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Troca injusta

Data: outubro 21, 2013
Opiniões
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Na última década, o maior rigor das leis antipoluição e a busca por carros mais eficientes encontrou na elevação da calibragem dos pneus um forte aliado. Cada vez mais, os automóveis saem com uma única indicação de calibragem, tanto para vazio como para carregado. Sobre esse estabelecimento de uma calibragem fixa, as fábricas têm um discurso comum: “O carro é projetado contemplando os pneus de calibragem única e por isso não há comprometimento de conforto e segurança em nenhuma das condições”. Na prática, não é bem isso o que acontece.

Nosso 208 se opõe a essa “moda”: a etiqueta que ele traz na coluna central exibe calibragens distintas para três condições: vazio, carregado e para redução de consumo. No caso do hatch, havíamos decidido encarar os 60 000 km com a calibragem “econômica” (36 libras nas quatro rodas). Até que promovemos uma rodada de testes específicos de consumo.

Realizamos os ensaios primeiramente com 29 libras, a calibragem indicada pela Peugeot para o carro vazio. Resultado: 7,5 km/l na cidade e 10,6 km/l na estrada. Após utilizar o mesmo calibrador, mas regulado para inflar os pneus com 36 libras de pressão – a recomendação para redução de consumo –, repetimos os testes. Registramos os mesmos 7,5 km/l na simulação de uso urbano e 11 km/l na de rodoviário. Com base no ganho insignificante em termos de consumo e nos relatos dos editores Paulo Campo Grande e Péricles Malheiros, que destacaram o severo comprometimento do nível de conforto ao rodar com a calibragem de economia com o carro vazio na cidade, decidimos que os pneus do nosso 208 serão tratados à moda antiga, respeitando as recomendações de vazio e carregado.

Consultado, um engenheiro da Pirelli que pediu para não ser identificado disse: “É mesmo esperado que os ganhos se mostrem mais evidentes no consumo rodoviário. A calibragem única facilita a vida no dia a dia, mas ela nunca será tão eficiente quanto a adoção de pressões distintas para condições distintas”.

Consumo

No mês (47% na cidade) – Etanol 9 km/l
Desde ago/13 (52,6% na cidade) – Etanol 8,4 km/l

Diário

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