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Versão apimentada do Uno Turbo completa 20 anos

Data: fevereiro 25, 2014
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O ano de 1994 foi singular para os brasileiros. Há duas décadas, perdíamos o cantor e compositor Antonio Carlos Jobim, o comediante Antonio Carlos Bernardes Gomes – o Mussum – além, é claro, do tricampeão de Fórmula 1 Ayrton Senna.

Mas há também boas lembranças daquele período, como as conquistas da estabilidade da nossa moeda com o Plano Real e da quarta taça Jules Rimet pela seleção canarinho. E, enquanto despachávamos a Squadra Azzurra de volta para o Velho Continente, a Fiat trazia de Turim um diminuto motor, bem ao estilo downsizing (motores pequenos de alto rendimento) para equipar o pequeno Uno.

Lançado em fevereiro de 1994, o Uno Turbo se tornou o primeiro carro nacional a sair de fábrica com turbo compressor. Assessor técnico da marca, Ricardo Dilser conta que a chegada do propulsor foi um grande estímulo para a montadora.

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“Um motor 1.4 que, em 1994, desenvolvia expressivos 118 cv é até hoje motivo de orgulho para todos os envolvidos no projeto. Abriam-se as portas do downsizing no Brasil”, conta Dilser, que destacou também todo o cuidado que a Fiat teve em relação ao desempenho, mas que o principal desafio foi adequar o motor à gasolina brasileira sem prejudicar sua durabilidade e qualidade.

À época, a montadora optou por apresentar o Uninho com motor de 1.4 litro apimentado com turbo compressor Garrett modelo T2, munido de 0.8 bar. Essa composição fazia o hatch acelerar de 0 a 100 km/h em 9,2 segundos e atingir os 195 km/h de velocidade final, conforme a fabricante.

Aspirados como os Chevrolet Corsa GSI 1.6 (108 cv), Kadett GSI 2.0 (121 cv) e Vectra GSI 2.0 (150 cv), além do o VW Gol GTI 2.0 (120cv) foram obrigados a reverenciar o Uno, pois o atrevido tinha dito a que vinha.

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Os compradores do Uno Turbo, que ganhavam curso de pilotagem no autódromo de Interlagos ao adquirirem o veículo, começavam a sentir o turbo trabalhar aos 3.000 giros, mas o ápice do prazer vinha às 3.500 rpm quando a turbina despejava 17,5 kgfm. O câmbio era manual de cinco marchas.

A vida do Uno Turbo durou pouco, com sua produção sendo encerrada em 1996. Passados 20 anos, porém, os motores turboalimentados ganharam maior representatividade no mercado, mas com uma função diferenciada. A proposta deixou de ser puramente o desempenho e sim economia de combustível e menor emissão de poluentes.

Coincidentemente, é da Fiat o modelo turbo mais acessível da atualidade. Por R$ 60.650, o Punto T-Jet vem equipado com propulsor 1.4 16V de 152 cv e 21,1 kgfm. A exemplo do primogênito turbinado da família Fiat, o hatch traz apelos esportivos como pedaleiras cromadas, para-choques exclusivos, saias laterais, rodas de liga leve de 17″, entre outros.

“A turbina usada no Punto T-Jet é de baixa inércia, arrefecida a água. Ela trabalha com pressões que variam entre 1.2 e 0.8 bar. Esse controle da pressão é feito eletronicamente através da central da injeção que comanda a válvula waste-gate”, explica Dilser.

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Turbos no Mercado

Se você gosta do antigo Uno Turbo e deseja adquirir um exemplar, ainda pode encontrá-lo em anúncios pela internet. Segundo a tabela Fipe, os preços variam de R$ 11 mil a R$ 12.920. Entre os novos, há dez opções de diferentes portes até a faixa dos R$ 100 mil. Confira:

Fiat Punto 1.4 T-Jet (152 cv) – R$60.650
VW Golf 1.4 (140 cv) – R$70.360
Fiat Bravo 1.4 T-Jet (152 cv) – R$70.970
Peugeot 408 1.6 THP (165 cv) – R$75.990
Peugeot 308 1.6 THP (165 cv) – R$75.990
Audi A1 1.4 TFSI (122 cv) – R$ 79.900
Citroën C4 Lounge 1.6 THP (165 cv) – R$80.490
Citroën DS3 1.6 THP (165 cv) – R$ 83.690
VW Fusca 2.0 TSI (200 cv) – R$ 85.650
Renault Fluence GT (180 cv) – R$ 87.299

 

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