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Qual o melhor BMW X6 M e LAND ROVER RANGE ROVER SPORT

Data: abril 7, 2014
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Um alemão e um inglês marcaram encontro pela internet para fazer barulho. Mas nada de arruaça, simplesmente agito sonoro com seus motores com mais de 500 cv e força acima dos 60 kgfm, além de exibicionismo de uma letra e uma palavra que, incorporadas em seus nomes, fizeram toda a diferença no rolezinho.

A sigla M, de Motorsport, muda tudo no X6. Na versão normal, o “ve-oitão” entrega 412 cv. Com o M na história, surge o X6 M com expressivos 562 cv. No caso do Range Rover Sport, a palavrinha Dynamic faz o jipão britânico deixar de lado o bloco V6 de 340 cv e assumir o V8 de 510 cv.

Estilosos e com pinta de malvados, esses brutamontes “envenenados” se assemelham também no preço. É preciso desembolsar centenas de milhares de reais para tê-los na garagem. O BMW tem tabela inicial mais cara, R$ 524.950. São R$ 28.450 a mais que o cobrado pelo Land Rover, que parte de R$ 496.500. Completinho, na versão Autobiography, com direito a interior nas cores rubronegras, o Range Rover sai por R$ 539.900.

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Não foi pela diferença de cifras, contudo, queo SUV inglês venceu o rolezinho. O Range Rover Sport triunfou por questões como o projeto mais atual, maior espaço interno, lista de  componentes de comodidade superior e suspensão mais acertada entre conforto e esportividade.

O porte avantajado e imponente do Land Rover também merece destaque por fazer o parrudo BMW parecer pequeno ao ficar lado a lado com o oponente. Uma sensação que deve mudar até a metade do ano, com a chegada da segunda geração do utilitário alemão. Mas, por enquanto, é o inglês que mais desperta olhares curiosos.

Ao pisar forte no pedal do acelerador, tanto o motor 4.4 V8 do X6 M quanto o 5.0 V8 do Range Rover Sport arrancam sorrisos de quem curte velocidade. O ronco emitido pelas saídas de escapamento é metalizado, estridente e invade a cabine com facilidade, mesmo com o ótimo isolamento acústico. Um detalhe que dá para compreender quão forte é o berro.

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Em termos de força, quem dá as cartas é o BMW. Seu propulsor entrega 562 cv e 69,3 kgfm de torque a partir das 1.500 rpm, em curva plana. O arrojo impressiona mesmo com a transmissão automática de seis marchas (a próxima geração terá caixa de oito velocidades), que efetua trocas eficientes e compreende com rapidez as necessidades do motorista. Não que o Land Rover fique muito atrás, mas os números de seu “proletário” V8, de origem Ford, são inferiores: 510 cv às 6.000 rpm (mesma faixa de giro do rival) e 63,7 kgfm com 2.500 rotações. Nos testes de aceleração de 0 a 100 km/h, a vantagem do jipão germânico foi de 0,6 segundo. O X6 M, que fica ainda mais monstruoso ao pressionar o botão M no volante, registrou 4,9 segundos, enquanto o Range Rover Sport cravou 5,5 s. Marcas muito expressivas para modelos
de mais de duas toneladas.

As retomadas de velocidade também foram marcantes. De 40 a 80 km/h, por exemplo, o BMW gastou 2,5 segundos. Já o Land Rover precisou de 2,7 s. O desempenho mais próximo ao do adversário alemão se justifica por dois motivos: pe-sar 70 kg a menos e dispor de transmissão automática de oito marchas de respostas mais ágeis.

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Toda essa aptidão esportiva dos utilitários, porém, reflete no consumo de combustível. Acelerando na rua de maneira moderada (com algumas pisadas vigorosas em certos momentos, pois não somos de ferro), o computador de bordo do X6M e do Range Rover registraram 3,2 e 3,3 km/l, respectivamente. Na estrada, o câmbio do Land Rover o ajudou a ser mais econômico, com média de 9,1 km/l ante os 7,8 km/l do oponente.

Mas se você, endinheirado de plantão, não se importa com o gasto de gasolina, certamente dá valor para o quesito conforto. Nesse aspecto, o jipão britânico se sobressai com uma cabine mais espaçosa e aconchegante. A distância entre-eixos de ambos é praticamente a mesma, mas o espaço interno é mais bem aproveitado no Land Rover. Quem viaja no banco de trás, além de contar com telas multimídia integradas no encosto de cabeça do banco dianteiro, dispõe de melhor área livre para a cabeça. NoBMW, o perfil mais baixo do teto prejudica os mais altos.

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No porta-malas, novo triunfo do Range Rover, que oferece 784 litros para acomodar a bagagem de toda a família. No X6 M, o volume é de 570 l. Em comum, os dois disponibilizam um botão para fechar eletricamente a tampa traseira; um mimo muito bem-vindo em veículos de meio milhão de reais. Outros recursos de comodidade em comum nesses SUVs são os ajustes elétricos dos bancos dianteiros, sistema de aquecimento dos assentos, tela multimídia com TV integrada e tocador de DVD, som de alta qualidade, dispositivo que corrige o fechamento da porta quando não é efetuado 100% e até geladeira no caso do Range Rover Sport – localizada no console central.

O X6 M tem como diferencial um botão que faz massagem na “poupança” do motorista e o prático head-up display, que projeta no pára-brisas informações como velocidade do carro e de navegação GPS. No Land Rover há extras como o Park Assist, que estaciona o modelo sozinho, e um botão para aquecimento do volante – que dificilmente será usado no Brasil.

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Ao volante, o prazer de dirigir é aguçado nos dois utilitários. Há amplo campo de visão,  retrovisores laterais enormes para observar tudo e a todos e sensação de que os carros ao redor são minúsculos. No BMW, a única crítica vai para o pequeno retrovisor central, que dificulta a visualização do campo traseiro.

Em curvas, a estabilidade é fora de série. Parecem karts de tão colados no chão. Para ratificar ainda mais sua vitória, o Land Rover ataca com suspensões a ar adaptativas e a oferta de controle pneumático para o condutor, por meio de um botão no console, aumentar ou diminuir a altura em relação ao solo. Nas imperfeições das ruas brasileiras, os impactos são bem absorvidos, mas o X6 M, com suspensão a ar só na traseira transmite um certo desconforto em buracos do tipo “cratera”, mesmo tendo pneus calçados em rodas menores que as do Range Rover Sport (20” ante 22”).

Infelizmente, não tivemos tempo de levá-los para o fora de estrada. Mas por toda a tradição da marca inglesa, que tem lama em seu DNA, e recursos disponíveis por meio de um seletor no console, é de se imaginar que o Land Rover também se saia melhor no rolezinho off-road.

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