Arquivo mensais:julho 2018

Confira como é feito o processo de registro, emissão do CRV e CRLV e emplacamento por conta própria

Comprar um carro, seja novo ou usado, é considerado uma realização para muita gente. Mas também envolve gastos consideráveis que vão além do valor da compra. Colocar a documentação em dia e emplacar o automóvel também custam dinheiro, mas dá para economizar uma graninha se você mesmo ir até o cartório e ao departamento de trânstio. Veja abaixo como fazer a documentação do carro zero ou usado sem ajuda de um despachante:

Como emplacar um carro novo

O primeiro passo é registrar o veículo zero km em até 30 dias após a loja emitir a nota fiscal para gerar o Certificado de Registro do Veículo (CRV). Esse documento permite o emplacamento e a concessão do Certificado de Registro e Licenciamento do Veículo (CRLV), principal documento de porte obrigatório do carro.

Verifique a necessidade de agendamento de horário na unidade do Detran mais próxima da sua casa e compareça para emitir os certificados e obter o número da placa, assim como os valores do IPVA e DPVAT. Os preços para o registro do veículo e emplacamento variam de cidade para cidade. Você até pode personalizar a placa da forma que preferir, mas isso exigirá uma taxa de aproximadamente R$ 100.

Documentos necessários: original e cópia do RG, CPF e CNH, cópia de um comprovante de residência recente, nota fiscal original da concessionária com decalque do chassi, duas cópias do formulário do Renavam preenchido e, caso o carro seja financiado, é necessário também levar o contrato original e uma cópia assinada por todos os envolvidos.

Chegando lá, é necessário pagar as taxas de emplacamento, escolher a placa do veículo e dar entrada ao CRV. Mas o certificado não fica pronto no mesmo dia. Assim que estiver com as documentações em mãos, é preciso ir a um posto do Detran.

Como proceder com a documentação de carro usado sem o despachante?

Antes de tudo, o comprador deve investigar o histórico do carro: multas, pagamentos, se IPVA, DPVAT do ano atual e documentação estão em dia. Para ter acesso a débitos e possíveis bloqueios, basta acessar o site do Detran, com o número Renavam e número da placa do veículo. Também é importante verificar se está tudo bem com o numero do chassi do carro.

Feito isso, o primeiro passo é do vendedor: ele deve comunicar ao Detran a transferência do veículo para o novo dono, processo que vai demandar uma visita ao cartório para uma cópia do comprovante de transferência.

Se isso não acontecer, todas as multas cometidas pelo novo proprietário, por exemplo, ficarão em nome do antigo, e o atual dono também não conseguirá fazer um seguro para o seu carro. Para isso, é bom ter em mãos um comprovante de quitação. Se o veículo tiver alguma pendência, não conseguirá obter um novo certificado.

De acordo com o artigo 134 do Código de Trânsito Brasileiro: “Art. 134. No caso de transferência de propriedade, o proprietário antigo deverá encaminhar ao órgão executivo de trânsito do Estado dentro de um prazo de trinta dias, cópia autenticada do comprovante de transferência de propriedade, devidamente assinado e datado, sob pena de ter que se responsabilizar solidariamente pelas penalidades impostas e suas reincidências até a data da comunicação.”

Vale lembrar que essa transferência é paga, já que será necessário expedir um novo Certificado de Registro de Veículo. Para emitir o CRV, o comprador deve procurar uma Empresa de Vistoria Veicular para comprovar a autenticidade e segurança do carro adquirido. Se o veículo for de outra cidade ou estado, é necessário também inserir novas placas e tarjetas.

O prazo para tomar as devidas providências é de até 30 dias, então fique atento às datas. Caso o período não seja respeitado, o novo dono está sujeito a uma multa grave, e existe até a possibilidade de retenção do veículo.

 

A posição do motor pode influenciar o desempenho, a eficiência e até o visual do carro

Lembra dos ícones Volkswagen Gol 1.8 GTS, 2.0 GTi, Volkswagen Santana 2.0 GLS e Chevrolet Opala Diplomata 4.1S, todos fabricados entre os anos 80 e 90? Além dos ótimos desempenhos,traziam em comum longos capôs com uma função fundamental: esconder os enormes motores longitudinais. Mas aquelas pérolas bebiam demais, poluíam demais e aos poucos foram sendo atualizadas ou descontinuadas. O Gol é um bom exemplo. O hatch abandonou os longitudinais em 2008 para adotar os motores transversais.

“Os capôs antigos eram compridos para favorecerem o estilo da época. Hoje, ao contrário, isso não é mais vantagem. Frentes com motores transversais dão mais liberdade aos estilistas e permitem melhor redistribuição e diminuição de peso do veiculo, fator importante na relação peso/potência”, revela o engenheiro e diretor adjunto da AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, Nilton Monteiro.

Motor longitudinal

O motor longitudinal fica posicionado em paralelo ao comprimento do carro. Os cilindros estão dispostos em uma linha, do início ao fim do bloco do motor. O estilo é mais comum em veículos de tração traseira ou tração 4X4, mas carrões de alto desempenho podem ter um longitudinal traseiro ou central, dependendo do caso. Na configuração mais comum, com o motor na frente e tração traseira, o motor é encaixado na linha central do carro, com o câmbio logo atrás (entre os bancos dianteiros) e um eixo de transmissão que vai até o eixo de traseiro.

Motor transversal

O motor transversão é montado perpendicularmente ao comprimento do carro, ou seja, atravessado. Os cilindros do motor ficam dispostos da esquerda para a direita. É mais utilizado em carros com motores dianteiros e com tração dianteira, mas pode ser montado no meio de carros com tração traseira, em casos mais raros. A configuração mais encontrada é aquela com motor dianteiro montado em carros de tração dianteira. Neste caso, o motor é montado entre as rodas dianteiras com o câmbio encaixado em uma de suas extremidades.

Vantagens e desvantagens

“Não é possível definir o que é um layout padrão de “package” (trem de força). Só dá para saber o que está sendo mais usado no momento e em determinada localização geográfica. No Brasil, o Fusca já foi carro popular quando tinha motor boxer e tração traseira. Hoje, o padrão é o motor quatro (ou três) cilindros em linha com tração dianteira e amanhã será o carro elétrico”, conta o designer e coordenador do IED, Istituto Europeo di Design, Fernando Morita.

Além de oferecer mais espaço na cabine, o motor atravessado na dianteira tem o virabrequim diretamente alinhado, e conectado, às rodas, enquanto o câmbio acopla em uma das extremidades. O motor longitudinal, por sua vez, precisa de engrenagens em 90° para chegar até as rodas (pode haver pequena perda de energia, ou força, com esse sistema). “A concepção longitudinal é antiga e prejudica a estabilidade do veículo. Como desvantagem, há redução da distância entre-eixos e consequente perda de espaço interno”, diz Nilton Monteiro.

Efeitos na aparência

Apesar de os compactos nacionais terem adotado o layout com motor transversal, os carros maiores e mais luxuosos continuam abrigando motores longitudinais. Lembrando que um propulsor longitudinal pode ter uma disposição de cilindros em “linha”, em “V” ou, menos comum, em “W”. Então, a posição do motor pode alterar o visual de um carro? “O motor sozinho não faz diferença. O que muda é o planejamento do trem de força como um todo, e o pacote. O Audi A4 e Volkswagen Jetta, por exemplo, trazem propulsores quatro cilindros em linha com tração dianteira, mas só no A4 o motor é longitudinal, pois é preparado para receber motores muito maiores e tração nas quatro rodas, na versão esportiva. O Jetta, por sua vez, tem um projeto mais barato e utiliza motor transversal”, afirma o coordenador do IED.

Em design automotivo, quanto maior o capô de um sedã e quanto maior a sua distância entre a roda dianteira e a coluna A, mais ele se parecerá com um modelo mais caro e mais refinado. Por outro lado, ao contrário do que muitos imaginam, desenhar carros com motores transversais não é sinônimo de trabalho facilitado. “A liberdade de criação de um designer não muda de acordo com o tipo do motor. O que muda é o quanto a empresa valoriza ou não o design. A mentalidade da marca é mais importante do que o layout de um carro. Uma empresa alemã sempre vai ter um pensamento mais racional que uma empresa italiana”, conclui Fernando Morita.

História

Existem registros de carros com motores transversais datando do começo da década de 1910, mas a notoriedade desses propulsores começaria na década de 1930, quando DKW e Saab começariam a adotar esse tipo de trem de força. Em 1959, a British Motor Corporation lançou o Mini Cooper que trazia um motor transversal garantindo bom desempenho e espaço interno ao inglês. Como resultado, o pequenino virou uma alternativa de carro para as famílias. Em solo brasileiro, o primeiro automóvel a adotar essa tecnologia foi o Fiat 147, em 1976.

Picape compacta da Volkswagen agora tem preços entre R$ 49.440 a R$ 82.180

As concessionárias da Volkswagen já estão vendendo a linha 2019 da Saveiro. Com a atualização de ano/modelo, os preços da picape compacta ficaram um pouco maiores, aumentando até R$ 1.620. Além disso, a gama de versões ficou mais enxuta e agora conta com seis configurações.

A versão de entrada da Saveiro, a Robust de cabine simples, motor 1.6 com 104 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas, aumentou R$ 1.050, passando de R$48.390 para R$ 49.440. Tanto ela quanto a opção com cabine dupla receberam calotas com novo design. O modelo 2019 da Saveiro Trendline ganhou o mesmo “mimo”, além do novo valor de R$ 61.190, R$1.300 a mais do que antes.

Já a Saveiro Pepper, com cabide dupla, motor 1.6 de 104 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas, teve o maior aumento. Se antes o modelo saia por R$ 73.290, agora passou a custar R$ 74.920. Tanto ela quanto a opção com cabine estendida (agora valendo R$ 71.610) não receberam atualizações.

A última mudança ficou por conta do modelo topo de linha da gama. A Saveiro Cross 2019 agora pode ser equipada com revestimento dos bancos em Native na cor marrom. Com um aumento de R$ 1.490, a picape passou de R$ 80.690 para R$ 82.180.

Todos os preços da Volkswagen Saveiro:

Saveiro Robust Cabine Simples 1.6 – R$ 49.440 (+ R$ 1.050)

Saveiro Trendline Cabine Simples 1.6 – R$ 61.190 (+ R$ 1.300)

Saveiro Robust Cabine Dupla 1.6 – R$ 61.780 ( + 1.330)

Saveiro Pepper Cabine Estendida 1.6 – R$ 71.610 (+ R$ 1620)

Saveiro Peppers Cabine Dupla 1.6 – R$ 74.920 (+ 1.630)

Saveiro Cross Cabine Dupla 1.6 – R$ 82.180 (+ R$ 1.490)

Linha mais enxuta

A gama de versões da Volkswagen Saveiro ficou mais enxuta em 2019. Com a atualização, o modelo perdeu três configurações: a Saveiro Trendline com cabine dupla e motor 1.6, Saveiro Highline com cabine dupla  a Saveiro Cross com cabine estendida.

Baseada na versão Active Pack 1.6 16V com câmbio automático, a série inclui subwoofer de 250W

O Peugeot 208 reviveu a série especial In Concert, que já foi oferecida no hatch há quase dois anos.

Com apenas 250 unidades disponíveis, a novidade oferece um subwoofer de oito polegadas e 250W RMS, além de quatro alto-falantes e dois tweeters da marca italiana ASK.

Esta versão custa R$ 65.490 e será comercializada somente nas cores branca e prata.

O modelo é baseado na versão Active Pack, de R$ 65.640, com motor 1.6 16V flex de 118 cv de potência e 16,1 mkgf de torque, além do câmbio automático de seis marchas.

O pacote de equipamentos tem volante revestido de couro, rodas de liga leve aro 15, controle automático de velocidade, Isofix, câmera de ré e faróis de neblina de série.

Por fim, a central multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas é igual àquela usada nas demais configurações, com conectividade para Android Auto e Apple CarPlay.

Subwoofer de 250W é destaque da série especial In Concert