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Carro usado que não é flex perde até 24% do valor, aponta pesquisa

Data: maio 25, 2010
Opiniões
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Pesquisa Datafolha inédita revela a desvalorização dos 248 modelos de carros usados cotados antes e depois da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados). Toyota, Troller e Volkswagen tiveram as melhores valorizações de abril de 2009 a março deste ano. Já as francesas Renault, Peugeot e Citroën viram seus carros sofrerem desvalorização por não investir em motores “flex”. Resultado: os veículos encalham nas revendas e perdem até 24% do valor em um ano.

O resultado da pesquisa Datafolha, segundo especialistas, reflete a atual situação do mercado. Já os proprietários, mesmo os de veículos mal posicionados, preferem defender seus modelos. Para a consultora Letícia Costa, vice-presidente da Prada Assessoria, as picapes, como a Toyota Hilux -a mais valorizada-, vêm ganhando penetração no país, ficando mais valorizadas e tornando as usadas mais acessíveis.

“Já os franceses ainda têm baixa liquidez. O que chamou a atenção, porém, foi que a Honda apareceu longe da Toyota, visto que os japoneses tem tendência de serem valorizados. Acredito que seja pelo envelhecimento do produto no período pesquisado”, avalia.

Os proprietários de Hilux e a própria Toyota não ficaram surpresos com o resultado.

Diana Sabrino, 25, consultora de negócios da concessionária Grand Motors, de São Paulo, diz que os seminovos não param na loja e até clientes de outros Estados aparecem para comprar. “Por ser um carro caro, os clientes fazem manutenção na concessionária e evitam problemas”, diz Julio Vitti, gerente de produto Toyota.

O empresário Marco Aurélio Pegan, 45, tem duas (sendo uma SW4) e deu uma terceira de presente para o pai. “O carro passa segurança, não dá problema de manutenção e pode trafegar em qualquer tipo de terreno.”

Já os franceses são diferentes. Conquistam pelo visual e pelos equipamentos de série. Foi o que aconteceu com o engenheiro Rodrigo Daud, 31, que preferiu um sedã Mégane ao recente Honda City. “Sei que o carro tem uma desvalorização maior, mas pretendo ficar com ele por um bom tempo”, diz.

A técnica de gestão Raquel Teles, 53, acaba de comprar uma Xsara Picasso. “Fui atraída pela boa visibilidade e pela segurança. Hoje, qualquer carro tem alguma desvalorização.”

Mario Mizuta, gerente de vendas da Citroën, argumenta que o atraso na adoção do motor “flex” desvalorizou os carros da marca. A Peugeot, a última colocada no ranking de marcas, faz coro. Afirma, em nota, que “82% dos veículos Peugeot citados na pesquisa são movidos a gasolina. Desde 2006, a Peugeot fabrica a linha 206 100% equipada com motores “flex'”.

A marca também afirma que trabalha no pós-venda: “o 207 1.4 “flex”, em janeiro de 2009, tinha uma cesta de peças acima da média do mercado. Hoje encontra-se 1,4% abaixo dos concorrentes.

Fonte Folha Online

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