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Alugar um carro vale a pena

Data: março 17, 2010
Opiniões
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Saiba a resposta com comparativo de tarifas e o relato de quem já usou esse serviço

Quando o assunto é aluguel, os imóveis são os primeiros produtos imaginados pelos brasileiros. No entanto, a gama de bens disponíveis para locação vai muito além de casas ou apartamentos. Os carros são um exemplo. O setor de aluguel de veículos cresce a cada ano e, aos poucos, se estabelece na cultura nacional.

Segundo dados da ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), essa expansão está ocorrendo desde o início da década passada. Em 2008, data do último anuário, o faturamento chegou a quase R$ 4 bilhões. Desse total, 55% correspondem à terceirização de frotas e 45% foram proporcionados pelo “rent a car” – aluguel diário para turismo de lazer ou negócio.

O relato de quem já usou o serviço

Antônio Carlos Pinho, arquiteto, já usufruiu desse serviço em diversas ocasiões. “Algumas vezes foram a trabalho para fazer o trajeto de Vitória a Aracruz ou percursos em Salvador e no Rio de Janeiro. Outras foram para passear nas férias, geralmente, percorrendo as praias do nordeste”, conta.

Os meses de alta temporada turística, segundo João Claudio Bourg, presidente executivo da ABLA, são os períodos de maior demanda do “rent a car”. “Fato curioso é que o brasileiro que costuma viajar à Flórida, nos Estados Unidos, já se acostumou com a presença do carro alugado nos pacotes turísticos, mas, muitas vezes, ignora que existem esses mesmos benefícios no Brasil. Em um país de dimensões continentais como o nosso, as distâncias podem ser vencidas com mais conforto e agilidade a bordo de um veículo alugado”, completa.

Essa flexibilidade que um automóvel locado oferece é uma das principais vantagens apontadas por Antônio Carlos. “Ter um carro à disposição em um local onde você não poderia estar com seu próprio veículo permite percorrer grandes trajetos e fazer seu próprio horário”, afirma. Ele ainda acrescenta que, embora na época das férias haja menos possibilidades de escolha, sempre existem carros disponíveis. Segundo o arquiteto, os veículos populares são os que têm melhor custo benefício. “Geralmente, ainda consigo um bom desconto apresentando a carteira do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura)”, informa.

Tarifas Brasil: cidade de São Paulo Tarifas Europa: Frankfurt, Alemanha
Econômico (Gol, Palio, Celta com ar condicionado): R$ 106 a diária ou R$ 633 a semana Econômico (Polo, Fiesta): uma semana – US$ 299 com franquia e US$ 362 sem franquia
Intermediário (Siena Premium ou Polo Sedan com ar-condicionado): R$ 144,10 a diária ou R$ 865 a semana Intermediário (Ford Mondeo, Peugeot 407 ou Vectra): uma semana – US$ 370 com franquia e US$ 416 sem franquia
Luxo (Corolla, Vectra, Bora com ar): R$ 195 a diária ou R$ 1.234,20 a semana Luxo (BMW Série 5, Mercedes-Benz Classe E, Audi A6): com franquia, US$ 725 e, sem franquia, US$ 854 a semana
O que inclui: proteção parcial contra roubo, furto, colisão e danos, quilometragem livre, impostos e taxas. O que inclui: proteção, taxa de aeroporto, quilometragem livre e proteção a terceiros.’

Apesar de incentivar o uso de carros alugados, nem todas as experiências de Antônio foram tão agradáveis. Durante uma viagem a João Pessoa, ele teve o vidro do motorista quebrado. “Tinha deixado uma toalha sobre o painel para protegê-lo do sol e pensaram que poderia ter algo de valor sob ela”, conta. Sempre que aluga um carro, o arquiteto opta pelo seguro total, mas como, nesse caso, o valor do dano não ultrapassou a franquia, ele acabou bancando a despesa.

Para evitar prejuízos, outra estratégia adotada pela maioria das locadoras é alugar automóveis somente para maiores de 21 anos habilitados há mais de dois anos. Com essa idade, o condutor já tem responsabilidade civil e responde legalmente em caso de acidente. Segundo o presidente da ABLA, outra prática comum entre as empresas do setor é adotar o cartão de crédito como forma de pagamento. “Essa opção agiliza a aprovação do cadastro e a efetivação do aluguel”, afirma João Claudio.

Um caso em que a locação é uma necessidade
No Brasil, a média de renovação das frotas é de 16 meses. O mercado de aluguel de carros é o principal cliente corporativo das montadoras no país. Segundo dados da ABLA, em 2008, elas adquiriram mais de 11% da produção nacional de automóveis.

Enquanto no Brasil o crescimento das locadoras acompanha um bom momento da indústria automobilística, em Cuba, país que vive sob um regime econômico e político bem diferente, a situação é oposta e inusitada. Lá o serviço de aluguel de carros desponta como uma solução improvisada diante da insuficiência da oferta de automóveis.

José Gabriel Navarro, estudante, conta que durante os dezessete dias que esteve em Havana percebeu que o sistema de locação de carros compreendia todo tipo de veículo. “Como pouquíssimas pessoas lá conseguem carros pelas vias legais, há um mercado informal, no qual algumas pessoas alugam seus automóveis antigos. O consumidor é, em geral, um nativo sem muito dinheiro que recorre a esse serviço por pouco tempo, já que os guardas, em Havana, multam e exigem documentos a todo instante”, afirma. O estudante acrescenta que esses automóveis antigos fazem parte do imaginário cubano. “Em Habana Vieja (Centro Velho) há quem alugue esses carros apenas para as pessoas tirarem fotos”, afirma.

No entanto, nem só de modelos antigos vive o mercado cubano de locação de carros. Há empresas – pertencentes ao governo – que oferecem modelos modernos e caros aos turistas. “Fiquei no bairro de Miramar, marcado pela presença de estrangeiros, e lá é incrível a quantidade de BMWs contrastando com os carros velhos da população”, lembra Gabriel.

Fonte: AutoEsporte

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