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Escapamento furado ? O que fazer ?

Data: março 3, 2010
Opiniões
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As respostas sobre o custo do reparo e sobre a durabilidade desse componente

De repente, o carro começa a roncar mais forte, ou parece ter perdido um pouco da força. É bem provável que o escapamento esteja com alguma avaria. Como tudo que faz parte de um veículo, esse circuito de tubos que se estende do cofre do motor até o fim do assoalho também sofre desgaste ao longo do tempo.

Claro que aqueles cuidados básicos, como passar devagar por lombadas e valetas, ajudam muito a evitar que os canos sofram pancadas ou mesmo raspões. Mas é preciso estar atento a outros detalhes danosos. “Combustível de má qualidade é um veneno para o sistema. A quantidade de água, solvente e sabe lá mais o quê que colocam no álcool e na gasolina corrói rapidamente as paredes internas do tubo. A parte mais afetada é o silencioso, que esquenta menos e acumula mais líquidos não queimados pelo motor”, explica Carlos Guedes, gerente da Pneus Linhares.

Como o número de postos que vendem combustível adulterado cresceu assustadoramente, a durabilidade do sistema de escape, na média, caiu absurdamente. “Há mais ou menos uma década, os canos de um carro zero quilômetro chegavam a durar cinco anos. De lá para cá, não passam de dois anos e meio. Já o escape de reposição, que chegava a completar três anos de uso, sem ser galvanizado, chega a dois, mesmo com o processo de galvanização atual”, explica Cícero Joaquim Neto, proprietário da Borracharia Lins Car. Eis aí mais um motivo para fugir dos combustíveis baratos demais.

Mas a culpa pela vida encurtada do escapamento não é apenas do solvente e da água. O motorista pode acabar “gastando” bastante a peça, muitas vezes sem saber disso. “Quanto mais se usa o carro, mais o escape dura. No caso dos taxistas, que rodam o tempo todo, o sistema acaba ficando mais limpo. Já quem faz vários percursos curtos por dia mantém os canos constantemente úmidos. Nesse caso, o sistema pode durar de um ano e meio a dois, não passa disso”, afirma Neto.

Além dessas preciosas dicas, Guedes lembra de uma outra bem elementar: “é importante escolher peças de reposição de qualidade, senão nem adianta reclamar sobre durabilidade.”

Reparos

Até é possível fazer alguns tipos de reparo no sistema, para adiar o gasto com peças novas, mas não é tudo que vale a pena. O silencioso, por exemplo, é uma parte do escapamento que não tem muito como ser reparada. “Dá trabalho e é caro demais, é melhor comprar um novo. Antigamente nós abríamos a peça, trocávamos a manta de isolamento acústico e soldávamos o que era preciso, mas como o preço da peça caiu bastante há anos ninguém mais faz esse tipo de serviço”, explica o proprietário da Borracharia Lins Car, que lembra que para o catalisador também não existe conserto – o certo é trocar a peça.

Em alguns pontos, é possível recorrer a soldas. É o caso das emendas entre os canos, que podem se soltar depois de uma pancada. Esse tipo de problema pode ser resolvido com o maçarico, desde que seja uma peça de qualidade e que não apresente ferrugem, segundo Neto. “Quando uma parte do tubo amassa muito, é mais fácil cortar a parte danificada e fazer um enxerto. Desamassar dá muito trabalho, nem sempre fica bom e também acaba custando demais.”

Pondo a mão no bolso

Falando em custo, Guedes nos passou alguns valores médios para as peças trocadas com maior freqüência. “O silencioso, que estraga mais rápido, custa de R$ 130 a R$160 para modelos 1.0 de gerações anteriores. Para alguns modelos 1.0 atuais, como o Chevrolet Corsa, e também para alguns 1.6, fica entre R$ 220 e R$ 260.” No caso de veículos sofisticados, como VW Golf e Ford Focus, o valor parte de R$ 220, podendo atingir os R$ 280. Já para modelos Audi, BMW e Mercedes-Benz, o custo vai de R$ 380 a R$ 600.

O tubo intermediário segue essa progressão de valores:

– de R$100 a R$ 140 para 1.0 antigos
– de R$ 140 a R$ 190 para 1.0 recentes e 1.6
– de R$ 180 a R$ 230 para médios sofisticados
– de R$ 280 a R$ 400 para modelos top de linha

Fonte: AutoEsporte

4 Comentários Comente

  1. fabio gomes says:

    Existe tubos genericos que sao de qualidade inferior ao original ? como identifica-los ,e tambem os valores que vcs deram é p originais ou genericos?

  2. Marco says:

    meu corsa 1.0 flex tem 1 ano e 6 meses mais entrou muita agua no cano , meu carro ficou com agua pela metade , esta fazendo uma trepidação no volante e um barrulho estranho quando ligo o carro o mecanico falou que minha marmita estava muito pesada ele bateu e pegou uma nova para eu ver a diferença , ando muito pouco por dia 3kilometros , como identificar o problema , ele falou que estava faltando anel no final da mola trazeira (protetor de barulho).

  3. Davi says:

    Marco, isso de trepidação no volante me cheira a folga nas buchas da direção e outra, se seu carro sofreu com enchente e subiu água até o meio provavelmente não entrou pela entrada de ar do motor só pelo escapamento… espero que não tenha outra vez, mas se tiver, que tape a entrada de ar do motor e o escapamento com alguma coisa… Se entrou água ela tem de sair! E cuidado para não ligar o carro após esse tipo de evento, pois a possibilidade de curto circuito é imensa! Outro detalhe que também é importante é ligar o veículo e muda-lo de posição para evitar hachuras e ovalização dos pneus que são causados quando o carro fica muito tempo parado! No mais é só isso e cuidado com os falsos mecânicos!

  4. aldemir says:

    eu tenho um fiat palio,ele esta fazendo um barulho ,ele fica pipocando mas anda normal sera que é agua na gasolina

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