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Prestações de carros mais cara em 2011 – Com elevação do IOF, prestação de veículos pode subir 5%

Data: abril 8, 2011
Opiniões
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou na quinta-feira (7) o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para operações de crédito à pessoa física. A alíquota passou de 1,5% ao ano para 3% ao ano. Com a medida, o crédito ao consumidor pode ficar mais caro e a parcela de um financiamento de veículo pode ficar quase 5% maior.

De acordo com o ministro, a elevação do imposto tem o objetivo de conter o consumo e fazer com que as pressões inflacionárias sejam menores. Para os analistas da consultoria LCA, essas devem ser, de fato, as primeiras consequências da medida.

A consultoria analisou o impacto que a elevação do imposto terá nos financiamentos de veículos – um dos fortes filões de crédito ao consumidor das instituições financeiras. Segundo a consultoria, um veículo de R$ 30 mil financiado por 40 meses a juros de 27,3% ao ano custaria, por mês, ao consumidor R$ 926, com IOF de 1,5% ao ano.

Considerando as mesmas condições de prazo e juros, que foram as médias do mercado para fevereiro, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), a prestação ficaria em R$ 970 ao mês, com IOF a 3% ao ano.

Diferenças de impacto

Pelas análises da consultoria, o impacto da nova medida do Governo para conter o consumo e barrar a inflação, no caso dos financiamentos de veículos, deve ser menor que o impacto que as medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro pelo Banco Central gerou.

Isso porque, considerando as condições de mercado em novembro do ano passado, com prazo médio de financiamento a 44 meses, juros a 22,8% ao ano e IOF a 1,5% ao ano, as prestações de um veículo de R$ 30 mil estavam em R$ 826.

Após as medidas, o mercado se ajustou: em fevereiro, os juros subiram para 27,3% ao ano e o prazo médio de financiamento caiu para 40 meses. Com o IOF a 1,5% ao ano, o valor da prestação ficou em R$ 926. A diferença no valor das prestações foi de 12%.

Efeitos não desprezíveis

Apesar da comparação, uma elevação de quase 5% no valor da prestação de veículos não pode ser desconsiderada. Na avaliação dos analistas da consultoria, os primeiros impactos da medida de fato se darão no consumo das famílias.

“Com efeito, o impacto sobre a demanda agregada dessa nova medida não é desprezível e ainda pode gerar um incremento relevante da arrecadação de tributos neste ano, elevando a chance de obtenção de um superávit primário superior à meta estabelecida pela LDO [Lei de Diretrizes Orçamentárias]”, consideraram os analistas da consultoria.

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