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Mercedes Benz SLK 250 Sport 2012 – SLK 250 Sport é alternativa da Mercedes para contornar novo IPI

Data: abril 7, 2012
Opiniões
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SLK 250 Sport é alternativa da Mercedes para contornar novo IPI

Nesta terça-feira (3), enquanto o ministro de desenvolvimento indústria e comércio exterior, Fernando Pimentel, anunciava o novo regime automotivo, em São Paulo, eu acelerava rumo ao litoral, a bordo do novo SLK 250 Sport, da Mercedes-Benz. Você deve estar se perguntando: e o que o pronunciamento do Pimentel tem a ver com o passeio (ops, test-drive)? A resposta tem apenas três letras: IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Eu explico. Em setembro do ano passado, o governo elevou para 30% a alíquota do IPI para veículos importados com menos de 65% de conteúdo nacional. O objetivo era frear as importações e equilibrar a balança comercial. E entre as vítimas está o SLK, que vem da Alemanha. Em linhas gerais, as medidas anunciadas na terça visam elevar o conteúdo brasileiro dos veículos estrangeiros e reduzir o IPI, de forma gradual, a partir do ano que vem. Mas enquanto 2013 não chega, os distribuidores traçam estratégias para driblar perdas geradas pelo imposto.

Motor 1.8 de injeção direta entrega 204 cavalos

No caso do conversível, a saída encontrada pela Mercedes foi substituir as versões SLK 350 e SLK 200, disponíveis no País desde meados de 2011, pela intermediária 250 Sport. De acordo com a Fenabrave, associação que reúne os distribuidores de automóveis, a linha SLK acumulou 544 emplacamentos de julho a dezembro do ano passado. Dirlei Dias, gerente de vendas e marketing de produto da Mercedes-Benz, justifica a estratégia. “Mesmo sem o repasse de todo o IPI para o consumidor, com a alíquota atual de 30%, o preço do SLK 200 passaria de R$ 218 mil para perto de R$ 270 mil. Já o SLK 350 saltaria de R$ 265 mil para R$ 350 mil. Ficaria inviável”, explica. Oferecida desde o mês passado, a nova versão é vendida por R$ 249.900. Dirlei Dias espera que o modelo substituto alcance, “pelo menos”, 400 unidades emplacadas em 2012. Mas o 250 Sport não deve ficar por muito tempo só na gama SLK. Em meados deste ano, a marca promete trazer a versão top 55 AMG, com motor de 421 cv.

Receita alemã

Sob o capô, o 250 Sport traz um motor de quatro cilindros, 1.8 litro, a gasolina, e equipado com injeção direta de combustível. De acordo com o fabricante, ele é capaz de entregar 204 cavalos com a ajuda de um turbocompressor. Toda a potência é entregue aos 5.500 rpm. Já o torque máximo, de 31,6 kgfm, surge logo aos 2.000 giros, mantendo-se até os 4.300 rpm. A tração é traseira e o câmbio 7G Tronic Plus tem sete marchas. Essa combinação de atributos faz o SLK 250 alcançar 243 km/h de velocidade máxima e chegar aos 100 km/h em 6,6 segundos. Nada mal para um carro de 1,5 tonelada. Concorrente direto do roadster da Mercedes, o BMW Z4 sDrive23i é mais leve (1.430 kg) e tem os mesmos 204 cv, mas demora 7,3 s para chegar aos 100 km/h. Assim como o rival, o Z4 tem tração traseira e câmbio de sete marchas, porém levaria vantagem já que conta com sistema de dupla embreagem para agilizar as trocas de marcha – o SLK não conta com esse recurso.

Visualmente, o 250 Sport é idêntico às outras variantes. Inspirado no irmão maior SLS AMG, o SL compacto tem como destaques o capô elegante, a grade dianteira saliente e o belo conjunto óptico com fileiras de leds, inclusive para iluminação diurna. As saídas de escape quadradas, posicionadas de cada lado do pára-choque traseiro também dão ao SLK uma pose de V6. A combinação entre acabamentos cromados ou de alumínio escovado e couro garantem sobriedade e requinte à cabine, que também traz as mesmas saídas de ar em X do SLS, no painel. Falando nele, uma tela colorida posicionada no centro exibe mapas de navegação via satélite Garmin e dial digital de rádio.

Revestimento em couro e detalhes em metal fazem estilo do SLK

Segundo a Mercedes, os revestimentos de couro contam com tratamento químico especial para absorver menos calor quando o interior estiver exposto ao sol. Ou seja, no SLK não há risco de queimar a pele em contato com o banco de couro em dias ensolarados. Para cobrir a cabine, basta puxar o botão em forma de U, instalado no console central, segurando-o até que a capota acople no para-brisa. A operação leva cerca de 20 segundos, dois segundos a mais que o movimento inverso. Em ambos os casos, a Mercedes recomenda que eles sejam feitos com o carro parado. Com o teto guardado no porta-malas, ainda sobra 225 litros de espaço para bagagens.

Entre os equipamentos embarcados no conversível estão seis airbags, sistema Neck-Pro, capaz de minimizar o efeito chicote na coluna vertebral em caso de colisão, cintos de segurança com pré-tensionadores, ar-condicionado digital, com regulagem de duas zonas, GPS de alta precisão, farol bi-xenon com lentes direcionais e assistente de estacionamento com sensores que medem o tamanho das vagas e dispositivo Attention Assist, que alerta o motorista por meio de sinais sonoros e visuais em caso de um suposto cochilo na direção.

Acionamento da abertura e fechamento do teto é feito por botão no console central

No primeiro trecho da avaliação, viajei no banco do passageiro, que oferece regulagens elétricas do assento, do encosto e dos apoios de cabeça e lombar. Há espaço de sobra para esticar as pernas, mas a posição inconveniente do extintor de incêndio incomoda o joelho esquerdo. Placas giratórias de acrílico transparente, fixadas logo atrás dos arcos de proteção de cabeça, ajudam a diminuir a turbulência gerada pelo vento quando o carro está acima dos 100 km/h. Fiz o test-drive ao lado de um jornalista com 1,84 de altura e cerca de 100 kg de peso. Perguntei se a posição de dirigir era confortável e ele concordou, apesar de a posição do assento estar no limite da regulagem e a cabeça quase encostar no teto.

Ao volante

Assumi o volante do SLK já na rodovia dos Tamoios, que liga a região de São José dos Campos ao litoral norte do Estado. E nos 111 km do percurso pude sentir o comportamento do conversível em trechos sinuosos, com asfalto de qualidade regular ou ruim. A suspensão, herdada da geração anterior do SLK, trabalha muito bem, mantendo o carro estável. Os pneus largos de 18 polegadas também tem papel importante no bom desempenho do conjunto. Mesmo em curvas fechadas, contornadas em alta velocidade, o roadster transmitiu uma sedutora sensação de segurança.

Com o teto fechado e o câmbio na posição D, o que mais chama a atenção é o silêncio dentro do habitáculo. O motor parece adormecido. Mas é só mudar o modo de condução para Sport, apertando um pequeno botão ao lado da alavanca, para o quatro cilindros despertar. Um dispositivo instalado próximo do corpo de borboleta se encarrega de dar o tom diferenciado aos roncos acima dos 4.000 rpm, atiçando quem estiver ao volante. As trocas de marcha ocorrem automaticamente entre 3.000 e 4.000 giros e de forma mais áspera. Alterando para o modo M (manual), os engates podem ser feitos com ajuda de hastes atrás do volante. E esta é a condução mais prazerosa, principalmente nos trechos de serra. Algumas horas e quilômetros depois, eu estava de volta à capital paulista. E apesar de ter feito uma coisa que muita gente sonha em fazer um dia – desfilar a beira-mar ao volante de um conversível de luxo -, quero esclarecer que eu, assim como os colegas que cobriram a coletiva do ministro, estava trabalhando.

Fonte: Auto Esporte

1 comnetário Comente

  1. ednilson lima says:

    este e o carro do meu sonho um dia eu compro sideus quizer uma blz de carro

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