Arquivo mensais:janeiro 2019

Quinta geração do hatch renasce sobre plataforma modular, tem design moderno e, segundo a marca, terá o maior porta-malas da categoria

Ícone da Renault, o Clio acaba de renascer. A montadora divulgou nesta terça-feira (29) as primeiras imagens externas da quinta geração do hatch, que será apresentada em março no Salão de Genebra. Parecido com o SUV cupê Arkana, o novo Clio tem o visual mais recente da marca francesa e conta com recursos de última geração que prometem mexer com o segmento de hatches compactos — Ford Fiesta e VW Polo que se cuidem!

Inteiro reformulado face o modelo de quarta geração, o novo Renault Clio usa a plataforma modular CMF-B, versão ligeiramente maior que a CMF-A utilizada pelo subcompacto Kwid. A arquitetura é maleável e permite um melhor aproveitamento de espaço na cabine, quesito em que o hatch mais deve surpreender. Segundo a Renault, o compacto terá o maior porta-malas da categoria, com até 391 litros — são 26 litros a mais que antes.

Apesar disso, o novo Clio é 3 centímetros mais baixo e tem 1,4 centímetro a menos no comprimento. Estes são os únicos números divulgados até o momento. Nem mesmo os motores foram detalhados. Há cerca de 24 horas, a montadora liberou imagens do painel, para mostrar como o modelo foi modernizado. Segundo a Renault, o Clio terá a maior tela multimídia da categoria, com 9,3 polegadas. A tela é vertical e curvada.

Já o quadro de instrumentos será em tela digital que poderá ter diferentes tamanhos — os visores terão de 7 a 10 polegadas. Nas versões mais caras, as telas serão capazes de reproduzir mapas do GPS, tal como o cluster digital do Volkswagen Polo, um de seus principais concorrentes. Haverá ainda recursos sofisticados como carregador de celular por indução (sem fio) e iluminação ambiente com leds que oferecem até oito opções de cor.

Outro aspecto do novo Clio que promete impressionar é o acabamento. Algumas peças do painel e do forro das portas possuem superfícies macias ao toque, algo pouco visto na classe. Tal como o VW Polo e outros rivais, o hatch da marca francesa também apostará na customização. Também está confirmado que o modelo terá recursos semi-autônomos, como frenagem automática de emergência, além de uma inédita versão híbrida.

Novo Clio no Brasil?

É cedo para cravar a chegada do novo Clio no mercado brasileiro, até porque a Renault trabalha no momento na atualização da dupla Sandero e Logan. Sem mudanças de estilo há alguns anos, os compactos receberão um derradeiro facelift neste ano para seguir firme na disputa até a troca de geração, por volta de 2021. É aí que o Clio pode ressurgir.

Em meados de 2017, Sylvain Coursimault, gerente global de marketing da Renault, afirmou ao jornal Le Figaro que a francesa não faria mais carros derivados de modelos da Dacia. O último remanescente será o novo Duster, que ganhará um facelift nos próximos meses. Se o reposicionamento acontecer, o Clio pode voltar como sucessor o Sandero e encerrar um hiato de duas gerações — a terceira e a quarta nunca vieram. Já pensou?

SEGUNDA GERAÇÃO DO CLIO FOI VENDIDA NO BRASIL ATÉ 2017

Novo Fiat Tipo Sport

Após lançar as versões Mirror e Street no ano passado, a Fiat apresentou uma novidade para a linha Tipo: a opção Sport. Apesar do nome, a esportividade se concentra no visual, mesmo que o modelo tenha estreado duas motorizações para a linha – mais mansas do que as disponíveis anteriormente.

Baseado na versão S-Design, o Tipo Sport recebe novos para-choques na frente e atrás, saias laterais, molduras das luzes de neblina e difusor e spoiler traseiros.

Elementos pintados de preto brilhante também são exclusivos, como grade frontal, rodas de 18 polegadas e capas dos retrovisores externos. A nova cor vermelha Passione se junta à gama de tonalidades oferecidas e o carro pode ganhar teto preto opcional.

O interior é todo preto, com bancos revestidos de couro e tecido com costura dupla e couro no volante e na manopla de câmbio. O sistema de infotenimento de série é o Uconnect HD Live, com tela de sete polegadas sensível ao toque e compatibilidade com Apple CarPlay e Android Auto.

Além dos já existentes motores 1.4 T-Jet a gasolina de 120 cv e 1.6 Multijet a diesel, também de 120 cv, o novo Tipo Sport pode vir equipado com um 1.4 a gasolina ou 1.3 a diesel, ambos com 95 cv.

Medida permite acúmulo de mais multas sem que haja a suspensão do documento. Advogado e especialista em medicina do tráfego analisam as novas propostas do presidente

Desde que assumiu o cargo, o Presidente da República Jair Bolsonaro tem anunciado possíveis mudanças relacionadas ao trânsito e a Carteira Nacional de Habilitação.

No final do ano passado, o presidente eleito avisou via Twitter que pretendia aumentar o prazo de validade da CNHde 5 para 10 anos. Nos últimos dias, Bolsonaro e o governador de São Paulo, João Dória, teriam conversado sobre aumentar o limite dos pontos para suspender a CNH, de 20 pra 40 pontos.

Aumento nos pontos da CNH

Para o Dr. Ricardo Hegele, Diretor Científico da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), dobrar o limite da CNH a 40 pontos é “um tiro no pé”. Na opinião dele, os acidentes de trânsito estão entre as maiores causas de morte no Brasil e a maior parte dos acidentes são causados por infrações.

“Se aumentar o número limite de pontos, teremos mais liberalidade para que as pessoas cometam mais infrações. O nosso trânsito já mata muito e deixa muitas pessoas sequeladas: motoristas, motociclistas e vários pedestres. Vamos aumentar o risco de acidentes e a consequência é irreversível. Esse aumento é um tiro no pé. O risco de termos um aumento de mortes é enorme”, afirma.

Para Ricardo, o SUS também sofreria com a medida. “A fiscalização nas ruas já é difícil e o número de acidentes já é estratosférico. Na realidade, nós só vamos onerar ainda mais o Sistema Único de Saúde. Os acidentes vão aumentar e quem paga esta conta? Todos nós. A gente espera que o governo tenha essa percepção de que é arriscado. Nós trabalhamos pela educação no trânsito e a punição com multa é educativo”.

Segundo dados da Seguradora Líder, de janeiro a outubro de 2018 foram pagas mais de 268 mil indenizações por conta de acidentes de trânsito no Brasil. Do total, 32 mil são relacionadas a casos de mortes, enquanto outras 184 mil estão ligadas a casos de invalidez permanente.

Já a Escola Nacional de Seguros enviou uma carta aos presidenciáveis em setembro de 2018 para sensibilizá-los a respeito do impacto dos acidentes de trânsito na economia nacional. Segundo a entidade, “o trânsito tirou a vida de 41 mil brasileiros e deixou outros 42 mil incapacitados para o mercado de trabalho” em 2017. O levantamento estima que os acidentes custem cerca de R$ 200 bilhões ao ano para o país.

O advogado Armando de Souza, presidente da Comissão de Acompanhamento e Estudo da Legislação do Trânisito da OAB do Rio de Janeiro tem um ponto de vista semelhante ao do representante da ABRAMET.

“A princípio, eu não vejo nada positivo nessas medidas. Isso tende a minimizar a preocupação que se tem com a questão do trânsito. É uma tentativa de agradar ao povo, já que as pessoas que estão com o direito de dirigir suspenso poderiam continuar dirigindo”, afirma.

Segundo o Detran de São Paulo, mais de 348 mil motoristas tiveram o direito de dirigir suspenso até setembro de 2018 por terem somado 20 pontos ou mais na CNH ou por terem cometido infrações autossuspensivas. Em 2017, o número chegou a quase 560 mil CNHs suspensas.

Validade da CNH

Outra possível mudança do governo Jair Bolsonaro é o aumento da validade da CNH de 5 para 10 anos. Neste ponto, mais uma vez, os especialistas concordam: se adiar a exigência do exame médico, as consequências não serão positivas.

“Existem várias doenças que em menos de cinco anos têm chances de se desenvolver, imagina em dez anos: existe uma série de doenças degenerativas. A nossa preocupação é com a questão da saúde, com a capacidade de dirigir mesmo. Neste tempo, a força muscular diminui, a visão, a audição e até doenças cardiovasculares podem aparecer. A Abramet vai se posicionar caso haja a flexibilização do exame médico”, diz Hegele.

Para o advogado, esta é mais uma medida que deixa de lado a preocupação com a segurança no trânsito, já que o exame médico periódico avalia a aptidão física e mental do motorista.

“Se os órgãos não vão ter condições de reexaminar essa pessoa, você está colocando em perigo a questão do trânsito. No nível estadual, sendo presidente da Comissão de Trânsito, eu pretendo levar ao Presidente da Ordem da Seccional do Rio de Janeiro essa preocupação. Vemos com muita preocupação a flexibilização do reexame para a renovação da CNH e também com muita preocupação a ampliação dos pontos na carteira de motorista”, diz Amando de Souza, da OAB.

Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, que costuma se posicionar em campanhas pela segurança do trânsito, mas não recebeu retorno. Atualizaremos esta nota assim que a Anfavea enviar um posicionamento.

Já o Denatran, do Ministério da Infraestrutura, não se manifestou porque o órgão ainda não tem um novo porta-voz nomeado.

Novo Roadster terá pacote opcional com 10 foguetes a ar comprimido que prometem melhorar seu desempenho

Elon Musk não estava brincando quando anunciou, por meio de sua conta no Twitter, que o novo Tesla Roadster será capaz de voar usando tecnologia empregada nos foguetes da SpaceX.

Isso não tem a ver com o antigo Tesla Roadster de uso pessoal que Musk enviou para o espaço no ano passado – e que agora está no espaço a mais de 72 mil km/h.

Ele quer fazer a nova geração do esportivo flutuar de verdade.

Tudo começou quando o bilionário retweetou um vídeo do DeLorean DMC-12 de “De Volta para o Futuro” flutuando no ar. “O novo Roadster poderá fazer algo parecido com isso”, disse Musk.

Depois, deu mais detalhes sobre a empreitada a um seguidor que disse acreditar que ele não estava brincando.

A nova geração do esportivo elétrico da Testa terá impulsores de ar pressurizado desenvolvidos à imagem e semelhança do sistema usado no foguete Falcon 9 para pressurizar a querosene e o oxigênio armazenado em seus tanques de combustível. O carro, porém, usará apenas ar comprimido.

Em junho, Elon Musk afirmou que o Roadster teria um pacote opcional SpaceX com até 10 pequenos foguetes. Eles ficariam espalhados pelo carro com a missão de ajudá-lo a acelerar e frear mais rápido, e também melhorar a forma como ele ataca as curvas. O mais legal, porém, será fazer o carro flutuar a alguns centímetros do asfalto.

Não que o Tesla Roadster precise de impulso extra. A versão convencional, que deverá entrar em produção no final deste ano, tem três motores elétricos: um no eixo dianteiro e dois no traseiro. Juntos, geram 1020 mkgf de torque – o Bugatti Chiron tem  163,2 mkgf de torque máximo.

Tanta força resulta em números de desempenho assustadores. Este novo Roadster precisa de 1,9 segundo para acelerar de 0 a 96 km/h (60 mph), chegando aos 160 km/h em 4,2 segundos.

Mas Musk está empolgado para fazer seu novo esportivo voar, literalmente. O ar ultra-pressurizado seria armazenado em tanques de kevlar, aço e fibra de carbono (Composite Overweapped Pressure Vessel, COPV) no lugar onde ficaria o banco traseiro.

É um sistema bastante complexo, ideal para mostrar para os amigos. Mas Elon Musk foi pragmático ao ser questionado sobre a legalidade do uso dos foguetes.

“Não creio que a lei previu essa situação. Durante um tempo será legal”. O empresário não deu pistas de quanto custará a brincadeira.

A montadora norte-americana pretende colocar sua plataforma de entregas autônomas a serviço de empresas dos Estados Unidos

A Ford não quer ficar de fora da corrida pelo desenvolvimento de veículos autônomos. A montadora norte-americana já vinha apostando no ramo há um tempo, com investimentos e parcerias com startups de inteligência artificial e aumentando sua presença no Vale do Silício, a famosa região dos Estados Unidos que reúne empresas de tecnologia de ponta. Agora, a companhia colocou uma data para o lançamento de seu primeiro carro autônomo: os primeiros chegam em 2021, na forma de serviços de transportes para empresas. Contudo, o lançamento dos veículos estará restrito apenas aos EUA, pelo menos por enquanto.

De acordo com o comunicado divulgado pela empresa, a proposta da montadora é unir seus carros autônomos a empresas líderes de vendas on-line, como as americanas Domino’s Pizzas e Walmart. Isso significa que um cliente faria um pedido no site de um restaurante, por exemplo, e a encomenda chegaria em sua casa só com o carro, sem ser acompanhada de um entregador.

Com o serviço de entregas autônomas, as grandes companhias poderiam vender mais em horários de picos, em que às vezes faltam motoristas para levar os pedidos aos clientes. Mas, segundo a fabricante, a plataforma poderá beneficiar também pequenos negócios, que por vezes não têm recursos para montar sua própria frota de carros para realizar entregas.

“Para a Ford, os veículos autônomos são apenas o facilitador de um novo tipo de negócio que está sendo construído”, declarou Sherif Marakby, CEO da Ford Autonomous Vehicles, “Por isso, já estamos projetando, testando e operando o ecossistema de serviços que será necessário para o nosso futuro negócio de carros autônomos, criando os recursos para a sua expansão e a geração de um fluxo sustentável de receitas no futuro”, complementou.

Um dos maiores desafios é garantir que os veículos autônomos serão seguros e confiáveis. Outras iniciativas, como a da Apple e da Uber, já enfrentaram problemas em testes dos seus produtos, que estiveram envolvidos em acidentes. A Ford aproveitou para afirmar que está empregando sua experiência em produzir automóveis para criar carros autônomos duráveis, com alto rendimento – utilizando, para isso, tecnologia híbrida – e alto nível de segurança. “Os serviços autônomos, seja de passageiros ou de entrega de mercadorias, são totalmente novos, por isso precisamos projetar para o futuro em vez de apenas adaptar o que existe hoje”, disse Marakby.

Mesmo em carros que oferecem o recurso em determinadas versões de acabamento ou carroceria, mudança é complexa

É possível instalar saída de ar na traseira em carros que não oferecem, como nas versões mais baratas do Polo?- Wagner José Aragão, Castanhal (PR)

Possível é, mas não é recomendável. O Polo oferece esse recurso nas versões TSI.

“A eventual adaptação dessa saída nos modelos que não trazem o recurso é tecnicamente possível. Mas trata-se de uma operação complexa, que demandaria a substituição de vários componentes do veículo”, explica a Volkswagen.

É necessário colocar um duto para levar o fluxo de ar para o difusor extra, exigindo modificações em parte do ar-condicionado e console central.

Também é preciso avaliar se o eletroventilador terá força suficiente para levar o ar com eficiência a um ponto mais distante do projetado originalmente.

Em cima, embaixo e de ladinho

O espaço entre os bancos dianteiros não é o único a receber saídas do ar-condicionado. Também é possível incluir difusores no assoalho, sob os assentos frontais — solução muito comum no passado, aliás.

Outros locais usados por modelos mais caros são as colunas B e no teto. As saídas superiores são mais comuns em SUVs e crossovers longos e/ou com três fileiras, que usam essa solução para enviar ar refrigerado a quem está sentado no fundo do veículo.

Mas talvez o sistema mais inusitado seja o airscarf (cachecol de ar, em inglês), que a Mercedes oferece em boa parte de seus conversíveis.

O mecanismo não tem relação com o ar-condicionado, mas é capaz de enviar uma brisa quente na nuca dos ocupantes dos bancos dianteiros para tornar o passeio com o teto abaixado mais agradável.