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Além do V6 3,6 litros de 289 cv, o Jeep passa a ser equipado com um 2,0 litros turbo, também a gasolina, de 271 cv

Data: dezembro 21, 2017
Opiniões
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Primeiro, a má notícia: o Jeep Wrangler não diminuiu em tamanho. Recém-apresentada nos EUA, a nova geração é até alguns centímetros maior do que a anterior, fabricada de 2006 até março passado. A versão de quatro portas cresceu 9,6cm no comprimento e ganhou 6,1cm de entre-eixos. Em resumo: continua um fora-de-estrada grandalhão demais (4,78m de ponta a ponta, na versão quatro portas) para a turma que curte os enxutos Jeep Willys das décadas de 40 a 60.

A parte boa é que mesmo com algumas polegadas a mais, o novo Wrangler (nome-código JK) é uns 90 quilos mais leve do que seu antecessor (JL). Isso se deve ao extenso uso de materiais leves. O chassi, como está previsto nas escrituras, continua a ser separado da carroceria. Adota, contudo, aços de maior resistência e processos de fundição mais modernos. Além disso, capô e portas passam a ser de alumínio, enquanto a parte traseira da carroceria é de magnésio. Mesmo assim, o o bicho pesa um bocado: de 1.800kg a 2.020kg, dependendo da versão. Quem sabe na próxima encarnação o modelo retome a trilha do minimalismo?

Quem vê a carroceria nas fotos não notará muita diferença. Mas seus cantos foram arredondados, o para-brisa ganhou uma ligeira inclinação para trás e a grade agora é menos reta e um pouquinho boleada. Além disso, há saídas de ar no capô e coladas aos para-lamas dianteiros — tudo para vencer a resistência do ar. É o aprimoramento aerodinâmico possível em um ícone com formato de caixote.

Repare que os faróis (de LEDs nas versões mais caras) voltaram a invadir as grelhas externas da grade, como nos saudosos Jeep CJ-5, fabricados no Brasil entre 1957 e 1982. O interior traz mais recursos eletrônicos e acabamento na cor da carroceria.

Para-brisa como antigamente

Ficou mais fácil desmontar o teto. Antes era uma operação complicadíssima, envolvendo dezenas de porcas e parafusos, mas agora há até a opção de um tetinho conversível: duas travas, baixou e pronto. As portas mantêm suas dobradiças externas e também podem ser removidas. E a melhor parte é que o para-brisa pode ser baixado sem muito esforço sobre o capô, como nos Willys da Segunda Guerra. Dirigir assim é puro prazer.

Na mecânica, uma novidade importante. Além do V6 de 3,6 litros que rende os mesmos 289 cv da geração anterior e continua com um assustador consumo de gasolina, o Jeep passa a ser equipado com um quatro-em-linha de 2,0 litros e com turbo, também a gasolina. A potência é de 271 cv.

Mas o melhor desse downsizing é que o torque máximo do 2.0 é de 40kgfm em baixíssima rotação, que é o que faz a diferença na hora de escalar paredes de pedra, devagar e sempre. Para 2019, haverá a opção de um V6 3.0 turbodiesel. Outra novidade mecânica é que, pela primeira vez, o Wrangler terá uma opção de tração permanente nas quatro rodas, em vez do tradicional sistema com caixa de transferência. O câmbio pode ser manual de seis marchas ou automático de oito velocidades.

O novo Wrangler chegará ao Brasil no segundo semestre do ano que vem. Hoje, seu antecessor custa de R$ 195 mil a 205 mil em nosso mercado.

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