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Novo Volkswagen CC – O VW CC, sedã com jeitão de cupê, abandonou a família Passat para voar mais alto

Data: abril 4, 2012
Opiniões
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Depois muitas reclamações, VW mudou dianteira do CC, com lanternas integradas à grade dão ar sofisticado

Você já se confundiu e chamou sua namorada ou mulher pelo nome da ex? Pois é, a coisa pode ficar feia. Eu nunca cometi esse erro, mas fiquei com receio de cair na armadilha. Por isso treinei bastante para o meu primeiro encontro com o novo Volkswagen CC. Afinal, o cenário era perfeito: as ruas estreitas da Riviera Francesa, em meio ao glamour e beleza ideais para estreitar uma relação. Tudo o que eu não precisava era estragar o encontro e chamar o sedã esportivo de “Passat” na frente dele.

Mas por que o modelo está tão sensível com a troca de nomes? Parece que tudo começou quando o Passat chegou aos EUA. Lá, o sedã se transformou em um veículo barato, vendido como um popular da marca. Então, é tudo uma questão da imagem que o antigo Passat CC gostaria de manter. E se a questão é imagem, a VW teve um trabalho duro com a reestilização do modelo. As mudanças não foram grandes, mas precisavam pontuar justamente o luxo e a elegância que o CC oferece em relação à linha Passat.


Desenho das rodas muda de acordo com a motorização; aqui, a versão topo de linha 3.6 V6 de 300 cv

Tudo começa com a dianteira, que exibe a grade padrão da VW, mas com adaptações. Ela foi trabalhada em três texturas e tons diferentes (preto, prata e cromado) e é acompanhada pelo novo conjunto de faróis bixenônio. O logo ficou maior e mais tridimensional. O toque de agressividade aparece na linha que nasce na coluna do para-brisa, torna-se um vinco ao longo do capô e segue pela grade para terminar sob as luzes de neblina. O desenho cria um efeito bumerangue interessante, que diferencia a dianteira desse VW dos demais.

A traseira manteve o desenho praticamente idêntico, com curvas e detalhes esportivos que parecem não conversar com a seção frontal. Destaque para as saídas de escape, que mudam de cor e posição conforme a motorização. Embora seja um projeto indiscutivelmente bonito, fica em um meio-termo entre sedã e cupê, sem nunca se decidir.

Ainda pensando na manutenção da imagem de requinte, o CC será oferecido no Brasil apenas na opção topo de linha. Isso significa que as ponteiras da saída de exaustão do modelo serão cromadas e posicionadas uma em cada extremo da traseira. Sinal de que, sob o capô, está o 3.6 V6 de 300 cv. É um motor de respeito, que emite um ronco grave e constante. O som foi trabalhado com esmero pelos engenheiros da VW, com direito a uma nova vedação da cabine que reduziu seu volume, sem sacrificar a diversão.

Traseira mais despojada não combina muito com a dianteira, mas exalta esportividade

A mediação da conversa entre o V6 e as rodas de aro 17 é feita pela transmissão automática de seis velocidades. Como o trabalho é difícil, ela conta com tecnologia de dupla embreagem DSG. O casamento é perfeito. A aceleração ocorre sempre em crescentes suaves e constantes, o que agradou muito nas sinuosas estradas francesas. Mas outro grande responsável pelo divertido passeio foi o sistema de tração integral 4Motion, que mantém tracionadas as quatro rodas do CC todo o tempo. É verdade que o peso extra deixa o CC menos ligeiro do que o ideal, mas a sensação de controle compensa. “Adotamos o 4Motion, basicamente, para tornar o V6 mais seguro. Toda essa potência aplicada apenas nas rodas dianteiras pode ser forte demais”, explica Bjoern Homann, gerente de projeto do CC.

A VW aferiu 0 a 100 km/h em 5,5 segundos e limitou a velocidade eletronicamente a 250 km/h. A resposta é ágil e estável, acompanhada do agradável ronronar do V6. O ajuste da suspensão pode ser feito pelo toque de um botão, entre “Comfort” e “Sport”, e a diferença é sensível. A cada curva acentuada, o modelo parece pronto para acertar a rota. Pise fundo no pedal e ele calcula a força necessária e divide apropriadamente entre as rodas, como se um copiloto eletrônico fizesse todos os cálculos complicados para você.


Painel tem acabamento em dois tons que vão dos esportivos aos sóbrios

O interior reflete bem a dualidade cupê-sedã que faz o CC. A começar pelo acabamento de couro, sempre em dois tons. Os bancos têm desenho esportivo por natureza, com uma clara inspiração nos de competição, mas com todo o conforto e acabamento esperados de um carro de executivo – com direito a sistema de aquecimento. O painel afasta-se da esportividade e usa traços mais conservadores e mostradores arredondados sem grafismos elaborados – com direito até a um relógio de ponteiro no centro do console. Mas os ares de arrojo estão logo ali, como os acabamentos de alumínio (entre as opções, prata e amadeirado claro e escuro).

A lista de assistentes eletrônicos do modelo é extensa: o de luz dinâmica evita que os feixes ofusquem outros motoristas; o sensor de fadiga identifica e alerta quando o sono bate; o assistente de faixa ajuda a manter o carro dentro do traçado, treme o volante caso o motorista pareça perder o controle da direção e ainda avisa quando há algum veículo nos pontos cegos. Para completar, o carro pode estacionar sozinho, graças ao Park Assist II. Basta apertar um botão e controlar o acelerador enquanto o volante faz as manobras.


Bancos têm desenho e formato que parecem estilo concha, mas foco é conforto

O preço do novo Passat CC em reais ainda não está definido. Ele deverá ficar mais caro que o atual não apenas pela alta do IPI, mas também para reposicioná-lo no mercado de luxo. Sua chegada por aqui está programada para o segundo semestre. Será a ocasião ideal para um segundo encontro, onde andaremos pelas estradas do Brasil. Espera aí, eu chamei o VW CC de Passat? Ah, droga…


Motor para o Brasil será V6 de 300 cv; assistentes eletrônicos trabalham como copiloto

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