
Dirigibilidade esportiva é destaque da versão que custa R$ 119,5 mil.
Falta de espaço para as pernas atrapalha quem pega carona atrás.
Queridinhos de celebridades como John Lennon, Steve McQueen e Peter Sellers e estrela de filmes como “The Italian Job” (“Um golpe a italiana”, título em português) e da série cômica Mr.Bean, os pequenos Mini chamam a atenção desde 1959, quando eram produzidos pela BMC. Hoje, sob a batuta da BMW, o carro foi relançado em 2001, repaginado em 2006, e voltou às telonas com o remake de “The Italian Job” (“Uma Saída de Mestre”). No filme, ladrões bolam um roubo cujo ator principal na fuga é o carrinho. O G1 avaliou a agilidade mostrada no longa-metragem do Mini Cooper S – versão turbo do modelo – pelas ruas de São Paulo.
Apesar de o lançamento no Brasil ter acontecido no ano passado, as linhas retrô do modelo continuam a chamar a atenção das pessoas. Mas o visual também cativa quem está dentro do carro. Todos os botões lembram os de aviões, inclusive a posição; o console central tem um grande velocímetro de multifunções que compõe o estilo com o rádio, também retrô. O contador de giros fica isolado no painel. O modelo tem ainda 337 opções de combinações externas e outras 264 possibilidades de personalizar cores e acabamentos internos.
Tudo isso é um mero detalhe para quem dirige. O grande barato do modelo é a direção esportiva e a habilidade em manobras, o que o torna um kart bem sofisticado. A impressão de estar em um carrinho de corrida é reforçada ao ser acionado o botão Sport. A direção eletrônica fica mais precisa e há uma resposta mais imediata do acelerador, além de mudanças mais rápidas de marcha na transmissão automática.
Como o centro de gravidade é baixo e o carro conta com diversos sistemas de frenagem e de estabilidade (Controle Automático de Estabilidade + Tração, Controle de Freio nas Curvas, Distribuição Eletrônica de Frenagem, entre outros), as manobras em alta velocidade passam segurança ao motorista. Aliás, o carro possui airbags frontais e laterais para o motorista e o passageiro da frente e airbags de cabeça do tipo cortina.
A posição de dirigir também é confortável e possibilita total domínio das pequenas dimensões do carro. Então, para estacionar, não há a menor dificuldade. O uso de sensores de estacionamento é totalmente dispensável. A suspensão e o amortecimento permitem uma condução ainda mais dinâmica.
Junta-se a todos esses itens de esportividade o motor 1.6 turbo quatro cilindros e injeção direta de 177 cavalos — disponível apenas com câmbio automático de seis marchas, que tem opção de trocas atrás do volante e obedece perfeitamente aos comandos — e o motorista tem um carro ideal para se divertir tanto no trânsito quanto no passeio do fim de semana.
Mas quem tem o pé pesado deve tomar cuidado com o limite de velocidade das vias: o modelo atinge de 0 a 100km/h em sete segundos. Além de ser leve, o Cooper S é equipado com um sistema “overboost” que eleva o torque a 26,51 kgfm em caso de forte aceleração. Em situação “normal” o torque máximo é de 24,47 kgfm entre 1.600 e 5.000 rpm.
Pouco espaço no banco de trás
A diversão só acaba na hora de tentar dar carona para mais de uma pessoa. Apesar do teto alto, é muito difícil acomodar as pernas no banco de trás. Pessoas com mais de 1,60 m mudam de ideia rapidinho ao querer passear.

Para aqueles que gostam de ter domínio maior sobre o carro, a falta da opção de câmbio manual na versão S decepciona.
Já o consumo não é um problema. Econômico, o Mini Cooper faz a média de 9,2 km/l na cidade e de 17,5 km/l na estrada, de acordo com dados da fabricante. No entanto, o peso no orçamento vem de IPVA, manutenção e dos R$ 119.500 a desembolsar na hora da compra. “Detalhe” que acaba com a inspiração de qualquer um. Mas para aqueles que dinheiro não é problema, a excentricidade vale a pena.
Fonte Auto Esporte
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