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Citroën C3 – Novo Hatch compacto nacional chega por R$ 39.990

Data: agosto 7, 2012
Opiniões
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Acabamento mais refinado do novo Citroën C3 sugere um compacto de nível “premium”

A Citroën oficializou na manhã desta terça-feira (7) o lançamento da nova geração do C3. O modelo chega ao país três anos após o lançamento na Europa, com direito a reestilização assinada pelo centro de design da marca em Porto Real (RJ), onde o hatch premium é fabricado. As versões foram renomeadas, seguindo em boa parte o padrão da marca na Europa. O modelo de entrada Origine sai por R$ 39.990 e vem equipado com direção elétrica, ar condicionado manual, airbag duplo, freios com ABS, computador de bordo, travas e vidros elétricos.

O C3 Tendance é o intermediário e traz os mesmos itens do Origine, além de faróis de neblina de led, ara-brisa Zenith, sistema de som Pioneer e roda de liga leve de 15 polegadas. Este será oferecido por R$ 43.990. Por R$ 49.990, o consumidor levará a versão Exclusive, com faróis de acendimento automático, ar condicionado automático, bancos dianteiros com apoio de braço, limitador e regulador de velocidade, volante em couro com detalhes em metal, ponteira de escape cromadas e rodas de 16 polegadas.

Lanternas em forma de bumerangue tornam a traseira do C3 mais arrojada

O hatch ganhou no Brasil algumas poucas diferenças em relação ao europeu, sobretudo na grade cromada como no Aircross, uma nova abertura no para-choque e faróis auxiliares de leds. Um dos destaques da nova geração é o para-brisa panorâmico, que se estende pelo teto, com a possibilidade do condutor obstruir a passagem de luz por meio de um acabamento interno, como a proteção de um teto solar convencional. A antiga geração fica no mercado até o final do ano, garante a Citroën.

Mais robusto, o novo C3 deseja atingir o público masculino pelo design, que segundo a Citroën, evoca mais a esportividade do hatch. Ele cresceu 9,4 cm de comprimento em relação ao anterior (que segue apenas até o final do ano, segundo a Citroën). A novidade ostenta 3,85 m de comprimento e 1,70 m de largura, uma evolução de 4,1 cm

Sob o capô, o modelo terá duas opções de motor. O primeiro é o novo 1.5i Flex, desenvolvido por mais de 200 engenheiros da montadora, para substituir o velho 1.4 com 93 cv a 5.500 rpm de potência e 14,2 kgfm de torque a 3.000 rpm, ambos com etanol. Além dele, o o C3 também poderá ser equipado com o motor 1.6 de 120 cv de potência equipado com o sistema Bosh Flex Start, aquele que dispensa o famoso tanquinho de gasolina para partidas em dias frios. O câmbio será manual de 5 velocidades ou automático de 4 de marchas, agora com borboletas atrás do volante.

Como é dirigir o novo C3

É fácil perceber que o C3 está mais encorpado “Hoje, o público feminino responde por cerca de 70% das compras do Citroën, mas com o novo modelo, acreditamos que essa divisão deverá se igualar em 50%”, afirma o diretor geral da PSA na América Latina, Francesco Abbruzzesi. Ele não chegou a ficar tão esportivo assim, ainda mais se comparado a Sonic e Fiesta, ambos com design mais invocado. Se o design externo evoluiu dez anos, o interior do novo C3 não deixa por menos.

O acabamento sugere um carro de um nível superior, sobretudo pelos plásticos de boa qualidade e a montagem cuidadosa. As linhas do painel também mudaram em relação ao europeu, repetindo a receita do Aircross, com saídas de ar redondas. O porta-luvas ficou bem maior que o anterior, além de ganhar refrigeração. Já o porta-malas tem 300 litros (ainda não pudemos aferir). Os bancos de couro (opcionais) são confortáveis, mas quem viaja atrás irá reclamar. O espaço para as pernas só não é pior do que o vão para a cabeça, onde uma pessoa com 1,80 m passará sufoco. Vale lembrar que no New Fiesta o desconforto é bem parecido, mas o Sonic abre boa vantagem.

Para-brisa Zenith muda de 90 cm para 1,35 m de comprimento e está disponível nas versões Tendance e Exclusive

Na frente, o destaque fica com o para-brisa Zenith, que pode passar de 99 cm para até 1,35 m de comprimento por meio de um sistema de correr no revestimento do teto. O recurso agrada pela sensação de ampla visibilidade e vista para o céu. Já a visão traseira é ruim. A posição de dirigir mais baixa favorece uma condução mais esportiva, no que contribui o bom volante de três raios com a base reta. E é fato: o C3 está mais gostoso de dirigir. A direção elétrica está menos “boba” em altas velocidades, e a suspensão ganhou firmeza, sem ser dura nos buracos.

O motor 1.6 16V é uma evolução do anterior: há nova bomba de óleo, coletor de admissão de plástico e conjunto de pistões e anéis de baixa fricção. Agora, ele rende 122 cv de potência e 16,4 kgfm de torque a 4.000 rpm. As evoluções melhoraram o desempenho, mas o C3 não chega a empolgar – ainda falta um pouco de força em baixas rotações e o câmbio manteve os engates um pouco “manhosos”. A 120 km/h, o motor gira a 3.500 rpm e trabalha com baixo nível de ruído. Quanto ao consumo, não obtivemos a liberação do carro para fazer nosso teste padrão, mas durante o test drive ficamos de olho no computador de bordo: média de 9,3 km/l de etanol na estrada, com três pessoas a bordo e ar-condicionado ligado. Como no modelo anterior, haverá três anos de garantia e revisões com preço fixo.

Painel adotou estilo mais convenconal, com instrumentos circulares que facilitam a leitura. Visual é parecido com o do Aircross

Quase dez anos de “praia”

O Brasil era “terra das quatro grandes” no fim dos anos 90, mas logo no início dos anos 2000 o domínio do quarteto Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen começou a ruir. O segmento de compactos passava por uma renovação importante liderada pelas francesas Citroën, Peugeot e Renault. E o hatch C3 – ao lado de 206 e Clio – tinha a missão de justamente revolucionar. Lançado em 2002 na Europa, o compacto estreou no Brasil em maio de 2003, já produzido na fábrica da PSA Peugeot Citroën em Porto Real, no sul Fluminense.

Moderno e atualizado com o modelo europeu, o C3 chegou como referência de estilo e sofisticação. Embora pequeno nas dimensões, o hatch da fábrica francesa logo ganhou status de carro premium, por oferecer um “algo a mais” no acabamento – aspecto que a Citroën sempre fez questão de valorizar. Equipado com motores 1.4 e 1.6 litro, o modelo nunca foi um popular, embora fosse acessível. Seus preços só começaram a baixar nos últimos anos, especialmente após o lançamento da nova geração na Europa, em 2009.

No Brasil, o C3 bebeu apenas gasolina até 2005, quando o motor 1.6 16V foi adaptado ao sistema flex. No ano seguinte (2006), foi a vez do bloco 1.4 passar a beber etanol. Nesse mesmo ano, estreava a versão XTR – sigla de extremo, em inglês. A versão, no entanto, tinha apenas visual lameiro, sem oferecer aprimoramentos mecânicos. Em 2008, a Citroën entendeu que era hora de atualizar o visual e aplicou os retoques feitos no C3 europeu em 2006. Nesses nove anos de Brasil, o C3 foi o best-seller da marca. E deve seguir no posto. (colaborou Diogo de Oliveira)

Confira o que mudou no C3 nesta geração:

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