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Vendas de carros novos – As vendas de veículos zero-quilômetro bateu recorde em agosto

Data: setembro 6, 2012
Opiniões
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As vendas de veículos zero-quilômetro atingiram recorde em agosto. Levando em conta a soma de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o setor comercializou 420 mil unidades no mês, melhor resultado mensal da história no País.

O número expressivo de vendas, 15% maior do que o total vendido em julho e 28% acima do resultado de agosto de 2011, reflete o impulso dado pela medida do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) reduzido para os carros, que terminaria no dia 31 de agosto.

Com o benefício, que isentou do tributo automóveis 1.0, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) no crédito para pessoa física para 1,5% e as promoções de montadoras e lojistas, as parcelas dos financiamentos diminuíram em torno de 14%, cita o presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti.

Como muita gente correu para aproveitar o que seriam os últimos momentos de preços menores gerados pelo incentivo do governo, faltou até carro (modelos mais populares, por exemplo) para atender a demanda, segundo os representantes dos concessionários. E, com a forte procura, os estoques no segmento, que estavam em 43 dias (tempo necessário para a comercialização desses volumes) no começo do ano, caíram para 15 dias em agosto, afirma o dirigente. “Neste mês, deve voltar para 20 a 23 dias, que é o ideal para se trabalhar”, prevê.

O forte desempenho no mês e também a prorrogação do IPI reduzido para os carros até 31 de outubro levaram a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores) a revisar suas projeções para o ano todo.

No mês passado, a entidade projetava retração de 0,5% no volume comercializado em 2012 frente a 2011, agora já estima alta de 4,9% (incluindo os quatro segmentos de veículos) – o que daria 3,84 milhões de unidades vendidas – e, para automóveis e comerciais leves, que ficariam estáveis, agora calcula expansão de 8%.

MOEDA DE TROCA – Os preços mais atrativos dos carros novos, a partir do fim de maio, quando o IPI reduzido entrou em vigor, geraram forte desvalorização dos usados e colaboraram para a quebra de cerca de 7.000 revendas independentes no País.

Meneghetti cita que as concessionárias também foram afetadas, embora em menor medida. Isso porque o usado serve como “moeda de troca” para o consumidor que quer ter um zero-quilômetro. “Existe estoque (de usados) nas concessionárias que é prejuízo a realizar”, observa.

Segmento de caminhões tem reação

As vendas de caminhões deram uma reagida em agosto, com alta de 5,9% frente a julho, mas ainda estão bem aquém dos volumes comercializados no ano passado. O resultado (11.360 unidades) é 30,9% menor que o oitavo mês de 2011 e, no acumulado dos primeiros oito meses, há queda de 20%. O presidente executivo da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirma que a melhora da safra de soja e o reaquecimento do transporte de carros colaboraram para a recuperação do segmento.

Ele tem otimismo em relação às novas medidas para a atividade, entre elas, a redução da taxa de juros (de 5,5% para 2,5% ao ano) da linha PSI-Finame do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). No entanto, essa nova taxa ainda não está valendo. Isso porque falta a regulamentação do banco para que os agentes financeiros (as instituições que operam as linhas do BNDES) comecem a trabalhar com esses juros menores, o que deve levar, pelo menos, 30 dias para ocorrer.

A Fenabrave discute ainda com o governo fórmula para que o transportador que tem caminhão muito antigo – por exemplo, de 20 anos – consiga trocar seu veículo por outro mais novo, para a renovação da frota. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC também tem proposta com esse objetivo, que incluiria um bônus ao caminhoneiro, em parte subsidiado pelo governo, para possibilitar a compra.

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