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Nova versão chevrolet caramo SS encara shelby GT 500

Data: dezembro 26, 2013
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Recém-chegado ao Brasil, o novo Camaro SS nem quis esperar a estreia da nova geração do Mustang – aguardada para 2014. Todo cheio de marra com o visual renovado, quis botar banca e convocou a versão GT do esportivo para a briga. Mas como a Ford não traz o carro oficialmente ao Brasil – pelo menos por enquanto –, quem atendeu ao chamado foi o irmão anabolizado Mustang Shelby GT 500, que andava meio entendiado, exposto no showroom de uma importadora na avenida Pacaembu, em São Paulo.

Por essa o Camaro não esperava. Ficou doce, doce. Não estava nos planos confrontar a versão mais extrema do adversário – um conversível preparado de fábrica, com fama de possuir temperamento irascível e dono de um coração V8 “peludo”, de 671cv. Diante do rival implacável, o cupê da GM até cogitou pedir uma forcinha ao irmão ZL1 – os 580 cv extraídos de seu 6.2 V8 supercharged viriam bem a calhar. Mas como a versão não é oferecida pela marca no país, o jeito foi sustentar a pose de bad boy. Acirrou ou olhos e encheu os pulmões, na esperança de inflar os músculos e, quem sabe, desestabilizar o oponente.

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Mais longo, o Camaro tentou ao menos intimidar. A estratégia, no entanto, não surtiu efeito. Em termos de porte físico, o Mustang é mais largo e parrudo. Mas isso não era uma novidade para o desafiante, já que o modelo com a insígnia da cobra compartilha da mesma estatura e porte do irmão como símbolo do cavalo. A preocupação do Camaro era outra, escondida debaixo do capô: um bloco de alumínio 5.8 V8, com compressor mecânico.

O Camaro tentou ganhar no grito, fez seu 6.2 V8 de 406 cv rosnar alto. O som borbulhante impunha presença. O 500 GT entendeu como provocação e retrucou. Abriu a capota e deu uma amostra de seu poder de fogo. Emitiu um som áspero, quase bestial. Diferente do Camaro e mesmo do irmão GT, o GT 500 é uma fera sobre rodas, nascida para as pistas. Vai a 100 km/h em menos de 4 segundos. Com brutais 87,2 kgfm combinados ao câmbio manual de seis marchas Tremec, é difícil domá-lo no circuito urbano. Na Marginal Tietê, na capital paulista, onde o limite é de 90 km/h, ele se mostrava inquieto. Aos 70 km/h da pista local, nem se fala. A essa velocidade nem mesmo era necessário engatar uma terceira marcha.

Já o Camaro, com câmbio automático, apesar da ânsia por maior liberdade (do carro e do motorista), se mostrou mais civilizado. É um esportivo que roda macio e entrega algum conforto. Mérito da suspensão independente multilink nas quatro rodas e dos rodões de 20 polegadas, calçados com pneus 245/45 na frente e 275/40 atrás. É de condução dócil até o momento em que se desliga o controle de tração, permitindo ao carro dar vazão aos seus instintos mais selvagens.

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No interior, ambos são sóbrios; contam com bancos tipo concha, bem envolventes (Recaro no caso do Mustang), além de sistemas multimídia com funções de navegação, comunicação e entretenimento. Em termos de tecnologia, o Camaro leva pequena vantagem, mesmo sobre a versão topo de linha do Mustang, que não conta com o sistema head-up display que projeta a velocidade no para-brisa. Falta ao ponycar da Ford até ajuste elétrico no banco, por pura opção de se manter fiel às origens. Mas isso não aplacou o ímpeto do GT 500, que continuou peitando o Camaro. Para o muscle car da GM, restava uma saída diplomática, em vez do confronto direto.

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Guardadas as devidas proporções, ambos têm muito em comum, mesmo quando comparamos versões tão díspares em termos de potência e desempenho. Para começar, os dois seguem à risca a cartilha dos musclecars e, ao lado do Dodge Chalenger, formam a trinca dos altos representantes da escola americana de esportivos. Além disso, tanto o Mustang quanto o Camaro conservam características dos antecessores clássicos. Basta reparar no longo capô, a traseira curta, o porte robusto e o formato dos faróis. Um paralelo que contribui para reforçar o caráter mítico de ambos.

Vale lembrar também que, apesar da rivalidade de quase 50 anos, eles compartilham vários ingredientes, como muita força bruta, nervosos motores V8, tração traseira e freios de alto desempenho – no caso, Brembo. Se esse empate técnico não for o suficiente para o desafiante Camaro sair satisfeito, não tem problema. A próxima geração do Mustang está chegando por aí. E a exemplo dos novos Fiesta e Fusion, será um projeto global. E o melhor: a Ford já confirmou que trará oficialmente o carro para cá em 2015. O cupê da GM terá uma revanche mais justa, e será muito em breve.

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