Arquivo mensais:dezembro 2018

Crossover compacto é parente do Jeep Renegade e já conta com o novo motor 1.3 turbo da FCA

A vinda do Fiat 500X para o Brasil é condicionada ao dólar: ele será importado somente se a cotação chegar ao patamar de R$ 3,30. Caso isso ocorra, o crossover tem boas chances de ser bem-sucedido no mercado brasileiro, principalmente pela reestilização, feita recentemente na Europa, e pelas motorizações, com os novos Firefly turbo da Fiat.

Exibido junto com a Toro no Salão do Automóvel e não muito longe do Jeep Renegade e do Compass, o 500X compartilha sua plataforma com a trinca fabricada em Goiana, Pernambuco. Tal fato poderia, a princípio, encorajar sua nacionalização, mas a Fiat tem planos de fazer ali um SUV de cinco lugares com base na Toro.

Inspirado visualmente no simpático Cinqüecento, o 500X ostenta medidas bem mais imponentes: são 4,25 metros de comprimento, 1,80 m de largura, 1,60 m de altura e 2,57 m de entre-eixos.

Externamente, os novos faróis full LED, disponíveis como opcionais, chamam a atenção. O conjunto de lanternas traseiras também foi redesenhado e agora se parece muito com o do novo Cinqüecento.

No interior, o volante é novo e mais ergonômico, e o painel gráfico foi atualizado. A central Uconnect tem tela de 7 polegadas e passa a oferecer suporte para as plataformas Google Android Auto e Apple CarPlay.

Paralelamente ao facelift, foram adotados dois novos motores turbo a gasolina da família Firefly — que usam o mesmo bloco do motor fabricado no Brasil com um novo cabeçote para proporcionar o trabalho com turbo. O propulsor 1.0 de três cilindros alcança 120 cv e 19,4 kgfm de torque, enquanto o de quatro cilindros, 1.3, vai a 150 cv e 27,5 kgfm de torque. No mercado europeu, o preço do 500X parte de 19.250 euros (R$ 74.700) e chega a 22.750 euros (R$ 109.600).

Se o 500X ainda é dúvida, os motores Firefly turbo estão confirmados para o Brasil. As versões aspiradas já são fabricadas em Betim (MG); porém, a adaptação ao turbo deve ser um pouco diferente da realizada na Europa. Por aqui, o cabeçote MultiAir (com controle elétrico das válvulas de admissão) pode dar lugar a um convencional, mas o turbo e a injeção direta serão mantidos. A estreia nacional das motorizações é esperada somente para 2020 e pode fazer a sua estreia no Renegade.

Sob o capô, o 500X tem uma boa lista de opções de motorização. No caso de propulsores a gasolina, além dos Firefly há o 1.6 eTorq de 110 cv acoplado a uma caixa de cinco velocidades. Já para o diesel, as opções são o 1.3 de 93 cv e o 1.6 de 120 cv, ambos da família MultiJet. Dependendo da versão, é possível acoplar uma transmissão de dupla embreagem e seis velocidades. Toda a gama já atende aos padrões de emissões do programa europeu Euro 6.

A segurança também foi melhorada na linha 2019, que agora inclui monitoramento da pista, função Speed Advisor — que ajusta a velocidade com base na leitura que a câmera faz da pista —, frenagem de emergência, alerta de ponto cego, controle de cruzeiro adaptativo e detector de tráfego transversal. Configurações mais completas podem contar ainda com abertura das portas e partida do motor sem chave, bancos e volante com aquecimento, monitoramento de ponto cego, alerta de colisão dianteira e de mudança de faixa, entre outros mimos.

À venda em mais de cem países, o 500X poderia se chocar com a comercialização do Renegade no Brasil. Os dois compartilham a plataforma, mas o 500X tem foco na utilização urbana, enquanto o Renegade é um modelo de uso misto, na lama ou no asfalto, e que exalta suas características off-road. O Fiat até pega uma trilha leve e tem opção de tração 4×4 adaptativa, com gerenciamento de modos, mas sem aquele gosto pela lama do Renegade diesel.

Como a maioria dos proprietários vai utilizar o 500X na cidade, a melhor pedida é o 1.0 turbo, que tem potência mais do que suficiente e torque para ir de zero a 100 km/h em 10,9 segundos. Inclusive, é imerso no trânsito que o novo Fiat 500X mostra sua agilidade. O motorzinho de três cilindros é esperto e o câmbio manual ajuda com os engates precisos.Para aqueles que precisam de força extra, o 1.3 quatro cilindros é mais ágil. O torque supera o do 1.4 TSI da Volkswagen em 2 kgfm, já a potência é a mesma. A arrancada de zero a 100 km/h é feita em 9,1 s.

Ambas as versões, no entanto, são silenciosas e elásticas o suficiente para ultrapassar qualquer tráfego. Além disso, a Fiat espera que os novos motores consumam pelo menos até 20% a menos do que os da geração anterior.

O modelo turbo faz um bom trabalho nas ultrapassagens e tem fluência para viagens mais longas. Na estrada, o comportamento foi aprimorado pelos inúmeros sistemas de segurança ativa, que tornam a condução mais relaxante e proporcionam redução do consumo e das emissões por rodar em baixas rotações.

A caixa automática de dupla embreagem se mostra interessante. A direção é sempre precisa e a frenagem passa sensação de segurança. A bordo, o Fiat 500X agrada e é bem superior às expectativas — principalmente em função da boa habitabilidade e da capacidade de carga. Seria uma ótima opção para os órfãos de peruas compactas.

Ficha técnica

Motor
Dianteiro, transversal, 1.3, quatro cilindros em linha, comando simples, turbo e injeção direta de gasolina

Potência
150 cv a 5.250 rpm

Torque
27,5 kgfm a 1.850 rpm

Câmbio
Automático de dupla embreagem e seis marchas; tração dianteira

Direção
Elétrica

Suspensão
Independente McPherson (diant.) e multilink (tras.)

Freios
Discos ventilados (diant.)
e sólidos (tras.)

Pneus
225/45 R18

Dimensões
Compr.: 4,26 m
Largura: 1,79 m
Altura: 1,69 m
Entre-eixos: 2,57 m

Tanque
48 litros

Porta-malas
350 litros (fabricante)

Peso
1.320 kg

Central multimídia
7 pol., sensível ao toque

Seguro DPVAT – Redução média de 63,3% – Para automóveis particulares caiu de R$ 41,40 para R$ 12, redução de 71%


Para automóveis, seguro obrigatório caiu de R$ 41,40 para R$ 12, com redução de 71%.

O seguro obrigatório, o DPVAT, terá redução média de 63,3% em 2019, anunciou o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) nesta quinta-feira (13).

Automóveis particulares: de R$ 41,40 (2018) para R$ 12,00 (2019), redução de 71%;
Táxis e carros de aluguel: de R$ 41,40 (2018) para R$ 12,00 (2019), redução de 71%;
Ônibus, micro-ônibus e lotação com cobrança de frete: de R$ 160,05 (2018) para R$ 33,61, redução de 79%;
Micro-ônibus com cobrança de frete, mas com lotação não superior a dez passageiros, e ônibus, micro-ônibus e lotações sem cobrança de frete: R$ 99,24 (2018) para R$ 20,84, redução de 79%;
Ciclomotores (cinquentinhas): R$ 53,24 (2018) para R$ 15,43 ( 2019), redução de 71%;
Motocicletas e motonetas: R$ 180,65 (2018) para R$ 80,11, redução de 56%;
Máquinas de terraplanagem, tratores de pneus com reboques acoplados, caminhões ou veículos “pick-up”, reboques e semirreboques: de R$ 43,33 (2018) para R$ 12,56 (2019), redução de 71%.

De acordo com a entidade, a redução dos prêmios tarifários foi possível devido ao valor de recursos acumulado em reservas técnicas superior às necessidades de atuação do Seguro DPVAT.

O excesso de recursos vindos do pagamento do Seguro DPVAT é consequência das ações de combate à fraude, que levaram à uma redução significativa dos sinistros somado, à rentabilidade dos recursos acumulados, afirma o CNSP.

O que é o DPVAT

O seguro DPVAT (Danos Pessoais causados por Veículos Automotores de Via Terrestre), instituído por lei desde 1974, cobre casos de morte, invalidez permanente ou despesas com assistências médica e suplementares (DAMS) por lesões de menor gravidade causadas por acidentes de trânsito em todo o país.

O recolhimento do seguro é anual e obrigatório para todos os proprietários de veículos.

A data de vencimento é junto com a do IPVA, e o pagamento é requisito para o motorista obter o licenciamento anual do veículo.

Vítimas e seus herdeiros (no caso de morte) têm um prazo de 3 anos após o acidente para dar entrada no seguro. Informações de como receber o DPVAT podem ser obtidas pelo telefone 0800-022-1204.

Do total arrecadado pelo DPVAT:

– 45% são destinados para para o Sistema Único de Saúde (SUS);
– 5% vão para o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran);
– 50% vão para o pagamento de sinistros e despesas administrativas.

Documento inteligente seria originalmente implantado no Brasil no início de 2019, mas prazo acabou sendo prorrogado em quatro anos

Lembra da proposta de uma nova Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que contaria com chip e Código de Referência Rápida (o popular QR Code), para facilitar o acesso remoto de dados e funcionar até como “cartão de crédito”?

Ela foi apresentada no fim de 2017 e deveria se tornar obrigatória no Brasil já no início do ano que vem. Pois bem: sua implantação não ocorrerá tão rápido assim.

A resolução 747, publicada no fim de novembro pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), alterou a data limite de 1º de janeiro de 2019 para 31 de dezembro de 2022, portanto um adiamento de quatro anos.

A assessoria do Ministério das Cidades, órgão ao qual o Contran está vinculado, enviou nota explicando que precisará de prazo maior para adequar a carteira reformulada às novas CNH e CRLV (documento do veículo) digitais. Confira na íntegra:

“A alteração partiu do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), pois a resolução não foi disciplinada inteiramente. Não sendo possível entrar em vigor em janeiro/19.
A transformação digital implementada pela atual gestão (…) levou a necessidade [sic] da criação de um grupo de trabalho para estudar prazos num universo temporal de cinco anos e migrar os documentos CRLV e CNH para a opção digital.”

O que a nova CNH terá

Desenvolvida pela Universidade de Brasília (UNB, a pedido do Ministério das Cidades, a nova CNH brasileira pretende se tornar um documento inteligente, facilitando o armazenamento e a leitura digital de informações sobre seu proprietário.

Ela será dotada de chip e QR Code, permitindo às autoridades de trânsito terem acesso rápido (inclusive offline) ao histórico de infrações do motorista via aplicativo de celular.

O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) promete ir além: como várias informações, incluindo as impressões digitais do condutor, estarão gravadas na memória do chip, será possível usar a futura carteira de habilitação para pagar pedágios e serviços de transporte público eletronicamente.

Segundo o órgão, o documento poderá servir até mesmo como instrumento de identificação biométrica em prédios públicos e universidades.

Outra novidade é que a CNH, a partir do novo padrão, passará a ser confeccionada em policarbonato, um tipo de plástico, e não mais em papel. Suas dimensões serão: 8,66 centímetros de comprimento x 5,4 cm de largura x 0,7 milímetros de espessura.

Sedã e hatch serão o primeiro modelo no país a contar com a tecnologia. Serviço de concierge OnStar continua a disposição no modelo

A Chevrolet vai remodelar a linha Cruze em 2019 (linha 2020). A novidade terá 4G e Wi-Fi na versão mais cara do médio – o Cruze LTZ. O equipamento estará disponível tanto no três-volumes quanto na configuração hatchback.

Para lançar o Cruze 2019, a General Motors afirma ter investido cerca de 340 milhões de dólares. O sedã faz parte de um plano que prevê o lançamento de 11 modelos no Brasil apenas no ano que vem.

O Cruze irá chegar ao Brasil já com atualizações de estilo, pois o carro remodelado já circula nos Estados Unidos desde abril.

Com a novidade, será possível navegar na internet utilizando a rede nativa do veículo, e não por meio de modem externo ou pelo smartphone de algum dos ocupantes. Esse recurso é comum na Europa e Estados Unidos, pois lá não há impedimento tecno-burocrático que barra a adoção do equipamento.

Por aqui, há um imbróglio técnico envolvendo a Anatel e as empresas de telecomunicações impossibilitava a homologação da internet veicular, apesar de a maioria das fabricantes já dispor desse acessório nos modelos vendidos em outros países.

O lançamento da GM irá permitir que os ocupantes usem o sistema do carro como hotspot e rotear o sinal de internet por meio do Wi-Fi.

Além do 4G, o serviço de concierge OnStar continuará disponível, sem custo adicional no primeiro ano de uso do veículo. Não foram divulgadas informações acerca de mensalidade da nova tecnologia.

Cliente escolheu customizar seu carrão com as cores vibrantes características do movimento artístico que surgiu na década de 50

Uma Ferrari por si só já é um carro extremamente exclusivo – afinal, nem todos têm o poder aquisitivo para comprar um modelo da marca. A mais barata vendida por aqui, a 488 GTB, custa a bagatela de R$ 2,75 milhões. Mas a empresa também costuma produzir modelos únicos para colecionadores e clientes fiéis e mais abastados. O mais recente chama-se Ferrari SP3JC e foi criado ao longo de dois anos pelo Ferrari Styling Centre.

O cliente, um fã de Pop Art – movimento artístico que ficou marcado principalmente pelo uso de cores vibrantes e contrastantes -, queria que seu novo carro refletisse esta paixão e acompanhou todo o processo bem de perto. O valor pago por ele para ter acesso a tanta exclusividade, no entanto, não foi divulgado.

O Ferrari SP3JC foi construído a partir da plataforma e do motor do F12tdf, o cupê de motor dianteiro mais rápido da marca italiana. Desta forma, o modelo único conta com motor V12 de 6.3, capaz de entregar impressionantes 780 cv de potência e 71,9 kgfm de torque.

O interior do roadster é dominado pelos bancos revestidos de couro azul, tudo com detalhes em branco. Já o exterior foi pintado de azul, amarelo e branco, em uma repetição de tons. Além disso, há uma parte de vidro no capô, que deixa à mostra o poderoso motor V12.

As edições únicas de Ferraris feitas exclusivamente para clientes sempre chamam a atenção. Um dos modelos mais conhecidos é a SP12 EC, criada sob medida para o músico Eric Clapton