O refinamento interno do grand touring pode ser observado em elementos feitos de materiais naturais, como couros da mais alta qualidade e folheados raros, feitos a partir de fontes sustentáveis.

Os bancos de couro são ajustáveis em dois sentidos e estão disponíveis em quatro opções de tonalidades. Eles harmonizam com todos os elementos folheados de madeira, e demais itens contrastantes na cabine. Os clientes podem ainda escolher entre uma gama de oito cores de revestimento do teto.

Além do avançado painel de instrumentos todo digital, o painel principal exibe também uma tela multimídia sensível ao toque de 12,3 polegadas. Ambos os carros possuem sistema de áudio de 650 watts de potência com 10 alto-falantes.

Ser dono de um motor V8 em meio à uma espécie que tem por hábito esconder debaixo do capô um motorzão 6.0 W12 pode até parecer um desatino. Mas com tanta elegância, o importante mesmo é não perder a majestade.

Presidente afirmou que “se gasta muito” com esses equipamentos de fiscalização e reconheceu que existe um “péssimo trabalho” de manutenção de rodovias

Durante uma transmissão ao vivo feita na noite desta quinta-feira (07), o presidente Jair Bolsonaro decretou guerra às lombadas eletrônicas no país. Sem informar números precisos sobre multas e fiscalização por esse tipo de equipamento, ele afirmou: “Não teremos nenhuma nova lombada eletrônica no Brasil. As lombadas que por ventura existam ainda (sic), são muitas, quando for (sic) perdendo a sua validade, não serão renovadas”.

Bolsonaro afirmou que a decisão partiu de conversas com o Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Dias. “Eu conversei com o Ministro Tarcísio que é uma quantidade enorme de lombadas eletrônicas no Brasil. É quase impossível você viajar sem receber uma multa”, disse. Durante os três minutos da transmissão dedicados ao tema, nem o presidente, nem o porta-voz do governo federal, General Otávio Santana do Rêgo Barros, nem o ministro do gabinete de segurança institucional, General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, citaram dados a respeito da quantidade de multas, gastos ou arrecadação do governo federal com estes radares.

Segundo Bolsonaro, “a gente sabe que no fundo — ou desconfia — que o objetivo não é diminuir acidentes. Hoje se está muito mais preocupado em olhar pro lado e ver se tem uma lombada eletrônica do que para ver a sinuosidade das pistas”. O presidente afirmou que “se gasta muito dinheiro com lombada eletrônica, arrecadado por pedágio — que, no fundo, vai dar mais lucro para quem está explorando aquela lombada eletrônica —, e você fica com um péssimo trabalho no tocante à manutenção das rodovias”.

O Ministério da Infraestrutura e com o DNIT, órgãos citados pelo presidente durante a explicação sobre a decisão de não investir mais em lombadas eletrônicas. Atualizaremos esta nota com as informações assim que os órgãos se manifestarem.

Em 2018 os carros automáticos representaram 49% das vendas. Neste ano esse número irá ultrapassar os 50% segundo estudo de consultoria

O exercício físico a bordo do carro parece estar mesmo com os dias contados para a maioria dos brasileiros. A tendência de abolir a habilidade de usar o pé esquerdo para pisar na embreagem, e a mão direita para trocar as marchas constantemente, já havia sido apontada pela consultoria JATO em 2017. Agora, estudo recente da consultoria Bright Inspiring Sound Decisions estima que já em 2019 as vendas de carros automáticos vão superar as dos equipados com câmbio manual.

“Em 2018, os automóveis automáticos responderam por 49% dos emplacamentos totais. E a estimativa é que esse número ultrapasse os 50% ainda este ano”, diz Cassio Pagliarini, consultor da Bright.

Há dois anos, a pesquisa da Jato revelava que as vendas de modelos novos com algum tipo de câmbio automático haviam crescido 13,5% entre 2012 e 2016. No primeiro semestre de 2017, os emplacamentos desse tipo de transmissão já correspondiam a 42% dos veículos.

Para Pagliarini, a proliferação de modelos que dispensam o pedal da embreagem convenceu o consumidor que antes desconfiava dessa tecnologia. Afinal, hoje os automatizados, CVTs e automáticos de toda a sorte são projetados e calibrados especificamente para o mercado nacional. O consultor credita o sucesso dos automáticos à qualidade dos equipamentos, mas afirma não acreditar que o preço dessa categoria de veículo vá cair nas lojas.

Geralmente não se mexe (conserta) câmbios automáticos com menos de 100 mil km rodados. Salvo em casos de vazamento de óleo. Um carro com transmissão automática acrescenta entre R$ 3.800 e R$ 6 mil no valor final do produto. Eu não acredito em queda de preço. O que acho que irá acontecer são promoções de modelos automáticos sendo vendidos pelo mesmo valor de equipados com transmissão mecânica”, diz Pagliarini.

Vicente Ramos, gerente da Fiat Sinal Butantã, em São Paulo, também acredita nessa tendência do mercado. Para o comerciante, as pessoas realmente preferem um carro com câmbio automático para enfrentar o trânsito da cidade, mas reconhece que o valor ainda é impeditivo para a maioria dos clientes.

É uma tendência natural do mercado, embora o modelo automático seja mais caro. Muitas vezes as pessoas acabam procurando por automatizados, por causa do preço. Como os modelos Dualogic que nós temos aqui na Fiat”, conta Ramos. Há diversos tipos de transmissão que somam valores distintos aos carros.

Vicente compartilha ainda da ideia de que hoje os consumidores estão mais confiantes nesse tipo de transmissão. “Tenho 53 anos e lembro que no passado as pessoas achavam que o automático iria quebrar. Isso não existe mais. Hoje, por exemplo, nós vendemos o Mobi entre R$ 35 mil e R$ 45 mil, e o Argo a partir de R$ 45 mil quando equipados com câmbio manual. Mas os carros automáticos partem de aproximadamente R$ 70 mil. Infelizmente, ainda não existe carro automático popular”, afirma o gerente.

O fenômeno da busca do conforto parece se repetir também em veículos de duas rodas. Há uma tendência de consumidores estarem optando por scooters equipados com câmbio CVT, em detrimento dos tradicionais modelos de baixa cilindrada que exigem que o condutor faça as trocas de marchas.