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Internet móvel revoluciona a manutenção dos veículos – Montadoras aperfeiçoam conectividade em carros

Data: janeiro 27, 2010
Opiniões
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Internet móvel revoluciona a manutenção dos veículos.
Telas de LCD vão ‘engolir’ o painel de instrumentos.

O tempo gasto pelo motorista dentro do carro, no trânsito, pode representar uma oportunidade de negócio. É nisso que estão de olho montadoras e empresas de tecnologia, interessadas em explorar o potencial para publicidade e distribuição de conteúdo. A ideia de transformar um carro na extensão da casa e do escritório, até hoje pouco mais do que um slogan, pode se tornar uma realidade com novas ferramentas de conectividade.

A Ford, por exemplo, acaba de apresentar o novo MyFord Touch. Ele substitui o console do carro por uma tela. Assim, todas as funções do painel de instrumentos são reunidas no sistema. A tecnologia é uma evolução do Sistema Sync, já encontrado em diversos veículos da empresa e disponível no Ford Edge, vendido no Brasil.

Esse tipo de recurso agrega navegação GPS, Twitter, telefone celular, internet sem fio, rádio, tocadores de CD e DVDs, comando de voz, telas que obedecem ao toque, notebook, iPhone, iPod, controle do ar-condicionado, entre outras funções.

De acordo com o vice-diretor do comitê de veículos de passeio da SAE Brasil (Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade), Jomar Napoleão, a evolução da conectividade será o painel multifuncional, em que o motorista poderá escolher o que vai aparecer na tela. “Do mesmo jeito que no iPhone você muda de tela, a pessoa poderá escolher o tipo de painel que quer, se vai aparecer o velocímetro, o termômetro, a autonomia etc.”, diz o especialista.

Outra tecnologia que chegará aos carros em pouco tempo será o monitoramento da parte mecânica do carro via internet. Essa tecnologia já existe nos carros de Fórmula 1. “Sensores no motor do carro podem enviar sinais para os revendedores, que assim fazem o monitoramento do motor e possíveis ajustes à distância”, explica Napoleão.

Segundo ele, a evolução das tecnologias nos carros acompanha as inovações na eletrônica. “A tecnologia que temos hoje com LED e LCD é tão evoluída, por exemplo, que esses sistemas acabam ficando simples para ser utilizados nos carros”, afirma.

O engenheiro acredita que dentro de dois e três anos a conectividade deve se popularizar entre os carros de entrada. “A tendência sempre é começar nos carros mais caros e, com o tempo, incorporar nos modelos mais baratos”, ressalta Napoleão.

Novos negócios para a mobilidade

A Peugeot Espanha tornou pública nos últimos dias sua intenção de se tornar uma operadora de telefonia móvel. A empresa aposta numa estatística: de acordo com levantamento do próprio grupo, quase um terço do uso de celulares é feito dentro dos carros. Segundo a Peugeot Espanha, a ideia é fornecer serviços de comunicação utilizando os sistemas telefônicos instalados em seus carros. Mais de 60 mil veículos da marca já circulam com tal sistema no país europeu.

O projeto da Peugeot ainda é embrionário, mas o diretor da consultoria Megadealer Auto Management, José Rinaldo Caporal Filho, afirma que esta realidade não está tão longe. “Hoje a tela que mais olhamos é a do celular”, diz.

De acordo com o consultor, as montadoras podem sim se tornar empresas de mídia ou canais para publicidade. Para isso acontecer, a montadora precisa ter infraestrutura para armazenar e transmitir informações, como jornais, rádios e canais de televisão fazem.

“O próprio carro hoje em dia vem com GPS. É possível enviar mensagens de publicidade através dele”, diz. “É possível ter uma troca online. Por exemplo, você atualiza o seu GPS e pode baixar uma música de graça”, exemplifica Caporal.

Para o professor de marketing da Trevisan Escola de Negócios, João Paulo Lara de Siqueira, o uso da publicidade dentro do carro ainda é discutível. De acordo com ele, pelo simples fato de que as pessoas possam vir a considerar como uma invasão de privacidade a propaganda dentro do carro.

“A tendência é que a publicidade utilize cada vez mais o espaço público. Esse tipo de publicidade móvel deve se restringir apenas a táxis, TVs no metrô, em ônibus, como já existe hoje. Em um carro particular é mais difícil”, observa Siqueira.

Em relação a um canal de mídia, o professor de marketing também não acredita que as montadoras chegarão ao ponto de formar empresas de comunicação. Por outro lado, ele afirma que as fabricantes de veículos têm participação importante no processo de mídia, por fazer a opção entre uma tecnologia ou outra ao instalar um novo sistema nos carros.

Fonte G1

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