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Klaus Bischoff disse que, apesar da necessidade de renovar o hatch, fugir da identidade visual da VW seria uma atitude ‘estúpida’

Data: junho 25, 2017
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Deixar o design mais esportivo e imponente sem desprezar as heranças do passado. Foi este o principal desafio da equipe comandada por Klaus Bischoff, diretor de design da Volkswagen AG, antes do desenvolvimento do novo Polo – cuja produção no Brasil (ao lado do sedã Virtus) foi confirmada oficialmente pela marca.

“O Polo já vendeu mais de 14 milhões de carros pelo mundo. Isso é mais do que suficiente para dizer que precisávamos preservar sua identidade. Afinal, todo mundo quer construir uma identidade e, uma vez que você consegue, deve preservá-la a todo custo. É por isso que, ao mesmo tempo em que precisávamos renovar o Polo, havia a preocupação de não desvirtuar as características do modelo”, afirmou em entrevista durante o lançamento do carro, em Berlim.

Como quase sempre acontece com as novas gerações, o Polo cresceu 7 cm no comprimento, outros 7 cm na largura e 9 cm na distância entre-eixos em relação a seu antecessor – a 5ª geração, que não veio para o Brasil. Bischoff afirmou que houve um cuidado especial para não deixar o hatchback desproporcional.

“Nós queríamos fazer um Polo mais esportivo e, para tanto, deixá-lo mais baixo e aerodinâmico era essencial. Mas, antes disso, precisávamos alargar a carroceria para manter as proporções. Tudo isso sem prejudicar a funcionalidade, uma característica primordial de nossos carros. O carro ficou maior porque as pessoas exigem carros cada vez maiores e mais espaçosos”, afirmou.

Apesar da evidente semelhança com o Golf (prontamente rechaçada por Bischoff, diga-se), vários modelos da atual gama de produtos (e até futuros lançamentos) da Volkswagen serviram de referência para os designers. Mesmo assim, Klaus ressaltou o cuidado na preservação da identidade do Polo construída ao longo das últimas gerações.

“Cada produto tem uma personalidade diferente que deve se sobressair. É isso que faz o Polo ser totalmente diferente do Golf. Aproveitamos alguns elementos que o aproximam de nossos outros modelos, como o Passat, o Arteon e o futuro Touareg. Mas tudo isso sem esquecer da identidade de marca. Seria estúpido de nossa parte não mantê-la e especialmente não capitalizar em cima de algo que lutamos tanto para conseguir. Sem contar que seria um pecado se alguém visse o novo Polo e pensasse: ‘sim, é um Volkswagen, mas qual carro?’”, afirmou.

O interior também chamou bastante a atenção da mídia especializada durante sua apresentação global, realizada em Berlim, na Alemanha. Diferente da maioria dos compactos desenvolvidos pela VW até então, a tela da central multimídia ocupa lugar de destaque, acima, inclusive, das saídas de climatização. Segundo Bischoff, esse layout reflete a importância dos sistemas de entretenimento e conectividade a bordo.

“Preparar nossos produtos para um futuro cada vez mais conectado é essencial. Antes, os clientes se preocupavam apenas em ouvir música e os painéis eram mais simples. Hoje, se o cliente não consegue parear seu iPhone, ele desiste da compra. Nós mudamos toda a estrutura do painel e do interior por conta da preocupação com a conectividade. É preciso administrar tantas funções simultaneamente de uma forma simples, que permita a qualquer pessoa acessar tudo rapidamente”.

“Agora podemos acessar uma ampla variedade de rádios ao toque de um botão, podendo escolher também entre suas músicas favoritas armazenadas em dispositivos portáteis ou até em aplicativos como o Spotify. Hoje temos GPS, controles de climatização, som, telefone agrupados em um lugar só. Nosso papel é ter certeza de que fornecemos o maior número de funções possíveis ao alcance das mãos, sem distrair o condutor”, concluiu.

 

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